Há conversa fiada, há conversa da treta, e há realidades.
E neste domínio há duas classes:
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
CONSELHO de ESTADO
O Presidente da República já tem o seu Conselho de Estado (CE). Empossou os novos conselheiros e reuniu durante várias horas o CE.
De acordo com o que se lê no comunicado colocado no "sítio" da Presidência, terão sido analisados e ponderados vários assuntos a saber: segurança interna, proteção civil, cibersegurança, proteção de infra-estruturas críticas, defesa nacional.
Lê-se que foram avaliados os principais riscos e desafios que se colocam ao país.
Foi ponderada a preparação nacional face a fenómenos atmosféricos severos, ameaças híbridas e a riscos emergentes, e abordada ainda a articulação entre as diferentes entidades com responsabilidades naquelas áreas.
Presumo que foram passados em revista os compromissos do país no âmbito das suas alianças e do respeito pela Carta das Nações Unidas e Direito Internacional.
O comunicado pareceu-me ser menos . . . . como dizer . . . . escrito num tom menos cinzento daquele que foi norma nos anos anteriores (como aliás também se verificou com os comunicados do Conselho Superior de Defesa Nacional)!
Oxalá o PR Seguro não exorbite competências constitucionais e não transforme o CE naquilo que Marcelo fez inúmeras vezes e nada conforme com o que a CRP define.
Não cabe constitucionalmente ao PR definir as políticas, e neste caso concreto, a de defesa e a de segurança.
Aguardemos.
AC
ARMADO, DESARMADO, REARMAR.
BAZÓFIA, HISTERISMO, DESFAÇATEZ, NEGÓCIOS.
Vivemos um mundo louco que, opinião pessoal naturalmente, já o era de há muito, em crescendo desde 1991 com a implosão da URSS, em crescendo com a implosão/ explosão dos negócios mundiais, em que GATT, Globalização, equidade, tarifas, "fair trade" foram completamente atirados às urtigas, deliberadamente, com vários países a privilegiarem malfeitorias disfarçadas, e "dumping".
DEFESA NACIONAL
Defesa Nacional (DN) ?
A resposta do tuga é - isso é com a tropa!
ERRADO!
A DN é um conjunto de medidas, tanto de carácter MILITAR como, POLÍTICO, ECONÓMICO, DIPLOMÁTICO, SOCIAL, E CULTURAL que, adequadamente coordenadas e integradas, e desenvolvidas global e sectorialmente, permitem reforçar a potencialidade do país, e minimizar as suas VULNERABILIDADES, com vista a torna-lo apto a enfrentar os tipos de AMEAÇAS que directa ou indirectamente, possam pôr em causa a segurança nacional.
Ao longo das décadas, quem foram os poucos (civis e militares) que, publicamente e nas escolas, foram explicando ás juventudes, aos portugueses, o que é a DN, tema que deve merecer a atenção de todos?
Quantos portugueses sabem, em concreto, que é obrigação do Estado assegurar a DN ? (nº 1, Art. 273º CRP)
Quantos sabem, em concreto, que a DN tem por objectivos garantir, a independência nacional, a integridade do nosso território e a liberdade e segurança das populações contra qualquer agressão ou ameaça externas ? (nº 2, Art. 273º CRP)
Quantos têm interiorizado que isto de DN não é uma brincadeira, não é tropa, não é com a tropa, é algo do domínio dos objectivos do Estado ?
Quantos têm interiorizado que, a segurança nacional é a condição que se traduz pela permanente garantia da sua sobrevivência em paz e liberdade, assegurando a soberania, a salvaguarda colectiva de bens e valores espirituais e culturais, o desenvolvimento das funções do Estado, a liberdade de acção política dos órgãos de soberania, e o pleno funcionamento das nossas instituições democráticas ?
Prega António, mas não precisas de ir pregar a Belém, já não vale a pena.
Ocorreu-me escrever/ recordar isto a propósito da esgrima verbal que detectei nas gordas dos OCS entre o sor Nuno Melo e o sor José Luís Carneiro mas talvez até sobretudo, por uns vómitos de um inarrável socialista que devia andar era calado tal o seu desempenho naquele edifício ao Restelo.
