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domingo, 4 de outubro de 2026

OLHARAM  PARA  O  PAÍS . . . .  

Desde há muito que vários dos nossos antepassados olharam para o país e teceram comentários, análises, vaticínios, formularam ideias e soluções.

Uns com sugestões concretas como melhorar a sociedade portuguesa.

Outros, foram mordazes.

Destes, alguns foram certeiros e o tempo vem mostrando que já nessa longínqua época acertaram em cheio, pois a Tugolândia não muda mesmo.

Um desses, bem conhecido, famoso, vaticinou o seguinte:

"O grande cão é a finança.

A galinha choca, é a economia de rastos.

O grande papagaio, é a retórica parlamentar.

A grande porca, é a política".

Sinceramente, olhando a realidade dos últimos 35 anos, pode dizer-se, com rigor e isenção, o que se passa na nossa sociedade já não encaixa nisto?

Os grandes e maravilhosos números da macroeconomia, as patéticas discursatas de Marcelo e agora de Seguro.

Aquilo que constantemente nos dão muitos dos sucessivos parlamentares, mais as sucessivas pouca vergonhas em muitas autarquias sejam do PS ou PSD ou de coligações.

O estado desgraçado:

- dos serviços públicos que resultaram das cativações desde 2016 a que se soma a inépcia do governo actual, 

- das forças armadas e as forças de segurança, 

- e de colapso evidente no SNS "brilhantemente acautelado" por Costa/ Temido/ geringonça designadamente ao estoirarem com a lei de bases do SNS e não terem tratado das carreiras médicas e dos enfermeiros,

- do turismo de saúde e a imigração descontrolada assoberbando ainda mais o SNS nomeadamente na grande Lisboa, 

- da habitação com as sucessivas e não cumpridas promessas de Costa, 

NADA DISTO ENCAIXA NAQUELE ENTENDIMENTO ?

Tenham um bom Domingo

AC

domingo, 27 de setembro de 2026

UM   DIÁLOGO   HIPOTÉTICO

* Bom dia, é uma honra ser recebido por Vossa Santidade

* Ora essa, ainda por cima um homónimo dos Santos António e José

* Por meu intermédio trago a Vossa Santidade a admiração e o maior respeito de todo o Portugal

* E diga-me António, como vai Portugal ?

* Não vai muito bem, estamos a trilhar um caminho difícil até porque Portugal não controla muito do que no mundo se passa e acontece, e se reflete na nossa vida . . . e sobretudo quer eu quer o partido de que sou fiel crente e o PSD falamos muito de reformas mas depois encolhemo-nos . . . . 

* De facto as injustiças crescem . . . . 

* Exactamente, estamos muito preocupados, eu e a Dra Margarida Maldonado Freitas, porque há muitos portugueses para quem o dinheiro não chega ao fim do mês . . . 

* Mas António, disseram-me que saem milhões de Euros de Portugal para offshores . . . isso não o preocupa, não diz nada sobre isso, que faz o António sobre isso ?

* ah, . . . de facto . . . . parece que sim . . . mas em compensação vou estar em Cascais dentro de dias e vou ouvir falar muito de saúde e de diagnósticos, vou estar ladeado dos meus amigos da saúde e que certamente vão dizer coisas excelentes, um deles está a aprontar-me um Pacto para a Saúde dos portugueses . . . 

* Mas, António, eu não me quero imiscuir nos assuntos internos do seu país, mas acha mesmo que isso de pacto vai resolver alguma coisa . . . . . . . . eu posso rezar por isso, mas ouço dizer que a par de alguma falta de jeito da ministra actual parece que a realidade é que as ordens profissionais, os sindicatos, as corporações, os interesses, a quantidade de médicos que se tornaram merceeiros perdão, tarefeiros . . . .e a juntar a isso as muitas centenas de milhares de imigrantes que entraram no seu país de roldão e mais a curiosa coisa que é o turismo de saúde e que segundo me disse um dos cardeais ainda por cima não pagam . . . . . . como é que o seu pacto resolverá essas coisas . . . .  

* Pois . . . . . de facto . . . . peço a sua benção para a Dra Margarida Maldonado Freitas e para mim . . . . . . .

* . . . vá com Deus . . . . . 

AC

domingo, 12 de julho de 2026

UM BOCADO PATÉTICO e RIDÍCULO, NÃO ?
Gosto particularmente da indicação - aproxime o copo da boca!

Já indiquei qual poderá ser o guia para "defecar".
Para urinar algo como isto:

COMO URINAR
- Quando estiver a sentir muita vontade de urinar, 

- Dirija-se calmamente à casa de banho mais próxima,

- Se andar pelo campo, escolha uma moita, ou uma árvore para se esconder e assegure-se que tem lenços de assoar consigo para depois se poder limpar,

- Baixe as calças /levante a saia / abra a braguilha, baixe as cuecas, 

- Menina ou senhora, levante a tampa da sanita e sente-se com cuidado,

- Menino ou homem, em casa, levante a tampa da sanita para não a sujar; em casa de banho pública usar o urinol;
Se estiver no campo agache-se (senhora /menina) com cuidado tendo previamente observado o local atrás da moita assegurando-se que nada lhe possa vir a picar o rabo; homem ou menino deve assegurar-se que não urina contra o vento para que não fique com sapatos e calças molhados,

- Menina ou senhora, depois de urinar limpe-se cuidadosamente e em seguida vista-se e lave as mãos; se estiver no campo, lave as mãos logo que lhe seja possível.

- Menino ou homem, depois de urinar sacuda o pénis, feche a braguilha e lave as mãos logo que possível,

- Se notar alterações na periodicidade com que urina ou na urina (cheiro, cor, quantidade), consulte o seu médico. Se a urina atraiu por exemplo formigas pode ser sinal de diabetes!

AC 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

UM BOCADO PATÉTICO e RIDÍCULO, NÃO ?
Gosto particularmente da indicação - aproxime o copo da boca!

Só falta como ensinar a urinar e defecar !

Estou até já a imaginar que um destes dias surgirá uma orientação deste tipo:

COMO DEFECAR
- Quando estiver a sentir vontade de defecar, 

- Dirija-se calmamente à casa de banho mais próxima,

- Se andar pelo campo, escolha uma moita para se esconder e assegure-se que tem lenços de assoar consigo para depois se poder limpar,

- Baixe as calças /levante a saia, e baixe as cuecas,

- Levante a tampa da sanita e sente-se com cuidado;
Se estiver no campo agache-se com cuidado tendo previamente observado o local atrás da moita assegurando-se que nada lhe possa vir a picar o rabo,

- Não faça força, deixe que o organismo actue por si,

- Depois de defecar limpe-se cuidadosamente e, estando em casa, lave-se no bidé com água fria e em seguida vista-se e lave as mãos; se estiver no campo, com o pé procure cobrir as fezes o melhor possível com terra e folhas; lave as mãos logo que lhe seja possível.

- Se notar alterações na periodicidade com que defeca ou nas fezes, consulte o seu médico.

