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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A  PROPÓSITO  de  FORÇAS  ARMADAS,

Fragatas, Arsenal do Alfeite, viaturas, SAFE . . . . 
SAFA . . . . . 

Como referi num texto anterior vi com  muita atenção (não na própria noite, mais tarde e voltei a ver uma segunda vez usando a tecnologia) a entrevista que o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante Nobre de Sousa, concedeu há tempos à TVI e a que me referi noutro texto. Texto que mantenho integralmente.

Penso ter deixado claro nesse texto que considero que as dúvidas mais que legítimas que todos os concidadãos (como eu) possam ter em relação a este complexo assunto foram grandemente dissipadas nessa entrevista.
Mas não totalmente, não era possível ao CEMA.

Creio aliás que se o ministro (MDN) da defesa dita nacional (não é, como nunca foram os antecessores todos, é só ministro da tropa) tivesse tido um comportamento e postura diferentes, muito daquilo que se foi passando e sendo criticado não teria ocorrido.

Mas faz parte das coisas - se não é do cu é das calças - atacar o governo. Este e todos os anteriores governos, e os que se lhe seguirão, e por isso, TAMBÉM, nunca saímos desta desgraça.

O Almirante CEMA dissipou a maioria das dúvidas que possamos ter.
A mim dissipou muitas mas há muitas mais coisas a considerar, opinião pessoal naturalmente.

Para começar, o país está a embarcar num processo complexo e muito dispendioso. Mas, como é público e notório, Portugal é um país riquíssimo, nada em prosperidade e dinheiro. Assim, "No problema"!

No império colonial a Marinha combateu, com navios e homens.
Nos homens há que recordar designadamente as guarnições dos navios que estavam na Guiné / Guiné Bissau (fiz parte disso) e onde houve combates sérios, e as companhias de fuzileiros e os destacamentos de fuzileiros especiais, em todas as partes do então império.
Morreram muitos homens. 
Muita gentalha na nossa história recente esquece isso, assobia para o lado, despreza isso.

Depois do fim do império, que eu saiba e ainda bem, a Marinha nunca mais combateu.

Toda esta má telenovela se tem desenvolvido muito por culpa dos políticos e, concretamente, do governo actual, com ênfase para o MDN como já referi.

Como em tudo o mais (soberania, direitos de opinião e expressão, independência da comunicação social, política externa, segurança, defesa nacional, forças armadas, forças de segurança, política de imigração, cultura, apoio às crianças e aos idosos, habitação, etc) este assunto devia ser objeto de um amplo consenso político e estar afastado da luta política, ainda que constitucionalmente legítima.

Não me parece que seja isso que acontece na sociedade portuguesa, e daí que eu invoque sistematicamente - a triste realidade da política nacional e a triste realidade da sociedade portuguesa.

No caso do assunto fragatas obviamente que não há consenso nacional.
Desconheço se o PS foi genericamente informado do desenvolvimento deste assunto por parte do governo.
Ou foi e finge que não?

Se calhar o PM informou genericamente o PR da acção que o governo vinha desenvolvendo. Sim ou não?
Lembrar que ao governo cabe constitucionalmente a condução da política de defesa. Facto.
Mas isto não invalida alguns passos informais, que eu digo sensatos, equilibrados, mas que tinham necessariamente de ser superficiais. Enfim!

Mas para lá do navio ser ainda basicamente uma espécie de protótipo, que será em princípio recheado de contemporânea arte da guerra no tocante a, equipamentos, tecnologia, muita informática, muitos chips, muita IA, e a complexa e inerente integração de tudo para que funcione eficazmente e quando preciso, para lá das obras de modernização na Base Naval no Alfeite e muitas outras coisas, a mim fica-me sempre uma dúvida de fundo.

E não se trata apenas da fiabilidade de material, deste material.

A minha maior interrogação é sobre a fiabilidade destes actuais titulares de órgãos de soberania concretamente, deputados, Presidente da República (que parece gostar muito de convocar o CSDN (Conselho Superior de Defesa Nacional)) e governantes, e sobretudo fiabilidade dos antecessores.

Fiabilidade? 
A mim, com raras excepções, nunca me inspiraram confiança, e a fiabilidade que neles sempre vi pelas suas acções e sobretudo inações, 
é/ foi escassa ou nula. 

E estou a falar nisto exactamente a propósito da quase certa compra das fragatas, mas sobretudo a propósito do que, no meu entender naturalmente, deviam ser os apetrechamentos da Marinha e da Força Aérea, num país como o nosso que tem jurisdição e responsabilidades numa massa oceânica descomunal.

Lançaram-se num complexo e super dispendioso programa militar.
Navios, e o PM mais que o inarrável MDN, procuraram convencer da indispensabilidade das fragatas.

Bom, como escrevi noutro texto, estas fragatas e como explicou o almirante CEMA, encaixam neste louco mundo contemporâneo e expectável.

Bom, mas lançando-se num programa destes, envolvendo maquias financeiras descomunais, porque não se lançaram há mais tempo na mobilização dos estaleiros em Viana do Castelo para construção séria de mais patrulhas oceânicos como os poucos que temos que, esses sim, se bem dotados de material, preencheriam muito do que há a fazer em termos de soberania, patrulhamento, fiscalização das nossas ZEE?

