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sábado, 19 de setembro de 2026

General Cartaxo Alves desvaloriza oferta de carta de condução para recrutar jovens.
Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas avisa que não é com pequenas ofertas que se atraem jovens. E defende a necessidade de oferecer uma carreira diferenciad
a
.

Oh General, olhe a carreira, cuidado com essa apreciação depreciativa da ideia do Melo!

AC

terça-feira, 14 de julho de 2026

sábado, 16 de maio de 2026

RECORDANDO TESOURINHOS DEPRIMENTES


Quando a então ministra Helena Carreiras pedia aos oficiais do Exército e GNR humildade e discernimento para reconhecer limites

AC

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

RECORDANDO


quarta-feira, 29 de setembro de 2021

E  ESTA,  Hein?
Acabei de tomar conhecimento deste texto, da autoria de um oficial reformado da Marinha, o Comandante Costa Correia, que teve papel relevante em diferentes períodos da fase inicial pós 25 de Abril de 1974. Pelo que leio, o Cte Costa Correia espera que, em relação ao que anda anunciado sobre a provável exoneração do actual Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), o actual inquilino em Belém mostre que não é um verbo de encher.
Veremos se o Cte Costa Correia acerta.

Ao Presidente da República: mostre que não é um verbo de encher.
A Imprensa informou que o Ministro da Defesa Nacional propôs ao Presidente da República a demissão do Almirante Mendes Calado do cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada. 
O Artigo 133 da Constituição estabelece que compete ao Presidente da República, sob proposta do Governo (que - recorde-se - é presidido pelo Primeiro-Ministro) - ouvido o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas - nomear e exonerar os Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas.
Espero, assim, que o Presidente da República mostre que não é um verbo de encher. 

28. Setembro.2021
In Blog - <https://costacorreia.blogspot.com/2021/09/ao-presidente-da-republica-mostre-que.html?m=1>

Mas enquanto escrevo estas linhas, as notícias sobre este tema caem em catadupa, nos jornais e nas TV.  Publico uma delas com sublinhados a amarelo da minha parte:
Presidente da República lembra que é ele quem tem a palavra final, pelo que não haverá, para já, qualquer substituição do Chefe do Estado-Maior da Armada. Marcelo Rebelo de Sousa afirma que houve equívocos na polémica da exoneração do almirante António Mendes Calado e alegada substituição pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo. Em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira, o Presidente da República recordou que o mandato de Mendes Calado foi renovado a 1 de março deste ano, e que a renovação tem, habitualmente, a duração de dois anos - mas que, na altura, o almirante mostrou a disponibilidade para deixar o cargo mais cedo, para permitir que "pudessem aceder à sua sucessão camaradas antes de deixarem a atividade". No entanto, para Marcelo Rebelo de Sousa, ainda não chegou esse momento. "Há aqui um equívoco de momento", declarou.
Para o Presidente da República, além deste primeiro equívoco, foram registados mais dois. O segundo equívoco passa pela fundamentação para a alegada cessão de funções. Marcelo referiu que tem estado a ser apontada a intervenção crítica, feita pelo atual Chefe do Estado-Maior da Armada, sobre as alterações à Lei de Defesa Nacional - uma posição acompanhada pelos restantes chefes dos ramos militares.
O Presidente da República nota que, apesar de terem criticado as mudanças, a partir do momento em que foi decretada a lei, os chefes dos três ramos militares acataram-na e respeitaram-na, o que, para Marcelo, é um "exemplo de lealdade constitucional" - logo, nunca seria motivo para uma exoneração.
O terceiro e"equívoco" mencionado por Marcelo Rebelo de Sousa prende-se com o facto de se estar a falar numa "substituição". Ora, só poderá haver uma substituição depois de alguém terminar funções, recorda Marcelo, o que ainda não é o caso.
"Há um momento adequado para falar de substituição, que não é este", declarou.
O Presidente da República lamentou ainda que o nome do vice-almirante Gouveia e Melo tenha sido envolvido na polémica. Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que o vice-almirante merece, pela sua carreira, as insígnias que recebeu e, pela sua atuação na task force, a admiração de todos os portugueses. Pelo seu "mérito e classe", defende Marcelo, dispensava ser "envolvido numa situação de atropelamento de pessoas e instituições".
Na ótica de Marcelo Rebelo de Sousa, há que "salvaguardar a reputação das pessoas envolvidas e o prestígio das instituições" e quando chegar o momento de tomar a decisão de substituir o Chefe do Estado-Maior da Armada, só há uma pessoa que tem o poder de tomá-la: o Presidente da República.

Assim, se bem percebo isto tudo, o Presidente da República não aceitará exonerar, PARA JÁ, repito o PARA JÁ, o actual CEMA o que, legitimamente, será como que mostrar um cartão amarelo ao governo, concretamente ao PM António Costa que, como é habitual nele parece que nada disto partiu dele ou teve alguma coisa a ver com ele e, naturalmente, ao inenarrável ministro Gomes Cravinho jr, e ao actual Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Mas, pela conversa de Marcelo Rebelo de Sousa, percebe-se que ele quer que o actual CEMA saia a seu pedido, sem ser empurrado, uns dias antes do vice-almirante das vacinas ter que passar à reserva por  atingir o limite de idade. Coisa que aconteceu a dezenas e dezenas, é a vida militar. 

Portanto, dando uns ares de que não é um verbo de encher, na feliz referência do Cte Costa Correia, mostra-se verdadeiramente um Salomão. 
Ora país nenhum progrediu com verbos de encher. 
Mas dificilmente a sociedade portuguesa melhorará com Salomões!

Por fim, uma coluna vertebral sã nunca permite que a usem nos jogos e insídias de terceiros. 
E certa gentalha, se tivesse coluna vertebral, que NÃO TÊM, esses sim, demitiam-se, JÁ, depois do que disse o PR!

António Cabral (AC)

Comentário de 20 de Fevereiro de 2026

Como se sabe, o então Chefe do Estado-Maior da Armada foi substituído pelo almirante das vacinas, numa cerimónia depois do Natal de 2021, basicamente às escondidas. 