Bom dia, tenham uma boa 6ª Feira.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Bom início de fim de semana. Boa sorte, felicidades.

AC

terça-feira, 16 de junho de 2026

SERÁ ?

Será que um dia destes o SMN vai decretar uma greve não por causa das urgências, ou do INEM, ou porque Joana Bordalo e Sá está irritada como de costume porque nunca mais volta uma geringonça, ou porque a rede informática do SNS foi abaixo, ou porque Seguro não pára de nos adormecer com discursos bíblicos, mas porque o safado do estetoscópio afastou o método que a figura recorda?


AC

Resposta a Anselmo Crespo
Enquanto ao atravessar o Tejo de barco neste passado Sábado 13 de Junho passava os olhos pelas gordas no telemóvel, dei com um artigo da médica e sindicalista Joana Bordalo e Sá com o título supra.
Segue-se o artigo onde os sublinhados a vermelho são da minha responsabilidade.

A diferença entre duas horas por semana e duas horas por dia não é um detalhe. É precisamente a diferença entre comentar um tema e conhecê-lo.

Li com interesse a crónica de Anselmo Crespo sobre a greve geral (Uma greve geral que sabe a férias) de 3 de junho. 
Interessa-me particularmente porque fui uma das pessoas mencionadas no texto e porque, sendo oncologista médica, presidente do Sindicato dos Médicos do Norte e vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos, conheço razoavelmente bem a realidade laboral que motivou a mobilização de milhares de trabalhadores.

Permita-me, por isso, um convite à reflexão.

Quando se discutem horários, descanso, trabalho suplementar ou direitos laborais dos médicos, não estamos apenas a discutir condições de trabalho. Estamos também a discutir a segurança dos doentes. Um médico exausto toma decisões complexas em condições cada vez mais adversas, com consequências que podem atingir qualquer cidadão. É por isso que esta discussão diz respeito a todos.

O argumento central da crónica assenta numa perplexidade repetida ao longo de vários parágrafos: se a maioria das alterações ao Código do Trabalho não se aplica aos funcionários públicos, quais são as razões para tantos trabalhadores do Estado aderirem à greve geral?

A resposta é simples: porque a premissa está errada.

A chamada Reforma Laboral corresponde a um conjunto vasto de alterações ao Código do Trabalho que o governo pretende introduzir e cujos efeitos extravasam largamente o setor privado. Desde logo porque milhares de médicos trabalham com Contrato Individual de Trabalho no Serviço Nacional de Saúde. 
Mas também porque a própria Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas remete, em diversas matérias, para normas do Código do Trabalho, fazendo com que parte destas alterações tenha igualmente impacto sobre trabalhadores com Contrato de Trabalho em Funções Públicas.

Talvez por isso a questão relevante não seja perceber porque fizeram greve os médicos, mas antes perguntar se alguém considera aceitáveis algumas das mudanças propostas.

Considera razoável que um empregador possa opor-se à reintegração de um trabalhador ilicitamente despedido, substituindo esse direito por uma indemnização? 
Será aceitável que um despedimento considerado ilegal possa terminar, na prática, com a possibilidade de o empregador ‘comprar’ a saída do profissional?

Considera adequado alargar a subcontratação, permitindo substituir postos de trabalho permanentes por empresas externas, frequentemente associadas a vínculos mais frágeis, salários inferiores e menor proteção laboral?

Considera aceitável eliminar o luto gestacional, apagando da lei o reconhecimento de uma perda profundamente dolorosa para as famílias? Saberá o autor da crónica o que significa perder um filho antes mesmo de o poder conhecer?

Considera normal restringir o acesso ao horário flexível e permitir que profissionais com filhos menores de 12 anos possam ser obrigados a trabalhar à noite, aos fins de semana e em feriados? Conhecerá a realidade de uma médica que, depois de uma noite inteira de urgência, regressa a casa para cuidar e amamentar um bebé?

E, no caso concreto dos médicos, considera compatível com a segurança dos doentes a desregulação dos horários de trabalho?

Na sua crónica, Anselmo Crespo refere que o banco de horas obrigaria os médicos a trabalhar mais duas horas por semana. 
Permita-me uma correção factual. 
A proposta prevê a reintrodução do banco de horas individual, regressando a um modelo já conhecido do período da troika, permitindo aumentar unilateralmente o período normal de trabalho em até duas horas por dia, podendo atingir as 50 horas semanais.

A diferença entre duas horas por semana e duas horas por dia não é um detalhe. 
É precisamente a diferença entre comentar um tema e conhecê-lo.

Quando um médico termina uma noite de urgência, toma decisões clínicas complexas após muitas horas de trabalho consecutivo. Quando o mesmo médico regressa ao serviço no dia seguinte, acumulando fadiga física e desgaste emocional, a discussão sobre horários deixa de ser uma abstração ideológica para passar a ser uma questão de segurança clínica.

É por isso que os médicos aderiram à greve geral. 
Não para defender privilégios. Não por oportunismo. 
Não por estarem à procura de um fim de semana prolongado.

Fizeram greve porque sabem que a qualidade dos cuidados de saúde depende também das condições de trabalho de quem os presta. 
Porque um médico exausto é um risco para si próprio, para os seus colegas e, sobretudo, para os doentes que lhe confiam a sua saúde.

Anselmo Crespo termina a sua crónica lamentando a falta de capacidade reformista do país. 
Concordo que Portugal precisa de reformas. 
Mas reformas não são necessariamente boas apenas porque se apresentam como reformas. 
O verdadeiro reformismo exige conhecimento, debate informado e avaliação rigorosa das consequências concretas das medidas propostas.

Talvez seja precisamente isso que esta discussão mereça: menos perplexidade e mais análise. 
Porque quando se fala das condições de trabalho dos médicos, não se está apenas a falar dos médicos. 
Está-se a falar da qualidade e da segurança dos cuidados de saúde de todos nós.

Joana Bordalo e Sá
Oncologista médica, presidente da Comissão Executiva do SMN
SOL/ 12 Junho 2026
*********************************
Não sou médico. Sou de família de médicos e enfermeiros (2 senhoras, 1 homem, ainda no activo); antes de casar tinha 2 médicos na família, primos direitos da minha mãe.
Quando casei ficaram a ser salvo erro 18 (sogro, pai da sogra, vários tios, primos vários 1º e 2º grau).
Praticamente todos desaparecidos.

Médicos actualmente são apenas cinco, 2 primos, 2 sobrinhas, 1 cunhado.
Os enfermeiros estão no topo da carreira hospitalar.
E por aqui se pode avaliar que conhecemos muitos médicos, dentro e fora do SNS. Alguns são mais que médicos, são amigos.

Conheço alguma coisa do SNS e da saúde na privada. 
Sei poucachinho (Costa dixit) mas como a médica bem afirma isto respeita a todos, e por isso umas palavras.

Ah, tenho uma noção "poucochinha" (ai Costa) dos hospitais de Sintra, Santa Maria, Santa Marta, Castelo Branco, Cascais, Barreiro, Setúbal, Luz (Setúbal e Lx), Lusíadas, CUF Tejo, CUF Descobertas, e é não é só devido a consultas próprias e de familiares e de amigos.

