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quarta-feira, 6 de maio de 2026

 

Espantado com o seu gabinete, o ministro da defesa a brincar enquanto pensava em dar cartas de condução a quem quiser ir para as Forças Armadas.

Portugal não está como está por acaso.

AC

sábado, 2 de maio de 2026

REPUBLICANDO

MFA, DEMOCRACIA, VASCO LOURENÇO

Senhor Presidente da República
Senhor Primeiro Ministro 
Senhora Ministra da Defesa Nacional e Senhor Ministro da Cultura
Senhor Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas e demais entidades militares
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo 
Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas
Senhora Comissária das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril
Minhas Senhoras e meus senhores
Camaradas de Abril

Permitam-me que comece por fazer simples, mas sentidos agradecimentos: a todos, por terem respondido ao nosso convite e nos presentearem com a vossa presença; aos autarcas, por nos receberem nesta terra alentejana, com lugar na História de Portugal, pelo motivo do que aqui se passou há precisamente 50 anos; aos proprietários deste Monte do Sobral, Annick Chef e seu marido David Achard, pela hospitalidade com que, mais uma vez, nos recebem.


Evocamos hoje o encontro que, há precisamente 50 anos, aqui tivemos para decidir sobre a melhor maneira de, enquanto militares e detentores da força, podermos discutir os problemas que então perturbavam o Exército, as Forças Armadas e a Sociedade portuguesa. Preocupava-nos em especial a guerra de África e as medidas que atingiam fortemente a carreira e a dignidade dos Oficiais do Quadro Permanente, oriundos da Academia Militar, que, ao longo de 13 anos, continuavam a bater-se em vão, em sucessivas comissões, numa guerra sem fim à vista. 

Aqui estivemos, num celeiro cheio de fardos de palha cedido pelo Celestino Garcia, que aqui evoco com um sentimento de gratidão e reconhecimento, que nos serviram de assento, 136 Capitães, Tenentes e Alferes. Desses, 38 já partiram, pelo que peço que, em sua memória e homenagem, juntando a eles todos os demais Militares de Abril que já nos deixaram, nos remetamos por alguns momentos ao silêncio, para eles erguendo os nossos pensamentos, com um Até Sempre!

SILÊNCIO

Éramos então jovens, mas com suficiente experiência da vida e da guerra, sonhávamos um país diferente, respeitado e ouvido entre os seus pares, éramos jovens suficientemente generosos e desapegados do poder, dispostos a correr todos os riscos, sem calculismos ou procura de vantagens.

Motivados por razões diversas – contrariamente ao que alguns continuam a afirmar, a melhor prova de que não eram apenas motivos de natureza corporativa esteve na presença aqui, neste encontro secreto, de um Capitão que seria beneficiado se os decretos contestados tivessem entrado em vigor: um abraço especial ao José Luís Cardoso, hoje novamente aqui, desta vez acompanhado por familiares. 

Aqui nos reunimos, aqui criámos um movimento, o Movimento dos Capitães, que se organizaria, evoluiria no seu pensamento e na sua convicção e que, passados menos de 8 meses, precisamente 227 dias depois, já como Movimento das Forças Armadas, o MFA, fez nascer “O dia inicial inteiro e limpo” celebrado por Sophia, Manuel Alegre, Ary e tantos outros notáveis poetas portugueses, mas também estrangeiros, de que destaco o Chico Buarque e o Moustaki. 

Naturalmente, este nosso encontro não nasceu do nada, não “caiu do céu, aos trambolhões”, foi o culminar de reações diversas que, em todo o território nacional – metrópole, ilhas adjacentes e colónias – os oficiais do Exército, desencadearam.

Nem todos tínhamos já consciência plena de que só os militares poderiam terminar com o flagelo de uma guerra sem sentido, desenvolvida há quase 13 anos em Angola, alastrada à Guiné e a Moçambique, respetivamente há 11 e há 10 anos, sem fim à vista. É certo que se as Forças Armadas fazem a guerra, estas nunca são declaradas por elas, mas sim pelo poder político. Que tem o dever de, aproveitando o esforço dos militares, encontrar soluções políticas para resolver os motivos que o levaram à declaração da guerra. Sempre assim foi, sempre assim será! Apenas a derrota total, como aconteceu com Nagasaki e Hiroshima, dispensa uma solução política para as guerras! Lamentavelmente, há quem continue a não ter presente esse princípio…

Mas, em 1973, os responsáveis políticos e os seus serventuários militares mantinham-se cegos, continuando a loucura do ditador mor que lançara o slogan de “Orgulhosamente sós”. Tudo era agravado pela evidência de que, face a uma derrota anunciada, os mesmos responsáveis políticos ou os seus herdeiros se preparavam para repetir a vergonhosa postura de 1961/62, quando transformaram os militares em bodes expiatórios da queda de Goa, Damão e Dio. 

E, aí, ouviram-se frequentes gritos de revolta dos jovens militares, não só do Exército, com o Movimento a estender-se rapidamente aos outros Ramos das Forças Armadas: “Bodes expiatórios, nunca mais!”

Foi uma caminhada longa, feita de forma acelerada, num curto espaço de tempo, e com um final extraordinário e feliz.

Assumida a convicção de que, como militares, tínhamos de servir a população em geral, isto é a Nação, e não uma qualquer clique minoritária, de que só assim recuperaríamos o prestígio das Forças Armadas, que humanamente todos ambicionávamos, fácil foi concluir que isso só seria alcançável se deixássemos de ser o suporte da ditadura, déssemos nesta o piparote final e, libertando a Liberdade, fazendo a Paz e construindo a Democracia, entregássemos o Poder aos portugueses democraticamente organizados.

Fizemo-lo, aproveitando as condições propícias que a nossa participação na guerra criara, mas aproveitando igualmente a situação resultante da luta de tantas e tantos portugueses, das mais diversas origens: trabalhadores, estudantes, intelectuais, muitos deles pagando com a sua Liberdade, e até com a vida, essa acção de luta por um pais mais livre, justo e em Paz.

