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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Deputado PATAROCO ? E o Ministro ?
Pelo que se lê por aí, um "ESPERTO em DEFESA" por parte dos laranjas, ao fim de vários dias de greve e de decisões governamentais, insurgiu-se contra a geringonça por causa do emprego de militares no âmbito desta crise energética. 
Questionou o ministro Cravinho jr.  Valentão. Assim é que eu gosto
O ministro aparentemente respondeu-lhe agora.
Quer um quer outro invocam a CRP, o laranja para dizer que tem muitas dúvidas sobre o recurso aos militares, e o rosáceo ministro para dizer que está tudo bem e até que a coisa está também muito bem enquadrada pela lei da requisição civil
Quer um quer outro, e aliás como é costume nestes políticos portugueses da TRETA, nunca referem para cidadão perceber com rigor, as normas específicas que foram ou não feridas pela decisão governamental.
O costume da superficialidade e do faz de conta.

E o que diz a CRP ? Diz:
Artº 275º nos seus nº 6 e 7:
nº 6 - As Forças Armadas podem ser incumbidas, nos termos da lei, de colaborar em missões de proteção civil, em tarefas relacionadas com a satisfação de necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida das populações, e em acções de cooperação técnico-militar no âmbito da política nacional de cooperação.
nº 7 - As leis que regulam o estado de sítio e o estado de emergência fixam as condições do emprego das Forças Armadas quando se verifiquem essas situações.

E não há mais nada. Não há nem houve estados de sítio ou de  emergência.
Permiti-me sublinhar a amarelo a parte que, porventura, juridicamente, pode enquadrar a decisão do governo, decisão aliás que o almirante chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (conselheiro militar do governo) que certamente não recusou quando foi previamente consultado pelo sr Cravinho jr. Presumo que tenha sido.

Quanto à lei da requisição civil, posso ter visto mal e desde já me penitencio mas, ao "googlar", só me apareceu através do DRE a lei, melhor, o DL 637/ 74. Parece permanecer intacto.

E o que diz essa lei que me pareça poder ter relevância para o caso?
Sublinhei a amarelo as partes onde o governo se terá agarrado.

Decreto-Lei n.º 637/74, de 20 de Novembro, Promulgado em 23 de Outubro de 1974, pelo Presidente da República, FRANCISCO DA COSTA GOMES
Considerando a necessidade de assegurar o regular funcionamento de certas actividades fundamentais, cuja paralisação momentânea ou contínua acarretaria perturbações graves da vida social, económica e até política em parte do território num sector da vida nacional ou numa fracção da população;
Tendo, no entanto, presente que no regime democrático, decorrente do Programa do Movimento das Forças Armadas, a intervenção dos Poderes Públicos para fazer face a tais situações só tem justificação em casos excepcionalmente graves;
Em vista da inadequação dos anteriores meios legais que regulamentam a requisição civil de bens, serviços e empresas;
Usando da faculdade conferida pelo n.º 1, 3.º, do artigo 16.º da Lei Constitucional n.º 3/74, de 14 de Maio, o Governo Provisório decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo 1.º - 1. A requisição civil compreende o conjunto de medidas determinadas pelo Governo necessárias para, em circunstâncias particularmente graves, se assegurar o regular funcionamento de serviços essenciais de interesse público ou de sectores vitais da economia nacional.
2. A requisição civil tem um carácter excepcional, ......
Art. 2.º - 1. Sem prejuízo das convenções internacionais, a requisição civil pode ser exercida em todo o território nacional, no mar territorial com o seu leito e subsolo e na plataforma continental.
2. A requisição civil dos navios ou aeronaves nacionais pode executar-se fora do território nacional, efectivando-se por notificação da requisição na sede da empresa proprietária ou exploradora.
3. No caso de a requisição civil respeitar a um serviço público ou empresa, o Governo pode determinar-lhe uma actividade de natureza diferente do normal, desde que assim o exijam os interesses nacionais que fundamentam a requisição.
4. A requisição civil de pessoas ou de empresas pode limitar-se à prestação de determinados bens, isto é, à obrigação de executar com prioridade a prestação prevista com os meios de que dispõe e conservando a direcção da respectiva actividade profissional ou económica.
Art. 3.º - 1. Os serviços públicos ou empresas que podem ser objecto de requisição civil são aqueles cuja actividade vise:
a) O abastecimento de água (captação, armazenagem e distribuição);
b) A exploração do serviço de correios e de comunicações telefónicas, telegráficas, radiotelefónicas e radiotelegráficas;
c) A exploração do serviço de transportes terrestres, marítimos, fluviais ou aéreos;
d) As explorações mineiras essenciais à economia nacional;
e) A produção e distribuição de energia eléctrica, bem como a exploração, transformação e distribuição de combustíveis destinados a assegurar o fornecimento da indústria em geral ou de transportes públicos de qualquer natureza;
f) A exploração e serviço dos portos, aeroportos e estações de caminhos de ferro ou de camionagem, especialmente no que respeita à carga e descarga de mercadorias;
g) A exploração de indústrias químico-farmacêuticas;
h) A produção, transformação e distribuição de produtos alimentares, com especial relevo para os de primeira necessidade;
i) A construção e reparação de navios;
j) Indústrias essenciais à defesa nacional;
l) O funcionamento do sistema de crédito;
m) A prestação de cuidados hospitalares, médicos e medicamentosos;
n) A salubridade pública, incluindo a realização de funerais.
Art. 4.º - 1. A requisição civil depende de prévio reconhecimento da sua necessidade por Conselho de Ministros.
2. A requisição civil efectiva-se por portaria dos Ministros interessados.
3. Quando a requisição civil implique a intervenção das forças armadas, efectiva-se por portaria do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, referendada pelo Ministro da Defesa Nacional e pelos Ministros interessados. (houve ??)
4. Na portaria que efectivar a requisição devem indicar-se:
a) O seu objecto e a sua duração;
b) A autoridade responsável pela execução da requisição;
c) A modalidade de intervenção das forças armadas, quando tenha lugar;
d) O regime de prestação de trabalho dos requisitados;
e) O comando militar a que fica afecto o pessoal, quando sujeito a foro militar
.
Art. 5.º - 1. Quando se verificar a necessidade da intervenção das forças armadas no processo de requisição civil, aquela intervenção terá um carácter de progressividade e poderá, consoante as circunstâncias, revestir-se das seguintes modalidades, em separado ou conjuntamente:
a) Sujeição do pessoal do serviço público ou da empresa ao regime disciplinar previsto no artigo 36.º do Regulamento de Disciplina Militar e ao foro militar;
b) Enquadramento militar do serviço público ou da empresa;
c) Contrôle da gestão do serviço público ou da empresa, ainda que utilizando o respectivo pessoal civil;
d) Utilização de pessoal militar para substituir, parcial ou totalmente, o pessoal civil.
2. O pessoal do serviço público ou da empresa que se encontre na situação militar de disponibilidade ou licenciado pode ser chamado ao serviço efectivo durante o tempo em que se mantiver a requisição e para efeitos desta.
3. A partir do momento em que for dada a conhecer a intervenção das forças armadas no processo de requisição civil, cometem o crime de deserção os indivíduos que abandonem o serviço de que estavam incumbidos ou que, estando dele ausentes, não se apresentem nos prazos para o efeito fixados para o tempo de guerra.
4. Para efeitos de procedimento no foro militar, os indivíduos abrangidos pela requisição ficam, consoante a natureza da actividade e a área em que a mesma se desenvolve, subordinados ao comando da região militar correspondente, ao Comando Naval do Continente ou ao Comando da 1.ª Região Aérea.
Art. 6.º - 1. A gestão do serviço público ou da empresa requisitada pode ser deixada à responsabilidade da direcção do respectivo serviço público ou empresa ou ser exercida por uma comissão directiva, cabendo a decisão aos Ministros interessados.
2. Quando for constituída uma comissão directiva, o despacho que a criar fixará a sua composição e o âmbito das suas atribuições.
3. No desempenho da sua missão, a comissão directiva ficará na dependência dos Ministros dos departamentos interessados, os quais poderão, por simples despacho, determinar que a ela sejam agregados indivíduos que, pelas suas qualificações técnicas ou outras, sejam necessários para a boa execução das decisões tomadas.
4. Quando houver intervenção das forças armadas, a comissão directiva é nomeada por despacho conjunto do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, do Ministro da Defesa Nacional e dos Ministros interessados, ficando na dependência do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
Art. 7.º - 1. A requisição civil de pessoas pode abranger todos os indivíduos maiores de 18 anos, mesmo os não abrangidos pelas leis de recrutamento ou isentos do serviço militar.
2. A afectação dos requisitados terá em consideração, quando possível, as respectivas profissões, aptidões físicas e intelectuais, a idade, o sexo e a situação familiar.
3. O serviço prestado nos termos do presente diploma não é contado para efeitos de serviço militar efectivo que a cada um como cidadão competir.
Art. 8.º Da decisão de requisição será dado conhecimento aos interessados através dos meios de comunicação social, produzindo efeitos imediatos, podendo, nos casos individuais, ser transmitida através de documento escrito autenticado pelos Ministros interessados ou pela entidade em que tenham delegado.
Art. 9.º - 1. A requisição civil das pessoas não concede direito a outra indemnização que não seja o vencimento ou salário decorrente do respectivo contrato de trabalho ou categoria profissional, beneficiando, contudo, dos direitos e regalias correspondentes ao exercício do seu cargo e que não sejam incompatíveis com a situação de requisitados.
2. O Governo pode determinar a substituição de pessoal de nacionalidade estrangeira em serviço nas empresas requisitadas por indivíduos de nacionalidade portuguesa enquanto a situação de requisição se mantiver.
Art. 10.º - 1. A determinação administrativa de quaisquer indemnizações devidas a particulares por efeito de requisição civil será regulada por portaria.
2. A fixação administrativa da indemnização não prejudicará o recurso ao tribunal pelos interessados.
3. Quando os bens requisitados tenham preços tabelados ou correntes, vigoram estes.
Art. 11.º A mobilização e a requisição para satisfação de necessidades das forças armadas são reguladas por legislação especial, em particular o diploma que contempla a organização da Nação para o tempo de guerra.
Art. 12.º Este diploma entra imediatamente em vigor.



