Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
terça-feira, 9 de abril de 2024
Vivem-se tempos curiosos.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2024
Se no plano dos princípios se poderá dizer que, sinteticamente, Democracia = liberdade + ordem + ausência de censura + transparência + combate às injustiças e desigualdades + igualdade de oportunidades, que poderemos concluir da nossa democracia quando olhamos,
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
A PROPÓSITO de LIVROS
Pode dizer-se que os livros constituem uma memória da Humanidade.
Onde encontramos os livros? Onde os podemos obter? Naturalmente nas diferentes livrarias, desde há alguns anos até em supermercados. Para além de os adquirir, podemos ficar com livros sempre que familiares e amigos os oferecem como prendas ou em ocasiões muito especiais. Podemos comprar livros nos alfarrabistas. E, modernidade, também online. Percorrer alfarrabistas é aliás um dos desportos mais interessantes, calcorrear ruas à procura deles. E podemos ler livros nas bibliotecas. E podemos pedir livros emprestados a familiares e amigos. Basta só gostar de ler e guardar livros.
Destruir livros, destruir bibliotecas, destruir alfarrabistas ocorreu muitas vezes ao longo da história da humanidade. Da Antiguidade até aos nossos dias. E temos nos tempos contemporâneos a censura velada, disfarçada de democraticidade, de código deontológico ou de livro de estilo.
Razões para destruição, proibição ou censura? As de sempre e as mais variadas. Políticas, culturais, religiosas, raciais. No fundo, porque em determinadas alturas da história da humanidade, poderosos não aceitavam que se diminuísse a ignorância dos cidadãos por via dos livros. Mas no presente, há países que nos remetem para épocas passadas e por cá, suavemente, também se começa a assistir a censuras veladas sempre que não lhes agrada algo que não encaixe no politicamente correcto, ou nas modas várias. Várias e ardilosas maneiras de censura. Enfim.
AC
domingo, 10 de outubro de 2021
A CENSURA ✂
Houve o "lápis azul" no tempo do António das botas e do sucessor Caetano, creio que com nuances ao longo dos anos isto é, anos e anos houve em que a censura foi duríssima e, em outras poucas ocasiões, ligeiramente condescendente.
Estou a lembrar-me, por exemplo, que em algumas revistas no Parque Mayer algumas brejeirices tinham por trás leves referências a questões concretas da sociedade portuguesas desse tempo. E passaram.
No presente, um presente que leva já vários anos, quer no nosso País quer em vários países, que a censura se vai tentando impor, através de minorias aguerridas, através de governantes com pele de democratas mas cérebro de déspotas que não gostam de ser contrariados, e através de (POR AGORA) mansos policiamentos das mentes, dos discursos, e das opiniões. Com ortodoxos violentos a escrutinar.
Mas estes democratas da treta, particularmente os que mais nada têm feito na vida do que mamar à conta do orçamento do Estado ou à conta dos negócios com amigalhaços, ou à conta das portas giratórias, ou à conta do nepotismo, preparam-se para dar novos passos. Aliás já deram alguns bem questionáveis, excepto para quem devia olhar de cima mas assobiou para o lado. Tomam-nos por tolos?
Naturalmente, naturalmente para mim, a liberdade de expressão, a liberdade de opinião, a crítica, tudo com claro respaldo constitucional no nosso país, não deve cair no insulto soez, no ataque pessoal descabido, não deve extravasar as normas mínimas que os códigos estabelecem. Mas deve ser-se claro, assertivo, duro, sem paninhos quentes.
Ainda assim, estas coisas têm dias. Para uns quantos protegidos do sistema a história recente demonstra que é possível atentar contra personalidades da vida pública e nada acontecer.
Um dos exemplos clássicos, Miguel Sousa Tavares ter chamado "palhaço" a Cavaco Silva e isso ter sido considerado perfeitamente normal e natural e dentro das liberdades acima referidas. Potencial insulto = arquive-se. Já na Assembleia da República, se zangado com alguém, só falta prometer lição dura exemplar, ou espero-te lá fora!
Com a história das redes sociais e, na minha opinião naturalmente, com a pouca vergonha dos anonimatos ainda que haja possibilidades técnicas de chegar a autores escumalha, a desbragada linguagem, os insultos etc., em tudo o que é caixas de comentários, aumentaram exponencialmente.
Mas, por outro lado, existem blogues sérios, e através deles se conhecem muitas das pouca vergonhas que grassam no nosso desgraçado País. Por exemplo um que analisa brilhantemente o sistema de justiça. Até pelo (para mim) deplorável CM se conseguem saber coisas as mais das vezes que as "criaturas" se esforçam por esconder dos cidadãos.