Como afirma a sindicalista médica, isto respeita a todos nós.
Já aqui falei da reforma (??) laboral, não vou perder muito mais tempo com isso nem com algumas verdadeiras bacoradas por exemplo em relação aos filhos.

Mas a senhora sindicalista médica que se afirma pelo rigor poderia ter dito mais qualquer coisa sobre o tal banco de horas.
Posso ter lido mal e portanto aqui fica a reserva, mas creio que pelo  que está escrito, o banco de horas só pode entrar em vigor se o trabalhador anuir. Repito, creio ter lido bem.

Naturalmente que a sindicalista médica nunca explicita a sua ideologia/ filiação partidária (LEGÍTIMA) mas podia referir isso, em vez de se ficar pela referência formal da especialidade e cargos sindicais. 

Eu sempre fui centrista, votei sempre em todas as eleições desde o 25 de Abril, PS e PSD, na Constituinte, nas legislativas, nas autárquicas; quanto a PR, Eanes das duas vezes, branco nas eleições seguintes, Sampaio e branco, Cavaco e branco, Marcelo e branco, e branco na última presidencial.

Em meu entender a sindicalista médica tem absoluta razão quando refere que há que ter bem presente que isto de saúde respeita a todos, e que as decisões médicas têm consequências para os cidadãos. 
A tal segurança dos doentes.

Não li nem fui procurar o que o tal jornalista terá escrito ou dito. 
É criatura que nos escassos períodos em que faço curtos zaping pelos canais TV mudo logo de canal se me aparece pela frente o seu rosto.

Mas há pelo menos uma coisa em que ele ao falara de férias tem alguma razão, na minha opinião naturalmente.

Quanto a sindicalista médica e outros marcarem greves gerais ou parciais a meio de uma semana sem ficarem coladas a feriados ou fins de semana, nessa altura terão o meu respeito por, com legitimidade absoluta, recorrerem a um direito que tem respaldo constitucional. 
E que muitos esquecem ou fingem não saber que a greve tem proteção da constitucional.

E terão ainda mais respeito da minha parte quando fizerem greves sem ter em conta a cor do governo do momento.

A sindicalista médica e outros devem ter feito violentos protestos e muitas greves durante os extraordinários 8 anos e algumas semanas por as suas carreiras não terem sido revistas/ reformuladas, tal como as carreiras hospitalares e as carreiras dos enfermeiros e outro pessoal do SNS.

Violentos protestos e muitas greves devem ter feito por as maravilhosas cativações Costa / Centeno não terem permitido a  substituição de equipamentos hospitalares nem a reformulação das urgências.
Fizeram isso e muito mais certamente, não reparei porque sou muito distraído.

AC

domingo, 7 de junho de 2026

Hoje,  ao ALMOÇO

Domingo, sossego da aldeia, almoço caseiro, bem confecionado.

Eu tratei da mesa, dos bifes de lombo e das laranjas, a minha mulher da salada, que estava divinal. 

Um (apenas um e mal cheio) bom copo de um dos bons vinhos comprados em tempos na cooperativa de Pinhel.

Excelente companhia, almoço a dois.

Ao fundo da sala, inadvertidamente, tinha ficado ligado o televisor. Às tantas surgiu a voz maviosa de José Luís Carneiro. Orelha eriçou-se.

E não é que me pus a tomar atenção ao que a criatura debitava ?

Pareceu-me que Carneiro descobriu agora o problema da quantidade enorme de camas ocupadas nos hospitais por pessoas muito idosas e muito doentes e que por lá ficam acamadas tempos e tempos, pois as  famílias por lá as deixam, porque não existem grandes soluções para as retirar de lá.

Pareceu-me que Carneiro descobriu isto agora, pareceu-me, pareceu-me que nunca de tal se tinha apercebido ao longo dos anos da Marta e todas as antecessoras socialistas que governaram (???) o ministério da saúde durante anos.

A juntar às bacoradas e inações de governos liderados pelo PSD é conveniente lembrar quem há mais tempo governa (???) Portugal, isso mesmo, o PS.

E claro, Carneiro debitou soluções!

Que tristeza!

AC

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Que  CURIOSO . . . . 
Desde que aterraram em Portugal a Kristin e mais o terrível "comboio" que se lhe seguiu, tudo aquilo que antes e quase diariamente era notícia deixou basicamente de aparecer.

Sim, refiro-me às urgências fechadas, aos nascimentos nas ambulâncias, nos carros ou no passeio, e às demoras no atendimento nas urgências abertas.

Bom, a inarrável médica chefe sindicalista da FNAM e outrora creio que candidata autárquica por conhecido partido, já voltou a aparecer nas TV. 
Portanto . . . . . . tenhamos esperança!
Não deve tardar o recomeço!

AC

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Quase 600 profissionais de Saúde apelam ao voto em António José Seguro, por um SNS "onde ninguém é deixado à porta"
Ex-ministros da Saúde e profissionais da área (da esquerda à direita) apelam ao voto em Seguro no dia 8. Querem um país "que não vira costas a quem precisa" e um SNS que não "barre a entrada"
.

Isto é pouco ou é muito?
Isto é o quê?

É o que é!

Com Seguro em Belém, com Ventura em Belém, o SNS vai melhorar, modificar-se, ou manter-se na mesma? 

AC

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

REPUBLICANDO

A cegueira ideológica que o SNS não cura
• Paulo Ferreira • 23 Junho 2019

Os hospitais PPP são só quatro, pesam 5% no orçamento do sector, são os melhores nos cuidados prestados, são os mais baratos para o Estado mas são a causa do estado em que está o SNS. É isso?

Quem assistir ao debate sobre a Saúde em Portugal que se tem desenvolvido nos últimos meses fica com duas ideias centrais.

A primeira, factual e objecto de notícias quase diárias, é que o Serviço Nacional de Saúde passa por inquestionáveis dificuldades de funcionamento, de meios, de organização e de qualidade e quantidade na prestação dos serviços à população. Ainda esta quinta-feira, o jornal Público nos relatava mais um episódio desse caos, desta vez dando conta de próximos encerramentos rotativos das urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais da Grande Lisboa – Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, Hospital de São Francisco Xavier e Hospital Amadora-Sintra.

É rara a semana em que não há mais um caso de serviços a funcionar a meio gás, de problemas de atendimento, de equipas clínicas e de gestão que se demitem alegando não ter condições para trabalhar, de serviços oncológicos em ruptura.

A segunda ideia, que resulta do debate partidário sobre a Lei de Bases da Saúde, quer fazer crer a população menos informada que tudo isto se deve essencialmente à existência de Parcerias Público-Privadas na Saúde. Porque se só se discutem as PPP – basicamente se devem ou não ser proibidas na nova lei – num sector fundamental que passa por enormes dificuldades, então é porque não haverá nada de mais importante para discutir, certo? Nada de mais errado.

Vejamos então do que estamos a falar.