Tivemos o saber suficiente e soubemos assumir a decisão para nos comprometermos, perante os portugueses e o mundo, com um Programa político – o Programa do MFA – onde dizíamos ao que vínhamos e ao que nos comprometíamos.

Fomos os imprevistos e improváveis libertadores do povo português. Ninguém acreditava que os militares pudessem ser autores de um acto de libertação como foi o 25 de Abril. O 28 de Maio não estava esquecido, o 11 de Setembro de Pinochet era bem recente, pairava o receio de que Kaulza de Arriaga conseguisse realizar o golpe que tentara em fins do ano de 1973, para reforçar a guerra, tentando arrastar para o seu lado precisamente aqueles Capitães que, livres da tutela de um Chefe, poucos meses depois, iriam surpreender tudo e todos.

De repente, Portugal saiu do isolamento e da apagada e vil tristeza em que vivia e tornou-se referência internacional, com os portugueses, vivendo no País ou no estrangeiro, a recuperar o orgulho de ser português. 

Naquele dia, para além da libertação, da abertura de portas para a Paz e da libertação dos povos colonizados, dando origem a uma nova etapa da nossa História, despertámos os melhores sentimentos e atitudes do povo que, espontaneamente e em todo o País, aderiu com imensa alegria e felicidade ao nosso 25 de Abril, transformando de imediato os acontecimentos num processo revolucionário de todos. 

Processo revolucionário de grandes transformações sociais, às vezes à beira da utopia e mesmo da ruptura violenta.

Mas, enquanto MFA, não abandonámos “a criança” a que demos vida, nunca nos alheámos nem afastámos das lutas nascidas numa revolução que cumpriu a máxima de Rosa Luxemburgo, fazendo-se “sem ensaio geral”.

Tínhamos um compromisso com os portugueses, e, por isso, tudo fizemos - incluindo lutas internas que também estiveram à beira da ruptura violenta – para o cumprir. Que se consumou quando em 2 de Abril de 1976 (menos de dois anos depois…) se aprovou, com esmagadora maioria dos eleitos nas eleições mais livres e mais participadas da História de Portugal, a Constituição da República.


Constituição que, sendo a maior das conquistas do 25 de Abril, tem sido o instrumento fundamental para garantir a Democracia, contra acções espúrias de que esta tem sido alvo.

Constituição que, ameaçada da hipótese de mais uma revisão, esperamos não seja destruída nesse seu papel de garantia da existência de um regime de Abril.

Acção complementada e completada quando, após um Período de Transição onde o MFA, através do Conselho da Revolução, foi o esteio da consolidação da Democracia, se extinguiu por vontade própria, pondo fim à intervenção dos militares que haviam libertado o país, enquanto tais, na vida política.

Depois disso, assumimos a simples condição de cidadãos, exigindo, às vezes com alguma dificuldade, o estatuto de cidadão de corpo inteiro, com todos os deveres, mas também com todos os direitos, nomeadamente o da participação cívica. 

É isso que fazemos, há quase 41 anos, através da Associação 25 de Abril.

Associação cujo mérito maior, o da defesa dos valores de Abril – Liberdade, Paz, Democracia, Justiça Social, Direitos Humanos – se alicerça na proeza de termos conseguido reunir e manter mais de 90% dos militares de Abril.

Não esquecendo que continua a haver coisas que nos dividem, mas valorizando apenas o que nos une, o essencial da defesa desses valores.

Por tudo isso, encaramos a evocação dos 50 anos do 25 de Abril, aceitando integrar-nos nas Comemorações Oficiais, imbuídos essencialmente de um sentimento prioritário: evocar os valores intemporais que nos moveram, para a concretização da epopeia histórica que protagonizámos, olhando essencialmente para o futuro.

Mas, como Memória é responsabilidade, impõe-se aproveitar estas comemorações para criar instrumentos que mostrem às gerações futuras que, em 1974 se iniciou um processo de transformação do regime em Portugal, que deitou para o caixote do lixo da História um regime opressor, repressivo de ditadura, beligerante e fortemente injusto para a maioria da população. E que gerou um outro regime, mais livre, mais democrático, mais justo, mais solidário e em Paz.

Que mostrem às gerações futuras o que aconteceu, como aconteceu, mas essencialmente porque é que aconteceu!

Como militares de Abril assumimos a honra e mesmo o orgulho de termos sido os principais protagonistas desse processo.

É por isso que propusemos algumas iniciativas concretas que atingirão esses objetivos.; Centro Interpretativo do 25 de Abril; Série documental sobre a Conspiração; grande exposição sobre o papel do MFA no 25 de Abril; abertura do Posto de Comando do MFA à população.

Como é evidente, outras iniciativas estão, e bem, a ser concretizadas.

A História do 25 de Abril, da sua génese e do seu desenvolvimento, não se resume, nem nós nunca o afirmámos, à acção do MFA.

Nada mais natural, portando, que outros eventos se organizem.

E, para além de outras iniciativas em curso ou previstas, porque não aproveitar para aumentar o esforço que sabemos já estar a ser desenvolvido, nomeadamente pela Liga dos Combatentes, para promover o regresso a Portugal dos restos mortais dos militares que, em consequência da guerra colonial aí perderam a vida e ficaram sepultados em África? É da maior justiça que o Estado que os mandou para a guerra, providencie o seu regresso à terra que os viu nascer

Resumindo, nós os militares de Abril, assumidos herdeiros do MFA, que continua a ser, acima de tudo, um estado de espirito, exigimos (há quanto tempo não proferia este termo?) que algo fique destas comemorações. O foguetório e o folclore, como até pode ser encarada esta iniciativa que hoje aqui estamos a protagonizar, não pode ser o essencial das comemorações.

Façamos tudo, para que estas comemorações resultem num novo Abril, uma jornada de afirmação e dignificação de Portugal, dos portugueses e das nossas Instituições democráticas. Onde os detentores do poder cumpram o dever de Servir e não o substituam pelo “direito” de Se Servirem! Postura onde consideramos, também aqui, ter inteira autoridade moral, face ao procedimento da generalidade dos militares de Abril, sempre que foram solicitados para servirem o Estado.

Comemorações que, confesso, gostaríamos eu e os meus camaradas de Abril, de viver em melhores condições.