Lembro-me bem da história que o meu melhor amigo militar (almirante reformado) me contou acerca dos patrulhas oceânicos, história em que um dado CEMA imaginou que receberia um navio em 2005 a tempo do Dia da Marinha desse ano (a 20 de Maio) poder ser celebrado em Ponta Delgada com a presença de um novo patrulha oceânico, que seria chamado exactamente de NRP Ponta Delgada. 

Mostra a história que não recebeu patrulha oceânico, não foi celebrado o Dia da Marinha de 2005 em Ponta Delgada, e creio que não há nenhum navio com o nome dessa cidade Açoriana.

Corria o maravilhoso ano de 2005, era Sócrates a começar, e como sempre típico das esquerdas, muitas loas a Forças Armadas mas depois, na prática é ver o que acontece. Basta lembrar um pequenino e tristemente famoso MDN.

Portanto, fragatas, mas a realidade é que passam 50 anos sobre 1976 e continuam "estes de cima" (como todos os anteriores "de cima") a não definir que Forças Armadas o país deve ter, depois as missões, depois os meios.

E assim continuamos nesta triste telenovela, compras de material sem um enquadramento global sobre o que como país se nos coloca.
É assim na Marinha , é assim para a Força Aérea.

E assiste-se ao aparecimentos de notícias em catadupa, fragatas, obras no Arsenal do Alfeite, viaturas para estes e viaturas para aqueles, e irá chegar "aos finalmente" a telenovela da substituição dos F-16 da Força Aérea.
Tudo aos solavancos, sem um enquadramento global.
Como se não houvesse guerras, alianças, "drones", e uma evolução tecnológica brutal que forçosamente impõe que se olhe com muito cuidado ao que fazer e como fazer a guerra, HOJE!

Bom dia
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades

AC

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

E S T A D O

Tivemos o deplorável estado a que tinha chegado o Estado.

Tivemos a promessa de Estado diferente. E está diferente, felizmente, e para melhor. Opinião pessoal, naturalmente.

Mas o estado actual do Estado não é brilhante, em várias questões, em vários aspectos, o Estado está doente.

Ou melhor, e recordando os ex e actuais titulares de órgãos de soberania que estão sempre a arrotar com o Estado para aqui e para acolá, o Estado acabamos por ser nós, sobretudo, e muitos de nós dos cidadãos comuns, é que padecemos de vários problemas. Os titulares dos órgãos de soberania estão sempre na maior. 

Quem antes de mais corporiza o Estado são os órgãos de soberania.

E por isso me recordo de várias coisas.

Para começar, as promessas constantes nisto que há dias aqui relembrei num longo escrito acerca sobretudo do 25 de Novembro de 1975, o Programa do movimento das Forças Armadas.

Se de mais exemplos precisássemos, bastaria olhar para as posturas de Marcelo Rebelo de Sousa e para certas coisas que aparecem no pouco afamado "sitio" de Belém, ou para o sistema de justiça. 

Olhar para o sistema de justiça em que quer relativamente ao MP quer a certos juízes, há muito a lastimar. 
Um MP que leva já seis meses às voltas de uma preventiva sobre o PM, incapaz de decidir (ou é de propósito?) se avança para inquérito ou arquiva para, de repente, a cinco dias de eleições, saírem notícias fabricadas, pois a PGR já desmentiu.

Olhar aos juízes, alguns com processos às costas que se arrastam, outro/ s com anos de investigações sigilosas que o próprio desconhece. Se este caso (Ivo Rosa) não é violência de Estado não sei o que é.

Mas olhar também ao que se passa quanto à assistência na saúde em que, opinião pessoal naturalmente, para lá de críticas justas que se podem e devem apontar ao governo, não me fica nenhuma dúvida que a classe médica sobretudo mas também enfermeiros, têm muitas culpas no que vem acontecendo. 

Basta olhar para as chamadas ordens profissionais, basta ver o corporativismo exacerbado, e o sindicalismo por exemplo de uma certa senhora (???). 
E olhar para quando e com quem começou a pouca vergonha dos tarefeiros.

Olhar ao problema da habitação, problema que existe, mas está (creio) distorcido se olharmos a todo o território.

Olhar ao ensino. Acabar com a falta de respeito para com os professores.

Olhar às Forças Armadas. Passaram 51 anos e temos uma criatura a dizer que somos os melhores dos melhores, e não passa destas vacuidades.
Adora ele e muitos mais as paradas militares, e adoram estar debaixo de tribunas enormes a assistir á coisa. 
Tribunas enormes pois é necessário albergar o dobro de lugares, pois os séquitos são sempre enormes e levam têm de levar consortes.

Nós é que estamos com pouca sorte, em ter de aturar isto tudo e ver o desperdício de dinheiro. 
Eles e elas adoram andar constantemente nos Falcon da Força Aérea, para acorrer às reuniões internacionais, constantes, e acorrer às constantes passeatas para as sempre combinadas visitas de Estado. 
E nós a pagar.

Forças Armadas que obviamente necessitamos de ter, basta olhar para a nossa geografia e particularmente para a massa oceânica brutal sobre a qual temos jurisdição. 
Temos de ter Forças Armadas, mas passados 51 anos já era tempo de ter definido quais, quantas, de que tipo. 
As guerras contemporâneas obrigam (se por cá houvesse cá gente séria e capaz) a que se olhasse para as alterações brutais do actual  "fazer a guerra", e se deixassem de batalhões e brigadas e etc.

