Mostrar mensagens com a etiqueta morte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta morte. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

TROTINETES,  MOTAS,  MOTORIZADAS

Vejo por aí cada vez mais situações arrepiantes por parte dos muitos  utilizadores de trotinetes, motorizadas e motas.

Nos últimos dias foram noticiados desastres vários, com trágicas consequências fatais.

O que me faz recordar de muitos que, numa dada fase da vida, mais jovem, andam com a Cautela adequada mas, depois, passam a andar à desabrida, com a Morte, ou à procura dela. Outros, ao contrário.

Ora, percebo que, numa fase louca, inicial, mais jovem, andem alguns e algumas doidos com a Morte. Mas, acalmando-se, deviam passar a andar sempre com a Cautela devida.

Depois admiram-se.

AC

sexta-feira, 31 de julho de 2020

FAZ PARTE DA VIDA,...... mas..........
O final deste mês de Julho está enlutado.
Três homens da minha profissão deixaram-nos.
Um do meu curso, e muito meu amigo.
Outro, mais velho, do curso de um dos meus melhores amigos, que em tempos teve uma queda brutal e que agora se confirma lhe abreviou a vida na Terra.
Outro, ainda mais velho, com quem muito pouco contactei ao longo dos anos, e que era um dos homens da minha profissão que mais serenidade transmitia em tudo o que fazia.
Descansem em Paz.

Ao nível familiar, acabo de saber que já nem a vão operar, terá dias ou pouquíssimas semanas.
António Cabral

quinta-feira, 30 de julho de 2020

A Vida é assim,....mas....... DOR SEM FIM........
Não tenho "jeito" nenhum, absolutamente nenhum, para esta parte da vida. 
Os falecimentos, quer de familiares quer de amigos.
Sofri horrivelmente com a morte do meu irmão Jorge, mais novo que eu, e que se foi desta vida em 8 meses e 8 dias.
Vem isto a propósito do choque que tive há instantes.
Cheguei à residência fiscal cerca das 2000 horas desta 5ª Feira depois de 10 dias descansados e bastante isolados em termos de computador, caixa de correio electrónico, telefone.
Depois de fazer o que é necessário quando se regressa de férias, e depois de banho e jantar retemperadores abri o computador.
O Carlos Costa Rodrigues, meu amigo, homem do meu curso, faleceu aos 73 anos de idade.
Sofreu muito nos últimos anos.
A vida é atroz para muitos pessoas e, infelizmente, anos atrás o Carlos foi atingido violentamente.
Partilhámos muitas coisas e entre elas uma gostosa comissão de serviço na João Belo.
Todos somos diferentes uns dos outros, os percursos de vida algumas vezes afastam-nos temporariamente.
Mas o Carlos, o "Charles", como os amigos e os mais próximos carinhosamente o tratavam, era um homem que muito contribuiu para a criação de boas atmosferas sociais e profissionais.
Agora, de repente, nada posso fazer pelo meu amigo Carlos.
Tão somente dizer-lhe, que nunca o esquecerei, que nunca esquecerei a amizade especial que sempre me dedicou, e desejar que a sua família consiga, com a brevidade possível, prosseguir na vida ciente de que tiveram no seu seio um homem muito especial.
Descansa em Paz Carlos.
António Rodrigues Cabral (AC)