Quanto a Salomão e verbo de encher o tempo decorrido tem sido eloquentemente esclarecedor.
E confirmando que Portugal está no estado em que se encontra muito também pela enorme quantidade de verbos de encher e de Salomões e pigmeus políticos que vegetam há décadas por aí, sempre sentados à mesa do OE ou para ele de mão estendida.

E quanto à coluna vertebral, pigmeus políticos, Salomões e verbos de encher não têm, têm uma coisa de borracha enxertada com silicone.

AC
A PROPÓSITO de JORNALISMO - JORNALIXO

Neste meu vício de periodicamente revisitar/ reler artigos e notícias antigas que tenho em arquivo, dei há bocado com algumas coisas sobre um "imbróglio" passado (creio que não terminado) no chamado Ministério da Defesa Nacional/ MDN (coisa que nunca foi e assim continua, é apenas o ministério da tropa) envolvendo entre outros um tal de Alberto Coelho.

E recordei a incompetência de algum jornalismo que roça o jornalixo. 

Alguma comunicação social misturou a coisa com militares.
Ora o tal de Alberto Coelho, aparentemente no centro do tal "imbróglio", será tudo menos militar. 
E se a memória não me falha, creio que o sujeito foi dirigente do CDS e creio que foi levado para o MDN pela mão de Paulo Portas o qual esteve algum tempo naquele edifício rosáceo ao Restelo. Chamaram-lhe então ministro da tal defesa nacional.

AC

Ps: que há "coisas" directamente também com militares é sabido. Basta ver recentes notícias sobre investigações em mais do que um ramo das Forças Armadas. 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

PORQUE  SERÁ ?

Porque será que certas "cenas" que estão acontecendo nos últimos anos me começam a fazer lembrar o Estado Novo?

Por exemplo em relação a isto.

Nesta "famosa" cena, se estou bem recordado, não compareceram Spínola, Costa Gomes e um almirante da então Marinha de Guerra. 

Bom dia.
Chove bastante infelizmente,
Saúde e boa sorte

AC

sábado, 31 de janeiro de 2026

BOM  DIA 
Aqui onde estou, e neste momento, está Sol. Será, infelizmente, de pouca duração, pois para o fim do dia ou de madrugada deve regressar a chuvada.

O que não pára de nos chegar é a ORDINARICE de vários políticos, alguns governantes, alguns deputados, e candidatos a Presidente da República.

Como se isto não bastasse temos a vergonhosa participação de certas chefias militares em palhaçadas, demonstrando uma completa ausência de quase tudo. Coluna vertebral de certeza.

Digo isto depois de me terem telefonado - "vai ver a pouca vergonha"

E usei a tecnologia e fui ver.

E o que vi?

Vi uma criatura, o formalmente ministro da chamada defesa nacional (como digo há décadas, não é, nem ele nem todos os antecessores, é apenas ministro da tropa), arrogante como é seu timbre, talvez perto de uma vintena de militares formados, uma espécie de tenda ou palanque, e dois sorridentes generais do Exército, um que "mora" do edifício junto ao estádio do Belenenses e a quem chamam Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, e o outro que é o Chefe do Estado-Maior do Exército.

Prestaram-se esses dois chefes militares a uma encenação grotesca que, depois de tudo filmado, se foram embora. Presume-se que para sinalizar o apoio das Forças Armadas à catástrofe que uma boa parte dos portugueses está a sofrer na sequência da passagem da depressão Kristin.

Que adjectivos se podem invocar?
Ordinarice? Desfaçatez? Descarada ausência de vergonha na cara?

Isto é o reflexo de várias coisas, a saber:
- ausência de noção das responsabilidades,
- ausência de noção do que é servir,
- ausência de sentido de Estado,
- ausência de dignidade no desempenho de cargos públicos e militares.

DEPLORÁVEL!

Tenham um bom Sábado.
Saúde e boa sorte e muita paciência para aturar tanto vigarista existente em todos os quadrantes sem excepção.

António Cabral (AC)

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Militares das Forças Armadas ganham menos que todos os polícias.
Forças Armadas perderam 11 mil militares (um terço do efetivo) desde 2011. Guarda Prisional e PSP também são menos
.

Mas são os melhores dos melhores, ouve-se. 
Frase certamente proferida por algum papagaio descolorido!
AC

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A   PROPÓSITO   de . . . .

Solidariedade, compromissos, e tratar dos nossos interesses

A este propósito dei de caras há dias com a notícia seguinte:

A Polícia Marítima, que se encontra a participar na missão “Greece 2025”, anunciou este sábado ter resgatado 78 migrantes que se encontravam numa zona costeira isolada, sem acesso terrestre, na ilha grega de Gavdos.

Segundo um comunicado da Autoridade Marítima Nacional (AMN), o resgate dos 78 migrantes decorreu durante dois dias.

Durante a operação, com coordenação operacional das autoridades gregas, os elementos da Polícia Marítima alcançaram um grupo de migrantes, tendo procedido ao seu resgate em segurança para a embarcação “Molivos”, em situações adversas, “implicando a movimentação dos migrantes através do mar para bordo a embarcação”.

O comunicado indica que “o grupo foi transportado para o porto e entregue às autoridades locais para os procedimentos legais de identificação e registo”. “Ao longo da operação, foram identificadas situações de especial vulnerabilidade, o que exigiram acompanhamento direto e constante por parte dos operacionais”, acrescenta a nota, sem especificar.

A missão “Greece 2025” é coordenada pela European Border and Coast Guard Agency (Agência FRONTEX).

“Desde o início da participação portuguesa no Mediterrâneo oriental, a Polícia Marítima tem desempenhado um papel único e fulcral, o qual tem sido reconhecido inúmeras vezes pelas autoridades gregas, nomeadamente em múltiplas ações de salvamento e resgate de migrantes, em estreita coordenação da Guarda Costeira Grega”, sublinha a AMN no comunicado divulgado este sábado.