O SNS tem 100 unidades com o estatuto de hospitais (excluindo, portanto, todas as outras centenas de unidades como centros de saúde, unidades de cuidados primários ou continuados, etc.).

Desta centena de unidades, quantas PPP temos? Quatro. Quatro hospitais em regime de parceria com privados: Hospital de Braga, Hospital de Loures, Hospital de Cascais e Hospital de Vila Franca de Xira.

Estamos, então, a falar de 4% do total de hospitais do SNS. É nessas unidades que, segundo alguns partidos da esquerda, radica o grande problema da saúde prestada pelo Estado.

E em termos de despesa? O custo do Estado com estas unidades pelos serviços que eles prestam foi, em 2017, de cerca de 450 milhões de euros por ano. O orçamento global da Saúde no Orçamento do Estado rondou os 8.450 milhões de euros e a dívida dos hospitais públicos está próxima de 750 milhões de euros. Temos, então, um peso de 4,9% das PPP no total do orçamento do SNS em Portugal.

E toda a discussão sobre a Lei de Bases está centrada nestes 4%, num sector manifestamente em crise no país que, dizem, virou a página da austeridade há quase quatro anos e teve dinheiro para, por exemplo, abdicar de 350 milhões por ano de IVA dos restaurantes.

Acresce que nada, nas narrativas do Bloco de Esquerda e do PCP – mas sobretudo do primeiro – é sustentado pelos factos, essa coisa aborrecida que teima em contrariar a ideologia.

Não só as PPP têm um peso muito reduzido em todo o orçamento e estrutura do SNS como são comprovadamente as unidades mais eficientes e com mais qualidade na prestação de serviços.
Quem o diz é alguma consultora suspeita de querer beneficiar os grupos privados? Algum braço armado da ideologia liberal? Não, este é o resultado continuado das avaliações feitas pela Entidade Reguladora da Saúde, a unidade do Estado responsável pela supervisão do sector.

Entre outras notícias, podemos ficar apenas com esta: “Os melhores hospitais do país? São três PPP” (DN), e com esta: “Só três hospitais têm nota máxima no tratamento do AVC e são todos PPP” (Público).

Bom, está bem. Os hospitais PPP têm um peso insignificante no SNS e são, por regra, os que prestam o melhor serviço aos cidadãos que a eles recorrem. Mas, ainda assim, torturemos o modelo. Será que não consomem dinheiro a mais para os serviços que prestam? Os mesmos 450 milhões de euros, se fossem geridos directamente pelo Estado, não dariam mais resultados?

Responde o Tribunal de Contas numa auditoria realizada ao Hospital de Braga (que vai deixar de ser uma PPP a partir de Agosto) publicada no final de 2016:

“O novo Hospital de Braga em regime de PPP, que substituiu o antigo Hospital de São Marcos, em 2009, aumentou a oferta de cuidados de saúde à população: as consultas externas aumentaram cerca de 99% (entre 2009 e 2015) e a atividade do internamento e cirurgia de ambulatório mais do que duplicou face às previsões iniciais.

A gestão do Hospital de Braga tem sido eficiente na utilização dos recursos:

• O custo operacional por doente padrão foi, em 2015, de € 2.158, o mais baixo entre todos os hospitais do SNS.

• O financiamento atribuído pelo Estado ao Hospital de Braga, por doente padrão, foi em 2015 de € 2.084, o mais baixo entre os hospitais de gestão pública selecionados para comparação”.

Portanto, são muito poucos, pesam 5% no orçamento do sector, são os melhores nos cuidados prestados aos utentes, são os mais baratos para o Estado, mas ainda assim são a causa do estado em que está o SNS e são um problema que urge resolver. É isso?

Indo ao terreno, deve haver alguma coisa que nos escapa e que motiva a sanha contra as PPP da saúde.

Têm então a palavra os autarcas, que estão mais próximos das populações e até utilizam as unidades de que se fala. E o que dizem os autarcas?

Pegue-se no recente exemplo da PPP de Vila Franca de Xira, que não será renovada em 2021 por decisão do Governo. Cinco autarcas de municípios servidos pelo hospital – quatro do PS e um da CDU – saíram imediatamente em defesa do modelo afirmando que “a resposta que o hospital tem dado às populações é muito positiva e que os munícipes estão satisfeitos com os cuidados de saúde prestados” e recordando que a unidade tem vindo a ser “reconhecida por diversas entidades como um dos melhores do país”.

Mas esqueçam todas a evidências e todos os factos. As PPP na saúde são más porque o Bloco de Esquerda e o PCP não gostam delas. Porque são operadas pelo sector privado. E por isso querem proibi-las de vez.

Sim, porque é isso, e apenas isso, que está em causa. O facto de a Lei de Bases da Saúde continuar a permiti-las nada obriga algum governo a fazê-las. Serão sempre decisões pontuais, em função de cada caso concreto, das necessidades de cada região e da decisão dos governos.

Foi isso que aconteceu até agora. Quatro PPP. Em breve passarão a três e depois a duas.
Mas esta possibilidade não é aceite pela extrema esquerda. Porquê? Por motivos de pura ideologia, por radicalismo económico.

Pensavam que a preocupação essencial do BE e do PCP era ver de que forma se pode prestar às populações os melhores cuidados de saúde possíveis aos melhores custos para os contribuintes?
Desenganem-se. Nada disso os preocupa. Nem isso nem o caos no SNS. A cegueira ideológica contra tudo o que é privado é mais importante. E essa não tem cura nem no melhor hospital do SNS, que é provavelmente uma PPP.

domingo, 18 de janeiro de 2026

GARANTE . . . 
O  KOMENTARIADO, e por exemplo, 
SAÚDE,  ART. 64º  CRP,  Etc.
É comum, particularmente à esquerda, a afirmação geral - a Constituição (CRP) GARANTE . . . . . isto e mais aquilo.

Rigorosamente, a CRP, a nossa Lei primeira, qualquer lei, ou norma, por si apenas NÃO  GARANTE  COISA  NENHUMA.

Garantir - afiançar, responsabilizar-se por, abonar; afirmar como certo, tornar seguro, compensar. 
Garantir - pessoa que garante ou afiança; fiador, responsável.

Eu não sou jurista.

Mas é para mim óbvio que os pais da CRP quiseram definir e definiram claramente objectivos em diferentes e diversas áreas da vida da sociedade portuguesa. 

No caso concreto da SAÚDE, o que a CRP estabelece no seu Art. 64º é que todos têm direito à protecção da saúde.
Mas também refere, MUITO CLARAMENTE, que NÓS, individualmente, temos o dever de a defender e promover. 

No mesmo artigo se define que este direito à protecção da saúde é realizado (ou seja, explica como ele deve ser conseguido) através de um Serviço Nacional de Saúde, universal e geral, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito.

Mais,  no mesmo artigo, o direito à protecção da saúde é também realizado através da criação de condições económicas, sociais, culturais, e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice . . . . . e pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.

Estão aqui objetivos claros a atingir, no âmbito da saúde.
A CRP define, mas na vida real os cidadãos não passam por isso a ter automaticamente excelentes cuidados de saúde.