Existem também e felizmente jornalistas que eu designo por decentes, que apontam poucas vergonhas, incoerências, colocam a nu muitos políticos e as suas vergonhosas propagandas e inações. Políticos de todas as cores, sem excepção. Mas há muito jornalistas condescendentes e mesmo avençados. Basta ver as nomeações de certos jornais, RTP, Lusa, ou os promotores durante anos de iniciativas do BES e etc.
No passado recente até apareceram os defensores encartados de Mário Centeno, por exemplo. No governo foi uma coisa, o rei das cativações, agora no BdP perora angustiado tipo - vejam lá o que andam a fazer - como se tudo isto tivesse aparecido por geração expontânea.
Não estou a atacar nem as qualidades nem as capacidades nem menos ainda o carácter do professor Centeno. Conjecturo apenas sobre o processo, como muitos processos, sobre as decisões de António Costa, que se irrita contra quem o contraria.
E é exactamente aqui que reside a minha preocupação.
António Costa e outros da sua estirpe (na minha profissão enfrentei casos desses e não verguei por muito elevada que fosse a antiguidade de quem me pretendia amolgar) não gostam nem aceitam ser contrariados. Daí talvez aquela porventura infeliz comparação que em tempos correu por aí, entre ele e a cascavel.
À esquerda, sempre com um mamar doce aparecem estes policiamentos e censuras. Mas à direita existem também uns quantos arautos da censura democrática!!!!
A coberto do discurso do ódio preparam-se para mansamente controlar tudo o que lhes desagrade.
Lamentavelmente, a esmagadora maioria dos portugueses são de uma bovinidade atroz, e tudo o que se vem passando nos últimos meses e semanas mais uma vez o confirma, "ad nauseum”.
Francisco do CDS, Andrés, Catarinas, Jerónimo, Rio, Costa e Marcelo e "tutti quanti”, e advogados comentadores dizem e fazem o que lhes apetece tentando fazer esquecer o que artigos e fotografias podem sempre lembrar-lhes, e os portugueses na sua esmagadora maioria parecem andar muito mais preocupados ou mesmo apavorados com o que se passa no Benfica e etc.
Desgraçado Portugal mas, sobretudo, desgraçados de nós cidadãos comuns de coluna vertebral, com um horizonte de vida cada vez mais preocupante.
AC
sábado, 21 de agosto de 2021
O CADA VEZ MAIS SERÔDIO RESPEITINHO
"UMA VACINA LONGE DEMAISCada ciência tem a suas leis, as suas regras, o seu modo de fazer as coisas. As decisões decorrentes delas devem seguir as regras da ciência, impondo decisões lógicas e transparentes. Quando se trata de construir uma ponte, por exemplo, os detalhes técnicos não se debatem nos jornais, na televisão ou nas redes sociais. Não ouvimos “especialistas” de economia, ou de matemática, ou de sociologia, a defenderem que o betão do primeiro arco pode ou deve secar uma semana em vez das duas habituais. Não importa a urgência, a necessidade ou a bondade da obra: há normas de procedimento, há regras de segurança, há ciência. Fossem quais fossem as pressões, nenhum engenheiro aceitaria diminuir os prazos correndo o risco de que a ponte caia — eventualmente com carros e pessoas a atravessá-la.
Certamente, poderíamos dizer que a Engenharia é uma ciência bastante exacta — e a Medicina não o é. A Medicina é uma ciência aplicada, com graus de risco e de falibilidade que não são em geral bem compreendidos por quem raciocina sob o prisma das ciências exactas. A Medicina não é uma dessas ciências, mas tem igualmente as suas normas de procedimento, as suas regras de segurança. E não é a aparente urgência de tratamentos, exigidos diariamente pela loucura mediática e pelo pânico geral, que deve permitir ultrapassar as regras. No caso das vacinas em geral, antecipadas mais do que a segurança que sempre foi seguida impunha, e muito particularmente no caso da sua aplicação a crianças e jovens, não é isso que está a acontecer: a ciência médica está a ser ignorada, as regras estão a ser quebradas. Os argumentos que foram e continuam a ser utilizados publicamente acerca das vacinas em geral, e agora muito concretamente acerca da vacinação de jovens e crianças, são argumentos irracionais, emotivos e políticos. Isso é o pior que se poderia desejar para uma ciência que se pretende devotada a curar mas também, e antes de tudo, a não causar danos.