Olhar ao abandono do interior.

Olhar ao despovoamento.

Olhar à completa falta de manutenção de muitos equipamentos e casas no interior, designadamente no Portugal Continental.

Olhar ao problema dos incêndios.

Olhar às questões da água/ da falta dela. Centrais desssalinizadoras já deviam estar a ser construídas particularmente no litoral Alentejano e Algarve.

Olhar à organização territorial. 
É mais que anacrónico chamar cidades a locais com 4 a no máximo 6000 habitantes, quanto há várias freguesias das 4 maiores cidades com muito mais do que isso.

Olhar aos desperdícios de dinheiros públicos, olhar aos sugadores de dinheiros públicos, como são a maioria das fundações e observatórios.

Olhar à cultura nas suas diversas vertentes.

Olhar ao ambiente, não só o ar que respiramos, mas ao lixo nas cidades vilas e aldeias, campos e florestas.

Olhar à legislação tributária, olhar à legislação na justiça com o excessivo (opinião pessoal) tempo e número de contestações jurídicas. 

Olhar à imigração descontrolada.

Olhar às crianças e aos idosos.

Olhar à economia que, sustentada em turismo e dinheiros da segurança social, não augura nada de bom.

Enfim, olhar a tanta coisa . . . . 

Há problemas, alguns bem graves.
Mas o estado do Estado é bem melhor do que o anterior Estado.

AC

domingo, 11 de maio de 2025

. . . . . . . .
. . . . . . . .
Os protagonistas das eleições actuais são quase todos bem-talhados e adequados aos tempos que correm. E característicos das eleições que temos. O Chega, uma fabulosa energia de claque de futebol feita de fanatismo e de reflexos condicionados
O PSD (ou a AD), uma eficaz e sub-reptícia máquina de influências, o mais capaz de confundir clientes com eleitores
O PS, um sindicato desnorteado e sem destino, que parece ter negado o futuro, quando apenas queria esquecer o passado. 
A IL, de uma pureza impecável, a caminho da beatitude
O PCP, nervoso e tenaz à procura de não desaparecer da história
O Bloco, já sem graça, com o seu ar de superioridade das avenidas, de mãos nos bolsos e dogma bem oleado. 
O Livre, um neófito envelhecido, aparentemente imprescindível
O PAN, que quanto mais conhece os animais, mais gosta da política.

Que pensam estes nossos partidos, candidatos a mandar em Portugal e em nós todos, do destino da Europa, periclitante como nunca, ameaçada pela Rússia, marginalizada pela América, cobiçada por África e pelo Islão e desprezada pela China?

Que pretendem eles fazer com a Justiça portuguesa, cada vez mais desorganizada e injusta?

Que se preparam realmente para fazer com os grandes serviços públicos ou as grandes empresas nacionais, umas miseravelmente vendidas, outras estranhamente desmanteladas, outras ainda entregues aos mais desvairados traficantes de influências?

O Estado português, já agora a nação portuguesa, ou o país e a sua população, se quiserem, raramente estiveram tão dependentes, tão frágeis, tão vulneráveis como hoje
Quem o diz é designado por céptico e pessimista, fanático do “bota-abaixo” e descrente da pátria. 
Mas é garantido que esse tem mais razão do que uma mão cheia de burocratas, de “influenciadores” e de caciques. 
Quem se ocupa realmente dos caminhos de ferro, dos portos, do mar e dos rios? 
Quem está de facto a tratar dos aeroportos e da companhia de aviões? 
Quem se encarrega com força e solidez da energia do futuro

Quem vai tentar voltar a dar um módico de dignidade e de autonomia, ou de afirmação do interesse nacional, nas telecomunicações, na produção e na distribuição de energia
Quem vai tentar reconstruir ou construir alternativas autónomas à energia, às telecomunicações, aos cimentos, às celuloses, à madeira, à metalurgia e a outros sectores que demonstravam, pelo menos parcialmente, alguma solidez?

Para além do miserável oportunismo de última hora, que entendem fazer para elaborar, pôr em prática políticas de população e de imigração necessárias para a economia, dignas de uma nação antiga e orgulhosa, próprias de uma cultura, crentes nos direitos humanos, guardadoras das liberdades e respeitadoras do sentido de humanidade?

Para além de distribuir subsídios, ratear subvenções, fornecer descontos e isentar de impostos, alguém tem um plano, um projecto, uma intenção, uma ideia de como se cria riqueza, como se reforça a economia, como se formam gerações de profissionais, como se criam cientistas, como se dá liberdade a empresários?

É ou não verdade que a vida urbana, nas grandes cidades portuguesas, se deteriorou muito nos últimos anos, talvez últimas décadas? 
Que a situação na saúde e nos serviços públicos decaiu significativamente? 
Que o funcionamento da Justiça se danificou, parece que sem emenda? 
Que as oportunidades para os jovens diminuíram? 
Que o tráfico de pessoas e de trabalhadores aumentou sem controlo nem limites? 
Que os transportes públicos, sobretudo citadinos, se transformam em zona de perigo e incómodo? 
Que os riscos de cair na pobreza não diminuem? 