Confesso interrogar-me, muitas vezes a mim próprio, sobre “que 25 de Abril vamos comemorar”?

Portugal está a atravessar momentos que parecem ter todas as condições para uma estabilidade democrática, mas que nos surpreende todos os dias com exemplos que teimam em dizer-nos o contrário. 

A democracia continua a praticar-se, mas às vezes, mais do que o desejável, os diferentes Órgãos de Soberania parecem atropelar-se uns aos outros. Assim criando espaço para que os saudosos do regime derrotado em 1974, possam pensar que chegou a hora deles, para o revanchismo.

Pior que isso, Portugal, está a caminhar para se envolver numa guerra, cujos interesses me parece não nos dizerem directamente respeito.

Confesso ter saudades dos tempos em que, assumindo a nossa pequenez no mundo dos poderosos, fizemos ouvir a nossa voz na Conferência de Helsínquia, em Julho/Agosto de 1975.

Dos tempos em que recusámos a solução da “Vacina da Europa” que Kissinger – hoje, sintomaticamente, mais moderado – quis aqui experimentar, tentando fazer de Portugal um qualquer laboratório farmacêutico. especializado em guerra bacteriológica

Permitam-me que termine com uma pequena reflexão e um apelo: 

Ao fazer o 25 de Abril, o MFA teve que enfrentar, como principal inimigo, as próprias Forças Armadas. Há mesmo quem, dentro do MFA, afirme que o movimento não deveria chamar-se Movimento das Forças Armadas, mas sim Movimento contra as Forças Armadas…

E até têm razão, pois a hierarquia das Forças Armadas foi o inimigo que protagonizou, ao longo do processo de transição e consolidação democrática, com tristes episódios, que não esquecemos, que continuam bem presentes na nossa memória, a luta contra o cumprimento do Programa do MFA.

Terminado o referido Período de Transição, considerámos, contra muitos militares, mas também contra muitos políticos, que o MFA tinha conseguido que as Forças Armadas estivessem imbuídas do espírito de servir o Pais, num regime democrático, e não uma qualquer minoria.

Hoje, as Forças Armadas portuguesas estão transformadas no quase único instrumento de que Portugal dispõe para a sua política externa, na defesa dos nossos interesses.


Porquê, então, a pouca consideração que o poder político tem para com as Forças Armadas, destratando-as, levando à sua quase paralisação e destruição?

Um dia, no fim dos anos 90, perguntava ao então Primeiro Ministro António Guterres o porquê de ele não ouvir as reivindicações dos militares, ao contrário do que fazia com outros grupos socioprofissionais, nomeadamente com os agricultores. Acrescentava eu, então, “será porque os militares não fazem cortes de estrada? Cuidado, os cortes de estrada dos militares, quando existem, são feitos com armas”.

Como sabemos, os militares não fizeram cortes de estrada, o desprezo pelos seus legítimos interesses, com a Condição Militar esquecida nas calendas do tempo, continua e a situação tem-se agravado de maneira assustadora. Pessoalmente - suspeito na matéria, é certo - considero que a atitude dos militares é ainda resultado da acção do MFA, ao transformar as Forças Armadas numa Instituição ao serviço do poder democrático.

A situação alterou-se, contudo, num aspecto que considero fundamental. Como Instituição nacional, as Forças Armadas são obrigadas à subordinação ao poder democrático.

Lamentavelmente, os responsáveis políticos, infelizmente acompanhados por grande número dos responsáveis militares, confundem subordinação com submissão e subserviência e isso transforma radicalmente a natureza das próprias Forças Armadas. Por isso, temo que, não sendo possível, nem necessário ou desejável – porque continuamos em Democracia, ainda que os seus defeitos se venham a acentuar drasticamente - fazer um outro 25 de Abril, como frequentemente ouvimos proclamar, alguém venha a pensar que, com as Forças Armadas neste estado, se possa fazer um outro 28 de Maio.

Não tenho dúvidas de que será muito mais difícil arrastar as Forças Armadas para atitudes não democráticas, se elas se sentirem respeitadas pelo poder político. Como considero que o inverso é também verdadeiro: umas Forças Armadas descontentes, sentindo-se injustiçadas e maltratadas pelo poder político, estarão sempre mais vulneráveis a serem arrastadas para aventuras, que não queremos se voltem a verificar em Portugal.

A minha esperança, a nossa luta, é criar condições para que isso jamais seja possível.

Que passa pela recuperação do prestígio das Forças Armadas, enquanto Instituição fundamental do Estado português, o que não se compadece de forma alguma com a hipótese da sua abertura à contratação de mercenários, como alguns iluminados ousam defender.

Passam 50 anos, sobre o arranque decisivo que os Capitães de Abril aqui protagonizaram. Dentro de dois dias passarão também 50 anos, sobre o criminoso golpe de Pinochet, onde Salvador Allende, democraticamente eleito, Homem digno e democrata decidiu, heroicamente, suicidar-se para não ser fuzilado pelas Forças Armadas fascistas do seu país.

Termino com um apelo, que é um Manifesto: 28 de Maio ou 11 de Setembro, nunca mais!
25 de Abril, sempre!
Viva Portugal!

Alcáçovas, 9 de Setembro de 2023
Vasco Lourenço
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No Sábado, 9 de Setembro, passaram 50 anos sobre a reunião de oficiais subalternos do Exército português realizada em Alcáçovas, reunião que foi passo decisivo para a revolta militar ocorrida em 25 de Abril de 1974, revolta essa que veio a ter uma grande adesão popular, e que foi o início do processo que culminou na elaboração e aprovação da nossa Constituição e na instauração e consolidação do regime em que, FELIZMENTE, vivemos e onde me sinto muito bem.

Os sublinhados são da minha responsabilidade.

Concordo com várias das afirmações de Vasco Lourenço.

Independentemente de erros, utopias, parece-me importante olhar o futuro e mostrar às gerações vindouras o que foi o 25 de Abril, e salientar que apesar de problemas vários, não existe, que eu saiba, nada superior à Liberdade e à Democracia.