Entre outras coisas, era necessário que, particularmente desde 1991, os sucessivos governos, os sucessivos deputados e os sucessivos inquilinos em Belém tivessem tido as políticas, a competência, e a dignidade inerente ao serviço público para cumprir designadamente a alínea b) do nº 3 do Art. 64ª - incumbe ao Estado garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde.

Que tivessem tido, NÃO TIVERAM!

De maneira que podem doutos Komentadores e Komentadeiras continuar a bramar que a CRP garante isto e mais aquilo que a realidade é bem diversa.

Quando a CRP estabelece que o Presidente da República é o GARANTE do regular funcionamento das instituições, isso quer dizer que ele por isso deverá lutar, pois é o responsável primeiro.
Tal como para a Assembleia da República, tal como para o governo que está, tal como para todos os tribunais, a CRP tudo estabelece.

Vejam o resultado. A CRP garante, não garante?
Pensem nisso durante 18 de Janeiro de 2026.

Pensem por exemplo, quantas mensagens Marcelo dirigiu à Assembleia da República (é a sua competência quanto a outros órgãos, definida na alínea d) Art.133º) sobre os problemas na saúde, nas forças armadas, etc.
Pensem nisso.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

REPETINDO  O  QUE  EM  TEMPOS  ESCREVI 

EXTRAORDINÁRIO

Já o escrevi antes, sempre médicos e enfermeiros na família, e por essa via, muitos conhecidos, dois deles muito amigos. 

Cidadão comum que sou, apenas por razões familiares e circunstâncias da vida, tenho desde 1969 alguma noção, 
- da assistência na saúde em Portugal, antes e depois de 25ABR74, 
- sobre vários hospitais do SNS, privados, e alguns centros de saúde, 
- de como começou o SNS, em que assentou em certas zonas do país, 
- como ele foi evoluindo, 
- sobre a questão "horas extraordinárias" versus "vencimento base" de médicos e enfermeiros e assistentes operacionais, há 35 anos e no presente,
- do corporativismo médico e enfermagem,
- sobre as diferenças das lutas de há anos consoante é o PS ou o PSD no poder.

É sabido que, depois do PSD ter ganho eleições por escassos votos a seguir a 8 anos e mais umas semanas de governação (???) António Costa, 
- as carreiras dos médicos e as carreiras dos enfermeiros todas foram revistas e com a plena concordância/ aplauso de sindicatos e ordens profissionais, 
- que no final desses fantásticos 8 anos e semanas, os vencimentos de médicos, enfermeiros, e assistentes operacionais, nada tinham a ver com os miseráveis vencimentos de Janeiro de 2016, 
- que os hospitais do SNS tiveram nesses 8 anos e semanas uma muito significativa substituição/ renovação de equipamentos facilitando a vida aos profissionais de saúde, 
- que nesses fantásticos 8 anos e semanas tudo o respeitante ao medicamento teve uma revolução, 
- que nesses 8 anos e semanas todos os hospitais e centros de saúde do SNS foram intervencionados, tiveram obras de requalificação, em português corrente, modernizados e de cara bem lavada,
- e que nesses fantásticos 8 anos e semanas acabaram com as grandes negociatas de alguns tubarões a chupar o SNS. 

Entrou MontesNegros e a sua mais que discutível ministra da saúde e . . . .  rebentaram com tudo.

E, por isso, hoje, as classes vociferam, os vencimentos são ordinários, não há condições de trabalho como existiam até há basicamente dois anos, e não têm nada que ser mudados de locais de trabalho.

Sacanas do MontesNegros e da sua ministra, de facto inarrável!
Com eles, fecharam urgências, quase todas.
Com António Costa tudo estava no lugar, tudo certinho.

Há coisas de facto muito curiosas!

No presente assiste-se ao gradual descalabro do SNS tão revigorado nos célebres 8 anos e semanas.
Falta cá, por exemplo, a Mariana que anda a tomar "drinks de fim de tarde" a bordo de iate, para dizer como se resolvem as coisas.

A inarrável ordem dos médicos mais os sindicatos e particularmente o chefiado pela senhora mais esquerdalha, BERRAM, vociferam, dizem que MontesNegros e a dita e INARRÁVEL ministra são os causadores de começarem a sair cada vez mais médicos do SNS.
Presumo até que todos os médicos e enfermeiros podem com facilidade ser acolhidos na privada, certo?.

Nunca na vida a razão está 100 % num lado.

Isto dito, e parecendo-me que a gestão ministerial actual é bem capaz de ficar para a história por "lindos" motivos, e tendo presente que sou muito distraído, e que quase não vejo TV, e portanto por pura deficiência minha, continuo a não encontrar PUBLICAMENTE editado /MOSTRADO EM DETALHE e explicado AOS PORTUGUESES, como é que o sindicato da tal senhora e a ordem dos médicos (cada um com proposta própria) resolve os constrangimentos das urgências designadamente na grande Lisboa.

Como é que cada um deles define o quadro de pessoal médico e de enfermagem em cada hospital do SNS.

Quando é que a ordem dos médicos explica aos portugueses, em detalhe, o porquê da constituição das equipas médicas nas diferentes urgências hospitalares.

QUANDO EXPLICAM TUDO? Quando apresentam as soluções?

É que isto resolvia se dessem as soluções ao governo, pois que era só aplicar.

E os meus concidadãos, já alguma vez alguns se deram ao trabalho de  escrever à Ordem dos Médicos, procurando esclarecimento sobre a constituição das equipas nas urgências, sobre as especialidades que devem estar presentes em cada equipa, e o porquê de, em faltando uma especialidade fecha TUDO?

Eu já e, como sempre acontece em Portugal, responderam-me com silêncio, ou seja, mandaram-me à merda sem o dizerem.
Não estamos como estamos por puro acaso!

Já agora, não é curioso que seja sobretudo na grande Lisboa o rebuliço?
No Porto passa-se a mesma exacta coisa?

E mais não digo, . . . isso mesmo, "pintassilgos não são pardais".

Saúde e boa sorte e muita pachorra para aturar isto e certa gente, dentro e fora dos governos e da AR.

António Cabral (AC)

Em tempo, hoje, 6NOV2025.
Passaram vários dias sobre este texto que agora republico.
Como digo acima, ninguém tem 100% de razão ou 100% de culpa. Não sou excepção. 

Os últimos dias e uma entrevista para que me chamaram há bocado à atenção onde estava uma senhora médica, um famoso cirurgião especialista nomeadamente em transplantes de fígado (salvo erro) e um médico ex-chefe de um sindicato (mais moderado que a FNAM), voltou-me a dar vontade de escrever mais umas linhas sobre esta situação SNS, governo, ministra, FNAM, ordens profissionais, trágicas mortes, nascimentos por tudo quanto é sítio, urgências encerradas e TAREFEIROS.