Alguém é capaz de negar, factos e números na mão, este declínio, este progresso adiado? 
Se assim é, por que razão os partidos e os candidatos não se sentem mobilizados para abandonar o “cliché” banal e o palavreado automático e para se sentirem empenhados em dar e procurar o melhor? O mais sensível? O mais sério? O mais sólido? Em vez do mais ligeiro, o mais fátuo, o mais ilusório e o mais enganador?

Há quem não confesse, nem sob tortura, em quem vai votar. 
É compreensível: não quer ser culpado.

(António Barreto, Público, 10.5.2025
) (sublinhados da minha responsabilidade)

Claro como água.

Mas desde Marcelo (que não está em campanha, mas acha sempre que muito do acima descrito é exagero, até porque somos os melhores dos melhores), a Melo, Ventura, Mortágua, Rocha, Luís, Pedro, Raimundo, Rui, Real, as questões enunciadas (faltam algumas muito importantes), querem o poder pelo poder, mordomias.

Servir a sociedade, melhorar a sociedade, desenvolver, modernizar?
Isso é treta. 
Servirem-se dos cargos, isso sim.

Toca mas é de tentar ganhar o poder, para ganhar acesso a banquetes, a  subsídios para casa para viver em Lisboa (tendo casa na capital mas dando a casa em Trás-os-Montes ou outro local distante), a um avião Falcon, a reunião em Bruxelas, ou uma ida a cumprimentar Zelensky, etc.

António Cabral (AC)

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

DECÊNCIA  e  RESPEITO

A vida pública está cheia de casos que levam a decisões especiais, como por exemplo no caso dos deputados, ao levantamento da imunidade parlamentar.

O último caso conhecido é o de Miguel Arruda.

É bem sabido os cozinhados que as direcções partidárias fazem, TODAS, que fazem na elaboração das listas concorrentes às várias eleições.

É bem sabido que as direcções partidárias têm poder para instalar os nomes que querem na maioria dos lugares elegíveis, e que os restantes orgãos dos partidos incluindo as inarráveis juventudes partidárias também metem o bedelho.

É bem sabido que há décadas assim é, jogos, cambalhotas, compromissos, compras de favores, promessas, etc.

Independentemente das estruturas, pode dizer-se que são as direcções partidárias que escolhem e decidem quem fica nas listas concorrentes às eleições autárquicas e legislativas. 

Por essas escolhas são os primeiros responsáveis.

Sendo a vida o que é, havendo casos vergonhosos como o agora muito badalado, nesses casos e depois de comprovadamente ficar confirmada judicialmente a pouca vergonha de fulano ou beltrano, as direcções partidárias deveriam SIM ou NÃO, internamente, formalmente esclarecer os militantes sobre as situações que vão surgindo e que comprometem a dignidade dos partidos, como esta agora do Açoreano deputado? 

Não tem ligação com isto mas creio que Rui Moreira (que frequentemente critico) fez bem em pedir desculpa em nome da cidade do Porto pelos lamentáveis incidentes de há 50 anos exercidos sobre o CDS e o seu congresso.

O meu ponto, a propósito da vida pública, é sobre DECÊNCIA, e RESPEITO.

Bens raros no Portugal contemporâneo.

É a minha opinião, discutível, naturalmente.

Mas face ao que vai ocorrendo, não parece haver pouca decência por aí, e uma enorme falta de respeito, por exemplo, para com o órgão se soberania Assembleia da República, para com militantes dos partidos,  para com os eleitores?

AC

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

SOCIEDADES. 
ABASTANÇA. POBREZA. DESIGUALDADE. 
Nas sociedades à superfície terrestre, praticamente sem excepção, existem desigualdades.

Sociedades existem em que se combatem as desigualdades com efectivas políticas, sociais, económicas, de fiscalidade, etc. Colocam-se na vida real das famílias /das pessoas alterações concretas.

Sociedades existem em que se proclamam essas políticas mas depois pouco se aplica, e as desigualdades mantêm-se ou pioram.

Sociedades existem onde se procura acabar com os abastados.

Sociedades existem onde se procura acabar com a degradante pobreza.

Sociedades existem onde se procura que o Estado não seja omnipresente.

Sociedades existem em que procuram tudo estatizar.

Já o disse muitas vezes e já aqui o escrevi muitas mais, sinto-me muito bem a viver no regime que temos.

Mas, há muitos dias em que, muito apreensivo, me interrogo: como está a caminhar a sociedade onde vivo?
AC

segunda-feira, 4 de março de 2024

MARCELO  e o SISTEMA de JUSTIÇA

Mensagem do Presidente da República ao Congresso do Ministério Público
02 de março de 2024