Em vez de declarações superficiais, que sugerem que o deputado laranja pouco ou nada percebe do assunto em que será tido como "esperto", e do ministro da dita Defesa Nacional que se limitou a zurzir e bem no deputado mas nada referiu se da parte do CEMGFA foram cumpridos todos os passos que a lei determina, pode ficar nos cidadãos a legitima dúvida se, mais uma vez, não houve a cena da subserviência e todos se agacharam.

Porque nisto de Forças Armadas, creio bem, temo bem, que persista e muito a NÃO destrinça entre submissão e subordinação.
As Forças Armadas estão constitucionalmente e muito bem subordinadas aos poderes políticos democráticos. 
Não estão ou não devem estar, SUBMISSAS.

Como cidadão, cada vez tenho mais dúvidas em que param as modas lá pela instituição militar.
António Cabral (AC)

terça-feira, 23 de julho de 2019

ESTAREI a REVIVER 2017 ??
Coloquei-me esta pergunta.
Porquê? Sobretudo pelas seguintes razões.
> Um crescendo da imbecilidade sobretudo do lado governamental.
> O comentador do reino publicando comunicados a dizer que acompanha tudo e mais alguma coisa. Estou cheio de curiosidade para saber se voltou a conversar com Cristina Ferreira.
Sim sim, não se riam, sempre que vou jogar o Euromilhões fico a  saber coisas muito importantes senão mesmo determinantes para a vida da sociedade portuguesa. Ao entrar onde costumo gastar os euros, olho sempre para os escaparates, e ganho preocupações: Cristina Ferreira está a ficar gorda!!
> Outra coisa são os incêndios. Os últimos dois/ três dias deram/ estão a dar, com a ajuda dos pirómanos, do vento, e da aparente falta de meios em alguns locais, as mesmas aflições e imagens de há dois anos. Consequências semelhantes. Mas Cabrita e o seu general estão em cima dos acontecimentos. A porta voz do passado é que não aparece. Deve ter-se cansado de dar a cara e a sua postura profissional no meio daquela coisa toda.
E o presidente da Câmara Municipal de Mação com as mesmas queixas e desespero. Coincidências? Será porque é do PSD?
> Ah, e os militares e a inacreditável tutela. Temos roubo outra vez.
Calma, não terá havido roubos de material, embora nestes assuntos é bom nunca jurar nada, não vá de repente aparecer por aí alguém a queixar-se de mais uns socos no estômago e, depois, em directo nas TV, um cromo e sorridente desenhador de caixinhas surpresa.
A coisa parece simples mas creio que está bem complicada.
Crescentemente. Continuam a roubar meios humanos às Forças Armadas.
Quem o conhece bem, sim já o disse várias vezes tenho um amigo muito bem informado nestas coisas, diz-me que o actual Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) é um finório, sabe-a toda.
Ele é o conselheiro militar do PR, do seu irmão gémeo Comandante Supremo das Forças Armadas que é um comandante faz de conta como muitos outros, do PM, e do ministro da chamada defesa nacional, cargo actualmente desempenhado (???) pelo inacreditável senhor Cravinho que é filho do outro.
Diz-me o tal amigo, que o almirante Silva Ribeiro que é o actual CEMGFA (o Tuga deve ficar muito baralhado com estas coisas, um almirante que é general) de certeza que não foi botar discursos para a comunicação social sem primeiro ter avisado o seu protector que dizem ser Marcelo, e sem informar Cravinho.
Cravinho, bem na senda do ADN que lhe correrá nas veias, veio logo a público confirmar a desgraça que é.
Que disse Silva Ribeiro?
Aquilo que se sabe há muito, a falta sobretudo e cada vez mais de pessoal para podermos ser ainda mais os melhores dos melhores.
Cravinho irritou-se, e pateta como vem mostrando ser em vez de ficar calado veio para a praça pública e....... espalhou-se.
Está a esquecer-se que não vai correr com Silva Ribeiro como correu com o anterior chefe do Exército.
Alguém que lhe explique porquê, que eu não perco tempo com certos cromos.
> É por isto mas não só que me vejo outra vez em 2017.
Tenho ou não razões?
> Ah, e claro que ajuda a esta sensação o papelão do Costa, nada de preocupações, nada é com ele, mundo rosáceo anunciado, com programa eleitoral apresentado com dezenas de promessas que, diz aquela criatura coordenadora, tudo quantificado com rigor mas não mostra as contas. O Centeno deve andar desesperado a ver se consegue fugir lá para fora.
Não é lindo este mundo rosáceo?
> Neste Portugal arco-íris fantasmagórico, temos mais cores lindas. Por exemplo, os laranjas, de tontice em tontice vão-se estatelando com estrondo.
O PAN masca pastilha elástica de bocarra aberta. A Heloísa cada vez esganiça mais. A actriz promete tudo à borla. Jerónimo quer mais força.
> Para compor o ramalhete temos outros artistas, como o Santana a querer bilhetes à borla. Ai, desculpem, não era para ele.
Por este andar o próximo estoiro vai ser de mota.
Digam lá que a Tugolândia não continua um espectáculo?.
AC