terça-feira, 7 de julho de 2020

O  FRÁGIL  SER   HUMANO
O ser humano é frágil, muito frágil.
Muitos o dizem, há décadas, muitos o sabem, mas,...........mas a realidade é que quando a REALIDADE cai em cima, aí damos conta de que o ser humano é mesmo muito frágil.
Quando as coisas passam da estatística, do diz que diz, da OMS, da DGS, para a dura realidade e atinge família, amigos, conhecidos, gente da mesma profissão, aí damo-nos conta, a sério, somos muito frágeis. E, além disso, impotentes para alterar o rumo de doentes.
A medicina está muito avançada mas, como se vai vendo.......
Numa semana dois casos, próximos.
Uma prima por afinidade, 74 anos, e um homem da minha profissão, creio que 74 ou 75 anos.
Ela, sem filhos, eterna gulosa, viajada, confortável na vida, confessou aos irmãos em Janeiro passado que já há uns tempos que sentia um cansaço grande.
Nada relacionado com COVID-19. Veio a pandemia e só há pouco tempo decidiu fazer o evidente, análises várias.
Não conseguiram detectar o foco, a origem, mas o certo e terrível é que está “minada” por todo o lado. Nada o fazia prever.
Ele, foi apanhado pela pandemia COVID-19, e além dele a mulher também. Sintomas muitos diferentes, ele com muita febre.
Se Deus quiser, ele conseguirá recuperar assim como a mulher e, se Deus quiser, sem sequelas.
Quanto à prima, nada a fazer.
Somos pouco mais de que uma coisita que por cá passa, em sobressalto, frágil, e depressa passamos a pó.
AC

segunda-feira, 4 de maio de 2020

PIOR QUE MURRO no ESTÔMAGO
Soube há poucas horas. Ele faleceu ontem à tarde.
É das histórias de vida mais trágicas que conheço.
3 Março passado, internado num hospital privado, doença galopante grave. Quase dois meses de coma.
Conta do hospital..........nem vos digo, pornográfica.
A mulher tinha sido internada pouco antes. A mulher faleceu pouco antes de ele também ali ser internado.
Não há filhos. Não há família. Trágico.
Um bom amigo a quem ele telefonou em 3 de Março para acorrer com urgência ao dito hospital está a tentar tratar das coisas terrenas.
Conhecia-o relativamente bem, embora já não nos víssemos talvez quase há 3 anos quando almoçámos para os lados dos caminhos para as praias da zona do Meco. 
Que descanse em paz.
De facto, não valemos um chavo.
AC

terça-feira, 28 de abril de 2020

O DIA HOJE COMEÇOU MUITO MAL
O Carlos.........
Eu estava a enxugar-me do duche, seria pouco mais que as 0800 horas, a cara metade aparece na casa de banho desfeita em lágrimas - o Carlos morreu.
O Carlos faleceu ás 0700 desta manhã, no hospital do Barreiro.
Há 4 dias o INEM tinha ido lá a casa, início de madrugada, tinha-se sentido mal, falta de ar, opressão no peito, talvez grande jantarada e deitar-se com a digestão por fazer. Talvez. Passou.
Há dois dias foi a um hospital privado - está tudo bem no plano cardíaco.
Ontem à noite sentiu-se indisposto outra vez, resolveu ir ao hospital, ficou internado. Hoje faleceu.
Não, não foi o vírus. Foi o coração que aos 60 ou 61 se fartou de cá andar.
Sei que andava perturbado por não estar a trabalhar, e confinado.
Vida cruel. A realidade da vida. 
AC 

sábado, 7 de março de 2020

A  VIDA
Pode dizer-se que a vida é uma coisa linda?
Uma coisa fantástica?
Por exemplo brincar com os netos.
É bom estar vivo, particularmente com saúde adequada à idade isto é, ter uma relativa boa saúde ao longo da vida e, ao aproximar-se a velhice, "os achaques" que vão aparecendo serem o menos graves possíveis.
Mas a vida pode ser também uma coisa terrível, trágica. 
E não vou falar das desigualdades e misérias a nível mundial, conhecidas.
Refiro as deformidades à nascença.
Refiro as tragédias em famílias, como por exemplo, jovens ficarem de repente sem os pais na sequência de acidente rodoviário, ou um menino ficar sem o pai por acidente em potente mota na ponte 25 de Abril, casos que bem conheço.
A vida arrepia-nos a toda a hora.
Ontem um autêntico murro na boca do estômago.
Mais coisa menos coisa, ele tinha a minha idade.
Ao que soube, ao jantar engasgou-se, sentiu-se mal a seguir, foi de urgência para o hospital onde acabou por falecer.
O mínimo que se pode dizer sem usar vernáculo forte é - PORRA!
Descansa em paz.
António Cabral (AC)