Os apelos recentes do Presidente da República e do responsável da vacinação (ambos excedendo de forma escandalosa e irresponsável as suas competências) são emotivos e políticos — dando de barato que possam ser “bem intencionados”. O vice-almirante, melhor do que ninguém, deveria saber o que pode acontecer quando se ignora a ciência militar e quando, pressionado por razões ou interesses de ordem política, se ordena uma ponte longa demais. A História lembra-nos como isso pode ser meio caminho andado para a tragédia; e, quer essa tragédia aconteça que não, esse tipo de decisão não deixa de ser uma irresponsabilidade. Colocar em risco a vida dos soldados, ou mesmo achar normal a existência de eventuais baixas e de vítimas colaterais, pode ser uma ideia com que as chefias militares convivam tranquilamente. Mas não são aceitáveis. E, convém lembrar, nós não somos soldados; e convém também frisar que recorrer a crianças como soldados não é tolerável.
Pelos mesmos motivos, a posição do Presidente da República nessa matéria é absolutamente escandalosa, parecendo baseada em conhecimentos débeis do assunto, em hipóteses duvidosas, em desvario emocional, ou em possíveis interesses. É pena constatar que ele não é actualmente o defensor dos portugueses, tendo-se progressivamente transformado num risco para os portugueses. E a posição de António Costa, congratulando-se com uma decisão final que ele próprio e as autoridades que ele tutela manobraram de forma palaciana, seria lamentável se não fosse apenas o seu registo habitual, cínico e falso.
Repito, os argumentos usados pelos (ir)responsáveis e pelos especialistas (alguns deles médicos) são emotivos e não-científicos. Deixemos a ciência ser ciência, sem pânicos, emoções ou estados de alma. Ou seja, paremos de fazer o que andamos a fazer há um ano e meio. Vacinar jovens e crianças com a motivação emotiva de que temos de salvar o resto da sociedade é um argumento revoltante. Insistir nessa ideia quando já percebemos que a eficácia das vacinas é muito relativa é uma atitude puramente disparatada. Não podemos usar os nossos filhos como escudo para a pretensa defesa da saúde dos adultos; e justificar a administração de uma vacina insuficientemente testada para o bem da saúde mental dos adolescentes é, em si mesma, uma ideia que remete para o questionar da saúde mental de quem a defende.
Pessoalmente, na covid como em qualquer outra doença, tomarei todas as precauções possíveis e farei todos os tratamentos adequados. Mas há limites, e a segurança dos meus filhos é uma deles. Se eu tiver que morrer por causa desse princípio, morrerei tranquilo; mas não submeterei os meus filhos a experiências terapêuticas e a riscos para me salvar. Sobretudo quando tudo indica que essa “solução” seja mais um fracasso e mais uma mentira a somar às anteriores. Sobretudo quando essas experiências se aproveitam do pânico de uma população desinformada e manipulada. Sobretudo quando essas experiências são exigidas e decididas por especialistas cobardes, por médicos cobardes, por políticos cobardes, por militares cobardes. Sim, porque só pode ser cobardia tentar usar crianças como um escudo humano. Deixem-nas crescer. E cresçam."
Parecendo-me que não há questões de cobardia, tenho as maiores dúvidas quanto aos consensos defendidos tanto pelo jornal como por vários dos titulares de órgãos de soberania cujo comportamento e coerência deixam cada vez mais a desejar.
Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa nem precisam de seguranças, basta-lhes o que se vai vendo. Para alguma coisa serviram os 15 milhões! Depois admiram-se do surgimento de populismos e extremismos, elementos mais que perniciosos e perigosos para a democracia.
O respeitinho é muito bonitinho, ........mas se as instituições devem ser respeitadas como respeitados devem ser os eleitos / titulares de órgãos de soberania, não respeito ninguém que não se dê ao respeito, que não tenha elevada postura de Estado, e que nas suas posturas decisões não me respeite enquanto cidadão comum. A censura hoje está quase como no passado. A diferença - mas é democrática.
Respeitinho serôdio, quase como antigamente. Deplorável. Tanto mais deplorável quando querem agora esse respeitinho outra vez, mas não têm pejo em dizer e escrever as maiores alarvidades e insultos sobre todos os que não perfilham as suas ideias. Tenham essas pessoas também tido ou não responsabilidades políticas como os actuais que tanto veneram. Uns democratas, ungidos de ética Republicana!
quinta-feira, 10 de junho de 2021
quarta-feira, 2 de junho de 2021
NÃO DEVEM TER IMAGINADO
Os capitães de Abril não devem ter imaginado que, 47 anos volvidos sobre a mudança de regime por força da revolta dos militares cansados de África sem solução política à vista, estivessem de volta entre muitas outras coisas, a censura, a governamentalização das Forças Armadas (FA) e o serôdio respeitinho porque sim.