O meu melhor amigo militar é almirante, reformado, e ao longo dos anos foi-me contando muita coisa sobre a sua profissão mas sobretudo  muita coisa inerente ao serviço público e aos nossos interesses no mar, as águas costeiras e as ZEE onde temos jurisdição.

E recordo de em tempos o meu amigo me ter falado das imensas e crescentes dificuldades sentidas quer pela Marinha quer pela Autoridade Marítima, quer pela Polícia Marítima.

Quer em meios materiais, humanos e financeiros.

Pela notícia supra e depois de também ouvir o inarrável MDN Nuno Melo presumo que os quadros da Política Marítima aumentaram relevantemente, não havendo certamente já as dificuldades de outrora por exemplo em meios humanos para actuação no Continente e Regiões Autónomas.

Presumo ainda sobretudo fazendo fé em Nuno Melo, que as manutenções dos navios serão agora asseguradas em tempo adequado e que nos Açores e Madeira serão finalmente mais os meios navais disponíveis para cobrir as ZEE respectivas em colaboração com a Força Aérea.

Agora é que é. 

AC

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

ORÇAMENTO  do  ESTADO  2026  e . . .  DN

Agora que foi apresentada a proposta governamental para o OE 2026, uma das primeiras "gordas" que apareceram nos noticiários foi uma percentagem, 23% para a Defesa Nacional (DN).

Espectáculo. O costume, portanto. Ou estarei enganado?

Naturalmente, não sei o que está na proposta, e nem imagino o que irá acontecer na Assembleia da República até aparecer a Lei a remeter ao inquilino em Belém.

Com esta narrativa armamentista que se montou na Europa este governo declarou há tempos que  - sim senhor, vamos nos 2%. 

E logo o palrador mor encartado, com os conhecimentos adquiridos quer  nos "briefings" sucessivos no ministério da chamada defesa nacional (MDN) e nos diferentes departamentos militares quer nos adquiridos nas constantes visitas a unidades militares durante os seus 10 anos de PR e comandante superficial perdão, supremo das forças armadas (CSFA), informou os ignaros tugas - nem é preciso orçamento rectificativo. 

Entre outros, incluindo TVs, no "perdócio" e no tido como de referência vão aparecendo escritos sobre este tema. Escritos dos "espertos do costume".

Uns salientam um aumento inédito (na proposta orçamental do governo, veremos como fica na lei a remeter a Belém) de 25 % no orçamento da DN; designam mesmo - esforço inédito dos últimos anos. Ah e há a meta prometida de 5% do PIB até 2035!

Salientam alguns "espertos" as condições geopolíticas actuais e (não o escreveram mas temem) a chegada para breve do diabo ao Terreiro do Paço com os seus em blindados.

Outros falam em missões civis e militares. E claro, rearmamento.

Naturalmente, digo eu, para contentar vários dos que estão nos gabinetes e vários dos que já lá estiveram mas agora comentam nas TV, ou nos jornais, parece que a proposta de OE2026 traduz a coisa assim - novas aquisições, fabrico de equipamentos militares, aumentos de salários para reter efectivos, projecção de mais forças militares em missões no estrangeiro. Não é bonito?

Depois, pelo que leio, os escribas "espertos" atiram com nomes pomposos para impressionar a malta, e acrescentam mais uns "pós". 

Por exemplo - European Sky Shield, ciberdefesa, cibersegurança,  programas para KC-390, helicópteros de apoio, recuperação do Arsenal do Alfeite (creio que em 10 anos Marcelo esteve lá uma vez), dois navios de patrulha oceânica, modernização de fragatas, fabrico de munições, dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), plano ReArm Europe, "drones" etc. etc. etc.

Naturalmente que "os espertos" abordam também superficialmente o esforço orçamental previsto para 2026 para acorrer às questões dos recursos humanos, uma área muito frágil nas Forças Armadas (FA).

Apercebo-me, também, que um arguto "esperto" nestas matérias, Ângelo Correia, ditou que - Portugal deverá enviar fuzileiros para proteger flanco leste da NATO na Lituânia”.
Acrescentou o senhor - o Governo está no "bom caminho" para atingir, a médio prazo, o objectivo de 2% do PIB gasto em Defesa. 

Ângelo Correia é defensor da aposta - Europa unida, com força e poder dissuasor militar suficiente. 
Lembrou uma realidade incontornável - não há liberdade nem paz sem segurança. 

Mas também se lê por aí que o MDN cresce 14,8%, mas o investimento em material militar cai 36%, e que há uma previsão de incremento da participação das FA portuguesas no exterior do território nacional.

Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) está mais que desfasado da realidade, há anos. 

Presumo que a prazo reunirão Severiano Teixeira e mais alguns civis do IDN (instituto de defesa nacional), alguns dos civis e militares comentadores nos OCS, alguns militares do activo, alguns embaixadores ou pelo menos um, e todos receberão o encargo de produzir um novo CEDN que, é quase certo, será tão ou mais prolixo que os anteriores. Deverá prever tudo e mais alguma coisa, como sempre aconteceu!
O costume, certamente.

Entretanto, são anunciados mais 50 milhões de euros para a iniciativa das necessidades prioritárias da Ucrânia, e dez milhões de euros numa  iniciativa britânica para "drones", em que esta última coisa recairá na produção de "drones" nacionais. Disse Nuno Melo, creio.

Anuncia-se ainda, que estes milhões todos atrás referidos estão já  incluídos nos 221 milhões de euros que já faziam parte do compromisso que Portugal fez com a Ucrânia para 2025.

Sobra a perguntinha: com tantos apoios para a Ucrânia, não vai haver corte nenhum cá dentro? É só para perceber.

Finalmente, aquela coisa PARVA, que alguns como eu continuam periodicamente a questionar - passaram 51 anos, não há império, há acordos e tratados internacionais, há uma brutal massa oceânica sobre a qual temos jurisdição, há uma geografia única, quando PARAM PARA PENSAR E DEFINIR FINALMENTE, QUE PORTUGAL DEVE TER FA (claro que deve), MAS QUE FA, dadas as premissas descritas atrás?