Ps: acabo de saber que outro amigo (com ele joguei várias vezes no Algarve quando ele estava já em outra carreira profissional) faleceu também, aos 74 anos. Descansa em paz

terça-feira, 4 de junho de 2019

MEDO
Medo, coisa dos humanos, mas não só. 
De que temos medo?
Vem isto a propósito depois de ver na parede de um hotel o que mostro em baixo na fotografia manhosa do tlm. E das minhas lides desde início de Abril passado.
Temos medo de quê?:
> de muita coisa,
> de falecer, sobretudo de viermos a ficar, primeiro, como vegetais,
> medo, portanto, da falta de saúde e, particularmente, quando se olha para a experiência obtida, em concreto, em hospitais, quando se procura e investiga por necessidade a questão dos lares para idosos,
> mas temos de arranjar forças para tudo enfrentar, incluindo estes aldrabões que nos esmagam e se protegem uns aos outros. 
Então daqueles que nos zurzem os ouvidos com a sua carreira política sem compadrios e favores, quando se conhece muito bem, como eu conheci, por exemplo e sobretudo um, entre 2004 e 2006, e o ambiente em que agora publicamente se glorifica..........que grande alarve.
AC

domingo, 18 de novembro de 2018

General LOUREIRO dos SANTOS
Faleceu este ilustre general, o seu funeral foi esta tarde.
Como sempre acontece, depois de morto aparecem as loas.
Desde o sítio da Presidência da República aos jornais, a comentadores, etc. No funeral devem ter aparecido magotes, a grande maioria que o estimavam. 
Quem sou eu para dizer o que quer que seja a propósito deste Senhor, com S maiúsculo? Adiante.
Leio no "Público estas palavras que sublinho: "Estudava, pensava, desenhava soluções mas nem sempre o deixaram agir. À força deste bloqueio se deve, paradoxalmente, o reforço do estudo, o respeito dos camaradas e uma crescente influência na sociedade e entre os seus".
Pode dizer-se muita coisa deste Senhor.
Conhecia-o como qualquer cidadão comum dada a sua exposição pública, mas em 2003 assisti a uma palestra dele.
E retenho, curiosamente, algo que me leva ás palavras que acima sublinhei.
Ouvi-o queixar-se, melhor, achar estranho continuar nessa altura a  manter-se uma determinada estrutura no Exército. Nunca mais me hei-de esquecer.
Loureiro dos Santos, de que pessoalmente acompanhei a maioria dos seus escritos, e nem sempre concordei com as suas posições, era para mim um homem integro. Com coluna vertebral.
Tenho bem presente, como se fosse hoje, as alturas em que mandou à fava uns quantos farsolas, e se demitiu dos cargos que ocupava.
Que descanse em Paz.
AC 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

E silêncio é coisa que, infelizmente, muitos consideram não ser devido, como hoje, mais uma vez, se verificou. 
É como está Portugal.
Para lá de se ser católico ou não, praticante ou não, na presença de alguém que deixou de estar entre os vivos, ao menos nas últimas horas em que o corpo inanimado está ali, algum respeito, pela pessoa, e pelos amargurados familiares directos e pelos "compadres".
Todos sabemos que não ficamos cá, mas quando bate à porta não é nada fácil. Nada fácil. 
Custa muito a engolir e os óculos escuros pouco disfarçam.
Que descanse em paz que bem merece, ao fim de 90 anos, nos quais 40 vendo-se súbita e tragicamente viúva. 
Deixa uma profunda saudade.
AC