E muitos dos eleitos servem-se em vez de servir a sociedade.
Eu indigno-me com esta crescente situação.
Mas olho em redor, olho aos meus concidadãos e, tirando o peculiar caso da tal chamada reforma na estrutura superior das FA a que mesmo assim estou convencido de que poucos ligam a não ser os de uma certa bolha, os meus concidadãos pensam na praia, olham provavelmente ao Correio da Manhã, e ás revistas cor de rosa. Estarei equivocado?
Ninguém se indigna?
AC
quinta-feira, 9 de julho de 2020
Houve o "lápis azul" no tempo do António das botas e do sucessor Caetano, creio que com nuances ao longo dos anos isto é, penso que alturas houve em que a censura foi mais dura ou mesmo muito dura e, em outras poucas ocasiões, ligeiramente condescendente.
Estou a lembrar-me, por exemplo, que em algumas revistas no Parque Mayer algumas brejeirices tinham por trás leves referências a questões desse tempo. E passaram.
No presente, um presente que leva já vários anos, quer no nosso País quer lá por fora, que a censura se vai tentando impor, através de minorias aguerridas, através de governantes com pele de democratas mas cérebro de déspotas que não gostam de ser contrariados, e através de (POR AGORA) mansos policiamentos das mentes, dos discursos, e das opiniões.
Mas estes democratas da treta, particularmente os que mais nada têm feito na vida do que mamar à conta do orçamento do Estado ou à conta dos negócios com amigalhaços, ou à conta das portas giratórias, ou à conta do nepotismo, preparam-se para dar novos passos. É aliás giríssimo observar demonstrações patéticas a dizer que certas pessoas trabalharam sim senhor. Tomam-me e a todos por tolos?
Naturalmente, naturalmente para mim, a liberdade de expressão, a liberdade de opinião, a crítica, tudo com claro respaldo constitucional, não deve cair no insulto soez, no ataque pessoal descabido, não deve extravasar as normas mínimas que os códigos estabelecem.
Ainda assim, estas coisas têm dias. Para uns quantos protegidos do sistema a história recente demonstra que é possível atentar contra personalidades da vida pública e nada acontecer. Estou a lembrar-me de Miguel Sousa Tavares ter chamado "palhaço" a Cavaco Silva e isso ter sido considerado perfeitamente normal e natural e dentro das liberdades acima referidas. Potencial insulto = arquive-se.
Com a história das redes sociais e, na minha opinião naturalmente, com a pouca vergonha de se autorizarem os anonimatos ainda que haja possibilidades técnicas de chegar a autores escumalha, a desbragada linguagem, os insultos etc. em tudo o que é caixas de comentários aumentaram exponencialmente.
Mas, por outro lado, existem blogues que eu designo de sérios, e através deles se conhecem muitas das pouca vergonhas que grassam no nosso desgraçado País.
Existem também e felizmente alguns, mas poucos, jornalistas que eu designo por decentes, que apontam poucas vergonhas, incoerências, colocam a nu muitos políticos e as suas vergonhosas propagandas e inações. Políticos de todas as cores.
Nos dias recentes, até aparecem os defensores encartados de Centeno ao ponto de pedirem listas alternativas a ele.
Será por exemplo difícil distinguir entre as qualidades pessoais e técnicas do professor Mário Centeno que lhe reconheço indiscutivelmente, e as considerações ao nível político que decentemente equacionem da justeza ou não da sua nomeação para governador do BdP?
Pessoalmente, tenho ligeiras dúvidas sobre todo esse processo.
Mas não estou a atacar nem as qualidades nem as capacidades nem menos ainda o carácter do professor Centeno. Conjecturo apenas sobre o processo, sobre as decisões de António Costa.
Mas é exactamente aqui que reside a minha preocupação.
António Costa e outros da sua estirpe (na minha profissão enfrentei casos desses e não verguei por muito elevada que fosse a antiguidade de quem me pretendia amolgar) não gostam nem aceitam ser contrariados. Daí talvez aquela porventura infeliz comparação que em tempos correu por aí, entre ele e a cascavel.
À esquerda, sempre com um mamar doce aparecem estes policiamentos e censuras. À direita existem também uns quantos arautos da censura democrática!!!!
Com esta treta do discurso do ódio preparam-se para mansamente controlar tudo o que lhes desagrade. Aguardemos para saber que mais coisas um destes dias a filha do papá terá para dizer aos portugueses.
Lamentavelmente, a esmagadora maioria dos portugueses são de uma bovinidade atroz, como tudo o que se vem passando nos últimos meses mais uma vez confirma "ad nauseum”.