Ah, isso não interessa para nada, Já somos os melhores dos melhores!
Onde é que eu já ouvi isto?

António Cabral (AC) 

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

RECORDAÇÕES
Quem olhar atentamente para esta fotografia, para os fotografados, e recordar a época, encontra aqui a génese de muito de que hoje padecemos.

AC

domingo, 23 de fevereiro de 2025

LISTA de CEMGFA'S (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas)


Depois do 25 de Abril de 1974

General Nunes da Fonseca, Exército (actual)

Almirante Silva Ribeiro, Marinha

General  Pina Monteiro, Exército

General Esteves de Araújo, Força Aérea 

General Valença Pinto, Exército 

Almirante Mendes Cabeçadas, Marinha  

General Sousa Santos, Força Aérea 

General Espírito Santo, Exército

Almirante Fuzeta da Ponte, Marinha 

General Soares Carneiro, Exército 

General Lemos Ferreira, Força Aérea 

General Melo Egídio, Exército 

General Ramalho Eanes, Exército 

General Costa Gomes, Exército 


Antes de 25 de abril de 1974

General Augusto Deslandes, Força Aérea 

General Gomes de Araújo, Exército 

General Beleza Ferraz, Exército 

General Botelho Moniz, Exército 

Contra-almirante Ortins de Bettencourt, Marinha 

General Passos e Sousa, Exército (iniciado em 5 Agosto 1950)


Esta lista ajuda a esclarecer alguma coisa quanto ao estado das Forças Armadas?


António Cabral (AC)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

SOBERANIA, INDÚSTRIA, DEFESA . . . .
o COSTUME . . . . . 
DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Valentina Marcelino
General Valença Pinto: “A conjuntura sugere que se dê uma muito maior prioridade à Defesa”

O presidente da EuroDefense-Portugal revela que a associação está a preparar, com as 16 congéneres europeias, um conjunto de recomendações para a estratégia industrial de defesa. Para o General Valença Pinto, ex-Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, neste setor deve haver na UE “soberania partilhada”.

No atual contexto de instabilidade geopolítica da Europa, está em cima da mesa uma estratégia industrial para a defesa da União Europeia? Em que fase é que Portugal está neste momento?

Portugal está, com certeza, muito atento e é preciso que esteja. Estão muitas coisas em cima da mesa, muitas coisas a mexer, nesta nova estratégia industrial de Defesa para a Europa. Há depois o lado financeiro, com o Fundo Europeu de Defesa, que está significativamente dotado e que vai ser ainda mais dotado e de uma forma bastante sensível no futuro próximo. A Comissão Europeia tem agora um comissário para as Indústrias de Defesa e até meados de março deverá ser apresentado um livro branco. A EuroDefense, com as suas 16 associações em toda a Europa, está desde novembro a trabalhar intensamente para preparar um conjunto de recomendações.

A opinião pública está preparada para este debate?

Nem a opinião pública nem para além da opinião pública. O que se passa é um grande desconhecimento. E é um viver muito de costas voltadas uns para os outros. Daqueles que deviam ser os parceiros deste processo. O progresso europeu nesta matéria não será efetivo se não conseguirmos a convergência de três tipos de entidades. Por um lado, o Estado, a Administração Pública, incluindo as Forças Armadas. Por outro lado, a Academia lato sensu e também nela incluindo o sistema científico e tecnológico nacional. Em terceiro lugar, o mundo empresarial e, em particular, o mundo industrial. Há quem chame isso o “Triple Helix”. É o que queremos. Precisamos da propulsão articulada conjugada destes três componentes para que a coisa toda avance. Em Portugal estamos a tentar fazer isto mexer...

Quem devia de fazer isso?

Penso que até de um ponto de vista de responsabilidade política,
era o Estado, mas tem tido dificuldades. Em boa verdade, quem tem feito mais este tipo de tentativa de articulação entre todas estas partes tem sido o EuroDefense. Não o digo para me vangloriar disso, porque tenho pena que seja preciso uma entidade da sociedade civil a fazê-lo. Acho que o Estado vai assumir um papel maior, forçosamente, seja no quadro de uma Direção de Recursos que tenha uma componente de armamento e equipamento, seja no quadro da criação de uma Direção-Geral de Armamento. Não pode deixar de ser o Estado a mexer.

Naturalmente, também em articulação com o Ministério da Economia. Também vemos com grande satisfação que depois de tempos em que o Ministério da Economia não mostrou estar disponível para se envolver muito nesta matéria, hoje sinto uma atitude completamente diferente. Mais atenção, mais empenho de uma leitura mais correta das perspetivas que há, porque vai estar disponível muito dinheiro para se fazerem coisas e em Portugal há capacidade para fazer muitas coisas.

Em Portugal ainda temos como meta, em 2029, ter 2% do PIB em despesas de Defesa, cerca de seis mil milhões de euros, mas é possível chegar aos 3 ou 4%, com já admitiu Donald Trump, por exemplo.
Como se consciencializa as pessoas para isso? Estamos a falar de cerca de oito mil milhões de euros, como referiu o embaixador Martins da Cruz, seria praticamente a 3.ª ou 4.ª maior despesa pública, a seguir à Educação e à Saúde…

As pessoas têm de perceber que não pode haver políticas de Saúde, de Educação, de Segurança Social, não há bem-estar e não há desenvolvimento se não houver Defesa. 
São duas faces da mesma moeda que ou se reforçam mutuamente ou se prejudicam mutuamente. É compreensível que, em determinados momentos, as circunstâncias políticas, económicas e sociais haja maior prioridade de uma em relação a outra. Mas isso é uma prioridade conjuntural. Neste momento, a conjuntura sugere que se dê uma muito maior prioridade à componente da Defesa. Acho que se vai abrir um livro novo, porventura com cores que não vão ser muito cor-de-rosa, a partir do dia 20 de janeiro. Receio bem isso. Além de tudo, o que eu vejo são divisões internas no seio da União Europeia (UE), tudo isso é muito preocupante.