terça-feira, 29 de maio de 2018

DIGNIDADE
Na vida, ao nascer, ao longo e no fim do nosso ciclo aqui no planeta, e na morte. DIGNIDADE.
Dignidade, uma qualidade moral, um modo digno de proceder.
Eu pouco vejo televisão e, mesmo que quisesse, hoje foi-me impossível. Enquanto esperava pelo pedreiro e pelo electricista, ouvi pelo rádio do carro estacionado de porta aberta junto à garagem, alguns trechos dos debates na AR acerca das propostas do PS, PAN, Verdes (por fora, vermelhos por dentro) e BE.
Vou jantar, e sei agora que os quatro projectos foram chumbados, sendo que o do PS esteve menos longe de conseguir aprovação.
Marcelo deve ter mandado vir uma garrafa de champanhe. Não espumante, champanhe mesmo!
Eutanásia, morte assistida.
Parece que há imensa gente cheia de certezas pró e contra a eutanásia. Eu nunca pensei muito nestas coisas mas já pensei alguma coisa e, contrariamente a muitos dos meus concidadãos sejam pró ou contra, eu estou cheio de dúvidas.
O ter feito 70 anos, ser portanto um septuagenário, já me fez pensar em aspectos da vida que décadas atrás não coloquei nas minhas preocupações. E repito, estou cheio de dúvidas.

Que factos me ocorrem acerca deste assunto?
- posso estar distraído, mas penso que nem o BE colocou no seu programa eleitoral para as legislativas passadas a questão eutanásia; se é legítimo qualquer partido a qualquer momento levantar uma determinada questão na AR, penso que há um valor que devia ser tido em conta, a autoridade e, já agora, a respeitabilidade. Atentar no que se falou antes das eleições.
- assalta-me a ideia de que, nas negociatas entre BE e PS para constituir a geringonça, esta questão estará lá.
- posso estar equivocado, mas o BE teme que na próxima legislatura seja igualmente ou mais complicado tentar aprovar isto; tentaram agora.
- o assunto divide muito a sociedade portuguesa, acredito nisto; divide mesmo alguns partidos, se calhar mais do que possa sugerir as votações do PS e do PSD.
- se percebi bem do que fui lendo no IPAD enquanto esperava pelos "técnicos", a igreja católica perdeu várias oportunidades para ser prudente neste assunto. O Óscar da tonteria pode ser facilmente atribuído ao Bispo de Évora.
Rui Rio teve um comportamento escorreito; recomendou liberdade de voto e assumiu claramente a sua posição no assunto, não se preocupando e BEM, se essa sua posição lhe trará mais inimigos internos e externos. Foi limpo, claro, sem demagogias. Concorde-se com ele ou não, tomou uma posição de honestidade intelectual, sem joguinhos.

Sobre o assunto, reafirmo que estou cheio de dúvidas. Isto é coisa para debate prolongado na sociedade. PROLONGADO.
Mas tenho uma certeza, baseada na experiência que directamente conheci e vivi.
O Estado e concretamente os governos que o materializam em parte, não asseguram dignidade ás pessoas no final da vida.
Cuidados de saúde? Chamem-lhe o que quiserem, paliativos, etc. Mas modo digno de proceder, a sério, é coisa que da parte dos governos continua a estar ausente na prática política.

Casos que vivi/ vivo, DIRECTAMENTE:
- derrame cerebral, interno, agudo, na sequência de queda, ao ponto de ter sido feita trepanação (penso ser o termo) ou seja furar o osso na cabeça para extração de sangue e assim aliviar a pressão em zonas do cérebro; vegetal, irreversível, e assim ficou dias, roncando. Dignidade? Alguma, numa cama nos cuidados intensivos. Tinha 83 anos. Devia ter sido morto?
- supomos, cancro generalizado que o foi corroendo ao longo de 4 anos sem nunca ter havido um diagnóstico rigoroso; 84 anos; tinha ainda uma ligeiríssima lucidez, faleceu em casa, sossegado, durante uma noite, sem ninguém dar por isso a não ser no início da manhã. Devia ter sido morto antes?
- numa cadeira de rodas, quase a não conhecer ninguém, a pouca distância de vegetal vivo; bem tratada, com visitas semanais de vários. Quase 90. Devia ser morta?

