Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas avisa que não é com pequenas ofertas que se atraem jovens. E defende a necessidade de oferecer uma carreira diferenciada.
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sábado, 19 de setembro de 2026
Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas avisa que não é com pequenas ofertas que se atraem jovens. E defende a necessidade de oferecer uma carreira diferenciada.
sábado, 16 de maio de 2026
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
RECORDANDO
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
A Imprensa informou que o Ministro da Defesa Nacional propôs ao Presidente da República a demissão do Almirante Mendes Calado do cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada.
O Artigo 133 da Constituição estabelece que compete ao Presidente da República, sob proposta do Governo (que - recorde-se - é presidido pelo Primeiro-Ministro) - ouvido o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas - nomear e exonerar os Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas.
Espero, assim, que o Presidente da República mostre que não é um verbo de encher.
28. Setembro.2021
In Blog - <https://costacorreia.blogspot.com/2021/09/ao-presidente-da-republica-mostre-que.html?m=1>
Para o Presidente da República, além deste primeiro equívoco, foram registados mais dois. O segundo equívoco passa pela fundamentação para a alegada cessão de funções. Marcelo referiu que tem estado a ser apontada a intervenção crítica, feita pelo atual Chefe do Estado-Maior da Armada, sobre as alterações à Lei de Defesa Nacional - uma posição acompanhada pelos restantes chefes dos ramos militares.
O Presidente da República nota que, apesar de terem criticado as mudanças, a partir do momento em que foi decretada a lei, os chefes dos três ramos militares acataram-na e respeitaram-na, o que, para Marcelo, é um "exemplo de lealdade constitucional" - logo, nunca seria motivo para uma exoneração.
O terceiro e"equívoco" mencionado por Marcelo Rebelo de Sousa prende-se com o facto de se estar a falar numa "substituição". Ora, só poderá haver uma substituição depois de alguém terminar funções, recorda Marcelo, o que ainda não é o caso.
"Há um momento adequado para falar de substituição, que não é este", declarou.
O Presidente da República lamentou ainda que o nome do vice-almirante Gouveia e Melo tenha sido envolvido na polémica. Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que o vice-almirante merece, pela sua carreira, as insígnias que recebeu e, pela sua atuação na task force, a admiração de todos os portugueses. Pelo seu "mérito e classe", defende Marcelo, dispensava ser "envolvido numa situação de atropelamento de pessoas e instituições".
Na ótica de Marcelo Rebelo de Sousa, há que "salvaguardar a reputação das pessoas envolvidas e o prestígio das instituições" e quando chegar o momento de tomar a decisão de substituir o Chefe do Estado-Maior da Armada, só há uma pessoa que tem o poder de tomá-la: o Presidente da República.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
PORQUE SERÁ ?
Porque será que certas "cenas" que estão acontecendo nos últimos anos me começam a fazer lembrar o Estado Novo?
Por exemplo em relação a isto.
Nesta "famosa" cena, se estou bem recordado, não compareceram Spínola, Costa Gomes e um almirante da então Marinha de Guerra.
AC
sábado, 31 de janeiro de 2026
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
A PROPÓSITO de . . . .
Solidariedade, compromissos, e tratar dos nossos interesses
A este propósito dei de caras há dias com a notícia seguinte:
A Polícia Marítima, que se encontra a participar na missão “Greece 2025”, anunciou este sábado ter resgatado 78 migrantes que se encontravam numa zona costeira isolada, sem acesso terrestre, na ilha grega de Gavdos.
Segundo um comunicado da Autoridade Marítima Nacional (AMN), o resgate dos 78 migrantes decorreu durante dois dias.
Durante a operação, com coordenação operacional das autoridades gregas, os elementos da Polícia Marítima alcançaram um grupo de migrantes, tendo procedido ao seu resgate em segurança para a embarcação “Molivos”, em situações adversas, “implicando a movimentação dos migrantes através do mar para bordo a embarcação”.
O comunicado indica que “o grupo foi transportado para o porto e entregue às autoridades locais para os procedimentos legais de identificação e registo”. “Ao longo da operação, foram identificadas situações de especial vulnerabilidade, o que exigiram acompanhamento direto e constante por parte dos operacionais”, acrescenta a nota, sem especificar.