Uma das vergonhas destes titulares de órgãos de soberania e dos que os antecederam é que continuam centenas ou milhares de portugueses falecidos em combate enterrados em África. 
Num país decente, com líderes decentes, ao fim de quase 50 anos todos estariam em Portugal a descansar. 
Mas o que temos é uma cambada de INDECENTES, há décadas. 

Vivemos em condições globalmente difíceis.

Vivemos com as palhaçadas contínuas de certos ou mesmo de muitos dos titulares de órgãos de soberania, nomeadamente com acções inarráveis do PR, do PM, e de uma série de seus apaniguados PS.

Como se viu mais uma vez, em Alcáçovas, no passado Sábado, tivemos o folclore e o fogueteiro Marcelo, e mais Costa e a inarrável Carreiras.
O foguetório e o folclore, sempre, nos discursos, nos dias festivos, dizendo que são os melhores militares do mundo, etc.
A realidade é outra. 

Acabam de sair os dados estatísticos da Direção-Geral da Administração e Emprego Público (DGAEP), 2º trimestre de 2023. 
O que indicam? 
Continua a decrescer o número de Efetivos Militares.
Fora tudo o resto, tudo o que se passa no Exército, na Força Aérea e na Marinha.

Umas Forças Armadas cada vez mais desprezadas, e é bom lembrar que os responsáveis foram/ são maioritariamente actores e actrizes do PSD e do PS. Já agora recordar que o PS foi o partido que governou mais anos nestes quase 50 anos de regime democrático.

As Forças Armadas, a Instituição Militar, é um dos pilares da soberania, e é por definição instrumento de política externa.
Estes actuais titulares de órgãos de soberania (como muitos que os antecederam) olham para elas, sorriem, querem paradas com muitas tribunas para VIPs (very important potatoes!) e suas mulheres ou seus maridos, dias festivos, vários Falcon sempre prontos para as incontáveis viagens das criaturas, e prosseguem na submissão das chefias, com gozo supremo.
Basta olhar aos últimos.
 
Vasco Lourenço aponta no seu discurso e bem - Lamentavelmente, os responsáveis políticos, infelizmente acompanhados por grande número dos responsáveis militares, confundem subordinação com submissão e subserviência e isso transforma radicalmente a natureza das próprias Forças Armadas. 

Pois é, mas isto não aconteceu por acaso, aconteceu com o silêncio de anos de muitos. Tal como em relação à Condição Militar.
As associações dos militares das Forças Armadas há anos que se insurgem contra isto. Deviam ter sido ajudadas nomeadamente por quem se mostra "dono" disto.

O que se verifica é que SERVEM-SE, e não servem a sociedade portuguesa. 
Há anos que digo isto, que escrevo isto, aqui e sempre.

Vasco Lourenço parece esperar que cumpram o dever de servirem a sociedade portuguesa.

Tudo isto me faz lembrar aquela frase popular - "tarde piaste".
António Cabral

sábado, 12 de abril de 2025

DEVER  de  TUTELA

Regulamento de Disciplina Militar

TÍTULO I - Princípios fundamentais

CAPÍTULO II - Deveres militares

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Artigo 15.º - Dever de tutela


O dever de tutela consiste em zelar pelos interesses dos subordinados e dar conhecimento, através da via hierárquica, dos problemas de que o militar tenha conhecimento e àqueles digam respeito.


Como cidadão, olhando a isto, olhando (desde 1982) aos sucessivos CEMGFA (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas), CEMA (Chefe do Estado-Maior da Armada), CEME (Chefe do Estado-Maior do Exército) e CEMFA (Chefe do Estado-Maior da Força Aérea), que devemos concluir?

António Cabral 

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

terça-feira, 11 de junho de 2024

LAMENTÁVEL
Presidente da República visita Exposição das Forças Armadas em Figueiró dos Vinhos, 09 de junho de 2024
O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, visitou, em Figueiró dos Vinhos, a Expo Forças Armadas dos três Ramos das Forças Armadas, inseridas nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
(do sítio da Presidência da República)

Infelizmente, não havia pratinhos de batatas fritas. Lamentável.
AC

sábado, 24 de fevereiro de 2024

INQUIETAÇÃO nas FORÇAS ARMADAS ?

1. Há ou não?
Claro que existe e não é de agora. É crescente.

- A saída de oficiais, sargentos e praças das fileiras, que significa ?
- A escassíssima adesão à vida militar, que significa ?
- A telenovela Tancos representa o quê ?
- A degradação dos recursos materiais nos três ramos das Forças Armadas, que significa ?
- A crescente diminuição de recursos humanos, muito abaixo do patamar oficialmente definido representa o quê ?
- A disparidade brutal do que um militar recebe ao fim do mês comparado com o que acontece com os homens da GNR não causa inquietação, não degrada psicologicamente? Não há aqui um fosso inadmissível? Não gera revolta ?
- As associações representativas dos oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas admitirem protestos na rua dentro da legalidade que significa ?

2. Quando se afirma que é completamente inaceitável os militares manifestarem-se na rua, que isso é contra o regime democrático, tem-se bem a noção do que se afirma?
Pessoalmente, por educação, por formação, entendo que, por regra, os  militares não se devem manifestar nas ruas.

3. Mas, parece que algumas criaturas desconhecem ou fazem-se de distraídos, de que existe lei definindo a possibilidade da manifestação de militares.
Pelo artigo 30.º da Lei de Defesa Nacional os militares na efetividade de serviço podem participar em manifestações legalmente convocadas, sem natureza político-partidária ou sindical, desde que estejam desarmados, trajando civilmente e desde que não ostentem qualquer símbolo nacional ou das Forças Armadas e desde que a sua participação não ponha em risco a coesão e a disciplina das Forças Armadas".

4. A minha posição está claramente definida em 2. Em regra, os militares não se devem manifestar nas ruas.
Ver invocar expressões como inadmissíveis e outras "boutades" têm na minha opinião pouco a ver com o problema e mais com egos e sonhos.

5. Quando vejo as associações manifestarem-se dentro daquilo que legalmente as enquadra e demonstrarem a sua legítima revolta e anunciarem que entendem que os militares devem manifestar a sua indignação, nada tenho a obstar desde que tudo decorra dentro dos limites da lei.