As questões da saúde são determinantes na qualidade de vida das pessoas. A saúde é o melhor euromilhões que se pode ter. Mas o fim da vida a todos chega.
Pensar nisto, com dignidade, sem preconceitos, respeitando as opiniões todas. 
Mas para haver respeito também importa que não fiquem quaisquer dúvidas sobre os propósitos de alguns dos Pró e de alguns do Contra. E eu estou cheio de dúvidas sobre esta questão da vida, como tenho muitas dúvidas sobre certos propósitos.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

20 JULHO 2017
Acabou-se-lhe a parte terrena.
Vida atribulada, que descanse em paz.
Até nisto, nesta parte difícil da vida, um funeral, se pode observar o lamentável em que a sociedade portuguesa se vem transformando: um total desrespeito pelos que nos deixam, um barulho, um estridente ressoar de esganiçadas e esganiçados, mesmo tendo ao nível dos olhos isto.
AC

segunda-feira, 26 de junho de 2017

OH  PATEGO,.......OLHÓ  BALÃO
Esta frase popularucha tem cada vez mais aplicação no momento da vida nacional.
Não me refiro aos balões de S.João ou outros de feiras que os petizes tanto apreciam.
Lembrei-me dela ao passar em revista estes últimos dias e a barragem tonitruante montada pelos actuais inquilinos de Belém, de S.Bento e vários outros habilidosos da nossa praça e, consciente ou inconscientemente, também por muitos jornalistas. 
Basta ir rever entrevistas declarações e artigos e imagens, para ficar com a sensação que estão muitos com as perninhas a tremer.
Tentam afanosamente desde o final do Sábado trágico montar uma teia de distração onde, lamentavelmente, muitos cairão. 
Ficam muitos consternados como que a olhar para o ar a observar bonitos balões e tentam que nos esqueçamos do pantanal nauseabundo onde, "só por acaso, não é" ficaram até agora pelo menos 64  dos nossos mais desamparados e desprotegidos concidadãos. 
Dizem para aí haver 12 desaparecidos; oxalá não seja verdade.
PAZ é aquilo que todos procuram alcançar na vida.
Que paz podem ter as famílias destroçadas?
Que lhes vão fazer os titulares dos órgãos de soberania, Presidência da República, Governo, Assembleia da República? E os autarcas?
Aprendi, há décadas, que quando se vai para qualquer lado, na guerra, ou na paz, levando outros consigo, no regresso contam-se os que foram connosco. Se não regressam todos, há que prestar contas, dar satisfações, falar clarinho, há uma inultrapassável questão de responsabilidade.
Que paz podemos ter com esta gentinha toda, esta gentinha quase toda de há cerca de trinta anos para cá?
Cá estarei, se Deus quiser, para ir observando como esta gentinha se vai remexendo nas cadeiras, enxotando as moscas e varejeiras.
AC

quarta-feira, 21 de junho de 2017

EM RESPEITO 
Pelos meus concidadãos. Muito particularmente pelos tragicamente  ceifados, pelos feridos, pelos mais desprotegidos em aldeias, onde alguma coisa conheço. 
E nada, mas mesmo nada, têm a ver com Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, etc.
A primeira que conheci, algures no Verão de 1955, foi Alcafache, a SE de Viseu, onde estive salvo erro cerca de 15 dias; a quinta não tinha electricidade. 
Depois, particularmente a partir de 1969, conhecendo boa parte da Madeira Porto Santo e as ilhas dos Açores, calcorreei sobretudo pelo Continente. As rodas e os sapatos andaram por exemplo (lista infindável, em mapas apontamentos e fotografias, já tenho alguma idade), Soajo, Brufe, Pitães das Júnias, Arcos (entre Montalegre e Chaves), Rio de Onor, Lamas de Mouro, Ínsua, Granjal, Ucanha, Alfaiates, Vila da Ponte, Sortelha, Eugénia, Monsanto, Medelim, Idanha-a-Velha, Paul, Candal, Gondramaz, Lavacolhos, Tinalhas, Bemposta, Proença-a-Velha, Flor da Rosa, Barranco do Velho, Cachopo, Alte, Ciborro, Amieira, Lentiscais, Foz do Cobrão, Juncal, etc, etc, etc.
Em algumas, não vi ninguém (i.e. Arcos), em outras só residentes idosos (i.e. 3 no Juncal).
Ainda hoje lá não devem ter chegado, a WEB Summit, emissões do Prós e Contras, as presidências abertas (dos anteriores PR), as múltiplas coisas do Portugal "faz de conta moderno", nem as preocupações dos CEO em mudar o nome dos respectivos bancos e...........também........etc.
Enquanto puder, saúde e financeiramente, irei calcorreando, e comparando esse Portugal real com o descrito nos discursos patéticos.
António Cabral  (AC)