A missão “Greece 2025” é coordenada pela European Border and Coast Guard Agency (Agência FRONTEX).
“Desde o início da participação portuguesa no Mediterrâneo oriental, a Polícia Marítima tem desempenhado um papel único e fulcral, o qual tem sido reconhecido inúmeras vezes pelas autoridades gregas, nomeadamente em múltiplas ações de salvamento e resgate de migrantes, em estreita coordenação da Guarda Costeira Grega”, sublinha a AMN no comunicado divulgado este sábado.
O meu melhor amigo militar é almirante, reformado, e ao longo dos anos foi-me contando muita coisa sobre a sua profissão mas sobretudo muita coisa inerente ao serviço público e aos nossos interesses no mar, as águas costeiras e as ZEE onde temos jurisdição.
E recordo de em tempos o meu amigo me ter falado das imensas e crescentes dificuldades sentidas quer pela Marinha quer pela Autoridade Marítima, quer pela Polícia Marítima.
Quer em meios materiais, humanos e financeiros.
Pela notícia supra e depois de também ouvir o inarrável MDN Nuno Melo presumo que os quadros da Política Marítima aumentaram relevantemente, não havendo certamente já as dificuldades de outrora por exemplo em meios humanos para actuação no Continente e Regiões Autónomas.
Presumo ainda sobretudo fazendo fé em Nuno Melo, que as manutenções dos navios serão agora asseguradas em tempo adequado e que nos Açores e Madeira serão finalmente mais os meios navais disponíveis para cobrir as ZEE respectivas em colaboração com a Força Aérea.
Agora é que é.
AC
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
ORÇAMENTO do ESTADO 2026 e . . . DN
Agora que foi apresentada a proposta governamental para o OE 2026, uma das primeiras "gordas" que apareceram nos noticiários foi uma percentagem, 23% para a Defesa Nacional (DN).
Espectáculo. O costume, portanto. Ou estarei enganado?
Naturalmente, não sei o que está na proposta, e nem imagino o que irá acontecer na Assembleia da República até aparecer a Lei a remeter ao inquilino em Belém.
Com esta narrativa armamentista que se montou na Europa este governo declarou há tempos que - sim senhor, vamos nos 2%.
E logo o palrador mor encartado, com os conhecimentos adquiridos quer nos "briefings" sucessivos no ministério da chamada defesa nacional (MDN) e nos diferentes departamentos militares quer nos adquiridos nas constantes visitas a unidades militares durante os seus 10 anos de PR e comandante superficial perdão, supremo das forças armadas (CSFA), informou os ignaros tugas - nem é preciso orçamento rectificativo.
Entre outros, incluindo TVs, no "perdócio" e no tido como de referência vão aparecendo escritos sobre este tema. Escritos dos "espertos do costume".
Uns salientam um aumento inédito (na proposta orçamental do governo, veremos como fica na lei a remeter a Belém) de 25 % no orçamento da DN; designam mesmo - esforço inédito dos últimos anos. Ah e há a meta prometida de 5% do PIB até 2035!
Salientam alguns "espertos" as condições geopolíticas actuais e (não o escreveram mas temem) a chegada para breve do diabo ao Terreiro do Paço com os seus em blindados.Outros falam em missões civis e militares. E claro, rearmamento.
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
Quem olhar atentamente para esta fotografia, para os fotografados, e recordar a época, encontra aqui a génese de muito de que hoje padecemos.
domingo, 23 de fevereiro de 2025
LISTA de CEMGFA'S (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas)
General Nunes da Fonseca, Exército (actual)
Almirante Silva Ribeiro, Marinha
General Pina Monteiro, Exército
General Esteves de Araújo, Força Aérea
General Valença Pinto, Exército
Almirante Mendes Cabeçadas, Marinha
General Sousa Santos, Força Aérea
General Espírito Santo, Exército
Almirante Fuzeta da Ponte, Marinha
General Soares Carneiro, Exército
General Lemos Ferreira, Força Aérea
General Melo Egídio, Exército
General Ramalho Eanes, Exército
General Costa Gomes, Exército
Antes de 25 de abril de 1974
General Gomes de Araújo, Exército
General Beleza Ferraz, Exército
General Botelho Moniz, Exército
Contra-almirante Ortins de Bettencourt, Marinha
General Passos e Sousa, Exército (iniciado em 5 Agosto 1950)
Esta lista ajuda a esclarecer alguma coisa quanto ao estado das Forças Armadas?