António Cabral (AC)
A PROPÓSITO DE COSTA SEGURA
Oh sor Leitão Amaro, o sor anda mesmo engraçado.
A sua "boutade" - a costa portuguesa é completamente segura (foi mais ou menos isto, creio), fez-me rir a bom rir, ainda não parei de rir!
Eu apostava que não conhece os buracos que existem em várias partes da costa Algarvia (Sul, e Oeste). Deixo-lhe um dos vários exemplos.
NEM À NOITE
1,5 % - 2 % - 5 % ou 5 % martelado
ESTEJAM DESCANSADOS . . . .
Sobre defesa nacional (DN), forças armadas (FA), muito escrevi ao longo dos anos aqui e em dois blogues de pessoas amigas. E baseando-me no que fui procurando estudar e entender mas, sobretudo, na experiência de um almirante, já reformado, e que é o meu melhor amigo militar.
Este texto (a seguir) que li há tempos no sítio de Belém leva-me a voltar ao assunto, depois de telenovelas várias de que o título procura ser a síntese. (sublinhados da minha responsabilidade)
Visita à Base Aérea N.º4 da Força Aérea
31 de julho de 2025
O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas visitou a Base Aérea N.º4, na ilha Terceira.
Nesta Unidade da Força Aérea contactou com os militares que diariamente estão em prontidão cumprindo com excelência missões de busca e salvamento e evacuações aeromédicas, entre outras.
Foram ainda visitadas as aeronaves atribuídas à Esquadra 752 e ao destacamento aéreo da Esquadra 502, respetivamente EH-101 e C-295.
O Presidente da República reafirmou a importância geoestratégica dos Açores e o papel fundamental que as Forças Armadas desempenham na região para apoiar as populações e cumprir as responsabilidades de Portugal numa vasta área do Atlântico.
Estejam descansados, estejam descansados que estamos muito bem entregues, estamos em muito boas mãos.
Desde logo este Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA) que sempre mais me tem parecido um Comandante Superficial das Forças Armadas.
Estamos em muito boas Mãos!
A Ursula definiu há meses uma "Era do Rearmamento"
Deve ser uma Era émula da época em que ela foi ministra da defesa num governo alemão.
O António definiu uma "Mentalidade de Defesa Europeia".
Mentalidade certamente émula daquela com que António Costa sempre olhou embevecido e dedicado para a DN quando durante um pouco mais de oito anos foi PM. Lembram-se?
Estejam descansados, estamos em muito boas Mãos!
Aqui em Portugal estamos sempre em boas mãos, nas mãos de muitos, civis e militares, que ascendem ao poder sempre dobrando a espinha, sempre em conluios, colaboradores com "o que tem de ser" com o que "só pode ser isso". Mas sempre os melhores dos melhores.
Depois, tempos mais tarde, livres de responsabilidades formais, de cargos, tornam-se muito agitados.
Palram, escrevem! Muito activos na reforma. Enquanto uns quantos, como o meu amigo almirante, nunca deixou de dizer o que pensava e foi escrevendo o que recomendava, nos sítios adequados, em tempo, nunca em público, nunca desbocado.
No caso da DN, civis e militares escrevem artigos, são muito doutos. Como digo acima também me fui tentando na escrita sobre estas matérias, mas com uma diferença, NUNCA me CURVEI, e tenho coluna vertebral ÓSSEA e não uma esponjosa!
Na passada/recente cimeira da NATO em Haia, o nosso PM garantiu ao seu amigo Rutte que Portugal teria os 2% até ao fim do ano. E comprometeu o país a chegar em 2035 aos tais 5% (obviamente martelados, 3,5% já martelados + 1,5 % engenharia financeira).
Logo agora, recentemente, Carneiro veio doutoralmente propor colaboração estratégica. E já falou com o nosso primeiro sobre estas coisas.