O Presidente da República enviou para a abertura do XIII Congresso do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), que hoje se encerrou em Ponta Delgada, a seguinte mensagem:
“Não sendo curial estar neste Vosso Congresso em período pré-eleitoral, não quero deixar de Vos transmitir três curtas mensagens.
A primeira, para agradecer, penhorado, o Vosso convite, e recordar anterior presença na Vossa Reunião Magna.
A segunda, para sublinhar, uma vez mais, o papel constitucional e legal do Ministério Público no ordenamento jurídico português.
Papel muito relevante, à medida daquele que tem vindo a afirmar-se, entre nós e noutros sistemas democráticos, relativamente ao poder judicial.
A terceira, para formular o voto de que este Vosso Encontro seja coroado de êxito e que não deixe de refletir acerca de tantos novos desafios suscitados pela globalização, pela sofisticação da criminalidade internacional contra pessoas, instituições e coletividades locais, regionais, nacionais, pela constante atenção aos mais frágeis, indefesos e excluídos – os antigos e os recentes –, pelo tempo em aceleração e a sua repercussão na própria justiça da Justiça, pelos recursos indispensáveis, mas, por igual, as estruturas, os procedimentos e as opções de percurso que melhor conciliem o máximo rigor com a máxima prontidão de resultados, pela constante sensibilidade à perceção comunitária das instituições e das atuações, pela inteligência na permanente noção dessa relativamente nova realidade – do final do século anterior e início deste – que é a junção do poder judicial aos clássicos poderes de Estado, com tudo o que isso significa de politização do novo poder e de judicialização das interações entre os clássicos, ademais com um sistema difuso de fiscalização da constitucionalidade a par do sistema puro de fiscalização concentrada.
Penitencio-me pela extensão destas mensagens.
Mas elas só comprovam que o Professor de Direito nunca deixa de o ser e que o Presidente da República Portuguesa acompanha, como sempre, atentamente o Vosso papel no Serviço de Portugal.
Marcelo Rebelo de Sousa

No caso português temos como órgãos de soberania, Presidente da República, Assembleia da República, Governo e Tribunais.

Estou a ler bem? 
Marcelo Rebelo de Sousa declara que existe já um novo poder, o poder judicial.

Quando se lê este texto supra e, depois, se vai ler o Expresso, que conclusão legitimamente podemos retirar do que está no Expresso?
Quando li tive de ir rápido à casa de banho, para vomitar.

Quanto ao professor Marcelo lê-se a confissão de que há politização onde, porventura, não devia haver.

Mas, particularmente, com estes últimos anos, o que se poderia esperar de diferente quando,
- a generalidade dos jornalistas, pouco informam, opinam muito, e servem quem lhes paga,
- muitos juízes palram palram e lá foram chorudamente aumentados, e as suas auto-classificações raramente não são de muito bom,
- quando certos advogados palram palram e a ordem dos advogados nada faz quando estatutariamente creio que podia agir, 
- quando certos magistrados do MP parecem actuar com alguma precipitação, 

não se poderia esperar senão politização para, como sempre, parecer que se ataca os poderosos mas, afinal, a maioria dos poderosos não tem tido demasiados problemas. Ou estou enganado?  
AC

segunda-feira, 8 de maio de 2023

TESTE

Escolha qual das respostas, ou quais, traduz/ traduzem o procedimento habitual de muitos, dos sucessivos titulares de órgãos de soberania, dos sucessivos governos, da maioria dos servidores na administração pública :

1ª - processos normais
2ª - processos urgentes
3ª - os dois processos
AC

domingo, 4 de dezembro de 2022

PORTUGAL e as FORÇAS ARMADAS

PORTUGAL e os MILITARES

Esqueçamos lá isso, é uma das mais patéticas e deploráveis frases proferidas recentemente.

Mas, agora reparo, pode ser também a síntese das tiradas grandiloquentes (umas) e patéticas (outras) da criatura que disseram nunca ter havido alguém tão bem preparado/ a para ser responsável tutelar da tropa (uso este termo por ser tão ao gosto de conhecida gentalha).
Mas esqueçamos lá isso.

O regime que Abril trouxe e onde vivo sem constrangimentos de fundo, está a menos de ano e meio de perfazer 50 anos. Pois continuamos sem que os eleitos pelo "povão" reflitam seriamente com a sociedade e depois decidam, se Portugal deve ou não ter Forças Armadas (FA). Pessoalmente, considero que deve ter.
Mas esqueçamos lá isso.

Cada vez mais os concursos para ingresso nas fileiras ficam mais vazios isto é, cada vez mais são menos os que concorrem.
Mas esqueçamos lá isso.

A título de exemplo, li há dias e já nem sei onde que, no Exército, um concurso, regime especial, com 223 lugares, fechou com 75 admitidos.
Mas esqueçamos lá isso.

A Constituição da República Portuguesa (CRP) estabelece no Título X um conjunto de preceitos constitucionais relativos a Defesa Nacional (DN) e, salvo melhor opinião, o articulado todo é uma das fontes da confusão generalizada em Portugal no entendimento que DN é com as FA. Não é, DN é muito mais abrangente que apenas o seu pilar militar, mas sempre deu jeito aos políticos da treta manter esta errada noção.
Mas esqueçamos lá isso.

Os oficiais das FA, em termos de remuneração base média mensal, auferem em média menos 870 € que os da GNR e menos 470 € que os da PSP.
Mas esqueçamos lá isso.

As praças das FA auferem menos cerca de 490 € que os guardas da GNR.
Mas esqueçamos lá isso.

Deveria haver uma preocupação por parte do inquilino em Belém de quem dizem ser o comandante supremo das FA com a situação grave que se vive no seio das FA nomeadamente quanto a efectivos, carreiras, sucessivos concursos por preencher vagas, vencimentos?
Mas esqueçamos lá isso.

A Marinha devia no presente estar equipada com 10 NPO (navio patrulha oceânico) construídos em Viana do Castelo como determinava  o concurso de anos atrás, e só tem 4?
Mas esqueçamos lá isso.

Quais são os meios da Força Aérea e da Marinha, em permanência nos Açores e na Madeira? São suficientes?
Mas esqueçamos lá isso.