António Cabral (AC)
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025
General Valença Pinto: “A conjuntura sugere que se dê uma muito maior prioridade à Defesa”
O presidente da EuroDefense-Portugal revela que a associação está a preparar, com as 16 congéneres europeias, um conjunto de recomendações para a estratégia industrial de defesa. Para o General Valença Pinto, ex-Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, neste setor deve haver na UE “soberania partilhada”.
No atual contexto de instabilidade geopolítica da Europa, está em cima da mesa uma estratégia industrial para a defesa da União Europeia? Em que fase é que Portugal está neste momento?
Portugal está, com certeza, muito atento e é preciso que esteja. Estão muitas coisas em cima da mesa, muitas coisas a mexer, nesta nova estratégia industrial de Defesa para a Europa. Há depois o lado financeiro, com o Fundo Europeu de Defesa, que está significativamente dotado e que vai ser ainda mais dotado e de uma forma bastante sensível no futuro próximo. A Comissão Europeia tem agora um comissário para as Indústrias de Defesa e até meados de março deverá ser apresentado um livro branco. A EuroDefense, com as suas 16 associações em toda a Europa, está desde novembro a trabalhar intensamente para preparar um conjunto de recomendações.
A opinião pública está preparada para este debate?
Nem a opinião pública nem para além da opinião pública. O que se passa é um grande desconhecimento. E é um viver muito de costas voltadas uns para os outros. Daqueles que deviam ser os parceiros deste processo. O progresso europeu nesta matéria não será efetivo se não conseguirmos a convergência de três tipos de entidades. Por um lado, o Estado, a Administração Pública, incluindo as Forças Armadas. Por outro lado, a Academia lato sensu e também nela incluindo o sistema científico e tecnológico nacional. Em terceiro lugar, o mundo empresarial e, em particular, o mundo industrial. Há quem chame isso o “Triple Helix”. É o que queremos. Precisamos da propulsão articulada conjugada destes três componentes para que a coisa toda avance. Em Portugal estamos a tentar fazer isto mexer...
Quem devia de fazer isso?
Penso que até de um ponto de vista de responsabilidade política, era o Estado, mas tem tido dificuldades. Em boa verdade, quem tem feito mais este tipo de tentativa de articulação entre todas estas partes tem sido o EuroDefense. Não o digo para me vangloriar disso, porque tenho pena que seja preciso uma entidade da sociedade civil a fazê-lo. Acho que o Estado vai assumir um papel maior, forçosamente, seja no quadro de uma Direção de Recursos que tenha uma componente de armamento e equipamento, seja no quadro da criação de uma Direção-Geral de Armamento. Não pode deixar de ser o Estado a mexer.
Naturalmente, também em articulação com o Ministério da Economia. Também vemos com grande satisfação que depois de tempos em que o Ministério da Economia não mostrou estar disponível para se envolver muito nesta matéria, hoje sinto uma atitude completamente diferente. Mais atenção, mais empenho de uma leitura mais correta das perspetivas que há, porque vai estar disponível muito dinheiro para se fazerem coisas e em Portugal há capacidade para fazer muitas coisas.
Em Portugal ainda temos como meta, em 2029, ter 2% do PIB em despesas de Defesa, cerca de seis mil milhões de euros, mas é possível chegar aos 3 ou 4%, com já admitiu Donald Trump, por exemplo. Como se consciencializa as pessoas para isso? Estamos a falar de cerca de oito mil milhões de euros, como referiu o embaixador Martins da Cruz, seria praticamente a 3.ª ou 4.ª maior despesa pública, a seguir à Educação e à Saúde…
As pessoas têm de perceber que não pode haver políticas de Saúde, de Educação, de Segurança Social, não há bem-estar e não há desenvolvimento se não houver Defesa.