Desconheço resultados concretos, mas sei que Carneiro tem vários peritos, vários espertos em DN e FA, que são coisas diferentes, mas que instilaram nos tugas durante décadas de que é a mesma coisa. Espertos como Augusto e Severiano. Deve aliás olhar-se embevecido para os excelentes resultados destes ex-ministros da pasta DN.
Será que Carneiro também se inspirou em cálculos multivariáveis ? Ora aqui está uma tirada erudita, catita.
Ignorante destas coisas, ainda assim, estou convencido de que para chegar aos 2 % até 31 de Dezembro próximo não será suficiente pura e simplesmente aumentar o orçamento do ministério chefiado (??) por Nuno Melo. E retenho curiosamente as palavras do palrador mor e do PM de que não é necessário orçamento rectificativo. Temos estadistas!
Creio que em Portugal também no passado (2014) os responsáveis da altura se comprometeram com a NATO em atingirmos 10 anos depois (2024) os tais famosos 2 % do PIB para DN e, certamente com muito investimento em novas capacidades. Viu-se, particularmente as páginas viradas de 2016 a 2024 a cargo de um dos maiores aldrabões políticos da nossa história.
Sabe-se o que não podia fazer o governo de Passos Coelho, esmifrado pela Troika que nos impôs mum verdadeiro garrote na sequência do desastre organizado pelo execrável Sócrates.
Sabe-se o que fizeram os famosos governos pós 2015, de mais de 8 anos no poleiro, com o timoneiro António Costa. Sempre ajudado por Marcelo.
Aliás se houvesse rigor, honestidade intelectual e política séria neste tão maltratado país, haveria onde se poder encontrar os valores totais REAIS da % do PIB dedicada à DN. Lista rigorosa, detalhada e desde 1982. Pessoal, material, manutenção, investimento.
O sucessivos governantes passaram décadas a estrangular financeiramente as FA.
Mas sempre falando de emprego e preparação de forças, do brilhantismo de forças destacadas no exterior, e nos últimos anos um papaguear confrangedor de que somos os melhores dos melhores.
Naturalmente, mesmo um ignorante como eu entende que para se poderem designar de "Forças Armadas" e não outra coisa, é decisivo haver,
- Lei, e Constitucional subordinação ao poder civil legal e legitimamente derivado do povo em eleições periódicas,
- definição de que tipo e quantas FA Portugal deve ter, coisa há décadas nunca verdadeiramente enfrentada,
- estrutura, estatutos, hierarquia, disciplina, recursos humanos, carreiras dignas,
- carreiras dignificadas e respeitadas pela sociedade, e valorizadas,
- e com isto, as FA preparam-se e ficam aptas para, de acordo com a CRP, de acordo com as leis, cumprirem no quadro da sua missão prioritária e que é a militar, pelo país, e em cumprimento de tratados,
- e com isto, as FA ficam aptas a desempenhar-se activamente das suas missões complementares isto é, de cooperação e colaboração nas missões nacionais intra-muros, em apoio das mais diversas entidades nacionais civis, no âmbito do chamado duplo uso.
Certos civis e até algumas chefias militares do passado, passaram o tempo, décadas, particularmente desde 1995, com salamaleques, com periódicas loas de que somos os melhores dos melhores, com referências vazias aos compromissos internacionais, com publicação de livros aplaudidos por alguns civis que e eram à época os verdadeiros algozes da instituição militar, com proclamações sobre os objectivos de defesa nacionais, com proclamações bacocas sobre dissuasão, ou a defesa transatlântica, ou mesmo as preocupações sobre os Açores.
Embora nos últimos anos alguma coisa tenha sido alterada, creio que se está ainda longe de ter distribuições orçamentais equilibradas, quer dentro da estrutura própria do designado ministério da defesa nacional (MDN) quer dentro das FA.
Um dos aspectos que periodicamente é abordado é o quantitativo das FA. Há quem defenda 30000,00 homens. Como sempre, respeito as opiniões de outrem.
Isto dito, correndo o risco de estar a ver mal as coisas, é para mim óbvio que Portugal tem que ter FA. Agora, a questão nunca debatida nem seriamente nem sem ser seriamente, é - que FA Portugal deve ter?
Temos os três clássicos ramos das FA.