sexta-feira, 19 de julho de 2019

ATÃO, não diz nada?
Ó sr Comandante Supremo das Forças Armadas, ouviu a entrevista do seu Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas?
Atão, não diz nada?
Ah, compreendo, o PR não é um comentador!
AC

sexta-feira, 28 de junho de 2019

28 JUNHO 2017.  TANCOS
Publicado nesta data um comunicado a informar o assalto a Tancos, a dar conhecimento aos Tugas que uns depósitos / paióis tinham sido arrombados/ roubados.
Quase logo de seguida, foi bramado aos Céus e aos Incréus que doesse a quem doesse tinha que ser tudo apurado, tudo mas mesmo tudo.
Como não têm vergonha na cara, como tentam que os portugueses TODOS sejam e se comportem como uns tolos, como pensam que todos os portugueses são desmemoriados e amnésicos, dois anos depois exigem a si próprios estarem caladinhos. 
Faz-se de morto, fazem-se de mortos.
Patético, patéticos. 
São titulares mas é de uma despudorada e descarada ausência de qualquer vergonha na cara.
Sobre esta telenovela que nem a pior mexicana conseguia ser pior que esta "made" in Portugal, com um "starring" maravilhoso, desde várias estrelas nos ombros, a inchados de pesporrência, a homens de gabinete, a donos disto tudo, a políticos vergonhosos, tudo parecendo muito mafioso, lembrei-me deste trecho:
Elucidativo. 
Sobretudo quando formos rever os depoimentos de vários militares na CPI na AR e formos, também, reler certos escritos evocando coisas bem patéticas.
E é preciso acrescentar ou melhor, recordar, pois andam vários esquecidos ou a fazer-se esquecidos e que é o seguinte: que militar com coluna vertebral, militar digno (que são a esmagadora maioria dos oficiais sargentos e praças das FA), sabe que  está subordinado, sabe bem o que é subordinação, mas também sabe o que é submissão e detesta a submissão, e não encobre canalha, civil ou militar. 
Desgraçado País.
AC

sexta-feira, 14 de junho de 2019

E o RESTO, as COISAS da VIDA?
Para o Presidente da República, as experiências de guerra e as “indeléveis consequências ao longo da vida” tornam legítimo “conceder o direito” de ouvir os ex-combatente.
Só faltava que não considerasse legítimo.
Mas não passa das palavras, não passa das citações como  - os melhores dos melhores - mas forçar a sério para se alterar pelo menos uma parte do que há anos os ex-combatentes reclamam, isso é que não.
Palavreado inconsequente que enjoa e está a centímetros de começar a repugnar.
Sim, sou ex-combatente, e estou completamente farto das discursatas balofas, que nada resolvem na vida real das pessoas, dos ex-combatentes e das suas famílias.
AC

quinta-feira, 6 de junho de 2019

TAL como o PAI
Lê-se nos online que o actual ministro da chamada defesa nacional
esteve na AR e fez declarações elogiosas a seu próprio respeito, tendo feito aparentemente um balanço positivo do tempo que leva como ministro, concretamente desde Outubro de 2018.
Pelo que se lê parece que um dos que mais zurziu o ministro foi o CDS através dos seus representantes na comissão em causa.
O CDS?  Dá vontade de rir.
Claro que um ministro que ainda nem há um ano está no cargo, poucas culpas terá no que corre mal, no que está mal, tal como pouco se devia gabar quanto ao que eventualmente não esteja muito mal. E esquece-se que herda o que vem detrás e é da responsabilidade do seu partido e do governo que passou a integrar.
Mas estes socialistas são assim, palavrosos e sem decoro.
Uma coisa é evidente para quem analise com rigor e isenção as coisas na defesa nacional e no que respeita às Forças Armadas, as quais não são a defesa nacional, mas apenas um dos pilares, o pilar militar.
E no que respeita às FA, é caótico o que lá se passa.
Meios humanos, materiais e financeiros, inadequados.
Décadas após o 25 de Abril os partidos políticos continuam a não se entender e a não debater a defesa nacional. 
Nunca é assunto falado nas diferentes campanhas eleitorais.
Continua o País sem ter uma definição clara quanto a que FA deve ter no quadro presente em que está este enlouquecido mundo.
Continua ano após ano um aviltante achincalhamento dos militares.
Ao longo dos anos, algumas chefias militares muito ajudaram uns quantos e desavergonhados políticos no apoucamento das FA.
Basta olhar para os exemplos mais recentes a propósito da telenovela TANCOS, onde algumas declarações em sede de comissão na AR suscitam reações antagónicas, vontade de chorar e de rir ao mesmo tempo.
Desgraçado País.
AC

sexta-feira, 10 de maio de 2019

TANCOS, PR, PM, MDN, e Etc.
Começo pelo que normalmente aparece no fim, a conclusão.
A conclusão é, como repito há muito tempo a propósito deste tema como de muitas outras coisas da vida nacional, Desgraçado País, desgraçados de nós cidadãos comuns, com esta gentalha nos palácios e nas decisões que nos afectam.
Inicialmente, martelado depois a espaços, "tem de se apurar tudo de alto a baixo, até ao fim, doa a quem doer".
Houve confissões inacreditáveis como murros no estômago e etc.
Mais recentemente "seria um pouco excessivo a legislatura terminar sem se apurar o que se passou em Tancos".
A dada altura, se bem me lembro, o inefável António Costa felicitou o trabalho da PJM, da GNR, no caso de Tancos.
Parece que para António Costa Tancos é assunto arrumado, não sem antes ter recomendado a Marcelo que contivesse a ansiedade.
Agora, no âmbito da palhaçada que decorre na AR, a CPI a Tancos, parece que enviaram dezenas de perguntas para António Costa responder por escrito.
Bom, salvo melhor opinião e, como sempre respeitando as opiniões alheias mesmo que delas discorde até 100%, depois de ter tido a pachorra de ouvir as declarações de toda a gente que até agora foi chamada à CPI, e sobretudo depois dos últimos depoimentos com chefes de gabinete, ex-responsáveis políticos e militares, a vontade de vomitar é cada vez maior.
A certeza é uma, de que tudo isto vai ser um FLOP.
E haverá ainda provavelmente mais uns artigos a defender que foi tudo intentona, farsa, maldade, etc. 
Não me parece possível tirar outra conclusão diferente do que acima digo.
Desgraçados de nós.
AC

domingo, 21 de abril de 2019

VERDADEIRAS DELÍCIAS LIDAS ONLINE
(do jornal I, da entrevista ao general Carlos Chaves) (sublinhados meus)
Deixe-me perguntar-lhe: os militares respeitam os políticos?
Um ministro, para ser respeitado, tem de se dar ao respeito........é preciso olhar para a idiossincrasia do que é ser militar, perceber os corpos sociais que ali se movimentam, os ativos, os agitadores, os porta-vozes, os manobradores que estão por trás. E muitas vezes esses manobradores já nem estão no ativo. Uma vez assisti, com um colega espanhol, a uma conferência de um general que estava na reforma. Quando terminou, o colega espanhol diz-me: ‘Carlos, aqui é como em Espanha. O general no ativo é muito reservado, um general na reserva é muito ativo.

Esses militares na reserva, o que os move?
Vaidade, presunção. Veja o caso do presidente da Proteção Civil, que eu conheço bem, desde que eu era cadete e ele era capitão, servimos os dois na GNR, ele como comandante, eu como general subordinado dele. É uma pessoa ambiciosa e vaidosa e por dinheiro ou por protagonismo é capaz de tudo. E arranjou mais uma complicação agora ao Governo só por causa da sua posição protocolar.........