Qual acha que vai ser a marca de 20 de janeiro, data em que Donald Trump toma posse como presidente dos EUA?
Como historicamente sabemos, Trump nunca deu grande importância à Europa. Depois aprovou uma estratégia nacional em que dedicava meia linha, literalmente, à Europa, dizendo que a UE era um rival comercial. E disse aquela coisa extraordinária de que a NATO era um ser obsoleto e sem qualquer interesse. Houve mais coisas pelo meio, mas depois veio a guerra na Ucrânia e tudo se alterou. Como é que as coisas se vão passar? Ninguém sabe. E eu não tenho nenhuma bola de cristal para saber. Mas sei bem que o senhor Trump vai expressar uma atitude muito transacional. Não é bem o nacionalismo ou isolacionismo americano. Vai ser mais uma atitude transacional. Eu dou se tu me deres…
É sempre um homem de negócios…
Mas isto, obviamente, terá como consequência que temos de investir mais. Outra potencial dificuldade, se for adotada esta postura transacional, é os Estados Unidos, se entenderem manter-se na NATO, decidirem fazer uma leitura caso a caso do artigo 5.º. Seria o colapso da NATO. Houve sempre uma preocupação na NATO de nunca tipificar muito o artigo 5.º, que era exatamente criar flexibilidade por um lado, e, por outro lado, introduzir o potencial adversário, fosse qual fosse, o elemento de alguma ambiguidade. Se houver uma tentação norte-americana, de entre aspas, regulamentar o artigo 5.º, será politicamente muito mau.
O ex-chefe do Estado-Maior da Armada Gouveia Melo falou recentemente sobre a necessidade do reforço orçamental na Defesa, afirmando: “O que interessa termos despesas sociais se não tivermos país?” Acha que estamos já a esse nível?
É uma expressão que o senhor de La Palice não diria melhor. Mas sim, é verdade. Precisamos realmente das duas coisas ao mesmo tempo. Por exemplo, no período de intervenção da troika aqui em Portugal, não tenho nenhuma dúvida que se tinha de dar prioridade às questões da Economia, mesmo em detrimento de outras coisas, como a Defesa. Agora não tenho nenhuma dúvida que tem de se dar uma grande prioridade à Defesa. Podemos ter a convicção e a tranquilidade de saber que não estaremos isolados.
Teremos connosco a UE e na UE vemos por todo o lado uma reforçada atenção e uma clara convocação de importantes recursos para ajudar todos os países nisso.
Estamos a falar de maior investimento em equipamento para guerra convencional ou também de duplo uso, compatível com os objetivos de coesão social, económica e territorial, citando aqui o parecer do deputado José Luís Carneiro sobre o Programa da Indústria de Defesa Europeia?
Na Europa, houve um tempo histórico, não muito recuado, em que a tese predominante era que tinha de ter campeões europeus, tipo Airbus. Hoje, a perspetiva é outra, porque dessa forma muitos países de pequena e média dimensão ficam fora do jogo. Hoje, a preocupação é criar condições para que todo o progresso que se faça sem por em causa a harmonia e a coesão entre todos os países da UE e que haja um lugar inequívoco para as pequenas e médias empresas.
Quais podem ser os nossos setores-chave?
O nosso setor-chave está na imaginação, em primeiríssimo lugar. Depois a vontade. Mas temos coisas que funcionam muito bem. Por exemplo, a nossa indústria de drones é extraordinária, a indústria aeronáutica, a de sistemas de comunicações e de informações. Temos, certamente, de nos centrar em nichos. Claro, também podemos fazer coisas mais pesadas, como as munições, cuja carência é enorme na Europa.
Ainda não se definiu quais vão ser esses setores em que Portugal deve apostar?
Não há clareza quanto a isso. Devia haver. A EuroDefense está a fazer uma coisa que eu acho absolutamente fantástica: prospetiva. Infelizmente não se faz muito em Portugal. Convidámos 16 entidades, 14 das quais aceitaram, para fazer um estudo para ver como é que neste progresso de hoje até 2035, que capacidades militares e indústrias de Defesa portuguesas se podem casar virtuosamente. Estamos a fazer outra coisa que tem aberto muito espíritos aqui em Portugal.