6. Mas discordo frontalmente que se promovam manifestações com cartazes como vi anunciado.
Mas gostava, sinceramente, gostava mesmo, de ver uma manifestação brutal de militares das Forças Armadas, nas ruas de Lisboa, legalmente convocada pelas associações dos oficiais, sargentos e praças.

Uma manifestação com milhares de militares, desarmados, trajando civilmente, sem nenhum símbolo visível nem em lapelas de casacos, sem cartaz algum, mas completamente em silêncio
Em silêncio, um silêncio sepulcral, descendo por exemplo do Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço.

Depois venham cá dizer-me que isso afectaria a moral, a disciplina.

7. Os responsáveis pelo estado a que chegaram as Forças Armadas são os sucessivos titulares dos órgãos de soberania, designadamente desde 1995; sucessivos Presidentes da República, deputados e PM e seus governos. E não é difícil perceber porque o foram fazendo.
Ao longo deste período de quase 30 anos, considero que vários chefes militares não estão isentos de responsabilidades.

Aguardemos.

António Cabral

sábado, 26 de agosto de 2023

Forças Armadas no Mundo, e Portugal
Estudo revela quais são as forças armadas mais poderosas em 2023: sabe que lugar ocupa Portugal no ranking da ‘Global Firepower’?
Por Executive Digest 11:00, 19 Ago 2023

O ranking de força militar, em 2023, pela ‘Global Firepower’ colocou Portugal em 41º lugar, num universo de 145 países analisados. O país possui uma pontuação PwrIndx de 0,6116 (uma pontuação de 0,0000 é considerada ‘perfeita’).

É na força naval que Portugal surge particularmente bem classificado, de acordo com o estudo – as cinco fragatas nacionais colocam-no em 13º a nível global, assim como as duas corvetas. Os dois submarinos portugueses (‘Tridente’ e ‘Arpão’) deixam o país no 19º posto a nível mundial, ao passo que os 20 navios-patrulha ‘entregam’ a Portugal a 37ª posição.

Sem surpresas, os Estados Unidos são a maior força militar a nível global, seguido pela Rússia e a China. Veja como ficou ordenado o top 25, por ordem ascendente:

– Alemanha
– Tailândia
– Taiwan
– Arábia Saudita
– Espanha
– Polónia
– Vietname
– Israel
– Irão
– Austrália
– Ucrânia
– Egito
– Indonésia
– Brasil
– Turquia
– Itália
– França
– Japão
– Paquistão
– Coreia do Sul

O top 5 de países ficou assim definido:

Reino Unido

A ‘Global Firepower’ avançou que a posição do Reino Unido foi impulsionada pelos seus pontos fortes em mão de obra e poder aéreo, bem como a sua forte posição financeira. “Também é uma das poucas potências a operar mais de um porta-aviões”, acrescentou.

O Reino Unido tem atualmente dois porta-aviões, número igual ao da China, Itália e Índia, mas bem menos do que os 11 operados pelos Estados Unidos. A ‘Global Firepower’ classificou o Reino Unido entre os 10 primeiros em áreas, incluindo o número total de portos disponíveis e a força total da frota de aviões-tanque, dando ao país uma pontuação PowerIndex de 0,1435.

Índia

A força da Índia está no tamanho da sua população. A ‘Global Firepower’ classificou a Índia em segundo lugar em mão de obra disponível, mão de obra militar ativa total disponível e forças paramilitares. O estudo revelou que a mão de obra disponível era de mais de 653 milhões de pessoas, 47% da população do país, em janeiro de 2023. Também disse que a Índia tinha quase 1,5 milhões de militares ativos. Obteve uma pontuação PowerIndex de 0,1025.

China

A ‘Global Firepower’ classificou a China em primeiro lugar em termos de mão de obra disponível e pela força da sua frota naval. A China tem uma “vantagem distinta economicamente e através de mão de obra. Colocou um foco decidido no aumento (principalmente por meios locais) das capacidades navais, aéreas e de guerra terrestre”, sustentou o ‘Global Firepower’.

Se a tendência continuar, acrescentou, a China “vai tornar-se o principal adversário militar global dos Estados Unidos”.

De acordo com o ‘Global Firepower’, a China tem mão de obra militar disponível de mais de 761 milhões de pessoas em abril de 2023, juntamente com 50 navios de guerra contratorpedeiros e 78 submarinos, entre muitos outros ativos militares. A China obteve uma pontuação PowerIndex de 0,0722.

Rússia

Embora a sua reputação militar tenha sofrido um golpe desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, a Rússia manteve seu 2º lugar no ranking da ‘Global Firepower’. A invasão da Ucrânia pela Rússia “apresentou limitações importantes nas capacidades militares russas, apesar de a sua mão de obra quantitativa e vantagem material sobre a vizinha Ucrânia”, disse o ‘Global Firepower’, acrescentando que a China está a aproximar-se do segundo lugar.

A’ Global Firepower’ classificou a Rússia em segundo lugar em áreas como a força total da frota de aviões de combate e força total da frota de transporte. Ele disse que, em janeiro de 2023, a Rússia tinha mais de 4.100 aeronaves militares.

Embora a Rússia tenha enfrentado uma série de reveses militares desde que lançou a invasão da Ucrânia, perdendo quantidades consideráveis ​​de equipamentos, principalmente tanques, a sua força aérea e marinha evitaram danos em grande parte. No geral, o ‘Global Firepower’ deu à Rússia uma pontuação PowerIndex de 0,0714.

Estados Unidos

A ‘Global Firepower’ sublinhou que os americanos ocuparam o primeiro lugar porque “apresentam números impressionantes nas principais categorias materiais, financeiras e de recursos”.

Os EUA, que receberam uma pontuação PowerIndex de 0,0712, lideram o mundo tecnologicamente, revelou o estudo, e são avançados no setores médico, aeroespacial e de telecomunicações, mantendo uma vantagem em vários mercados importantes da indústria, “permitindo um certo grau de autonomia sustentável.”