Tem havido muitos abates aos Quadros Permanentes dos três ramos  das FA? (abate, significa basicamente que querem ir sair das FA  mesmo que para isso tenham de ressarcir o Estado).
Mas esqueçamos lá isso.

Ele diz que Portugal mudou e o mundo também.
Mas esqueçamos lá isso.

Esqueçam, e sabem porquê?
Porque a maioria dos portugueses não quer saber de DN (isso é com a tropa) para nada, a maioria dos portugueses não quer saber de militares para nada, e os titulares dos órgãos de soberania vivem contentíssimos com este pantanal. 

Reconhecimento da Instituição Militar? 
Reconhecimento para com os militares? 
Bastam as fanfarronadas patéticas e inconsequentes dos inquilinos em Belém e S.Bento.
Desde que haja desfiles, lindos cartões de boas festas recebidos dos chefes, almocinhos na Sagres e em outros locais, está tudo bem.

ESQUEÇAM, que está tudo lindo, eles governam pela tradição, e esta tem sido o que se conhece!
António Cabral (AC)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

TITULARES  de  ÓRGÃOS  de  SOBERANIA

VERSUS

CREDIBILIDADE e FUNCIONAMENTO das INSTITUIÇÕES

Tenho estado há semanas a reler muita coisa sobre o ocorrido nos últimos anos no nosso país. Nomeadamente sobre, as crises à volta da questão dos incêndios e não apenas desde 2017, eleições, defesa nacional, participação de forças das nossas Forças Armadas no âmbito de missões da NATO e da ONU na Ásia, África e Europa, a nossa dívida, segurança social, serviço nacional de saúde, industrialização do país, comunicação social.

Tenho andado a ler artigos, relatórios, entrevistas, reli alguns livros e parte de outros. Inquéritos à opinião pública, como por exemplo sobre a Nação e as questões de segurança e defesa. Reli discursos passados de titulares de órgãos de soberania. Reli algumas coisas sobre, roubos de armas ao longo dos anos incluindo as célebres 50 pistolas na PSP, sobre Tancos, sobre Lei de Programação Militar. Etc.

Do mais recente, ative-me à evolução política desenvolvida na Assembleia da República que resultou no chumbo da proposta de orçamento do Estado para o próximo ano, recordei as façanhas dentro dos partidos políticos e muito em particular no PCP, BE, PS, CDS, PSD e Chega. E, claro, a lamentável Miríade e o que estará por trás.

Tudo visto e ponderado confirma-se aquilo que de há muito penso e  que há muito me revolta. Cotejando inclusive sucessivas declarações de certos titulares de órgãos de soberania, estes e antecessores, aparecidas na comunicação social e não desmentidas, quase nada bate certo. É por demais evidente que continuamente se mente descaradamente aos cidadãos, a bandalheira institucional atingiu patamares deploráveis. Em vez de transparência há cada vez mais opacidade na vida pública, a vida pública está imensamente degradada. 

O que para mim é terrível, trágico, é a esmagadora maioria dos meus concidadãos nada se preocuparem com isto, nada se revoltarem com a mentira política constante, perfeitamente instalada, danosa para a nossa vida colectiva. 

Que importa, não é?

António Cabral (AC)

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

TITULARES DE ÓRGÃOS DE SOBERANIA. 

JUÍZES.

Constitucionalmente, os tribunais constituem um dos orgãos de soberania.

Os juízes são titulares desse órgão de soberania.

Em todas as profissões há bons profissionais, maus profissionais, profissionais polémicos. Todos ao longo da vida temos dias mais felizes ou menos felizes.

Vem isto a propósito de, apesar de ter o Correio da Manhã e o seu canal de TV em muito fraca conta, a realidade é que periodicamente os consulto e, de vez em quando, é por eles e não por outros que se conhecem certas coisas que sucedem. 

Vi um video longo, onde um juiz que é tido por negacionista quanto ao Covid, esteve minutos numa postura inacreditável face aos agentes de segurança que, no mínimo, é deplorável. As frases e postura agressiva da criatura. Nunca imaginei que se chegasse tão baixo. Ainda por cima, se percebo o que se passou ontem no Conselho que gere os juízes, teve quase idênticas atitudes para com membros desse Conselho.

Uma coisa é assistir-lhe o direito de ter as maiores dúvidas quanto à Covid, quanto à gestão da pandemia por parte do governo e autoridades de saúde. Pessoalmente tenho várias, e críticas.

Mas outra coisa e para mim inaceitável, é o comportamento do juiz perante agentes da autoridade no cumprimento das suas missões.

Se estivéssemos num país a sério, este juiz era rápida e compulssivamente passado à reforma, expulso da magistratura, pela forma como se comportou enquanto titular de órgão de soberania, dando um deplorável exemplo de falta de compostura, de falta de educação, de falta de respeito por quem apenas está a cumprir ordens, LEGÍTIMAS.

As discordâncias não se exteriorizam da forma grotesca que está no video. Creio que o que vi não foi aprendido no CEJ. Deplorável.