AC

sábado, 20 de abril de 2019

OS SOCIALISTAS e as FORÇASARMADAS
Em manhã de Sábado de Páscoa, manhã de momento de Sol radioso. Lindo, a aldeia ainda em remanso. Prometem-se 23º de máxima.
Ao pensar nestes dias passados e nestes socialistas da treta, nos  elogios a futuros dirigentes políticos muito habilidosos como o grande líder e amantes de bons carros, dei comigo a pensar nas várias ideias que esta gentalha tem para atenuar senão mesmo resolver os problemas na sociedade.
Ao passar revista há pouco (sim, sobretudo aqui na aldeia levanto-me cedo) a coisas engraçadas que vou "colecionando", recupero agora uma das pérolas socialistas. Estes socialistas cada vez me dão mais vontade de rir. É sobre Forças Armadas (FA).
Não só os socialistas, pois a desgraça vem desde o tempo do PM Cavaco Silva e seu MDN Fernando Nogueira, exacerbada com o pequenote António Vitorino, em que os militares vêm sendo tratados de uma forma muito discutível.
Para começar, entre muitas coisas, e eu que não sou um especialista nestas matérias, o que mais me repugna é que passam décadas sobre o 25 de Abril, e não existe uma clara e inequívoca definição do que Portugal quer quanto às Forças Armadas (FA). Que Forças Armadas o País, com mar que nunca mais acaba, deve ter.

Nos tempos actuais temos o inquilino de Belém a dizer que somos os melhores dos melhores senão mesmo os melhores do mundo, todos, incluindo os militares.
Está sempre com esta verborreia.
O actual ministro da chamada defesa nacional, fez anunciar que tem um plano para atrair mais mulheres para as FA, plano que passa designadamente por ter creches nos quartéis.
Ah, e como é de moda, trata-se de um plano para a igualdade.
Li nos jornais, que o plano aponta para conseguir - aumentar o número de militares nas Forças Armadas, incluindo mulheres. Para isso, uma das medidas que o gabinete de João Gomes Cravinho propõe passa pela criação de creches de jardins de infância nas instalações militares e nos serviços centrais do Ministério da Defesa“Criação de equipamentos/estruturas de apoio à infância que contribuam para a conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar, como creches e jardins de infância, serviços de apoio à monoparentalidade, salas de estar equipadas com entretenimento para crianças, ocupação de tempos livres, entre outros”, lê-se no documento que contem as propostas do ministro para o plano rumo à igualdade no setor. O Governo, contudo, ainda não sabe ao certo como esta medida seria posta em prática: “os organismos envolvidos estão a avaliar como a irão implementar”, respondeu o ministério àquele jornal.
Entre cerca de 29 outras medidas há uma também muito interessante - a criação da figura de Gender Advisor no Estado-Maior-General das Forças Armadas e nos três ramos militares, ou ainda a utilização de linguagem não discriminatória nos documentos oficiais, ou a realização de um estudo sobre a situação das mulheres nas Forças Armadas.
O comandante supremo das FA deve aplaudir as propostas do seu governo.

Obviamente que, tal como gradualmente se adaptaram e muito bem as instalações em navios de guerra para receber mulheres em condições dignas civilizadas e com privacidade, muito faltará fazer ainda para que as coisas na sociedade e nas Forças Armadas atinjam nível de equilíbrio que os tempos contemporâneos exigem.
O meu ponto é que estes socialistas da treta tratam sempre de cosméticas e nunca vão ao âmago dos problemas.
Porque poucos homens e mulheres se atraem pelas fileiras?
Olhem, começam por atentar no boneco.
AC

quinta-feira, 11 de abril de 2019

PS, MDN, Forças Armadas, o Costume !!
Só se espanta quem não tem estado atento, nomeadamente  desde 1991.
Essencialmente, na minha opinião naturalmente, começou sobretudo com o PM Cavaco Silva e com Fernando Nogueira na pasta da defesa nacional (MDN), sempre com a passividade do então PR Mário Soares, foi aumentando com António Vitorino e com a passividade de Sampaio, continuou com todos os seguintes. O actual MDN, é apenas mais uma "estrela" nesta triste constelação.
Como diz e bem o general Carlos Branco - "apesar das homenagens que lhes têm de prestar, e do frete dos encómios e elogios que lhes têm de fazer".

Vem isto a propósito de um interessante artigo deste general, publicado no Expresso no passado dia 8 de Abril, e intitulado - "O que move o ministro que tutela os militares".
Este artigo recorda-me desabafos de alguns outros (muito poucos) oficiais generais, designadamente desde 2005, desabafos que alguns entenderam como inapropriados, ou  demasiado ásperos, ou ácidos, houve até quem se interrogasse se havia alguma coisa contra A ou B
As coisas não acontecem por acaso, nem surgem de repente, além de que se comprova, mais uma vez, quão complicado na vida é ter razão antes de tempo. Adiante.

Deste interessante artigo realço os seguintes aspectos que Carlos Branco disseca:
a equiparação do estatuto do general actual presidente da Proteção Civil a subsecretário de Estado,
 a referência a um agendamento de uma reunião dos chefes militares com o Comandante Supremo das Forças Armadas,
as sucessivas desconsiderações aos chefes militares e  menorização das Forças Armadas (FA),
 a posse de um Vice-Chefe pelo ministro,
 o estudo sobre a saúde militar.

Antes de ir aos aspectos que acima refiro, na minha opinião naturalmente, a governamentalização das FA é um facto desde há décadas. LAMENTÁVEL
Começou concretamente quando, com Fernando Nogueira em MDN, um dia houve que escolher um novo chefe militar. As normas legais da altura estabeleciam que o ramo das FA em causa apresentaria ao MDN e com a devida antecedência, uma lista com 3 nomes, dos quais o MDN levaria para conselho de ministros um nome e, se aprovado, o PM apresentá-lo-ia ao PR. 
Azar dos azares, o nome que o governo na altura gostava que viesse a ser o novo chefe do ramo não estava na lista. 
E lá tiveram que escolher quem não pensavam. Vingaram-se a seguir.  Alteraram a lei, o MDN passou a chamar todos os generais ou almirantes com 3 estrelas, entrevistando-os isoladamente, e escolhendo então um para novo chefe, nome a apreciar no conselho de ministros para depois o PM o apresentar ao PR.
As desconsiderações, as afrontas, a menorização das FA é uma constante há décadas. No presente, o actual PR e o seu irmão gémeo comandante supremo das FA, periodicamente clama em público - os melhores dos melhores. Deve ser a moderna e democrática concepção de - passar a mão pelo pêlo.

Olhando a legislação em vigor, por exemplo a lei orgânica de bases das FA, verifica-se que a lei consagra o Chefe do Estado-Maior General das FA (CEMGFA) como principal conselheiro militar do MDN (Artº 10º), e é nomeado e exonerado pelo PR sob proposta do governo.
A mesma lei estabelece procedimento semelhante para a exoneração e nomeação dos chefes militares (CEM's) dos ramos (CEMA/ Marinha, CEME/ Exército, CEMFA/ Força Aérea).
A lei em causa estabelece ainda no Artº 24º que, o MDN nomeia e exonera sob proposta do chefe militar do respectivo ramo, quer os vice-chefes dos ramos quer os comandantes dos comandos das componentes, naval, terrestre, aérea, ou seja, os comandantes operacionais dos ramos.