Com 92 contratorpedeiros, 11 porta-aviões, 13.300 aeronaves e 983 helicópteros de ataque, em abril de 2023, o país ocupava o primeiro lugar em muitas áreas, incluindo o tamanho da sua frota de aviões, número de navios de guerra e força da frota de transporte. Também tinha, de longe, o maior orçamento de defesa – 761,7 mil milhões de dólares -, mais do que o triplo da China, com um orçamento de defesa de 230 mil milhões de dólares.

Este estudo aponta Portugal numa posição relevante dentro do conjunto de 145 países analisados.
Há estudos que me fazem rir.
Este é um deles.
AC

sábado, 18 de março de 2023

Do PÚBLICO
Helena Pereira,
17MAR23

A primeira crise de Gouveia e Melo na Marinha ou a Revolta na Bounty.
. . . . . . . . 
. . . . . . . . (sublinhados da minha responsabilidade)

Foi o próprio chefe do Estado-Maior da Armada, Henrique Gouveia e Melo, que a fez no discurso que dirigiu na quinta-feira à guarnição do Mondego. É a nossa Revolta na Bounty porque se trata de um acontecimento inédito no Portugal democrático, sem dúvida.
. . . . . . . .
2. Como comandante supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa teria de ter tido uma palavra sobre essa vertente disciplinar. Neste caso, Marcelo optou por falar apenas na questão financeira da manutenção dos navios, ficando aquém daquelas que são as suas responsabilidades.
Se há caso em que pode ser apontado à crítica de que actua mais como comentador do que como Presidente, este foi claramente um deles.
3. As dificuldades de suborçamentação dos ramos militares, . . . .  são uma evidência. . . . . . Há vários anos que o orçamento de Defesa é alvo de cativações, e o maior campeão foi Mário Centeno, que conseguiu ter excedente orçamental em 2019 à custa de várias poupanças, e uma delas foi na Defesa. Nesse ano, cativou 150 milhões de euros e apenas descativou 20% desse valor. É desse tipo de “artimanhas” que se está a falar.
4. Há, por isso, responsabilidades políticas. O Governo aprovou nesta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a proposta de Lei de Programação Militar (LPM), que estabelece o investimento público em meios e equipamentos para as Forças Armadas para os anos de 2023 a 2034. Segundo nota do executivo, “o montante global de investimento ascende a 5.570 milhões de euros, o que representa um crescimento de 17,5 por cento face à lei em vigor (mais 830 milhões de euros)”. Deste montante, quanto vai ficar disponível? Ou o acréscimo de 17,5 por cento corre o risco de ainda vir a ser anulado quando se perceber a execução orçamental?

5. Há também responsabilidades das hierarquias militares ao longo dos anos. Na ânsia de serem medalhados, os oficiais superiores vão pactuando com sucessivos cortes orçamentais para lá do limite do que seria razoável. O único chefe militar que teve coragem de chamar a atenção para o problema foi o almirante Vieira Matias, que ameaçou mandar parar todos os navios para poupar no combustível.
6. O que aconteceu no Mondego é uma humilhação para as Forças Armadas. Depois do triste espectáculo que o assalto a Tancos revelou sobre a segurança dos quartéis, torna-se difícil levar a sério a política de Defesa para o país. Afinal, quais são as prioridades e onde é que é possível efectivamente poupar sem atingir as áreas nevrálgicas da soberania?

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Neste artigo da jornalista Helena Pereira está muito do que se tem passado em Portugal quanto às Forças Armadas, e em que não há nenhum partido isento de culpas. Os que nunca foram governo apesar de declarações pomposas e gongóricas ou a apoiar por trás certos movimentos, foram sempre coniventes na AR apesar dos seus protestos tímidos.

A culpa maior é do PS, PSD e CDS, sendo o PS quem mais governou nos últimos 30 anos. O escrito em 3., 4. e 6. é eloquente e descreve de forma muito resumida a pouca vergonha nomeadamente do PS com que muitos pactuaram ao longo dos anos como educadamente se refere em 5., incluindo muitos que nos últimos anos têm confirmado a fórmula - sossegados no activo, muito agitados na reforma. 

António Cabral (AC)

segunda-feira, 13 de março de 2023

REGIÃO 

13 militares da Marinha recusaram realizar serviço no mar da Madeira no passado sábado

13 MILITARES DA MARINHA RECUSARAM REALIZAR SERVIÇO NO MAR DA MADEIRA NO PASSADO SÁBADO

Paulo Graça


A missão atribuída ao NRP Mondego, que está no período de missão na Zona Marítima da Madeira, era de curta duração ao longo da costa, mas os quatro sargentos e 9 praças decidiram recusar navegar devido a uma avaria num motor. Marinha já confirmou a ocorrência.

13 elementos da guarnição do navio patrulha Mondego, da Marinha Portuguesa, que está na ZMM em missão, recusaram largar do cais do Funchal em missão, alegando avarias graves do navio, revelou o CM, situação já confirmada por fontes militares.

Também a Marinha confirmou, em comunicado, que 13 militares do navio que se encontra atribuído à Zona Marítima da Madeira "recusaram ocupar os respetivos postos na preparação da largada para execução de uma missão, na noite do dia 11 de março. Nesse dia o navio encontrava-se com uma avaria num dos motores". Os navios de guerra, sendo um conjunto de sistemas muito "complexos e muito redundantes, podem operar em modo bastante degradado sem impacto na segurança. Essa avaliação, mais uma vez, pertence à linha de comando e à Superintendência do Material, enquanto entidade técnica responsável. Ambas as entidades não consideraram estar o navio inseguro para navegar", revelou a Marinha.

O Jornal contactou o capitão-de-mar-e-guerra e Comandante da ZMM e Autoridade Marítima Nacional, Rui Teixeira, que nos remeteu gentilmente para a Armada, que lidera o processo de averiguações.

Os militares estão retidos no navio e a ser inquiridos, arriscando responder por insubordinação.

Deste modo, "os militares em causa, não cumpriram com os seus deveres militares, usurparam funções, competências e responsabilidades não inerentes aos postos e cargos respetivos.Estes factos estão ainda a ser apurados em detalhe, e a disciplina e consequências resultantes serão aplicadas em função disso", finaliza, a Marinha.