Com a massa oceânica brutal sob nossa jurisdição, que meios devem ter a Força Aérea e a Marinha? Nunca se discute isto.
Creio que ainda não existe uma distribuição equilibrada do orçamento destinado a rubricas de pessoal, operação e manutenção, e para investimento. E uma distribuição que não deve ser a dividir por três, mas a dividir pelo que deve ser, tendo em conta designadamente a nossa geografia.
Seja na vertente puramente militar, seja na vertente de apoio de instituições civis do Estado, muito está estagnado. Como sempre, admito estar equivocado.
Além do mais, que ensinamentos a recolher da guerra na Ucrânia para olhar a meios e equipamentos, para olhar com seriedade para uma lei de programação militar?
Continuam alguns a pensar em F-35, porta-aviões e esquadrões de carros de combate?
A Rússia vem aí, dizia há tempos a inarrável ex-MRPP. Bom eles andam nos mares, nos oceanos, nas zonas sob nossa jurisdição. Que eu tenha notado, os dois únicos submarinos da Marinha estarão um pouco coxos. E o resto?
Enfim, isto é um tema sem fim. Uns querem plano estratégico abrangente e ajustável.
Sou mais modesto, só queria que começasse a haver seriedade e decência na política. E a definitivamente olharem a sério, com honestidade intelectual e rigor, para a administração adequada dos recursos disponíveis, para as prioridades nacionais.
Cálculos multivariáveis?
Não, seriedade, e decência, e acabarem de vez com a descarada ausência de vergonha na cara.
António Cabral
S E G U R A N Ç A
Seguro - ex secretário-geral do PS.
Seguro - candidato às eleições presidenciais de Janeiro de 2026.
Bom, Vamos ao que interessa.
Seguro - firme; preso; livre de cuidados e de riscos; certo; indubitável; garantido.
Segurar - tornar seguro; firmar; conter; acautelar.
Segurança - acto ou efeito de segurar; confiança; tranquilidade de espírito; garantia; firmeza; certeza; amparo.
Segurança - de indivíduo, de colectividade, de instituição, de organização, de comunidade, de Estado.
Segurança - em termos latos, pode dizer-se /descrever-se, creio eu, como o estado de um "sujeito" que se estima não ameaçado por este ou aquele perigo, ou que pensa ter os meios necessários e suficientes para adequadamente responder, se se concretizar o perigo.
Será de recordar - . . . a declaração dos direitos do homem e do cidadão, integrada em 1793 na Constituição do Ano I (França) indicando a segurança dentro dos "droits naturels et imprescriptibles", e definição como "la protection accordée par la société à chacun de ses membres pour la conservation de sa personne, de ses droits et de ses propriétés".
A segurança de um Estado implica, a defesa concreta, do seu território, da sua população, da sua soberania.
Significa manter relações com os outros Estados de igual para igual, numa postura política que afaste ameaças, e é aqui, também, que entra a diplomacia.
Em Portugal, no presente, e particularmente nos últimos anos surgem as considerações e declarações as mais díspares sobre segurança e criminalidade. E sobre a segurança do Estado. E sobre defesa nacional.
Temos agora a história dos 2%, ou dos 3,5 % ou dos 5 %, tudo martelado e financeiramente "enginheirado". Onde o povão entende que é para gastar com a "tropa".
Temos o inarrável Chega com os "seus números" quanto à imigração que, é indesmentível, tem sido descontrolada desde 2017.
Tivemos os governos de Costa e o de Montenegro e mais o inquilino em Belém a gritar sempre bem alto - Portugal é um dos países mais seguros do mundo.
Mas quanto a rigor, responsabilidade, sentido do dever, sentido de Estado, tudo sempre relegado para o lixo.
Sempre dentro da sua bolha, sempre dentro da sua insuportável superioridade moral e da sua ética republicana, preferem entreter-se com demagogia, mentiras e causas fracturantes. E a empurrar tudo com a barriga e, se necessário, esconder tudo varrendo para debaixo do tapete. Sempre assobiando para o ar.
Voltarei ao tema.
António Cabral (AC)