Qual acha que vai ser a marca de 20 de janeiro, data em que Donald Trump toma posse como presidente dos EUA?

Como historicamente sabemos, Trump nunca deu grande importância à Europa. Depois aprovou uma estratégia nacional em que dedicava meia linha, literalmente, à Europa, dizendo que a UE era um rival comercial. E disse aquela coisa extraordinária de que a NATO era um ser obsoleto e sem qualquer interesse. Houve mais coisas pelo meio, mas depois veio a guerra na Ucrânia e tudo se alterou. Como é que as coisas se vão passar? Ninguém sabe. E eu não tenho nenhuma bola de cristal para saber. Mas sei bem que o senhor Trump vai expressar uma atitude muito transacional. Não é bem o nacionalismo ou isolacionismo americano. Vai ser mais uma atitude transacional. Eu dou se tu me deres…

É sempre um homem de negócios…

Mas isto, obviamente, terá como consequência que
temos de investir mais. Outra potencial dificuldade, se for adotada esta postura transacional, é os Estados Unidos, se entenderem manter-se na NATO, decidirem fazer uma leitura caso a caso do artigo 5.º. Seria o colapso da NATO. Houve sempre uma preocupação na NATO de nunca tipificar muito o artigo 5.º, que era exatamente criar flexibilidade por um lado, e, por outro lado, introduzir o potencial adversário, fosse qual fosse, o elemento de alguma ambiguidade. Se houver uma tentação norte-americana, de entre aspas, regulamentar o artigo 5.º, será politicamente muito mau.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada Gouveia Melo falou recentemente sobre a necessidade do reforço orçamental na Defesa, afirmando: “O que interessa termos despesas sociais se não tivermos país?” Acha que estamos já a esse nível?

É uma expressão que o senhor de La Palice não diria melhor. Mas sim, é verdade. Precisamos realmente das duas coisas ao mesmo tempo. Por exemplo, no período de intervenção da troika aqui em Portugal, não tenho nenhuma dúvida que se tinha de dar prioridade às questões da Economia, mesmo em detrimento de outras coisas, como a Defesa. Agora não tenho nenhuma dúvida que tem de se dar uma grande prioridade à Defesa. Podemos ter a convicção e a tranquilidade de saber que não estaremos isolados.

Teremos connosco a UE e na UE vemos por todo o lado uma reforçada atenção e uma clara convocação de importantes recursos para ajudar todos os países nisso.

Estamos a falar de maior investimento em equipamento para guerra convencional ou também de duplo uso, compatível com os objetivos de coesão social, económica e territorial, citando aqui o parecer do deputado José Luís Carneiro sobre o Programa da Indústria de Defesa Europeia?

Na Europa, houve um tempo histórico, não muito recuado, em que a tese predominante era que tinha de ter campeões europeus, tipo Airbus. Hoje, a perspetiva é outra, porque dessa forma muitos países de pequena e média dimensão ficam fora do jogo. Hoje, a preocupação é criar condições para que todo o progresso que se faça sem por em causa a harmonia e a coesão entre todos os países da UE e que haja um lugar inequívoco para as pequenas e médias empresas.


Quais podem ser os nossos setores-chave?

O nosso setor-chave está na imaginação
, em primeiríssimo lugar. Depois a vontade. Mas temos coisas que funcionam muito bem. Por exemplo, a nossa indústria de drones é extraordinária, a indústria aeronáutica, a de sistemas de comunicações e de informações. Temos, certamente, de nos centrar em nichos. Claro, também podemos fazer coisas mais pesadas, como as munições, cuja carência é enorme na Europa.

Ainda não se definiu quais vão ser esses setores em que Portugal deve apostar?

Não há clareza quanto a isso. Devia haver. A EuroDefense está a fazer uma coisa que eu acho absolutamente fantástica: prospetiva. Infelizmente não se faz muito em Portugal. Convidámos 16 entidades, 14 das quais aceitaram, para fazer um estudo para ver como é que neste progresso de hoje até 2035, que capacidades militares e indústrias de Defesa portuguesas se podem casar virtuosamente. Estamos a fazer outra coisa que tem aberto muito espíritos aqui em Portugal.

Fizemos
, pela primeira vez, no ano passado, em 2024, dois cursos avançados em estudos de Economia e de Defesa, um deles com a Faculdade de Economia de Coimbra, outro com ISEG, aqui em Lisboa, em que mais uma vez procurámos ter junto a Academia e gente das Forças Armadas, portanto, do Estado, e das indústrias de grande sucesso. Isto nunca foi feito na Europa e causa aos nossos parceiros e o maior interesse e a maior curiosidade.

A nossa lei de contratação é exigente suficiente, uma vez que a área da Defesa está identificada como uma de maior risco de corrupção?

Temos em Portugal uma lei da contratação pública em matéria de armamento e equipamento, que é mais papista do que o Papa, mais exigente do que o normativo comunitário. Isso, obviamente, tem de ser revisto. Em Espanha, há muito tempo que isso não é assim, tem alguma tranquilidade em não observar o mecanismo comunitário, porque às vezes é mais fácil pagar a multa. E Espanha tem uma dimensão que nós não temos, por causa do mercado latino-americano.

Temos cerca de 400 empresas que contribuem para o setor da Defesa. Há bocado não tive oportunidade de falar do duplo uso. Temos de explorar o duplo uso nas tecnologias, porque isso leva essa preocupação mais abaixo e, portanto, alarga a possibilidade de intervenção às nossas empresas. O núcleo das tais 400 empresas têm uma taxa de internacionalização que ninguém tem na Economia portuguesa. São capazes porque são muito boas tecnologicamente também e têm mercado, tem esse. Têm taxas remuneratórias para os seus funcionários que ninguém mais tem em Portugal.


Que alterações propõe à lei de contratação?