Lamentável, a todos os títulos
AC

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

QUALQUER DIA…..

Depois do que se vai passando, qualquer dia nem numa rua manhosa assim como esta……….

AC

ILUSÕES   para   CONVENCER   PAPALVOS 

PAPALVOS e INCAUTOS abundam, infelizmente, como gente que se inebria com um titular de órgão de soberania a ir ao multibanco, ou com falsos e inconsistentes heróis.

Escrito, e bem, em tempos idos, interrogo-me, o que está diferente hoje? 

Recordei-me disto, agora que se preparam holísticas forças, agora que se poderão destacar para o exterior umas centenas de militares e uns meios aero-navais (poucos, melhor, poucachinhos) para ajudar a colocar calma neste mundo louco e enlouquecido.

Forças Armadas portuguesas que, julgo saber, lutam com carências várias e, no entanto, afinal dá para com alguma facilidade acorrer-se a espaços Europeus longínquos. 
Bom sinal ou, propaganda governamental à custa do costume, à custa da instituição militar que, diariamente, semanalmente, mensalmente, anualmente, DESPREZA?

Pois preferem, claro que sim

Pois é, há diferentes realidades...
Disponibilidade orçamental, para umas FA holísticas,.....POIS!

Entretanto, na realidade comezinha, vemos fotografias de drones na fanfarronada da Proteção Civil de há dias visitada pelo inquilino em Belém.
Entretanto, alguns querem drones e porta-drones mas….pelo que se lê por aí, para manter os navios da Marinha faltarão para aí umas três dezenas de milhões de euros.
Entretanto, o governo PS, creio que pela inquilina do edifício rosa ao Restelo, ter-se-à disponibilizado a auxiliar Zelensky com alguns dos nossos "leopardos" mas, foram ver melhor e…… se calhar nem gato conseguirão enviar quanto mais um leopardo! Eles que venham cá treinar-se nos nosso leopardos estacionados em Sta Margarida, creio. 

Entretanto, neste país POBRE, como SEMPRE FOI e CADA VEZ MAIS SERÁ, INFELIZMENTE, ninguém diz o óbvio: NÃO HÁ DINHEIRO! 

Há e muita, uma descarada ausência de vergonha na cara!
AC

domingo, 4 de dezembro de 2022

PORTUGAL e as FORÇAS ARMADAS

PORTUGAL e os MILITARES

Esqueçamos lá isso, é uma das mais patéticas e deploráveis frases proferidas recentemente.

Mas, agora reparo, pode ser também a síntese das tiradas grandiloquentes (umas) e patéticas (outras) da criatura que disseram nunca ter havido alguém tão bem preparado/ a para ser responsável tutelar da tropa (uso este termo por ser tão ao gosto de conhecida gentalha).
Mas esqueçamos lá isso.

O regime que Abril trouxe e onde vivo sem constrangimentos de fundo, está a menos de ano e meio de perfazer 50 anos. Pois continuamos sem que os eleitos pelo "povão" reflitam seriamente com a sociedade e depois decidam, se Portugal deve ou não ter Forças Armadas (FA). Pessoalmente, considero que deve ter.
Mas esqueçamos lá isso.

Cada vez mais os concursos para ingresso nas fileiras ficam mais vazios isto é, cada vez mais são menos os que concorrem.
Mas esqueçamos lá isso.

A título de exemplo, li há dias e já nem sei onde que, no Exército, um concurso, regime especial, com 223 lugares, fechou com 75 admitidos.
Mas esqueçamos lá isso.

A Constituição da República Portuguesa (CRP) estabelece no Título X um conjunto de preceitos constitucionais relativos a Defesa Nacional (DN) e, salvo melhor opinião, o articulado todo é uma das fontes da confusão generalizada em Portugal no entendimento que DN é com as FA. Não é, DN é muito mais abrangente que apenas o seu pilar militar, mas sempre deu jeito aos políticos da treta manter esta errada noção.
Mas esqueçamos lá isso.

Os oficiais das FA, em termos de remuneração base média mensal, auferem em média menos 870 € que os da GNR e menos 470 € que os da PSP.
Mas esqueçamos lá isso.

As praças das FA auferem menos cerca de 490 € que os guardas da GNR.
Mas esqueçamos lá isso.

Deveria haver uma preocupação por parte do inquilino em Belém de quem dizem ser o comandante supremo das FA com a situação grave que se vive no seio das FA nomeadamente quanto a efectivos, carreiras, sucessivos concursos por preencher vagas, vencimentos?
Mas esqueçamos lá isso.

A Marinha devia no presente estar equipada com 10 NPO (navio patrulha oceânico) construídos em Viana do Castelo como determinava  o concurso de anos atrás, e só tem 4?
Mas esqueçamos lá isso.

Quais são os meios da Força Aérea e da Marinha, em permanência nos Açores e na Madeira? São suficientes?
Mas esqueçamos lá isso.

Tem havido muitos abates aos Quadros Permanentes dos três ramos  das FA? (abate, significa basicamente que querem ir sair das FA  mesmo que para isso tenham de ressarcir o Estado).
Mas esqueçamos lá isso.

Ele diz que Portugal mudou e o mundo também.
Mas esqueçamos lá isso.

Esqueçam, e sabem porquê?
Porque a maioria dos portugueses não quer saber de DN (isso é com a tropa) para nada, a maioria dos portugueses não quer saber de militares para nada, e os titulares dos órgãos de soberania vivem contentíssimos com este pantanal. 

Reconhecimento da Instituição Militar? 
Reconhecimento para com os militares? 
Bastam as fanfarronadas patéticas e inconsequentes dos inquilinos em Belém e S.Bento.
Desde que haja desfiles, lindos cartões de boas festas recebidos dos chefes, almocinhos na Sagres e em outros locais, está tudo bem.

ESQUEÇAM, que está tudo lindo, eles governam pela tradição, e esta tem sido o que se conhece!
António Cabral (AC)

sábado, 29 de outubro de 2022

29 OUTUBRO 1971

Parti para a Guiné, felizmente saí de lá vivo em 28 de Julho de 1973, com boa saúde. Em pouco mais de 3 meses estava a conseguir dormir tranquilamente, vida normal. Felizmente. 