Quanto aos aspectos que do artigo sublinho:
 a equiparação do estatuto do general actual presidente da Proteção Civil a subsecretário de Estado.
Este tipo de coisas nunca acontece sem a anuência do interessado; vale a pena lembrar o historial passado e, por exemplo, lembrar quem António Costa escolheu para comandar a GNR anos trás. Isso pode explicar muita coisa.
 o agendamento de uma reunião dos chefes militares com o Comandante Supremo das Forças Armadas.
Bem podem esperar sentados pelos resultados de tal coisa.
 as sucessivas desconsiderações aos chefes militares e a menorização das Forças Armadas (FA).
São muitas e sucessivas, mas uma boa parte das chefias militares para isso muito foi contribuindo ao longo dos anos. Ninguém que tenha estado atento aos últimos 30 anos pode espantar-se. Nada acontece por acaso.
 posse de um Vice-Chefe pelo MDN.
A lei é clara quanto a quem nomeia e exonera: é o MDN. A lei estabelece a necessidade de uma proposta prévia do chefe militar do ramo em causa, não é o ministro que escolhe o Vice-chefe, sendo certo que pode ou não aceitar a proposta do chefe militar do ramo. Compreendo o que o general Branco escreve sobre este assunto, e as diferenças que aponta são óbvias, e o poder político devia atentar nelas mas, juridicamente, não me parece que o general tenha razão. Presumo que os sempre amigos das FA entendem que, se nomeiam ao abrigo da lei então, devem conferir a posse, como acontece em outros casos. Juridicamente parece-me que nada há a apontar; deixaram a lei assim......

A questão da confiança que Carlos Branco coloca só terá sentido se a proposta do Chefe do ramo for recusada
Seria aliás muito interessante conhecer os depoimentos escritos e análises dos então chefes militares relativamente a estas normas, quando da discussão da lei aprovada em 2014. Seria muito interessante conhecer essas posições.
Uma coisa me parece caricata: sendo o poder político que escolhe exonera e nomeia ( e bem) todos os chefes militares, porque carga de água a estrutura superior de cada um dos ramos das FA é nomeada também pelo MDN/ governos? Não deveria caber só aos chefes sobre os quais já foi exercido um escrutínio político?

 estudo sobre a saúde militar.
O que o general refere neste âmbito é mais uma das várias alarvidades que, com assiduidade, os políticos e concretamente os sucessivos MDN e PM concretizam.
Nem vale a pena perder muito tempo com isto.
Dar a proposta de lei ou um estudo acerca das FA a outrem antes de a colocar ao seu legítimo e legal conselheiro militar, diz bem da qualidade e estatura da criatura que assim procede.
Mas, já agora, talvez seja de recordar que as associações militares foram recebidas por Guterres e Sampaio antes de serem recebidas pelos chefes militares da altura. Creio não estar enganado.
Culpa de quem?
Não das associações militares. 
Creio que culpa dos chefes militares de então, e dos políticos de então e da sua descarada ausência de vergonha na cara, acumulando uma notória ausência de noção de autoridade do Estado, e esquecendo a imperiosa necessidade de preservação da dignidade e respeito por instituições como as FA.

Em síntese, estou certo que a concretizar-se a tal reunião dos chefes militares com o PR e mais o seu irmão gémeo comandante supremo das FA, a reunião começará com grandes abraços, e uma frase  do género - é com muita satisfação e honra que vos recebo, os melhores dos melhores, e desde já vos garanto que os problemas serão resolvidos. Agora, uma selfie, sff.
António Cabral ( AC)

Em baixo o artigo de opinião do general Carlos Branco

Apesar do reduzido tempo no cargo, já é possível discernir o pensamento do atual responsável pela tutela das Forças Armadas sobre o modo como se vai relacionar com os militares.
Foi sintomática a aprovação no Conselho de Ministros – sem a sua oposição conhecida – a nova lei orgânica da Proteção Civil, que equipara o estatuto do seu presidente a subsecretário de Estado. Colocar o responsável da Proteção Civil – por quem nutro a maior estima e consideração pessoal, assim como a todos que integram essa estrutura – acima dos Chefes dos Ramos das Forças Armadas é um péssimo sinal que se dá à sociedade. A localização da cadeira em que se sentam os responsáveis das instituições do Estado reflete a sua importância e prestígio social. A intenção do Governo foi clara e inequívoca, apesar de ter arranjado à última da hora uma solução de recurso, após parecer negativo dos chefes militares, inventando uma equiparação limitada apenas “às iniciativas de proteção civil”, seja o que isso for.
Foi uma decisão infeliz. Não será de surpreender a ausência dos Chefes dos Ramos às agora designadas “iniciativas de proteção civil”. Numa altura em que precisamos de fomentar relações cooperativas e harmoniosas entre instituições, os decisores lançam achas para a fogueira alimentando a discórdia. O decisor político comportou-se como um desestabilizador. Por outras palavras, um troublemaker. A provocação teve como resultado o agendamento de uma reunião dos chefes dos ramos com o Chefe Supremo das Forças Armadas.
Não seria de atribuir grande importância ao facto se fosse um caso isolado. Poderia até ser um descuido. Todos os têm. Mas infelizmente não é. Insere-se num conjunto de sucessivas desconsiderações dos chefes militares e de menorização das Forças Armadas, refletindo uma linha de pensamento preconceituada abraçada por alguns segmentos da elite política e académica nacional, que não nutrem grande consideração pelos militares, apesar das homenagens que lhes têm de prestar, e do frete dos encómios e elogios que lhes têm de fazer.
São demasiados casos insólitos. No final de 2018, a tradicional mensagem de Boas Festas às Forças Armadas começava do seguinte modo: “Caros civis, militares e militarizados da Defesa Nacional”. Sem desprimor para os civis que servem nas Forças Armadas, aos quais muito se deve pela dedicação e profissionalismo, não podemos fingir que não percebemos a sequência escolhida. A ordem dos fatores não é arbitrária. Não foi distração ou ingenuidade, foi uma opção deliberada.
Não há memória do Vice-chefe do Estado-Maior de um Ramo ser empossado pela tutela, e não pelo próprio Chefe do Ramo. É verdade que é a tutela quem nomeia o Vice-chefe dos Ramos. Que isso seja um argumento para o empossar vai uma grande distância. Para além da formalidade, a tomada de posse reveste-se de um simbolismo importante. Quem empossa manifesta confiança em quem está a empossar, e o empossado declara lealdade a quem o empossa. Ao ser um ato presidido pela tutela, a relação de confiança-lealdade fica implicitamente estabelecida entre o Governo e o empossado, e não entre o Chefe do Ramo, sob as ordens de quem vai trabalhar, e o empossado. A isto chama-se governamentalização das Forças Armadas.
A história vai repetir-se com os comandantes operacionais dos Ramos, uma vez que é a tutela quem os nomeia, mais um ato pouco recomendável de governamentalização das Forças Armadas. Convém alguém explicar ao ministro que tutela as Forças Armadas, que controlo democrático das Forças Armadas não significa governamentalização. Não será também de estranhar, que para além do CEME, não tenham comparecido na tomada de posse do Vice-chefe do Exército nenhum chefe militar, em funções ou não.
Recentemente, a tutela encomendou a Ana Jorge, antiga ministra da saúde, um estudo sobre a saúde militar, sem dar conhecimento ao CEMGFA. Este tinha entregue um estudo semelhante à tutela, que não mereceu qualquer despacho. Sublinhe-se que em 2006, tinha sido encomendado a Ana Jorge um estudo semelhante, por sinal recorrendo à mesma equipa, que foi repudiado pelos quatro chefes militares da época.
Em mais um ato de insensatez, a tutela entregou o projeto de decreto-lei sobre progressões remuneratórias às associações profissionais militares antes de dar conhecimento do diploma aos chefes militares. Nada me move contra as associações profissionais, bem pelo contrário. Para além de sócio da AOFA, sou defensor do associativismo militar. Não é uma forma correta de tratar assuntos desta natureza. Será que a tutela quer colocar as chefias contra as associações profissionais? Não é sério pedir comentários sobre um diploma a uma sexta-feira às 19 horas para serem apresentados na segunda-feira seguinte pelas 11:30. São práticas que não abonam a favor desta equipa ministerial.
Um mal nunca vem só. À desconsideração e menorização junta-se o desconhecimento. A referida nova lei orgânica da Proteção Civil transfere os assuntos do Planeamento Civil de Emergência (PCE) do domínio da Defesa para o da Administração Interna. O legislador confunde Planeamento Civil de Emergência com Proteção Civil, dois conceitos distintos, embora com alguma proximidade nalguns aspetos. O PCE trata do apoio civil às operações militares, nomeadamente às operações militares da OTAN, garantindo a prontidão desse apoio por parte das nações Aliadas, e tem como interlocutores principais os ministérios da defesa e dos negócios estrangeiros, independentemente de terem de cooperar com uma ampla gama de atores. Por isso, o ministério da defesa foi sempre o órgão mais adequado para fazer esta coordenação. Não há nenhuma justificação para alterar essa prática.
Começa a ficar insustentável a sucessão de gaffes e casos infelizes, em que a tutela se comporta como o elemento desestabilizador, gerador de entropia. Para além da tentativa de menorização social dos militares, foram dados passos perigosos na governamentalização das Forças Armadas, à sombra de um pretenso controlo democrático. Normalmente a luz que se vê ao fundo do túnel é a de um comboio que vem na nossa direção. Em que direção pretende ir o ministro que tutela os militares?