quarta-feira, 19 de abril de 2017

TRATAMENTO DEVIDO A MEMBROS DA IGREJA CATÓLICA
> PAPA - Santidade
> Cardeal - Eminência
> Arcebispo e Bispo - Excelência
> Cónegos, Prelados - Mui Ilustre
> Párocos, etc - Reverendo

Porque me lembrei disto?
Ás 2000 horas desta agora passada 3ª Feira, estava a iniciar-se a missa na capela mortuária da Igreja ao Campo Grande.
Porque o Carlos faleceu ontem, inesperadamente, nem 5 meses passaram desde que se descobriu o problema. Tinha feito 67 anos.
E não há dúvida que certos homens, nas suas profissões, cumprindo basicamente as regras e normas da profissão, conseguem dar um toque, um cunho, quase sem se notar, e assim transformam para melhor o que muitas vezes se torna fastidioso. Cansativo.
Um simples, muito simples exemplo: o "Orai irmãos" tem outro, como direi, outra comunicação, quando dito "Orai meus irmãos". 
E toca-nos. Foi assim que hoje senti, enquanto pensava no que inesperadamente se passou.
Nestes momentos, mais revolta sinto ao analisar o comportamento dos tontos do politicamente correcto, que se consideram superiores aos outros quando, nenhum de nós assim se deve comportar. Respeito mútuo, tolerância, que bem necessitados estamos.
AC

segunda-feira, 13 de junho de 2016

HORROR
Todas as sociedades têm aspectos que aprecio, ou em que me revejo, pelos quais não desgostaria de lá viver. Mas todas as sociedades, também, têm particularidades horríveis, que me repugnam, pelas quais nunca lá gostaria de passar o resto da minha vida. Em alguns casos, nem visitá-los, ou voltar a visitar.
Os EUA é um dos casos. Embora gostasse de rever, por exemplo, em certas zonas os matizes de cores dos arvoredos no final de Outono, a floresta petrificada, alguns dos "canyons", alguns museus, o "River Café", Las Vegas, alguns cafés e livrarias, certos arredores de Washington, etc.
Mais um massacre aconteceu, um dos maiores e mais sangrentos.
Razões concretas por apurar, alguns contornos parecem estar à vista. Aproveitamentos imbecis, para dizer o mínimo, por parte de racistas e outros anormais e, aparentemente, TRUMP quer levar a taça.
Mais esta tragédia traz-me à memória a minha comissão de serviço nos EUA, de 15 de Agosto de 1998 a 31 Agosto de 2001.
Na recepção que me fizeram, entre outras coisas curiosas contaram-me que, no estado da Virginia, pouco antes da minha chegada, o parlamento regional chumbara uma proposta de lei que tinha como intenção limitar a 12, repito, 12, o número de armas que cada pessoa podia legalmente possuir.
Claro que, agora, mais uma vez, muitos debates se seguirão, muita idiotice se verificará, muitos artigos nos "media", etc, mas no fim do dia, creio, tudo continuará basicamente na mesma.
E não é só a questão da poderosa industria de armamento. Basta circular de carro em certos arredores de cidades, grandes, médias e pequenas, para avaliar da integração multicultural que existe.
Integração multicultural também muito falada na Europa, com os magníficos exemplos que se conhecem por quase todo o lado. Está tudo cada vez mais integrado, pois claro.
Mais um horror.
AC

