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terça-feira, 16 de junho de 2026

SERÁ ?

Será que um dia destes o SMN vai decretar uma greve não por causa das urgências, ou do INEM, ou porque Joana Bordalo e Sá está irritada como de costume porque nunca mais volta uma geringonça, ou porque a rede informática do SNS foi abaixo, ou porque Seguro não pára de nos adormecer com discursos bíblicos, mas porque o safado do estetoscópio afastou o método que a figura recorda?


AC

terça-feira, 28 de maio de 2024

Eduardo Barroso: “Dois anos a trabalhar no SNS, sem exclusividade, é estalinismo? Está tudo doido?”
Eduardo Barroso defende que os médicos recém formados devem retribuir o investimento que o país faz na sua formação com um período em que teriam de permanecer no SNS. Medida foi considerada “estalinista” pelo ex-ministro Adalberto Campos Fernandes, quando foi proposta pelo PS nas últimas eleições"
.

Está tudo doido, perguntou este conceituado médico, e a minha resposta é - sim, não serão todos mas . . . . 
Como neste caso, as surpresas saem muitas vezes da boca de quem se presumia equilibrado.
AC


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

PRECIOSIDADES 
Entre as muitas coisas antigas, muito antigas, que cá por casa existem, este magnífico mata-borrão que creio é da primeira década do século passado, e uma das várias caixas do "parafernália" médica (família de médicos e enfermeiras), caixas onde há muitas mas muitas décadas se guardavam as seringas de vidro, e as horríveis agulhas que mais pareciam agulhetas dos bombeiros.
AC

domingo, 5 de setembro de 2021

ASNEIRAS  a  EITO

Qualquer pessoa se pode enganar. Mas enganar-se repetidamente…

Vem isto a propósito do senhor que tutela (mesmo ?) as faculdades e universidades. Há quem diga que não teve intervenção e responsabilidade no "chumbo" dado à faculdade de medicina que a  Católica queria concretizar. Como não tenho a certeza, calo-me.

Mas se "sentenças" anteriores, sobre diferentes aspectos no âmbito do ensino superior, já catalogaram bem o titular em causa, o que se passou recentemente com as referências a médicos de família e ao anuncio de três novas faculdade de medicina são autenticamente umas cerejas em cima destes pastosos bolos socialistas.

Promessas, propaganda!

Médico = curso de seis anos + estágio de um ano + candidatura a especialidade. E pela vida fora……….É tão simples sr ministro. E não é por eu ter contacto com médicos e enfermeiros. É tão simples!

Depois, até a minha idosa vizinha na aldeia sabe de certas diferenças.

Por exemplo, a tarimba de um médico passa em grande parte por anos de trabalho hospitalar. Claro que um cirurgião habilitado para, por exemplo, operar estômago (um amigo meu esteve quase 8 horas a operar) não se faz do pé para a mão, mas um médico de família também não sai na Farinha Amparo.

Claro que estes dislates são comandados pelo intrujão - mor que anda há anos a prometer médicos de família em barda e as promessas não são cumpridas. A explicação é fácil mas leva tempo a explicar. Mas é fácil. Basta deixarem de ser vigaristas. Expliquem aos incautos cidadãos comuns. Podem começar por condições de trabalho fora de Coimbra, Setubal, Porto, Lisboa, Leiria. Podem também explicar porque são raros os voluntários para ir para o interior.

Podem por exemplo explicar que, como não há médico seja de família ou especialidade diferente em imensas zonas do interior do país, mais ou menos de 15 em 15 dias anda em alguns sítios uma caravana a que chamam unidade de saúde móvel a qual tentar tapar os "buracos". Outro dia estive a contar a fila de espera, era para cima de cinquenta velhotes e velhotas ao Sol.

O problema não nasceu em 2015, mas tem-se agravado e de que maneira.

Dislates, propaganda, mentira. É como estamos neste paraíso rosa.

AC

terça-feira, 7 de julho de 2020

O  FRÁGIL  SER   HUMANO
O ser humano é frágil, muito frágil.
Muitos o dizem, há décadas, muitos o sabem, mas,...........mas a realidade é que quando a REALIDADE cai em cima, aí damos conta de que o ser humano é mesmo muito frágil.
Quando as coisas passam da estatística, do diz que diz, da OMS, da DGS, para a dura realidade e atinge família, amigos, conhecidos, gente da mesma profissão, aí damo-nos conta, a sério, somos muito frágeis. E, além disso, impotentes para alterar o rumo de doentes.
A medicina está muito avançada mas, como se vai vendo.......
Numa semana dois casos, próximos.
Uma prima por afinidade, 74 anos, e um homem da minha profissão, creio que 74 ou 75 anos.
Ela, sem filhos, eterna gulosa, viajada, confortável na vida, confessou aos irmãos em Janeiro passado que já há uns tempos que sentia um cansaço grande.
Nada relacionado com COVID-19. Veio a pandemia e só há pouco tempo decidiu fazer o evidente, análises várias.
Não conseguiram detectar o foco, a origem, mas o certo e terrível é que está “minada” por todo o lado. Nada o fazia prever.
Ele, foi apanhado pela pandemia COVID-19, e além dele a mulher também. Sintomas muitos diferentes, ele com muita febre.
Se Deus quiser, ele conseguirá recuperar assim como a mulher e, se Deus quiser, sem sequelas.
Quanto à prima, nada a fazer.
Somos pouco mais de que uma coisita que por cá passa, em sobressalto, frágil, e depressa passamos a pó.
AC