quarta-feira, 20 de março de 2019

TANCOS, a ex-PGR, a CPI, a PJ, a PJM
As revelações, as declarações, que se vão sucedendo na CPI acerca da telenovela de Tancos, tanto me deixam estarrecido como nada surpreendido. 
Depois de muitos generais, entre outros apareceu agora a ex-PGR. Naturalmente, digo eu, desancou na Polícia Judiciária Militar.
E lembrou que quem conhece o código do processo penal é ela e outros no MP.
Coitada da senhora, está com azar, pois por exemplo eu, um cidadão comum (sim, podem dizer, o Quê?) tenho em casa vários códigos, e olho para eles frequentemente e de há anos. E não sou jurista.
Acredito perfeitamente em outra afirmação da senhora, que na PJM não têm formação. Basta ouvir certas sumidades do passado na PJM para se perceber que por ali há anos que deve existir muita coisa estranha. Como aliás será de matutar no porquê da esmagadora maioria das pessoas na PJM ser do Exército. 
Agora, recentemente, colocaram lá um novo chefe, um oficial oriundo da Marinha.
Outra coisa interessante que a senhora revelou é que tentou contactar com o anterior chefe da PJM e nunca conseguiu, pelo que se queixou a Azeredo Lopes. Afirmou até que esse anterior chefe da PJM nunca retribuiu a chamada o que, a ser verdade, classifica bem o homem.
Outra coisa a que a senhora não se escusou foi atacar a existência da PJM e perorar sobre crimes militares.

Pessoalmente sempre me fez muita confusão a estrutura daquela polícia e de parecer ser dominada totalmente pelo Exército.
Mas enquanto cidadão tenho por garantido:
> o MP ficar isolado a tomar conta de tudo (crimes) na área militar é um excelente passo para rapidamente destruir a instituição militar; estão a imaginar os pequeninos atrasos processuais, os recursos sobre recursos, etc.?
> que a tipificação de crimes militares possa precisar de ser ponderada parece fazer sentido, mas não certamente através de estudos conduzidos por quem pretende pura e simplesmente acabar com as Forças Armadas, como bem se vê por aí, então na área PS e BE.........
> que o historial da PJM é capaz de revelar imensos casos de confusão sobre hierarquias a quem obedecer e prestar contas, ai é bem capaz de ser verdade.

Enfim, aguardemos pelos próximos capítulos.
Ah, o PR não vai comentar comissões de inquérito, muito menos esta sobre Tancos,....... SAFA, como dizia o outro. Nem vai mandar o seu irmão gémeo, comandante supremo das forças armadas, olhar para a coisa, ......safa.....outra vez!!
AC

segunda-feira, 18 de março de 2019

DESCARADA AUSÊNCIA de VERGONHA na CARA
Andar periodicamente e até com uma certa assiduidade a vasculhar arquivos em casa e na garagem, traz sempre coisas interessantes.
Um aspecto que é transversal a muito do que se reencontra, é a constatação da quantidade de sacripantas que há décadas nos mentem, nos enganam, muitas vezes com o ar mais sério deste mundo. Alguns até foram/são alcandorados a senadores desta República, ao que chega a desfaçatez!!!!!
Há pouco "esbarrei" com uma cópia de um texto do CM, de 15 de Fevereiro de 2002, em que se reproduzem palavras de Jaime Gama, então Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) e acumulando temporariamente com as funções de Ministro da Defesa Nacional (MDN).
Esse texto reproduzia a posição de Jaime Gama nessa altura, garantindo - Portugal é dos países da NATO que mais gasta em defesa, o que se sabe nunca ter sido verdade, mas uma constante "boutade" na boca socialista.
Quando lhe perguntaram mais concretamente sobre a situação financeira nas Forças Armadas e em particular sobre a Marinha, Jaime Gama remeteu-se ao silêncio argumentando com a sua qualidade de MNE.
Um verdadeiro senador do nosso País. Uma categoria.
É o que tivemos e continuamos a ter, prendas deste calibre.
AC

sexta-feira, 8 de março de 2019

AR,  CPI,  POSSÍVEL   EXPLICAÇÃO........
Depois de ouvir, melhor, ler os extractos das já muitas explicações apresentadas na CPI acerca da telenovela de Tancos, cheira-me que a explicação é capaz de ser mais prosaica.....
AC

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A PROPÓSITO do PR
Marcelo rebelo de Sousa certamente já ultrapassou (no plano nacional, não nas idas ao estrangeiro) o que se dizia e bem, de Mário Soares. Deus está em todo o lado, Soares já lá tinha estado.
Por cá, anunciando as suas surtidas (quase sempre) ou fazendo-o à socapa como recentemente, o nosso comentador-mor não se cansa de, saltitar por todo o lado, sorrir para os telemóveis abraçado a todo o tipo de gente ou beijando desgraçada gente maltratada pela vida (embora as vezes se verifique que nunca mais se lembrou de alguns), despir e vestir calções de banho, comentar tudo e mais alguma coisa.
Bem,.....comentar tudo e mais alguma coisa, ...tudo tudo,....., se formos a reparar com atenção, passa ao lado de certos detalhes e temas muito "incomodatícios" para a imagem que vai construindo.
Depois, quando veste a pele de comandante supremo das Forças Armadas, poucas vezes, algumas sobretudo em visitas sei lá se a pedido de quem quer subir na escala, declama muito o respeito pelas instituições no caso, os ramos das Forças Armadas, a Marinha, o Exército, a Força Aérea.