Espero não estar enganado, mas esta coisa dos tarefeiros começou com Sócrates, no seu primeiro governo.
Sócrates governou (???) de 2005 a 2011.
Seguiu-se Passos Coelho com a Troika e o nascituro memorando socialista entre 2011 e final de 2015 salvo erro.
Seguiu-se o fantástico período dos tais 8 anos e semanas de António Costa. 
Temos agora basicamente pouco mais de 2 anos com dois minoritários governos de Luís Montenegro.

Disse um dia Guterres - é só fazer as contas.

Já fizeram bem as contas?

Outra coisa.
Em que assentou o SNS?
Assentou nos hospitais, nos centros de saúde, nos médicos, nos enfermeiros e demais profissionais que existiam. 
Na realidade que existia.
E assentou, SEMPRE, durante muitos anos em muitas horas extraordinárias, de muita gente.

Passaram os anos e várias coisas se foram modificando. 
Eu sei um poucochinho (Costa dixit) disso. 

Vou repetir o que em tempos aqui escrevi.

Quando casei em 1970, na minha família existiam dois médicos, primos direitos da minha mãe, um licenciado em Coimbra, outra em Lisboa.

Do lado da família da minha mulher, muito alargada, contando com o meu sogro, o avô materno da minha mulher, o irmão e dois cunhados do meu sogro, filhos sobrinhos e primos deles todos, se a memória não me atraiçoa eram 18.

Décadas passaram. 
Hoje a maioria morreu, outros se formaram. 
Na família directa, e até 2º grau, temos actualmente 6 (um deles intensivista num conhecido hospital) e duas enfermeiras em fim/ topo de carreira. 
E vários médicos conhecidos . . . . . sendo alguns deles nossos amigos.  

Tenho alguma noção do sistema de saúde em Portugal, do SNS, e dos hospitais privados, concretamente, Sta Maria, Amadora /Sintra, S.João, Cuf Tejo, Cuf Descobertas, Setúbal, Outão, Luz /Setúbal, Lusíadas/Lx, Luz/ Lx, Castelo Branco, Covilhã, e centros de saúde diversos.

Outra coisa: quererão os meus estimados amigos/ leitores / visitantes ponderar durante quantos anos se verificou que, o que era ganho em horas extraordinárias, superava o vencimento base de médico?

Sim, o que se passa no SNS, nas urgências etc. é deplorável.
E, pessoalmente, quer pela actual ministra da tutela, quer pela estridente anterior não tenho simpatia alguma.

Mas os males do SNS não são culpa exclusiva do PSD. 
SÃO do PSD e muito do PS e dos sucessivos titulares do orgão de soberania AR.

E já agora, quem governou mais nos últimos 35 anos?

E sendo este PM o que é, e a actual ministra da tutela qualquer coisa a roçar pelo menos o inarrável (opinião pessoal naturalmente), porque se insiste em não olhar seriamente à realidade que é a seguinte: REPITO, façam as contas desde 2005.

Junte-se as centenas de imigrantes a "espreitar" o SNS.

E esta coisa INARRÁVEL dos tarefeiros está a agudizar ainda mais a situação. Creio que se está perto da implosão do sistema.
Naturalmente que os profissionais da saúde têm os mesmos direitos que os restantes cidadãos, direito a, família, descanso, emprego estimulante, expectativas, progressão nas carreiras, vida digna.

Mas o que hoje mais que nunca salta à vista, é que muitos colocaram os seus interesses muito acima do serviço à comunidade que juraram, SIM,  ELES  FAZEM  UM  JURAMENTO.

E neste momento, o que me parece ficar evidente é que culpa-se de tudo a inacreditável ministra QUANDO, a sociedade portuguesa está cheia de problemas por resolver, nos bombeiros, no INEM, nos hospitais, nos centros de saúde, etc. etc.

E os senhores e senhoras que agora se escondem atrás de movimentos inorgânicos (copiados dos polícias?) querem é trabalhar onde e quando lhes apetecer, querem pagar o mínimo de impostos ou porventura dispensados de tal, etc.

Morre alguém porque a urgência está fechada?
Morre alguém porque não há helicóptero?
Morre alguém porque pariu no passeio?

De quem é a culpa? Da ministra!

Olha, não, nem é da ministra, é do corneteiro de Afonso Henriques que, por o terem decepado, não conseguiu tocar a fim do saque!

Estou a ser injusto?

António Cabral (AC)

domingo, 11 de janeiro de 2026

 ASSISTÊNCIA  na  SAÚDE

Assistência na saúde ou melhor, problemas no âmbito da dita assistência são diariamente atirados para dentro de nossa casa através dos papagaios nas TV.

Fundamentalmente sobre a grande Lisboa e distrito de Setúbal.

Mas existem muitas unidades de saúde por Portugal Continental Que não só Lisboa, Loures, Sintra, Almada, Setúbal, que se debatem com carências várias, materiais e recursos humanos.

Um exemplo, este aqui apontado, Abrantes, a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados, que está a ser cuidada pela CM de Abrantes e pela Unidade Local de Saúde do Médio Tejo.
AC

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

DIREITO  À  PROTECÇÃO  DA  SAÚDE

O Art. 64º da nossa Constituição estipula que todos temos direito à protecção da saúde.
No mesmo artigo se descreve como é realizado o direito à protecção da saúde. É realizado nomeadamente através de um serviço nacional de saúde. Mas não só.

Descreve outras normas/ orientações, desde a necessidade de assegurar condições para a protecção da infância, juventude e velhice, melhoria de condições de vida e de trabalho, educação sanitária da sociedade.

Marcelo Rebelo de Sousa teve de ser urgentemente submetido a uma intervenção cirúrgica. Correu bem, felizmente.
Como é normal, agradeceu ao hospital de S. João, agradeceu aos diferentes funcionários do hospital. 
“Pude verificar a excelência do hospital e do SNS”, referiu Marcelo.
Naturalmente que foi bem tratado.

Como costuma acontecer, surgem logo vários para, aproveitando este caso, enaltecer o SNS. Foi Montenegro e outros.
Muito de verdade nessas loas e declarações mas também muita demagogia e uma enorme e descarada ausência de vergonha na cara.

Mas vejamos com mais cuidado as coisas. 
Opinião pessoal naturalmente.

A saúde dos Presidentes da República e da Assembleia da República e do Primeiro -ministro são assuntos/ questões de Estado. 
Quem não perceber isto é melhor meter explicador.

O Presidente da República depois de sair de umas exéquias em Amarante teve uma forte indisposição.
Óbvia e naturalmente a equipa médica do Presidente determinou rápido encaminhamento para o hospital de S.João.
Obviamente que o hospital foi de imediato alertado de que o Presidente da Republica estava mal e se dirigia para o hospital.

Obviamente que desde o topo da administração do hospital à direcção clínica tudo entrou imediatamente em alerta máximo, e quem era preciso e não estivesse no hospital foi chamado de urgência.
E assim o Presidente da República foi recebido, rapidamente observado e depois operado.
Devia ser assim, tinha obviamente que ser assim.
Quem não perceber isto é melhor meter explicador.