AC

sábado, 21 de agosto de 2021

O CADA VEZ MAIS SERÔDIO RESPEITINHO

"UMA VACINA LONGE DEMAIS
Os argumentos que foram e continuam a ser utilizados publicamente acerca das vacinas em geral, e agora muito concretamente acerca da vacinação de jovens e crianças, são argumentos irracionais, emotivos e políticos.
Cada ciência tem a suas leis, as suas regras, o seu modo de fazer as coisas. As decisões decorrentes delas devem seguir as regras da ciência, impondo decisões lógicas e transparentes. Quando se trata de construir uma ponte, por exemplo, os detalhes técnicos não se debatem nos jornais, na televisão ou nas redes sociais. Não ouvimos “especialistas” de economia, ou de matemática, ou de sociologia, a defenderem que o betão do primeiro arco pode ou deve secar uma semana em vez das duas habituais. Não importa a urgência, a necessidade ou a bondade da obra: há normas de procedimento, há regras de segurança, há ciência. Fossem quais fossem as pressões, nenhum engenheiro aceitaria diminuir os prazos correndo o risco de que a ponte caia — eventualmente com carros e pessoas a atravessá-la.
Certamente, poderíamos dizer que a Engenharia é uma ciência bastante exacta — e a Medicina não o é. A Medicina é uma ciência aplicada, com graus de risco e de falibilidade que não são em geral bem compreendidos por quem raciocina sob o prisma das ciências exactas. A Medicina não é uma dessas ciências, mas tem igualmente as suas normas de procedimento, as suas regras de segurança. E não é a aparente urgência de tratamentos, exigidos diariamente pela loucura mediática e pelo pânico geral, que deve permitir ultrapassar as regras. No caso das vacinas em geral, antecipadas mais do que a segurança que sempre foi seguida impunha, e muito particularmente no caso da sua aplicação a crianças e jovens, não é isso que está a acontecer: a ciência médica está a ser ignorada, as regras estão a ser quebradas. Os argumentos que foram e continuam a ser utilizados publicamente acerca das vacinas em geral, e agora muito concretamente acerca da vacinação de jovens e crianças, são argumentos irracionais, emotivos e políticos. Isso é o pior que se poderia desejar para uma ciência que se pretende devotada a curar mas também, e antes de tudo, a não causar danos.
Os apelos recentes do Presidente da República e do responsável da vacinação (ambos excedendo de forma escandalosa e irresponsável as suas competências) são emotivos e políticos — dando de barato que possam ser “bem intencionados”. O vice-almirante, melhor do que ninguém, deveria saber o que pode acontecer quando se ignora a ciência militar e quando, pressionado por razões ou interesses de ordem política, se ordena uma ponte longa demais. A História lembra-nos como isso pode ser meio caminho andado para a tragédia; e, quer essa tragédia aconteça que não, esse tipo de decisão não deixa de ser uma irresponsabilidade. Colocar em risco a vida dos soldados, ou mesmo achar normal a existência de eventuais baixas e de vítimas colaterais, pode ser uma ideia com que as chefias militares convivam tranquilamente. Mas não são aceitáveis. E, convém lembrar, nós não somos soldados; e convém também frisar que recorrer a crianças como soldados não é tolerável.
Pelos mesmos motivos, a posição do Presidente da República nessa matéria é absolutamente escandalosa, parecendo baseada em conhecimentos débeis do assunto, em hipóteses duvidosas, em desvario emocional, ou em possíveis interesses. É pena constatar que ele não é actualmente o defensor dos portugueses, tendo-se progressivamente transformado num risco para os portugueses. E a posição de António Costa, congratulando-se com uma decisão final que ele próprio e as autoridades que ele tutela manobraram de forma palaciana, seria lamentável se não fosse apenas o seu registo habitual, cínico e falso.
Repito, os argumentos usados pelos (ir)responsáveis e pelos especialistas (alguns deles médicos) são emotivos e não-científicos. Deixemos a ciência ser ciência, sem pânicos, emoções ou estados de alma. Ou seja, paremos de fazer o que andamos a fazer há um ano e meio. Vacinar jovens e crianças com a motivação emotiva de que temos de salvar o resto da sociedade é um argumento revoltante. Insistir nessa ideia quando já percebemos que a eficácia das vacinas é muito relativa é uma atitude puramente disparatada. Não podemos usar os nossos filhos como escudo para a pretensa defesa da saúde dos adultos; e justificar a administração de uma vacina insuficientemente testada para o bem da saúde mental dos adolescentes é, em si mesma, uma ideia que remete para o questionar da saúde mental de quem a defende.
Pessoalmente, na covid como em qualquer outra doença, tomarei todas as precauções possíveis e farei todos os tratamentos adequados. Mas há limites, e a segurança dos meus filhos é uma deles. Se eu tiver que morrer por causa desse princípio, morrerei tranquilo; mas não submeterei os meus filhos a experiências terapêuticas e a riscos para me salvar. Sobretudo quando tudo indica que essa “solução” seja mais um fracasso e mais uma mentira a somar às anteriores. Sobretudo quando essas experiências se aproveitam do pânico de uma população desinformada e manipulada. Sobretudo quando essas experiências são exigidas e decididas por especialistas cobardes, por médicos cobardes, por políticos cobardes, por militares cobardes. Sim, porque só pode ser cobardia tentar usar crianças como um escudo humano. Deixem-nas crescer. E cresçam.
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(os sublinhados são da minha responsabilidade)

Este artigo foi publicado no jornal Público e, depois, eventualmente após algum telefonema de um ou mais dos palácios, foi apagado.
Eu não escreveria este artigo, e não apenas por desconhecimento científico mas, sobretudo, porque alguns dos termos usados (cobardes i.e.) são no meu entender inadequados. Não subscrevo o autor nem as suas palavras. E estou à vontade ao escrever isto, pois considero que perante o que se passa no país as palavras fortes são para ser usadas. Como tenho feito.