Vem isto a propósito do que encontrei agora ao passar os olhos pelos "online".
"Hospitais CUF suspendem convenção com as Forças Armadas
Grupo José de Mello Saúde justifica suspensão com a "acumulação permanente de dívida antiga" do Instituto de Acção Social das Forças Armadas, que gere o subsistema público de saúde ADM, que abrange cerca de 130 mil beneficiários".
Tenho ideia que as desgraças no funcionamento e gestão do dito Instituto têm anos, penso que com culpas maiores para os governos todos mas, principalmente, desde Sócrates; portanto, Sócrates, Passos Coelho e António Costa e, naturalmente, os seus inefáveis ministros da chamada defesa nacional (só para rir, este termo, comparado com a pratica dos PM e MDN e PR), sendo porventura um dos maiores farsolas Aguiar hífen Branco.
Não estou dentro dos detalhes, mas chegam-me com frequência notícias sobre este tema, e garantem-me que os políticos / governantes conhecem a situação.
Dizem-me, desculpem a linguagem, que fazem sempre eloquentes discursos mas na prática estão-se cagando para os militares.
Isto dito, vou esperar (quase de certeza bem sentado) que este Presidente e Comandante Supremo comente esta notícia, ele que está diariamente a entrar em nossa casa pelas TV. Na minha por acaso quase não entra, pois o televisor pouco aquece.
Quanto ao tema do Público de hoje, será que se pode rotular o estado comatoso do IASFA em algo mais que uma escandaleira vergonhosa?
Apetece gritar - Oh shôr Presidente, atão, não o incomoda o estado a que aquilo chegou, é este o apoio de retaguarda a militares e familiares, aos tais que clama os melhores dos melhores?
AC




quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

As AUDIÇÕES sobre o "CASO" TANCOS
Começam hoje.
Faz-me lembrar aquela "cena" do velhinho Juca Chaves, "o Congresso de Sexologia", em que depois de várias perguntas sobre a actividade /regularidade sexual de vários dos congressistas um, lá do fundo da sala, responde excitadíssimo "É HOJE, É HOJE".

O que sabemos no presente? POUCO.
O outro duvidava da própria sombra e, no "caso" Tancos, é capaz de ser bem avisado duvidar de quase tudo.
Mas, para começar, uma certeza tenho.
A democracia tem regras próprias, e na democracia existem instituições, e as instituições devem ser respeitadas.
Na democracia existem orgãos de soberania, e devem ser respeitados.
Os orgãos de soberania têm titulares, e devem ser respeitados.
Uma das instituições pilar da nossa democracia é a instituição militar, e a instituição militar integra os três ramos das Forças Armadas (FA) (Marinha/ MAR, Exército/ EXE e Força Aérea /FAP).
A instituição militar tem "cabeças", a saber: políticas, e que constitucionalmente são, Presidente da República (PR) / Comandante Supremo das FA (CSFA), Primeiro -Ministro (PM) e ministro da defesa nacional (MDN), e cabeças militares, que são os 4 chefes militares, chefe de Estado-Maior General das FA (CEMGFA) e chefes de Estado-Maior de cada um dos ramos (CEMA, CEME, CEMFA).
Tudo e todos devem ser respeitados.
Mas, os titulares dos orgãos de soberania, e as cabeças políticas e militares da Instituição Militar, também se devem dar ao respeito.
No "caso Tancos" foi assim, tem sido assim?
Tenho as maiores dúvidas, para não dizer que tenho a certeza de que vários não se deram ao respeito.

Foi considerado e parece que assim continua, que terá sido na madrugada de 27 para 28 de Junho de 2017 que aconteceu o aparente roubo de material militar dos paióis/ paiolins em Tancos, em que terão  "desaparecido" munições, granadas e explosivos e, talvez, algum armamento obsoleto.
De concreto, se bem me lembro, Marcelo, Costa, e Azeredo, sempre disseram que nada sabiam.
Marcelo queria apuramento de tudo, "doa a quem doer", "de cima a baixo". Pouco depois do "noticiado", foi de escantilhão a Tancos arrastando o atrapalhado MDN. O PM continuou durante uns dias a descansar!!
Azeredo Lopes e os então CEMGFA e CEME também declamavam não saber de nada.
Depois houve aquela palhaçada televisionadacom Costa e Azeredo e os 4 chefes militares de então, e ficou a saber-se que tinha havido uns murros no estômago!!!!! Lamentável!!!

De concreto sabemos ainda o seguinte:
> Azeredo Lopes era confiável/ tinha a confiança do PM que aliás a reiterou/ foi corrido/ pediu para sair/ foi remodelado;
> General Rovisco Duarte nada sabia, foi corrido só ao fim de muito tempo/ foi convidado a sair pelo sucessor de Azeredo Lopes/ pediu a exoneração, creio que 3 dias depois de novo MDN; não contente, disse uma coisa publicamente e outra dentro do Exército; não contente, suspendeu rapidamente creio que cinco coronéis havendo quase a certeza de que sem cobertura estatutária para isso, tanto que pouco tempo depois, foram "dessuspendidos" !!!!;
> A "coisa" foi noticiada a 29 de Junho de 2017;
> Procuradoria-Geral da República (PGR) falou em"suspeitas da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional";
> Numa fase inicial depois de conhecida a bronca, Azeredo Lopes, admitiu que "no limite, pode não ter havido furto"; se calhar a realidade VERDADEIRA pode dar-lhe razão;
> Mais tarde a PJM dá conta de uma operação conjunta com a GNR de Loulé em que apareceu (??) na Chamusca o material roubado; veio a verificar-se, contudo, que continuaram a faltar munições de 9 m/m e algum outro material e que apareceu, "pro bono", uma caixinha que se desconhecia, aparentemente, e "pequenina", como gracejaria o general Rovisco Duarte;
> Suspeitas sobre a PJM aumentaram;
> O anterior diretor da PJM, coronel do Exército, foi detido, tendo sido televisionada a sua detenção, em moldes que considero despropositados; detidos ainda nessa altura outros três responsáveis da PJM, e mais três elementos da GNR de Loulé e um civil; 
> Veio a ser também detido um major que prestara serviço na PJM, e que terá confessado certos encobrimentos;
> Recentemente foram detidos 8 suspeitos do roubo de material militar de Tancos, falando-se de "associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes";
> Vão ser ouvidas na Assembleia da República (AR) dezenas de pessoas, civis e militares e, aparentemente, António Costa responderá por escrito ás perguntas dos deputados da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que hoje começa os trabalhos;
> Sabemos ainda, pois diariamente assim nos destratam, que esta gentinha nos considera a todos uns parvalhões, e estão como antigamente sedentos do velho respeitinho, só porque momentaneamente são titulares de orgãos de soberania e clamam - É preciso respeitar as instituições"- mas, continuamente não se dão ao respeito.
> A propósito desta coisa do ter que se respeitar as instituições, sobretudo Marcelo clama por isso, acerca da instituição militar, sabendo-se que existe esta mania e ele insiste muito nisso, de confundir o Exército com a instituição militar. Claro que na Marinha e na Força Aérea também aconteceram/ acontecem coisas de bradar aos céus, mas este martelar confuso e quase parece propositado, no mínimo, irrita quem não é bronco.

Continuamos a não saber, por exemplo:
> Que tensões houve de facto entre Marcelo e Costa e que concordâncias existem de facto entre eles sobre esta matéria.
> O que é que eles (PR, casa militar do PR, o PM o seu assessor militar e o seu chefe de gabinete, MDN e o seu chefe de gabinete, CEMGFA, CEME), sabiam de facto ?
> Eles andaram e andam a mentir aos portugueses ?
> Que responsabilidades políticas?
> Que consequência jurídicas, judiciais, penais ?
> Quando é que o Exército soube de facto da coisa, e porque fez aquele comunicado ?
> Quando soube a PJM ? A "28JUN2017 ?
> Quando soube a PJ) ?
> Quando soube o MP ?
> Que conversa houve entre PGR de então e CEMGFA?
> O actual MDN tem a noção do que são inventários? Lembrar-se-á que por exemplo na banca existia e deve continuar, uma coisa que se chamava "quebras", pois ao fim do dia na caixa podia haver uma diferença (pequena) entre registo/existências em caixa e entradas e saídas de dinheiros?
> Houve roubo?
> É tudo uma farsa, como sempre declarado por uns pândegos, mas agora que algumas coisas menos nebulosas vão sendo conhecidas, talvez a "coisa" não seja afinal para atingir/ denegrir a geringonça como garbosamente clamavam?
> Se a questão inventários é de de facto desde Junho de 2017 ou se é de muito detrás, como quem conhece o meio bem sabe que é verosímil?