Agora, estivesse eu a sair de Amarante e fosse acometido das mesmas cólicas violentas e vómitos muito provavelmente dirigir-me-ia ao Porto para ir a uma urgência hospitalar. E evitar uma problemática viagem de regresso a Lisboa.

Sou de algum modo privilegiado, porque tenho dois primos médicos na cidade do Porto, e bons amigos com boas ligações na sociedade "tripeira".
Eles de certeza conjugariam esforços para eu ser observado logo que possível. Acompanhariam a minha situação.

Mas duvido que toda uma equipa de primeiras águas fosse de imediato convocada para acorrer ao hospital e ao padecimento do cidadão comum António Cabral.

Se o cidadão comum António Cabral chegasse às urgências do S.João todo feito num oito, seria certamente observado, submetido a exames e encaminhado para cirurgia, nos prazos e com as demoras inerentes ao sistema e ao hospital, como aconteceria com qualquer outro cidadão comum.
Quem não perceber isto é melhor meter explicador.

Mas as questões do SNS são as que são, são conhecidas, e as dificuldades estão à vista.
E o que se passa no Porto não é a mesma coisa que se passa em Setúbal, Almada, Barreiro e Lisboa.
E a actividade da FNAM é o que é e está conotada ideologicamente.

As dificuldades e carências estão aí e têm explicação, explicação que não respeita nem de longe apenas ao governo de Luís Montenegro e à inarrável ministra da tutela.

Respeita muito ao que o PS e o PSD nunca fizeram desde 1979 (criação do SNS).
Respeita muito aos fantásticos 8 anos e semanas dos governos de António Costa, o tal virador de páginas, mas que se esqueceu de virar as páginas das carreiras dos médicos, dos enfermeiros e de outros profissionais de saúde.
Esqueceu-se que arranjou maneira de começarem a entrar cerca de centena e meia de milhar de imigrantes por ano, esqueceu-se do envelhecimento populacional, esqueceu-se das centenas que chegam cá apenas para parir, esqueceu-se do envelhecimento de muitos médicos e inerentes saídas do activo, etc.

Esqueceu-se de rever tudo no SNS, pois em 2016 tudo era diferente, e daí para a frente pior ficou.
MAS NÃO SE ESQUECEU DE FAZER CATIVAÇÕES.
Depois que se pirou para Bruxelas finge que nada aconteceu nem tem culpa nenhuma.

Afinal há um país que funciona bem.
Afinal há um SNS que em 99,9% dos casos resolve tudo.
Dizem alguns.

Mas senhores titulares de orgãos de soberania particularmente presidente e deputados, elites das bolhas todas, eu continuo à espera do relatório sobre a saúde que o professor Marcelo anunciou há bastante tempo.

Eu continuo à espera que as oposições, do PS às esquerdalhas, confessem publicamente quanto custará meter nos quadros dos hospitais do país a maioria dos médicos tarefeiros. Se eles aceitassem.

Eu continuo à espera que as oposições, do PS às esquerdalhas, acordem reunir com o governo e TODOS discutirem as consequências  da reformulação dos quadros de pessoal dos hospitais e de todas as outras unidades de saúde do país, e publicamente anunciarem isso em conjunto e informarem as novas tabelas salariais. 

Dizem certas personagens - o Estado deve olhar com muita atenção para estes dias e aprender a fazer bem, a não tentar esconder e a mostrar aos portugueses a realidade das coisas.

Pois, andaram particularmente PSD e PS a esvaziar o interior, a fechar imensas coisas, e agora quereriam que médicos e enfermeiros se fixassem aqui e ali.

Não é muito melhor ser tarefeiro, uma mina encontrada no "reinado" Sócrates?

Claro que o Hospital de São João é uma excelente unidade.
Claro que no Norte não há normalmente grandes polémicas a não ser,  como foi o caso do "Joãozinho", que serviu sobretudo para vaidades de uns e enterrar outros.

Claro que no país não há só corruptos mas é bem capaz de haver muitos.
Claro que não está tudo mal, mas várias coisas funcionam mal.
Claro que há pessoas e instituições e serviços que funcionam, de forma competente, onde existem milhares de pessoas ciosas do seu trabalho, dignas, honestas.

Claro que sim, e claro que, como de costume temos certas personagens a querer confundir.

Haja democrática paciência para os aturar.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois, discordo ou concordo, e se me apetecer argumento.

Mas aferir do funcionamento de um hospital, do SNS, de uma loja do cidadão, das ambulâncias do INEM, do IMT, da AT, de farmácias, etc. pelo atendimento dispensado a um titular de órgão de soberania é capaz de ser sintoma de desonestidade intelectual.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

RECORDANDO

SNS
  versus  PPP
Em 2019 foi publicado este artigo, onde sublinho algumas partes.

REPITO foi em 2019. 

Já António Costa governava (??) desde o início de 2016; repito, 2016, 2017, 2018, e metade de 2019. 

Devia estar a preparar-se para virar as páginas sobre as carreiras dos médicos, dos enfermeiros, dos restantes funcionários no âmbito do SNS. 

Só para recordar, a pandemia apenas começou em Março de 2020. Todos em casa salvo erro a partir de 20 de Março.
Quantas páginas virou, quantas?

AC

A cegueira ideológica que o SNS não cura
• Paulo Ferreira
• 23 Junho 2019

Os hospitais PPP são só quatro, pesam 5% no orçamento do sector, são os melhores nos cuidados prestados, são os mais baratos para o Estado mas são a causa do estado em que está o SNS. É isso?

Quem assistir ao debate sobre a Saúde em Portugal que se tem desenvolvido nos últimos meses fica com duas ideias centrais.

A primeira, factual e objecto de notícias quase diárias, é que o Serviço Nacional de Saúde passa por inquestionáveis dificuldades de funcionamento, de meios, de organização e de qualidade e quantidade na prestação dos serviços à população. Ainda esta quinta-feira, o jornal Público nos relatava mais um episódio desse caos, desta vez dando conta de próximos encerramentos rotativos das urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais da Grande Lisboa – Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, Hospital de São Francisco Xavier e Hospital Amadora-Sintra.

É rara a semana em que não há mais um caso de serviços a funcionar a meio gás, de problemas de atendimento, de equipas clínicas e de gestão que se demitem alegando não ter condições para trabalhar, de serviços oncológicos em ruptura.

A segunda ideia, que resulta do debate partidário sobre a Lei de Bases da Saúde, quer fazer crer a população menos informada que tudo isto se deve essencialmente à existência de Parcerias Público-Privadas na Saúde. Porque se só se discutem as PPP – basicamente se devem ou não ser proibidas na nova lei – num sector fundamental que passa por enormes dificuldades, então é porque não haverá nada de mais importante para discutir, certo? Nada de mais errado.

Vejamos então do que estamos a falar.

O SNS tem 100 unidades com o estatuto de hospitais (excluindo, portanto, todas as outras centenas de unidades como centros de saúde, unidades de cuidados primários ou continuados, etc.).

Desta centena de unidades, quantas PPP temos? Quatro. Quatro hospitais em regime de parceria com privados: Hospital de Braga, Hospital de Loures, Hospital de Cascais e Hospital de Vila Franca de Xira.