Fizemos, pela primeira vez, no ano passado, em 2024, dois cursos avançados em estudos de Economia e de Defesa, um deles com a Faculdade de Economia de Coimbra, outro com ISEG, aqui em Lisboa, em que mais uma vez procurámos ter junto a Academia e gente das Forças Armadas, portanto, do Estado, e das indústrias de grande sucesso. Isto nunca foi feito na Europa e causa aos nossos parceiros e o maior interesse e a maior curiosidade.
A nossa lei de contratação é exigente suficiente, uma vez que a área da Defesa está identificada como uma de maior risco de corrupção?
Temos em Portugal uma lei da contratação pública em matéria de armamento e equipamento, que é mais papista do que o Papa, mais exigente do que o normativo comunitário. Isso, obviamente, tem de ser revisto. Em Espanha, há muito tempo que isso não é assim, tem alguma tranquilidade em não observar o mecanismo comunitário, porque às vezes é mais fácil pagar a multa. E Espanha tem uma dimensão que nós não temos, por causa do mercado latino-americano.
Temos cerca de 400 empresas que contribuem para o setor da Defesa. Há bocado não tive oportunidade de falar do duplo uso. Temos de explorar o duplo uso nas tecnologias, porque isso leva essa preocupação mais abaixo e, portanto, alarga a possibilidade de intervenção às nossas empresas. O núcleo das tais 400 empresas têm uma taxa de internacionalização que ninguém tem na Economia portuguesa. São capazes porque são muito boas tecnologicamente também e têm mercado, tem esse. Têm taxas remuneratórias para os seus funcionários que ninguém mais tem em Portugal.
Que alterações propõe à lei de contratação?
Devia, no mínimo, não ir mais longe do que a imposição europeia desde o Tratado de Roma, em 1950, o qual previa exceções nos mecanismos da livre concorrência europeia. Não estou a sugerir que Portugal assuma uma atitude, como ainda há pouco referi, que alguns países adotam, de desrespeitar a lei e depois pagar as multas. Entendo que é absolutamente indispensável não ir mais longe do que a exigência europeia. Tem sido um colete de forças para a indústria da Defesa em Portugal.
O primeiro-ministro admite rever de novo a antecipação do prazo para alcançar os 2% do PIB, que já antecipou para 2029. O que acha que seria razoável tendo em conta todos os constrangimentos do país?
Seria desejável que se atingisse tão cedo quanto possível. A nossa convergência não pode ser em termos de indicadores macro financeiros, tem de ser em termos de capacidades militares. Precisamos que as nossas forças sejam, do ponto de vista qualitativo, completamente análogas em termos de capacidades e possibilidades às europeias. Isso é que é importante. Que o batalhão português seja igual ao holandês, que a fragata portuguesa seja equivalente à dos italianos. Que o caça português seja equivalente ou igual ao que usam os dinamarqueses ou os belgas. Isso é que é o nosso objetivo.
E isso custa dinheiro. Não é os 2%, Não é uma coisa mágica. Agora eu percebo que é uma coisa que se usa para dar sensibilidade, para sensibilizar a opinião pública. Mas o que é importante é que haja essa convergência em termos de capacidades. No passado, quando nós éramos menos capazes, militarmente falando, por causa das limitações de equipamento, ficámos um bocadinho atrás. Quando isso acontecia, não éramos interoperáveis com os nossos aliados e parceiros. Isso era mau.
Não conseguimos funcionar bem em conjunto. Agora o tempo já é outro. Estamos num tempo em que também na Defesa está a chegar, em particular para a Europa, o modelo da soberania partilhada. Portanto, se ficarmos de fora em termos de soberania partilhada, ficaremos claramente um país muito, muito, muito baixo na escala. No contexto da UE isso não pode acontecer
Como é que essa “soberania partilhada” se vai conciliar com o crescimento dos nacionalismos europeus que se verifica?