Mas há umas questões que relevam disto, no meu entendimento naturalmente.
Parecendo-me que não há questões de cobardia, tenho as maiores dúvidas quanto aos consensos defendidos tanto pelo jornal como por vários dos titulares de órgãos de soberania cujo comportamento e coerência deixam cada vez mais a desejar.

As personalidades da vida pública e nomeadamente os diferentes titulares dos órgãos de soberania devem respeitar os cidadãos comuns e dar-se ao respeito. Sentido de Estado. A vida nacional está cada vez mais recheada de tristes exemplos que negam o que atrás refiro.

Concretamente, e este é o meu ponto essencial, quer os titulares de órgãos de soberania quer órgãos de comunicação social como o jornal Público persistem em tratar os cidadãos comuns como lorpas e patetas e incapazes de raciocinar e ter opinião.
Para muitos dos políticos e muitos órgãos de comunicação social ou seja, grande parte dos jornalistas, conta apenas a verdade deles, as suas opiniões ou os seus juízos. Tudo o que for diferente parece cada vez mais inaceitável para esta gentinha.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa nem precisam de seguranças, basta-lhes o que se vai vendo. Para alguma coisa serviram os 15 milhões! Depois admiram-se do surgimento de populismos e extremismos, elementos mais que perniciosos e perigosos para a democracia.

Mas se não concordo com grande parte do artigo censurado pelo Público, por outro lado, tem elementos que fazem voltar a pensar na postura de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa quanto à pressão intolerável que fizeram sobre a DGS. Mas percebe-se tudo, basta ir ver a carreira de certas pessoas, percebe-se bem as sucessivas cedências.

O respeitinho é muito bonitinho, ........mas se as instituições devem ser respeitadas como respeitados devem ser os eleitos / titulares de órgãos de soberania, não respeito ninguém que não se dê ao respeito, que não tenha elevada postura de Estado, e que nas suas posturas decisões não me respeite enquanto cidadão comum. A censura hoje está quase como no passado. A diferença - mas é democrática. 

Atento, venerando e obrigado nunca fui na minha vida, e menos ainda na carreira. E cheguei muito longe da carreira. Pelo caminho, dois,.... não,..... foram três os que me quiseram derrubar e acabar cedo comigo. O terceiro na fase final da carreira. Mas enganou-se julgando que me fazia mal. Não fez contas!

Respeitinho serôdio, quase como antigamente. Deplorável. Tanto mais deplorável quando querem agora esse respeitinho outra vez, mas não têm pejo em dizer e escrever as maiores alarvidades e insultos sobre todos os que não perfilham as suas ideias. Tenham essas pessoas também tido ou não responsabilidades políticas como os actuais que tanto veneram. Uns democratas, ungidos de ética Republicana!

António Cabral (AC)

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

PREDILEÇÃO   ESPECIAL

De há vários anos a esta parte que tenho uma predileção particular, mesmo especial, de os seguir com muita atenção o que fazem e dizem e, sobretudo, o que não fazem e deviam fazer. Refiro-me aos sucessivos titulares de órgãos de soberania. Ao longo dos anos tenho tido particular gozo em seguir, por exemplo e entre mais outros, Soares, Guterres, Cavaco, Sócrates, Sampaio, Aguiar-Branco, Paulo Portas, António Vitorino, Relvas, Angelo Correia, Pacheco Pereira, Rui Machete, João Cravinho, João Cravinho jr, Jorge Coelho.

Com esta história do bicho "muito contagioso", muitas coisas curiosas se têm passado. Muito recentemente, o sr António Costa disse, não por estas palavras mas o claro sentido era esse, "os portugueses não se têm andado a portar bem no que respeita às norma inerentes à COVID".

Pelo que se lê por aí, a taxa acumulada / incidência de casos positivos nos "tugas" anda qualquer coisa como entre os 6 e os 7 %.

Verifica-se que hoje foi confirmado que mais um ministro foi infectado com o bicho (há muito infectado com outras coisas surreais) ou seja, usando a terminologia "Costiana", mais um que se tem andado a portar mal na vertente COVID.

Ora, com mais este infectado, a percentagem de incidência no governo é bem superior a 30 % ou seja, estes governantes quanto a, lavar mãos, desinfectar tudo e mais alguma coisa, usar máscara sempre, manter distâncias e privilegiar tele-conferências, só dá para tirar uma conclusão: que pouca vergonha é esta?
Não têm cuidado nenhum? Tenham vergonha.
AC

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

À ATENÇÃO DE TODOS 

TITULARES DE ORGÃOS DE SOBERANIA, 
POLÍTICOS, 
GESTORES, CEO, CFO, 
BANQUEIROS, 
CHEFIAS DE TOPO (MILITARES E CIVIS), 
BASTONÁRIOS,
REGULADORES,
JORNALISTAS,
ELITES, 
DIRIGENTES EM GERAL.

É muito perigoso tentar ganhar uma guerra sem considerar os prejuízos socioeconómicos que pode gerar ao seu País. ( SUN TZU

À ATENÇÃO PARTICULAR DE ANTÓNIO COSTA.

AC