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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

VACINAS.  PLANO de VACINAÇÃO ? PRIORIDADES ? PRIVILÉGIOS ?

Nota prévia: não sou médico nem enfermeiro. Não exerci nenhum cargo governamental, nem hospitalar. Mas a carreira alguma coisa me ensinou sobre planeamento, liderança, e noção de responsabilidades.

Foi entregue ao sr Francisco Ramos o plano de vacinação. Foi pior que tragicomédia a apresentação pública que patrocinou. Não é de espantar em gente que ganhou loas à custa de rodar em circuito fechado entre cargos de poder público e cargos de poder dominados pelo poder público. Gente que nem sequer tem a dignidade profissional de preparar uma apresentação pública o que implica, em primeiro lugar, competência profissional, decência e, sobretudo, respeito a quem se vai dirigir, neste caso, os cidadãos portugueses.

Em segundo lugar humildade e, como tal, por exemplo, ter à frente dos olhos um "papelinho" com indicações breves de nomes e etc., e evitar assim a VERGONHA a que se assistiu logo no início. Com gente desta não admira o resultado.

Quanto ao plano (??) em si mesmo, nada sabendo eu do assunto e tendo apenas umas mais que superficiais indicações de amigos e familiares que me contam o que se passa neste momento em algumas unidades do SNS, nada me admirou o desfecho que se vai observando. naturalmente que não está nas mãos do governo o não cumprimento das entregas de vacinas que estavam contratadas.

A este propósito ainda, muito boa a prestação televisiva do VAlmirante Gouveia e Melo hoje entrevistado na TVi24. Simples, claro, explicações concretas, nada de divagações, e ressalvas óbvias colocadas quanto ás vacinas chegarem ou não. Repito, o governo não tem culpa absolutamente nenhuma dessas falhas de entregas.

Mas, como sempre, dando a minha opinião, procuro dizer o que me parece bem e parece mal, quem é responsável ou não. E, por isso, contrasta de forma abissal o que o almirante disse - estarão vacinados X cidadãos até à data K se as vacinas vierem - com a habitual vigarice discursiva de António Costa ao afirmar - até ao princípio do Verão 70 % da população estará vacinada. Uma pessoa intelectualmente honesta diz como disse o almirante.

No que respeita a prioridades, e nem falo dos abusos que vão sendo conhecidos, só em cabeças como as da ministra e da DGS se aprovam prioridades, por exemplo, para membros de certos tribunais que não estão sujeitos a nenhum risco especial de infecção, enquanto se continua a verificar, veja-se, a existência de imensos bombeiros por vacinar, homens que estão constantemente a transportar doentes. Depois, perante estes e outros exemplos, não é de admirar que grande parte da população crescentemente perca o respeito por esta gente, gente que, como Marta que a saúde teme, para compensar esta evidente falta de credibilidade neles se esganiça em conferências de imprensa patéticas e com agressividade para com jornalistas. Que por acaso, também, pouca consideração vão merecendo. 

AC

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

A             SEPARAÇÃO           de PODERES

Como ao longo do tempo aqui no blogue algumas vezes referi, sempre me interessei por questões do direito, da justiça. Não sou jurista, mas as circunstâncias da vida ditaram que eu tenha uma noção básica de assuntos de direito e, concretamente, umas noções mínimas de direito constitucional e de ciência política.

Isto dito e presente a nossa CRP, concretamente o Art. 2º, a República Portuguesa é um Estado de Direito Democrático, baseado na...........separação e interdependência de poderes................

Isto recordado, e depois de a propósito dos 40 anos da morte de Sá Carneiro ouvir uma arengas sobre justiça, a que acrescem as palhaçadas envolvendo uma série de pantomineiros que se têm por espertalhaços, tenho estado, MAIS UMA VEZ, a olhar para múltiplos aspectos no âmbito da justiça no meu País. E, entre outras coisas por onde tenho andado a "navegar" e a consultar apontamentos pessoais, embiquei uma vez mais no tema Conselho Superior da Magistratura (CSM).

E lá voltei a contar a sua composição que dá o seguinte:

Presidente (Presidente do STJustiça)

Vice-Presidente

2 Vogais designados pelo Presidente da República

7 Vogais eleitos pela Assembleia da República

6 Vogais eleitos pelos Magistrados Judiciais.

E isto dá, se ainda sei somar, 9 elementos nomeados politicamente num quadro de 17 ou seja, a maioria é nomeada pelos poderes políticos.

Será que assim é assegurada uma verdadeira separação de poderes?

Hummmm........

António Cabral (AC)