Também neste aspecto fui um felizardo, contrariamente a muitos milhares de meus concidadãos.

António Cabral

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

BLOCO  de  BANDEIRAS

Tanto falam de guerra, de inflação, de imobiliário, de rendas, das chefias militares nacionais e quem vai ou não ser isto e aquilo, tomem lá uma coisa diferente bem mais bonita e que tem a ver com os símbolos nacionais e, concretamente, a Bandeira Nacional, que é o símbolo da soberania da República, da independência, unidade e integridade de Portugal, e é a adoptada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910. (nº 1, Art. 11º, Constituição da República Portuguesa)

Tenham um bom fim de semana. Cuidem-se, cuidado com quedas, saúde.
AC 

segunda-feira, 27 de junho de 2022

DIREITO  à  GREVE

A esquerdalhada é perita em esconder realidades. Disfarça sempre que algo não lhe agrada.
E nisto, e o que ainda é mais grave, está um conjunto de coisas que estão escarrapachadas na Constituição da República Portuguesa (CRP) e que a esquerdalhada finge sempre que não está lá, na nossa CRP, que periodicamente quase gritam aos sete ventos que é sua e só sua.

NÃO, a CRP define bem o que é Portugal, uma República baseada na dignidade da pessoa humana e em que todos os portugueses devem ser livres, e assim viver numa sociedade o mais justa e solidária possível. 
A CRP é de todos os portugueses. 
Não é de alguns auto-iluminados que querem à força inculcar na sociedade o que acham que dever ser.
E os deveres e direitos (e assim as coisas deviam ser entendidas, e deviam estar na CRP, que mais não fosse, até por ordem alfabética) não são apenas de certas pessoas, nem de partidos políticos, são das PESSOAS, TODAS.

Vem isto a propósito do direito à greve. Olhe-se à CRP:
Art. 57º - (Direito à greve e proibição de lock-out)
1. É garantido o direito à greve.
2. Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve, não podendo a lei limitar esse âmbito.
3. A lei define as condições de prestação, durante a greve, de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações, bem como de serviços mínimos indispensáveis para acorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis.
4. É proibido o lock-out.
Art 270 º - (Restrições ao exercício de direitos)
A lei pode estabelecer, na estrita medida das exigências próprias das respectivas funções, restrições ao exercício dos direitos de expressão, reunião, manifestação, associação e petição colectiva e à capacidade eleitoral passiva por militares e agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efectivo, bem como por agentes dos serviços e das forças de segurança  e, no caso destas, a não admissão do direito à greve, mesmo quando reconhecido o direito de associação sindical.

Estou a voltar a isto e concretamente à questão "greve" depois do director nacional da PSP ter referido (segundo li) que os funcionários do SEF que fossem integrados na PSP manteriam o direito à greve.

Ora o Art. 270º é claro no sentido de poder-se restringir o direito à greve nas forças de segurança. O exercício de segurança pública, o exercício de proteção dos cidadãos é permanente, não é para ter hiatos.

E o que é notável é não se ouvir uma palavra a nenhum dos titulares de orgãos de soberania sobre o assunto. Que eu saiba os agentes da PSP e os da GNR estão integrados em diversos sindicatos mas creio que por lei lhes está vedado fazer greve. Como se compreende.

Já imaginaram o "giro" que era o pessoal nos aeroportos fazer greve e poderem entrar todos os turistas sem qualquer verificação mínima documental? 

Mas enfim, é como andamos.
AC

domingo, 10 de abril de 2022

A DESCARADA AUSÊNCIA DE VERGONHA NA CARA
(
da NET) Javier Solana: “A NATO precisa de uma União Europeia competente”. Para Javier Solana, o dilema da defesa comum da Europa resolve-se com forças “mais interoperacionais”. “Talvez este seja o momento em que a NATO não está preparada para agir e em que a UE tem razões para agir”, diz sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Esta "prenda" andou anos a passear-se por Bruxelas no bem bom, havendo OCS que o titulavam disto e daquilo e, ele e outros, em concreto, nada quiseram fazer. Trataram da vidinha. Agora vem com estas considerações. Por cá temos parecido, temos até criaturas que se mostram muito contristadas por terem sido complacentes aqui e ali.

Cambada de malandros.
AC

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

AGORA  SIM,  AGORA  É  QUE  VAI  SER

Tenho estado a ler as "famosas" e magníficas (!?!?) alterações no âmbito das Forças Armadas e de que tanto se ufanam João Gomes Cravinho e obviamente o CEMGFA agora o donozinho daquilo tudo. O homem da tutela deu até uma recente entrevista, que li duas vezes, e onde de tanto se gabar acabou por confirmar o que muitos sabiam. O meu melhor amigo militar recomendou-me estas leituras todas (tarefa do diabo, uff), e chamou-me á atenção para vários detalhes da legislação em causa e particularmente da dita entrevista (entrevista não, mais um favor, como é costume, 15 ou mais milhões € servem para estas coisas), onde está claro um dos que, de há muito, ajudaram a forjar tudo.

Com a arquitectura legislativa agora em vigor, que faz recordar aquele ditado das "cadelas apressadas", e agora com um donozinho daquilo tudo, não mais haverá barracas como a do filme supra. 
E mais, sendo Portugal membro da NATO, apenas por distração completa é que Putin não mandou já retirar todas as suas forças perto das fronteiras com a Ucrânia, o que fará de imediato assim que se  aperceber da robustez da estrutura militar agora em vigor no nosso país! Ele que se acautele e pense duas vezes! 

Quanto à tal legislação da estrutura superior das Forças Armadas e legislação orgânica subsequente (o que o meu melhor amigo me pede), toda essa parafernália será apreciada em texto separado. Por agora, repito, Putin que se acautele, e olhe bem para os países da NATO e em particular agora o nosso.

ANTÓNIO CABRAL (AC)

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

E L O Q U E N T E

Algum comentário merecerá por parte do MNE, por parte dos principais titulares de órgãos de soberania, por parte de todos os seus antecessores?

AC