Estamos, então, a falar de 4% do total de hospitais do SNS. É nessas unidades que, segundo alguns partidos da esquerda, radica o grande problema da saúde prestada pelo Estado.

E em termos de despesa? O custo do Estado com estas unidades pelos serviços que eles prestam foi, em 2017, de cerca de 450 milhões de euros por ano. O orçamento global da Saúde no Orçamento do Estado rondou os 8.450 milhões de euros e a dívida dos hospitais públicos está próxima de 750 milhões de euros. Temos, então, um peso de 4,9% das PPP no total do orçamento do SNS em Portugal.

E toda a discussão sobre a Lei de Bases está centrada nestes 4%, num sector manifestamente em crise no país que, dizem, virou a página da austeridade há quase quatro anos e teve dinheiro para, por exemplo, abdicar de 350 milhões por ano de IVA dos restaurantes.

Acresce que nada, nas narrativas do Bloco de Esquerda e do PCP – mas sobretudo do primeiro – é sustentado pelos factos, essa coisa aborrecida que teima em contrariar a ideologia.

Não só as PPP têm um peso muito reduzido em todo o orçamento e estrutura do SNS como são comprovadamente as unidades mais eficientes e com mais qualidade na prestação de serviços.
Quem o diz é alguma consultora suspeita de querer beneficiar os grupos privados? Algum braço armado da ideologia liberal? Não, este é o resultado continuado das avaliações feitas pela Entidade Reguladora da Saúde, a unidade do Estado responsável pela supervisão do sector.

Entre outras notícias, podemos ficar apenas com esta: “Os melhores hospitais do país? São três PPP” (DN), e com esta: “Só três hospitais têm nota máxima no tratamento do AVC e são todos PPP” (Público).

Bom, está bem. Os hospitais PPP têm um peso insignificante no SNS e são, por regra, os que prestam o melhor serviço aos cidadãos que a eles recorrem. Mas, ainda assim, torturemos o modelo. Será que não consomem dinheiro a mais para os serviços que prestam? Os mesmos 450 milhões de euros, se fossem geridos directamente pelo Estado, não dariam mais resultados?

Responde o Tribunal de Contas numa auditoria realizada ao Hospital de Braga (que vai deixar de ser uma PPP a partir de Agosto) publicada no final de 2016:

“O novo Hospital de Braga em regime de PPP, que substituiu o antigo Hospital de São Marcos, em 2009, aumentou a oferta de cuidados de saúde à população: as consultas externas aumentaram cerca de 99% (entre 2009 e 2015) e a atividade do internamento e cirurgia de ambulatório mais do que duplicou face às previsões iniciais.

A gestão do Hospital de Braga tem sido eficiente na utilização dos recursos:

• O custo operacional por doente padrão foi, em 2015, de € 2.158, o mais baixo entre todos os hospitais do SNS.

• O financiamento atribuído pelo Estado ao Hospital de Braga, por doente padrão, foi em 2015 de € 2.084, o mais baixo entre os hospitais de gestão pública selecionados para comparação”.

Portanto, são muito poucos, pesam 5% no orçamento do sector, são os melhores nos cuidados prestados aos utentes, são os mais baratos para o Estado, mas ainda assim são a causa do estado em que está o SNS e são um problema que urge resolver. É isso?

Indo ao terreno, deve haver alguma coisa que nos escapa e que motiva a sanha contra as PPP da saúde.

Têm então a palavra os autarcas, que estão mais próximos das populações e até utilizam as unidades de que se fala. E o que dizem os autarcas?

Pegue-se no recente exemplo da PPP de Vila Franca de Xira, que não será renovada em 2021 por decisão do Governo. Cinco autarcas de municípios servidos pelo hospital – quatro do PS e um da CDU – saíram imediatamente em defesa do modelo afirmando que “a resposta que o hospital tem dado às populações é muito positiva e que os munícipes estão satisfeitos com os cuidados de saúde prestados” e recordando que a unidade tem vindo a ser “reconhecida por diversas entidades como um dos melhores do país”.

Mas esqueçam todas a evidências e todos os factos. As PPP na saúde são más porque o Bloco de Esquerda e o PCP não gostam delas. Porque são operadas pelo sector privado. E por isso querem proibi-las de vez.

Sim, porque é isso, e apenas isso, que está em causa. O facto de a Lei de Bases da Saúde continuar a permiti-las nada obriga algum governo a fazê-las. Serão sempre decisões pontuais, em função de cada caso concreto, das necessidades de cada região e da decisão dos governos.

Foi isso que aconteceu até agora. Quatro PPP. Em breve passarão a três e depois a duas.
Mas esta possibilidade não é aceite pela extrema esquerda. Porquê? Por motivos de pura ideologia, por radicalismo económico.

Pensavam que a preocupação essencial do BE e do PCP era ver de que forma se pode prestar às populações os melhores cuidados de saúde possíveis aos melhores custos para os contribuintes?
Desenganem-se. Nada disso os preocupa. Nem isso nem o caos no SNS. A cegueira ideológica contra tudo o que é privado é mais importante. E essa não tem cura nem no melhor hospital do SNS, que é provavelmente uma PPP.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

A propósito 

A propósito da pouca vergonha das atitudes e posturas de vários médicos, HÁ ANOS, HÁ ANOS, HÁ ANOS, HÁ ANOS!


AC

 ISTO  FAZ  SENTIDO ?

TAREFEIRO - que ou aquele que se encarrega de tarefas; empreiteiro. 

Porque é que grande parte dos milhares de tarefeiros não está nos quadros dos hospitais, dos centro de saúde, etc.?

Porquê?

Porque quando a cena TAREFEIROS começou, salvo erro  no governo (??) Sócrates este rapazinho não o quis fazer por razões financeiras?

Ou as razões foram outras?

Ou foram os tarefeiros, a maioria deles, que sempre o recusou e preferiu este sistema que, actualmente, dá o péssimo serviço para os cidadãos que está à vista? Porque o preferiram? Pois é . . . . 

Isto para já não falar da escandalosa vidinha de certos senhores com os grandes empórios dos medicamentos e das vacinas e dos equipamentos, senhores que não gostam nada que haja quem lhes descubra a vidoca.

Isto para já não falar das pouca vergonhas que gradualmente se vão descobrindo, em Sta Maria e em muitos outros locais.

Não tenho nenhuma simpatia por esta ministra, como não tinha por Pizarro e pela Temido.

Mas os males do SNS serão apenas culpa da Temido, do Pizarro e agora da actual tutela?

E os enfermeiros ?
E os médicos ? E os médicos? 

Em 75 anos passámos dos tempos de frágil assistência médica fora das principais cidades, em que até havia no interior alguns médicos reformados (como o avô materno da minha mulher) a prestar assistência inicial "pro bono", para os comerciantes actuais e alguns usurários como se vem denunciando?

Digo denunciando, porque eles sabiam perfeitamente o que vinha sucedendo há anos. 
Que é feito do juramento de Hipócrates?

AC