sábado, 23 de janeiro de 2016

A PROPÓSITO DO ESTADO A QUE ISTO CHEGOU
É infeliz tradição, creio que mais em Portugal e países como o nosso do que em outras democracias mais maduras e civilizadas, na morte de certas pessoas esquecer-se convenientemente as facetas menos simpáticas que cada um de nós, TODOS, temos.
Saem sempre à estampa, sempre, as considerações mais altamente elogiosas, em alguns casos chega mesmo a ser quase indecoroso. A meu ver, naturalmente.
Por outro lado é verificar as auras que se criaram, laboriosamente, ao longo de décadas, e a deturpação de factos passados.
E isto acontece com todas as cores políticas, sem excepção.
E antes que alguém mais apressado se indigne, devo salientar bem a minha posição, que releva da minha formação profissional.
Na apreciação de qualquer pessoa, devem salientar-se, e vincadamente, as diferentes características positivas, as qualidades, os méritos, a obra realizada. Isto, sempre em primeiro lugar, destacado.
E este método deve aplicar-se a todos os níveis sociais, as todas as camadas profissionais. Aos políticos, aos diferentes servidores do estado. Devia ser assim para todos os cidadãos.
Mas também aprendi que, em segundo lugar, se devem identificar as deficiências. Sobretudo com o objectivo da sua correção, da diminuição da insuficiência. As insuficiências não devem ser apontadas com má intenção. Mas devem ser apontadas. Por outras palavras, salientar "o serviço", como "serviram". Mas não esquecer o resto.
Mas por cá tem-se o lamentável costume de esquecer que alguns dos muitos que prestaram bom serviço, também se serviram. O que não é bonito.
Almeida Santos faleceu. Pessoalmente considero que desapareceu uma figura de grande relevo.
Mas, e eu não tenho conhecimentos sobre a coisa, parece que se levantam fortes dúvidas quanto à colagem que fazem aos chamados "democratas de Moçambique". Nos OCS nada sobre isto.
Do que tenho ouvido sobre a vida de Almeida Santos, do que se passou, creio que António Lobo Xavier fez uma abordagem mais perto da realidade. Adiante.
António Guterres vai ter o seu nome como candidato ao cargo primeiro na ONU. Como português gostava que ele ganhasse o lugar.
Mas não esqueço a sua postura em certas ocasiões, enquanto foi PM, por exemplo em actos oficiais. Além disso, parece ser um facto, que enquanto "guardião" para os refugiados não terá visitado certos lugares quentes.
Antes teve o conveniente pântano. Mas teve logo emprego. Adiante.
Saramago, outro vulto desaparecido, tinha qualidades e defeitos. No seu caso, como não era bem um político, já os OCS e as redes sociais salientaram, e bem, as suas imensas qualidades mas, também, recordaram muito bem as suas acções designadamente nos primeiros anos após o 25 de Abril.
E a lista pode ser até se querer.
Mário Soares e Cavaco Silva, ainda felizmente entre nós, quando falecerem, vai ser quase de certeza um fartote de elogios.
Responsabilidade pelo estado a que isto chegou ZERO. Dirão até - dois enormes estadistas. Adiante.
É a sina do TUGA. Todos excelentes, mas isto está um bocado para o torto.
AC