quinta-feira, 18 de junho de 2020

A SAÚDE em PORTUGAL.  MÉDICOS
Por mais de uma vez referi aqui no blogue as minhas ligações familiares a médicos e enfermeiros, salientando que isso me deu uma visão diferente do SNS e das questões várias no âmbito da saúde.
Não sou um entendido na matéria, não tenho formação específica, naturalmente, mas se desde 1969 convivo com médicos e enfermeiros que, por razões óbvias me falaram durante décadas sobre estes assuntos, estou concerteza com um panorama muito diferente do de muitos cidadãos comuns que não tiveram/ têm esse privilégio que as circunstâncias da vida me ditaram.
Isto dito, e contrariamente a muitos que provavelmente se encantaram com a decisão do governo e ao mesmo tempo logo se desencantaram com as posições já assumidas por parte da academia e etc, nada me espantou, nem uma coisa nem a outra.
Estão certamente contra a proposta do governo, a ordem dos médicos, estudantes de medicina, a academia como já referi e, porventura, é capaz de haver muitos políticos também.
Estou agora ansioso por ouvir as considerações do professor Marcelo sobre o assunto. Não devem tardar ou, então talvez apenas quando daqui a uns dias condecorar pessoal de saúde.

Proposto aumentar o número de vagas no curso de medicina.
A decisão do aumento das vagas fica ao critério dos responsáveis na academia.
Esses responsáveis, se corresponder à realidade o que li, já disseram, JAMAIS !
Os que são contra a proposta de aumento de vagas reafirmam que não faltam médicos em Portugal.
Diz-se mesmo - "total ausência de necessidade de mais escolas médicas em Portugal, quer privadas ou publicas, que apenas contribuirão para engrossar o numero de médicos sem saída”. 

Como sempre na vida a razão nunca está 100% de um determinado lado.
Aumentar o nº de vagas acarreta algumas complicações logísticas em determinados estabelecimentos de ensino. Tanto quanto sei não em todos.

A questão deveria ser estudada ponderadamente, agregando todos os interessados/ envolvidos.
Parece-me perfeitamente escusado, para não dizer estúpido, rejeitar imediata e liminarmente a questão "aumento de vagas".
Que mais não fosse para evitar que nos cidadãos comuns cresça e se alicerce a convicção de que neste assunto há provavelmente um bocado de cada dos seguintes aspectos:
> corporativismo exacerbado da classe médica,
> julgamentos em causa própria,
> manutenção de privilégios não confessados,
> defesa intransigente de lugares por parte da classe médica,

> pouca ou nenhuma preparação deste assunto por parte do governo.

Como em todas as profissões e sectores, existem bons e maus profissionais, profissionais interessados e dedicados.
Os médicos não são excepção.

Quase a terminar lembro-me sempre de vários episódios e realidades inacreditáveis no início da telenovela dos médicos dentistas Brasileiros a querer vir exercer em Portugal. 
Tal como em relação a um português de gema formado na República Checa que, para conseguir poder exercer medicina cá depois de obtido o canudo lá, viu-se em palpos de aranha durante muito tempo.
Fica-me a sensação de que estamos com o mesmo género de processos com esta história do desejo/ da negação de abrir mais vagas para Medicina. 

A terminar, sempre achei muita graça (!!!) à contagem do nº de médicos em Portugal.
Dizem que não faltam.
Vai-se ver os quadros nas mais diversas unidades de saúde do País e.............. fica-se esclarecido.
Vai-se ver a quantidade de médicos que já não tem idade para fazer “bancos” e............... fica-se esclarecido.
Vai-se ver como está a assistência médica por exemplo nas Beiras  e ................fica-se esclarecido. 
Vai-se ver quantos cardiologistas tem o hospital de Beja e..................... fica-se esclarecido.
Vai-se ver se os médicos espanhóis estão a continuar a dar assistência em algumas das nossas aldeias na fronteira e.............. fica-se esclarecido.
Aguardemos.
AC

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

TUDO POSSÍVEL
Na vida tudo é possível.
O impossível demora apenas mais tempo.
Mas a natureza, pelos imponderáveis súbitos, determina que não morrer é talvez a única impossibilidade à superfície da terra.
Se o impossível demora mais tempo, aí está a trágica realidade a dizer que, por vezes, demora pouco.
Faleceu, inanimado, aos 21 anos, estudava medicina. A medicina virá a dizer porquê.
Na vida, de facto, tudo é possível.
AC