Devia, no mínimo, não ir mais longe do que a imposição europeia desde o Tratado de Roma, em 1950, o qual previa exceções nos mecanismos da livre concorrência europeia. Não estou a sugerir que Portugal assuma uma atitude, como ainda há pouco referi, que alguns países adotam, de desrespeitar a lei e depois pagar as multas. Entendo que é absolutamente indispensável não ir mais longe do que a exigência europeia. Tem sido um colete de forças para a indústria da Defesa em Portugal.


O primeiro-ministro admite rever de novo a antecipação do prazo para alcançar os 2% do PIB, que já antecipou para 2029. O que acha que seria razoável tendo em conta todos os constrangimentos do país?

Seria desejável que se atingisse tão cedo quanto possível. A nossa convergência não pode ser em termos de indicadores macro financeiros, tem de ser em termos de capacidades militares. Precisamos que as nossas forças sejam, do ponto de vista qualitativo, completamente análogas em termos de capacidades e possibilidades às europeias. Isso é que é importante. Que o batalhão português seja igual ao holandês, que a fragata portuguesa seja equivalente à dos italianos. Que o caça português seja equivalente ou igual ao que usam os dinamarqueses ou os belgas. Isso é que é o nosso objetivo.

E isso custa dinheiro. Não é os 2%, Não é uma coisa mágica. Agora eu percebo que é uma coisa que se usa para dar sensibilidade, para sensibilizar a opinião pública. Mas o que é importante é que haja essa convergência em termos de capacidades. No passado, quando nós éramos menos capazes, militarmente falando, por causa das limitações de equipamento, ficámos um bocadinho atrás. Quando isso acontecia, não éramos interoperáveis com os nossos aliados e parceiros. Isso era mau.

Não conseguimos funcionar bem em conjunto. Agora o tempo já é outro. Estamos num tempo em que também na Defesa está a chegar, em particular para a Europa, o modelo da soberania partilhada. Portanto, se ficarmos de fora em termos de soberania partilhada, ficaremos claramente um país muito, muito, muito baixo na escala. No contexto da UE isso não pode acontecer

Como é que essa “soberania partilhada” se vai conciliar com o crescimento dos nacionalismos europeus que se verifica?

Pois, é um enorme desafio e um enorme problema para lhe dar uma espécie de medida da inquietação que isso provoca. O que se está a formar na Europa Central é extraordinariamente preocupante. Quando vamos a uma reunião internacional europeia, percebemos, sem nenhuma sombra – não vou dizer se está certo ou se está errado –, que os países escandinavos, os países do Báltico, a Polónia, estão em pé de guerra. Só não estão a combater, mas estão em pé de guerra. Nós estamos aqui com estas discussões e estamos a ver no centro da Europa a conjugar se uma espécie de um núcleo, se não é pró-Putin, pelo menos não é contra, com todas as suas agressões ao direito internacional, ao direito humanitário e à boa convivência das nações
.

Para começar, depois de ter lido esta entrevista (sublinhados da minha responsabilidade) que é, basicamente, mais do mesmo (i.e. livro branco), coloquei-a de lado, para olhar ao assunto quando tivesse mais paciência. Vou começar agora.

Começo por relembrar:

"You have (or not) a Navy". "You raise an army".
Só para que fique claro!

E para que fique claro, também, nesta entrevista não há referências ao que, 50 anos depois, continuam a fingir que não é importante e assim prosseguem com grandiloquências e vacuidades, e a atirar para debaixo do tapete.

Por exemplo:

- Portugal deve ter, ou não, Forças Armadas (FA) ?
A minha resposta é SIM.

- Mas que FA deve Portugal ter, atendendo à sua geografia, atendendo aos riscos e ameaças, atendendo à sua política externa, e à política de alianças?

- E atendendo às lições que se podem e devem tirar designadamente dos conflitos na Ucrânia e no Medio Oriente?

Antes de continuar, recordar também recentes declarações de "alguns artistas" ou "sumidades" que toda a vida foram não só como conhecidos "doutrinadores" como grandes defensores e defensoras da nossa segurança e da nossa defesa e das nossas forças armadas (FA), como António Costa ou esta senhora que foi chutada para o bem bom na Europa - Ana Catarina Mendes alerta para dependência militar da UE e impacto das ameaças de Trump. Eurodeputada é favorável a um instrumento de dívida comum para reforçar autonomia europeia em defesa e segurança.

Ouço-os e procuro conter-me!

Quando olho,
- para os sucessivos Presidentes da República na sua (por inerência) qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA), em que o actual para mim não passa de um básico CSFA (comandante superficial das forças armadas),
- para os sucessivos PM e ministros da chamada Defesa Nacional (nada disso foram/ são, não passaram /passam de uns tristes ministros da tropa),
- para vários dos sucessivos chefes militares pós 1976,

encontro as explicações para o estado actual do país e designadamente das FA.

Desde 1976, mas particularmente desde 1982, a esmagadora maioria dos titulares de órgãos de soberania, a esmagadora maioria dos políticos, pensadores, comentadores, academia, instilaram nos portugueses que defesa nacional = FA. Nada mais errado.

As FA constituem, TÃO SÓ, o pilar militar da defesa nacional, para que concorrem designadamente, a diplomacia, a economia, etc.

Este entrevistado alinha, como muito outros, no massacre em curso desde que o fdp do Putin se atirou à Ucrânia.

Todos a querer compras de material, particularmente americano.
Gastar mais dinheiro, sem equacionar seriamente as questões nacionais.
As questões sociais, desemprego, desarticulação do tecido social, desordenamento territorial, desindustrialização de há anos, e de que agora as consequências desabam no presente. 
Agora queixam-se. 

Parece-me óbvio que, para Trump, uma das vertentes do MAGA passará por melhorar a balança comercial nomeadamente com impulso no complexo militar industrial através de fortes compras Europeias e de outros países aos (seus) 
sectores da defesa e do armamento americanos.

Marcelo diz que ele é um óptimo comerciante.
Haja paciência democrática para aturar Trump e Marcelo.