Finalmente, essa coisa do só saber/ ter conhecimento perante um documento formal que lhe seja apresentado pela via hierárquica, previamente registado em todo o seu trajecto burocrático /administrativo, versus um papelinho transmitido em mão por estafeta confiável, informação verbal, sussurro ao ouvido, "parece que houve" em conversa de cocktail, telefonema seja a que horas for, não passa tudo de uma descarada ausência de vergonha na cara para "épater les bourgeois et les pauvres citoyens".
Ao longo do tempo já aqui no blogue escrevi tanta coisa sobre este lamentável assunto que fico por aqui. 
Vamos aguardar a palhaçada na AR.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

T A N C O S
E o tempo vai passando.............e nada!
Já o escrevi e volto a repetir, cada vez mais me parece que se está à espera de uma teoria emanada do MP para salvar a face de muita gente. 
De todos os que - nunca souberam de nada, nunca viram nada, (Marcelo deve ter ficado arrepiado com o estado brilhante "daquilo" quando foi de supetão a Tancos), nunca foram informados de nada, nunca receberam nada formalmente, FORMALMENTE!
Alguns dizem, e com uma parte de razão, que Tancos tem servido para guerra política.
Não admira, das esquerdas às direitas nunca em Portugal decidiram as áreas onde não podia haver jogatanas políticas. E uma delas é a das Forças Armadas e outra a Defesa Nacional, coisa que vai muito para lá de Forças Armadas.
E assim vai continuar por muitos anos, pois são muito maus os protagonistas, e só pensam na carreira política e no assegurar das benesses ao fim do mês. Tenham a forma de vencimento, ou subsídios pelo que fazem e pelo que dizem que fizeram (!!).
Nos mediáticos informativos, a descarada ausência de vergonha na cara também tem sido marca da casa.
Populismos, encenadores de farsas, demagogos e, sobretudo, ausência completa de sentido de Estado, pesporrência a jorros, protagonistas serôdios.
Quem roubou?
Foi mesmo roubado?
Não terá sido uma mistura do acumular de registos errados/ material à carga, mais alguns desvios maldosos, tudo ao longo dos anos, até que alguém resolveu não pactuar mais?
SE CALHAR...................!!
Ah não, não senhor, o ministro da tutela diz que nas Forças Armadas não há problemas de inventários!
Deficiência minha, certamente, mas não cheguei a perceber se a ausência de problemas de inventários era devido à inexistência dos mesmos, ou à inexistência de papel para os garatujar, ou à inexistência de computadores e folha EXCEL, ou porque sim!
Como bons políticos, saiu mais uma comissão parlamentar de inquérito para a mesa do canto. 
POIS CLARO, e agora é que vai ser. 
Trabalho político, muito e ÁRDUO.
Pelo que se lê por aí, a lista dos que terão que ser ouvidos é imensa.
Iremos provavelmente assistir ás palhaçadas do costume - eu nunca soube de nada - nunca fui informado de nada - o meu antecessor nunca me falou em nada - eu já disse tudo o que sabia - era uma caixinha tão pequenina que nem quase dávamos por ela!
Provavelmente, quase certo, irão uns quantos atirar-se ao governo anterior quando, obviamente, nenhum governo está isento de nada no que respeita ao descalabro a que chegou a instituição militar.
Mas para esse descalabro muito foram contribuindo ao longo de muitos anos várias das sucessivas chefias militares, politicamente escolhidas desde 1991. Governamentalização.
1991, ano em que depois de terem tido que engolir um chefe militar  quando desejavam outro, alteraram a lei respectiva.
E quanto a governamentalização, basta ler atentamente a lei actual, e olhar para a fita de tempo de substituição do CEMGFA. Minudências?
E hoje temos o fofo protagonismo mediático de certos senhores, que construíram paulatinamente  a vidinha, fazendo jus à frase - o que custa é saber viver.
A coluna ser de colagénio é detalhe sem importância.
E de facto, no meio desta farsa toda (não a farsa apontada pelos amigos) a realidade do que aconteceu é que continua escondida, no meio do - há que respeitar as instituições (sussurram sem se ouvir, "mesmo que tenha que se esconder muita coisa"), eu nunca soube de nada.
Portugal é pequenino mas é um torrãozinho de açúcar, dizia o Queiroziano Brigadeiro.
AC

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

UMA IMAGEM..........
Um barco meio afundado.
Uma imagem que pode valer por mil palavras.
Que pode resumir como vai numa empresa, uma sociedade, uma instituição, uma família.
Pode olhar-se para ela e levar-nos a tristes realidades, contemporâneas, no nosso País, e mesmo lá fora.
Pode, por exemplo, ser a representação deste OE 2019.
Pode representar a podridão de Tancos, melhor, e sobretudo, o que lhe está subjacente, e passam os meses e NADA.
Pode ser a descarada ausência de vergonha na cara relacionada com, Catrogas, EDP, eólicas, anúncios de descidas das facturas, o aparecimento da luz ao fundo do túnel, a equidade, os impostos, e quejandos, as descidas anunciadas nos combustíveis.
Pode ser a vergonhosa e permanente desculpabilização do governo.
Pode ser o retrato da maioria dos OCS/ jornalistas.
Pode ser o retrato do sistema de justiça tão glorificado em Coimbra e Lisboa, mas que prossegue a demonstrar ao povo Português quão trágico e iníquo é.
Pode ser o maravilhoso garante do regular (!?!?!?!) funcionamento das instituições.
Pode ser a "paz" social.
Pode ser o que quiserem.
AC

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

TANCOS  e  ETC..............
Como se podia imaginar,.....vai passando o tempo e.........NADA.
Estão certamente, todos, de cima a baixo na hierarquia do Estado, à espera, por um lado que a populaça se esqueça e para isso não faltam entreténs preparados e infelizmente inesperados e, por outro lado, a ver se o MP consegue fabricar uma teoria que disfarce o que me parece não ser possível disfarçar, a nível político, a nível militar, a nível institucional. Responsabilidades? Pois......
Em síntese: Pântano, putrefação, um NOJO.
AC 

domingo, 18 de novembro de 2018

General LOUREIRO dos SANTOS
Faleceu este ilustre general, o seu funeral foi esta tarde.
Como sempre acontece, depois de morto aparecem as loas.
Desde o sítio da Presidência da República aos jornais, a comentadores, etc. No funeral devem ter aparecido magotes, a grande maioria que o estimavam. 
Quem sou eu para dizer o que quer que seja a propósito deste Senhor, com S maiúsculo? Adiante.
Leio no "Público estas palavras que sublinho: "Estudava, pensava, desenhava soluções mas nem sempre o deixaram agir. À força deste bloqueio se deve, paradoxalmente, o reforço do estudo, o respeito dos camaradas e uma crescente influência na sociedade e entre os seus".
Pode dizer-se muita coisa deste Senhor.
Conhecia-o como qualquer cidadão comum dada a sua exposição pública, mas em 2003 assisti a uma palestra dele.
E retenho, curiosamente, algo que me leva ás palavras que acima sublinhei.
Ouvi-o queixar-se, melhor, achar estranho continuar nessa altura a  manter-se uma determinada estrutura no Exército. Nunca mais me hei-de esquecer.
Loureiro dos Santos, de que pessoalmente acompanhei a maioria dos seus escritos, e nem sempre concordei com as suas posições, era para mim um homem integro. Com coluna vertebral.
Tenho bem presente, como se fosse hoje, as alturas em que mandou à fava uns quantos farsolas, e se demitiu dos cargos que ocupava.
Que descanse em Paz.
AC