Pois, é um enorme desafio e um enorme problema para lhe dar uma espécie de medida da inquietação que isso provoca. O que se está a formar na Europa Central é extraordinariamente preocupante. Quando vamos a uma reunião internacional europeia, percebemos, sem nenhuma sombra – não vou dizer se está certo ou se está errado –, que os países escandinavos, os países do Báltico, a Polónia, estão em pé de guerra. Só não estão a combater, mas estão em pé de guerra. Nós estamos aqui com estas discussões e estamos a ver no centro da Europa a conjugar se uma espécie de um núcleo, se não é pró-Putin, pelo menos não é contra, com todas as suas agressões ao direito internacional, ao direito humanitário e à boa convivência das nações.
Gastar mais dinheiro, sem equacionar seriamente as questões nacionais.
As questões sociais, desemprego, desarticulação do tecido social, desordenamento territorial, desindustrialização de há anos, e de que agora as consequências desabam no presente.
Parece-me óbvio que, para Trump, uma das vertentes do MAGA passará por melhorar a balança comercial nomeadamente com impulso no complexo militar industrial através de fortes compras Europeias e de outros países aos (seus) sectores da defesa e do armamento americanos.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2025
……P O I S………….
domingo, 15 de dezembro de 2024
sexta-feira, 4 de outubro de 2024
Não pretendo ser injusto mas, de facto, creio que cada vez mais se pode dizer isto com que titulei este postal.
Quanto ao que dizem que Marcelo gostaria não perco mais tempo.
Não perco mais tempo com a questão presidencial.
Mas antes de ir ao que me importa achei deliciosa a frase de GM - qualquer pessoa que se oriente pelas sondagens pode ter surpresas, não alimento estados de espírito nem especulação”.
sexta-feira, 6 de setembro de 2024
VIRTUDES MILITARES
(sublinhados da minha responsabilidade)
No espaço de dois anos, Mário Figueiredo é o segundo comandante da Zona Marítima do Sul que é afastado por situações ligadas a lanchas de narcotráfico.
Mário Figueiredo, Comandante da Zona Marítima do Sul, foi esta quinta-feira exonerado do cargo, confirmou ao CM fonte oficial da Autoridade Marítima.
Em causa, segundo apurou o CM, estará o vandalismo de várias lanchas da Polícia Marítima e Fuzileiros, que tinham sido usadas na semana passada numa operação de combate ao narcotráfico em águas internacionais. Fonte da Autoridade Marítima não confirma a relação da exoneração com o vandalismo das lanchas, adiantando que "se trata de uma medida de gestão da Marinha e Autoridade Marítima".
Sabe o CM que foram cortados os flutuadores das lanchas e que as mesmas se encontram neste momento inoperacionais. Eduardo Luís Pousadas Godinho, Comandante do Porto de Portimão, irá assumir as funções temporariamente.
No espaço de dois anos, é o segundo comandante da Zona Marítima do Sul, depois de Rui Santos Pereira, que é exonerado por situações ligadas a lanchas de narcotráfico.
Mas também sei que estes aspectos de confidencialidade dão por vezes muito jeito para esconder realidades, para disfarçar a não resolução de problemas, para disfarçar prepotência e arrogância.
Claro que é mais fácil correr com subordinados.
sábado, 13 de julho de 2024
sábado, 1 de junho de 2024
O senhor ministro da Defesa Nacional - seja sobre SMO, seja sobre uso de material ocidental no ataque à Rússia - tem o direito a ter a sua opinião pessoal, mas deve guardá-la lá para casa ou para os amigos, ao chá. Ao senhor ministro alguém deve lembrar que tomou posse.
By Francisco Seixas da Costa
Este agora formalmente ministro é mais um, dos vários, para quem, sentido das responsabilidades, sentido de Estado, dever de reserva, são puras patetices.
sábado, 25 de maio de 2024
A Propósito de Ministros da Defesa Nacional
Depois concorda-se ou discorda-se, argumenta-se ou não.
A minha é de que, tirando Eurico de Melo, os sucessivos ministros desta pasta (que nunca foi de defesa nacional, apenas tutela da tropa) têm sido de muito lamentar. Claro que os sucessivos PM são tão ou mais culpados.
Mas dizia, a propósito dos ministros que temos tido, recordo esta pérola.
AC