Quanto ao entrevistado, melhor, pois não perco tempo com o entrevistado, quanto ao assunto a que chamo o "massacre", decidi-me olhar para ele e vou voltar a começar a escrever umas linhas, a pouco e pouco. Como no passado. 
A propósito, se calhar irão aparecer alguns a confortar-me em público, a dizer que tenho bastante razão, que estou muito prolixo, etc., mas quanto a eles . . . . 

Não tenho direito a escrever, porventura, umas quantas asneiras e, talvez, no meio delas, duas ou três coisas razoáveis e porventura certeiras?

(continua)

AC

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

……P O I S………….

A oratória, dele e de muitos, foi sempre excelente!…….

Como curiosidade, esta fotografia tem por legenda - 
Brasão e fachada do edifício do EMGFA no Restelo.  
Curiosidade adicional, a fotografia integra um livro de 1989, do EMGFA (Estado-Maior General das Forças Armadas), com o título - Normas e Orientações para a Actuação das Forças Armadas. 

De recordar que a chamada Lei de Freitas do Amaral é de 11 de Dezembro de 1982, (Lei 29/ 82/ 11 Dezembro), e neste edifício continuava a não estar - Ministério da Defesa Nacional.  

Até que lá fosse colocado - Ministério da Defesa Nacional, que o Art. 34º da referida lei estipulava - foi um episódio interessante, entre duas personalidades, já falecidas. 

Enfim, coisas da história recente/ democrática que, ainda assim, nada justifica coisas do presente/ dos últimos 35 anos.

Coisas de que me vou lembrando contadas pelo meu melhor amigo militar.
António Cabral

domingo, 15 de dezembro de 2024

Ora Aqui Está um MINISTRO de DEFESA Fixe


TEREMOS POR CÁ DESTA  ESTIRPE?

AC 

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

"JORNALÍSTICA" em  TODO  o  SEU  ESPLENDOR
Não pretendo ser injusto mas, de facto, creio que cada vez mais se pode dizer isto com que titulei este postal.

O (dito jornal de referência) Expresso desta 6ª Feira, na sua página 14, tem mais um artigo ao estilo "encher chouriços" que é como quem diz, mais uma peça para alimentar a chama da telenovela do eventual retrocesso civilizacional se Gouveia e Melo (GM) fosse eleito Presidente da República em 2026. Telenovela para a qual o visado tem contribuído.

O dito jornal continua a não divulgar se Marcelo Rebelo de Sousa anda ou não a tomar ansiolíticos e medicamentos para o coração, dado que tem sido noticiado que só a simples evocação dessa eventual candidatura o tem tido cada vez mais ansioso, como a eventual concretização dessa eleição vitoriosa o destroçaria por completo. 
Não mais conseguiria tirar selfies, e ficaria alérgico a "Vichyssoise".

O dito OCS de referência afirma que GM aceitaria o pedido do governo para estar mais dois anos como chefe da Marinha, o que a lei permite, apenas e se lhe garantissem um empenho sério (sério, é palavra que não escrevem) em reforçar as capacidades da Marinha e nomeadamente mais dois submarinos.

Salvo melhor opinião este assunto tem duas vertentes: política e militar.

Quanto à parte política poderemos ainda dissecar em duas facetas, no âmbito global defesa nacional/interesse nacional e na parte do jogo político da normal vida democrática inerente à periódica renovação de cargos políticos como estabelece a Constituição.

Vi que GM recusou com tom que me pareceu agastado a "ideia ridícula" de que o seu futuro depende do reforço de meios da Marinha e acrescentou que os militares não fazem chantagem. 
Deliciosamente acrescentou ainda - "o poder político é que manda nos militares". 
Frase deliciosa, para mim naturalmente, pois sendo evidentemente verdade no regime em que felizmente vivemos interpreto-a como - o poder político é que faz chantagens e nada resolve.

Quanto ao que dizem que Marcelo gostaria não perco mais tempo.
Não perco mais tempo com a questão presidencial.

Vou cingir-e, muito sucintamente, muito superficialmente à questão defesa nacional, na vertente militar, pois é assunto para páginas. 

Infelizmente, a maioria dos meus concidadãos lê  - defesa nacional = tropas. 
A instituição militar é, tão somente, a componente/ pilar militar da defesa nacional.
A defesa nacional vai muito para lá da vertente militar, mas esta é uma questão velha desde o 25 de Abril de 1974, e que é mais um dos exemplos demonstrativos do subdesenvolvimento de Portugal.

Mas antes de ir ao que me importa achei deliciosa a frase de GM -  qualquer pessoa que se oriente pelas sondagens pode ter surpresas, não alimento estados de espírito nem especulação”.

Eu sou razoavelmente ignorante destas coisas, mas quem escreve como escreve na página 14 do dito jornal deixa a quem lê o legítimo direito de ponderar pelo menos estas hipóteses:

1. o artigo parece ser mais um para, como disse, encher chouriços, para puxar pelas vendas,
2. o autor parece estar a fazer mais um frete a Belém, para ver se consegue mais acesso ao inquilino, 
3. o autor parece não ter noção rigorosa sobre o processo de aquisição de um navio militar (barco é civil), que é pesado, longo de anos, 
4. o autor parece não ter noção rigorosa dos procedimentos legais por que passa a inscrição de meios para os ramos das Forças Armadas na proposta de lei de programação militar a apresentar periodicamente na Assembleia da República. Processo complexo, fastidioso, de anos.

Certamente que não foi com intenção dolosa, mas depois de o ter lido, tenho o legítimo direito de pensar que o autor nos considera burros.

Eu sei que o autor do artigo é um homem interessado pelos assuntos militares e de defesa nacional; até já o vi em eventos na Assembleia da República onde também estive, e até estive sentado relativamente perto dele num dos últimos.

Mas, sinceramente, afirmar em síntese que como a lei permite GM aceitaria recondução por mais dois anos como chefe da Marinha SE, SE, SE. . .  é intrujar grosseiramente os cidadãos.