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A MORTE (1) - Paris
1. Por razões profissionais, eu e uns quantos mais, olhamos para estas coisas do mundo com olhos e mente diferentes da esmagadora maioria dos cidadãos. Diferentes no sentido de olharmos a muitas outras dimensões. Não tem nada de superior, não tem nada de insensibilidade, não tem nada de verdade absoluta, não tem nada de muito especial ou transcendente. Deriva apenas do que se aprendeu, viveu, ponderou. E penso pela minha cabeça.
2. Algumas palavras chave para o que aconteceu em Paris são: barbárie, terrorismo, assassinos, mercado negro, ódio, radicalismo mas, sobretudo, indesculpável, injustificável, sem atenuantes.
3. Naturalmente, digo eu, que sou um seguidor atento destas coisas particularmente desde 1983 mas não sou, politólogo, futurólogo, professor de estratégia, professor de geopolítica, comentador super encartado, editor de política nos OCS, o que ocorreu em Paris como aliás em todos os anteriores actos criminosos levados a cabo por terroristas, não nasceu de um esquema idealizado na semana anterior.
Estas coisas têm dimensões múltiplas, mas a esmagadora maioria dos cidadãos designadamente no chamado mundo mais desenvolvido, não só não procura estudar história dos seus países quanto mais história mundial e, adicionalmente, vive a vidinha sem nunca se interrogar sobre o que possibilita o nosso desenvolvimento e conforto generalizados.
4. Aqui na aldeia, por força destes terríveis acontecimentos e os desenvolvimentos que se têm seguido, e também por força das telenovelas da indecorosa política nacional envolvendo tudo e todos, tenho violentado o meu sossego e prestado alguma atenção mais á blogosfera e ás notícias na rádio e TV. Por isso me apercebo, por exemplo, do que se continua a passar em Paris e noutras paragens.
Meditar por escrito nestes assuntos é tarefa morosa e longa, mas vale a pena.
Por agora, tenho que ir vomitar, pois acabo de descobrir que existe uma criatura que é "chefinho" de uma concelhia do PS. Ah, parece que é deputado!
AC

sábado, 14 de novembro de 2015

A MORTE
A única verdade irrefutável, a única certeza à superfície terrestre, a morte. Um dia chega, a todos.
Doença súbita ou prolongada, acidente trágico, queda nas escadas ou na rua, sono sossegado que 
de tão velhinho já não se acorda na manhã seguinte, ferimento na guerra.
É uma coisa desagradável de se falar, mas faz parte da vida, de militares e civis.
É aquela coisa que não acontece só aos outros.

Pela minha parte, tenho dois "ficheiros" sobre ela: um civil, outro militar.
A morte, a que presenciei, não é como nos contam nos livros policiais ou em romances, ou nos filmes.
Do "meu ficheiro civil":
> adormeceu, sofrido, mais frágil que um cristal fininho do século XIX, não acordou, o rosto 
continuava de manhã fechado, os lábios entreabertos.
> prostrado, cuidados intensivos, cabeça entrapada, o horrível som entre o rouco e soprado que 
saía dos lábios, estado para lá do vegetal horrível de testemunhar, resistiu pouco mais que 48 horas.
> escanzelado, metendo-lhe para dentro líquidos verde escuro e soros, durou 8 meses e 8 dias.
Guardo bem na memória o que vi.

Do "meu ficheiro militar":
> 2340h, 19 Maio, 1973, rio Cacheu, chegou repentino, por bombordo, vindo da margem, de 
dentro do "tarrafo", causou um pandemónio a bordo, alguns feridos, um ferido muito grave que 
veio a falecer; podiam ter morrido vários homens, eu, o meu amigo e estimado comandante, e 
mais alguns dos que estavam no exterior do navio. Aqui, a morte chegou a um, rondou vários, as 
coisas ficaram assim, porque tinha de ser assim. Neste caso, o morto, um comando africano 
que estava no exterior, gravemente ferido em todo o corpo porque a explosão aconteceu quase 
em cima dele. Faleceu horas depois do sucedido e socorrido pelo enfermeiro, que o deixou 
quase como uma múmia e bem anestesiado, por razões óbvias. Não faleceu como nos filmes.
> 1980, salvo erro, a Sul do Algarve, desembarcámos um sargento falecido subitamente a bordo. 
Um cenário que não se esquece, designadamente a passagem dos restos mortais para fora do navio.
Guardo bem na memória o que vi.

Porque me lembrei disto tudo, da morte de familiares e de militares?

Porque hoje, outra vez, um massacre em Paris.
A confirmação só daqui a várias horas mas, aparentemente, dezenas de mortos, dezenas de 
feridos. Agora não houve provocações cartoonistas.
A realidade é que foram assassinadas dezenas de pessoas.
Para quando, a nível geral, colocar os pés na terra?

António Cabral