Ou o senhor jornalista não conhece o que se tem passado particularmente desde 1991, não conhece directivas ministeriais, não conhece ciclo de planeamento, não conhece o passado das sucessivas leis de programação militar, não conhece as questões sobre helicópteros nas FA desde 1989, não conhece os crescentes estrangulamentos financeiros dos ramos das FA, não conhece a alteração do processo de nomeação de chefias militares operado em 1994 depois de uma azia monumental surgida quando do processo de substituição de um chefe de Marinha, etc. etc. etc. etc. ?

Não vou entrar em questões técnicas de que aliás sei muito pouco.

Promessas? Garantias?
Enfim, ao que chegámos.

Tenham um bom fim de semana.
Arranjem muita paciência. Saúde.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

VIRTUDES  MILITARES

. . . . . 
"Sendo a coragem a primeira das virtudes militares, o que se espera do chefe militar de um país democrático é a assunção plena das suas responsabilidades. Estas, numa situação extrema, poderão tornar indispensável o pedido de DEMISSÃO, acompanhado da pública defesa dos seus pontos de vista. Mas terá que ficar claro que esse gesto equivale ao tombar no campo de batalha e não a uma retirada sem glória".

(30MAR1997, Jornal de Notícias, David Martelo, Coronel, Ref.)

(sublinhados da minha responsabilidade)

António Cabral



Comandante da Zona Marítima do Sul exonerado após lanchas serem vandalizadas
(sublinhados da minha responsabilidade)

No espaço de dois anos, Mário Figueiredo é o segundo comandante da Zona Marítima do Sul que é afastado por situações ligadas a lanchas de narcotráfico.

Mário Figueiredo, Comandante da Zona Marítima do Sul, foi esta quinta-feira exonerado do cargo, confirmou ao CM fonte oficial da Autoridade Marítima.

Em causa, segundo apurou o CM, estará o vandalismo de várias lanchas da Polícia Marítima e Fuzileiros, que tinham sido usadas na semana passada numa operação de combate ao narcotráfico em águas internacionais. Fonte da Autoridade Marítima não confirma a relação da exoneração com o vandalismo das lanchas, adiantando que "se trata de uma medida de gestão da Marinha e Autoridade Marítima".

Sabe o CM que foram cortados os flutuadores das lanchas e que as mesmas se encontram neste momento inoperacionais. Eduardo Luís Pousadas Godinho, Comandante do Porto de Portimão, irá assumir as funções temporariamente.

No espaço de dois anos, é o segundo comandante da Zona Marítima do Sul, depois de Rui Santos Pereira, que é exonerado por situações ligadas a lanchas de narcotráfico
.

Li esta notícia online. Nada me espantou.

Sei que determinados assuntos e designadamente os ligados a, segurança, justiça, disciplina, recursos humanos financeiros e materiais, têm uma certa proteção administrativa, uma certa classificação de acordo com as leis e normativos diversos. São protegidos.

Mas também sei que estes aspectos de confidencialidade dão por vezes muito jeito para esconder realidades, para disfarçar a não resolução de problemas, para disfarçar prepotência e arrogância.

Mas também sei que muitas vezes as dificuldades e as carências e a não resolução de problemas estão acima das chefias militares, estão no poder político.

Conheço Faro, conheço onde estão as embarcações civis, onde estão as embarcações militares, conheço a área molhada, o lodo, onde estão as infra-estruturas físicas de Marinha, Autoridade Marítima, Capitania de Faro.

Não é difícil perceber distâncias, não é difícil visualizar (ainda em Agosto andei por Faro e Olhão) câmaras de vigilância.

Mas tenho muitas dúvidas. Muitas.
Distâncias aos cais?
Que pessoal existe para assegurar segurança?
Câmaras de vigilância cobrem tudo? Cobrem quem venha de terra? E quem venha de barco? E quem se arraste pelo lodo?

Claro que é mais fácil correr com subordinados.
Oxalá exista um processo e averiguações. 
Será que houve no anterior caso que levou à primeira exoneração?

E o ministro da defesa nacional, não se incomoda com nada disto, não manda averiguar externamente à Marinha?

Não se questiona que meios materiais e humanos existem, que meios estão atribuídos à Marinha e à Autoridade Marítima para fazer face aos crescentes problemas e riscos na Costa Algarvia, no mar territorial, na parte da ZEE adjacente ao Algarve, ponta de Sagres e Costa Vicentina?
Então sr ministro?

Aguardemos.

António Cabral

sábado, 13 de julho de 2024

 

Lembrei-me disto a propósito de certos ministros, o polaco e não só, e de certos discursos durante e na sequência da reunião da NATO em Washington.

Está Sol.
Tenham um bom dia. Bom fim de semana. Saúde.

AC

sábado, 1 de junho de 2024

Opiniões
O senhor ministro da Defesa Nacional - seja sobre SMO, seja sobre uso de material ocidental no ataque à Rússia - tem o direito a ter a sua opinião pessoal, mas deve guardá-la lá para casa ou para os amigos, ao chá. Ao senhor ministro alguém deve lembrar que tomou posse.

By Francisco Seixas da Costa 


Este agora formalmente ministro é mais um, dos vários, para quem, sentido das responsabilidades, sentido de Estado, dever de reserva, são puras patetices.
Quanto ao chá que Seixas da Costa sugere, está aí porventura um dos problemas deste tipo de gente, desde pequeninos que não começaram a dar-lhes de beber um pouco de chá.
É como  estamos, tragicamente.
AC 

sábado, 25 de maio de 2024

A Propósito de Ministros da Defesa Nacional

Todas as opiniões devem ser respeitadas. 
Depois concorda-se ou discorda-se, argumenta-se ou não.

A minha é de que, tirando Eurico de Melo, os sucessivos ministros desta pasta (que nunca foi de defesa nacional, apenas tutela da tropa)  têm sido de muito lamentar. Claro que os sucessivos PM são tão ou mais culpados.

Mas dizia, a propósito dos ministros que temos tido, recordo esta pérola.


AC