O chiquinho do CDS, os dois Andrés, as Catarinas, o tio Jerónimo, Rio, Costa e Marcelo e "tutti quanti” dizem e fazem o que lhes apetece e dão cabo da nossa vida, e os portugueses na sua esmagadora maioria parecem andar apavorados com o que se passa no Benfica e etc.
Desgraçado Portugal mas, sobretudo, desgraçados de nós cidadãos comuns de coluna vertebral.
AC
sábado, 11 de abril de 2020
Não estou nada descansado com os tratos de polé que a Constituição da República está a sofrer nos seus artigos referentes ao direito à liberdade, liberdade de expressão e informação, liberdade de imprensa, ao direito a informar.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
A censura, o lápis azul. Sabe-se o que foi.
Agora que estamos numa democracia, que muitos dizem adulta, já madura, mas onde tenho cada vez mais dúvidas que assim seja completamente, a censura existe, grassa, e cresce.
Por exemplo, se olharmos aos "media" estrangeiros, podemos ver com facilidade que a Lusa e os "media" nacionais tem filtros cada vez mais "duros". Por cá perdem o tempo com porcaria e pouco mais.
Se olharmos a blogues, penso que as coisas já estiveram melhores.
No meu caso já tenho a certeza que existe censura. Que outra coisa devo pensar?
O segundo caso acontecido comigo é simples, este comentário - É fácil de entender. António Cabral - já lá vão dois dias que o coloquei num blogue muito conhecido e NADA.
Mas devo ser eu que estou a ver mal a coisa.
Ora se isto está a acontecer comigo, um simples cidadão que, contrariamente a muitos que pululam as caixas de comentários, não escrevo sob anonimato, não sou malcriado, creio que está tudo dito.
Enfim, é o que temos.
Além de não se agradecer educadamente a outrem. Devem achar que isso é coisa de fachismo, ou pelo menos parvalheira.
Uma coisa é certa ......pintassilgos não são pardais!!
AC
domingo, 31 de julho de 2016
Existiu.
Desde sempre.
Já não existe, dizem os ingénuos, os tontos, os que não ponderam sobre o que se passa no seu País, à sua volta.
"Ah,....eu não me meto em política". Como se ir ao supermercado e não tirar certas coisas da prateleira porque os cêntimos não chegam não seja exactamente POLÍTICA. A vida das pessoas.
A censura existe, continua.
Existe na "bloga".
E não me refiro à parte em que, e muito bem, se não publicam comentários soezes.
Claro que, "avançarão os espertalhaços de trazer por casa" e que muitas vezes são alguns dos "cheios de princípios e moral e ética", a "caixa de correio estava tão mas tão cheia que não se conseguiu ver tudo"!!!!!
Existe no Governo, neste e nos anteriores, e não preciso de dar exemplos.
Existe nas TV, nos jornais, quer com a não publicação de cartas civilizadas mas em contramão com os sistemas externo e internos, quer com a não publicação de artigos desde que não sejam de amigalhaços como daqueles "independentes" (???) civis e militares que estão nas primeiras filas dos congressos a aplaudir freneticamente.
Depois existe aquela espécie de censura e de auto-censura que é não comentar nada de quem honestamente em círculos mesmo um pouco restritos expõe as suas dúvidas, as suas preocupações, as suas opiniões, abrindo-se ao contraditório, porventura ás vezes desajeitadamente.
Mesmo nos casos de se ser amigo ou colega de profissão, e mesmo familiar.
Pelos vistos gostam assim.
"Ah, mas censura era no tempo da PIDE". Era, e asquerosa, e violenta.
Hoje, a violência hoje vem com vaselina na ponta para, imagino eu, ver se dá a sensação de que não existe, não dói. Mas entra na mesma.
Enfim, uma sociedade cada vez mais saudável, cheia de futebol e comentadores filósofos, cheia de festivais de Verão repletos de barulho selfies e muita droga, festivais a encher os bolsos de uns pantomineiros bem conhecidos. Uma sociedade cheia de Twits que depois de vomitados os autores e autoras logo os apagam ou pedem desculpa, ou ficam calados a ver se a bronca passa. Uma sociedade cheia de incêndios, sempre e cada vez mais com greves, com temas fracturantes enquanto as fraturas verdadeiras se dão é nas aldeias, em muitas vilas, em franjas das cidades.
Enfim, mas há que não perder a esperança.
AC
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Os órgãos de comunicação social, e particularmente os jornais.
Tenho dito e escrito, repetidamente, que uma sociedade nunca será equilibrada, decente, saudável, livre, sem OCS interventivos, que noticiem sem adjectivação, que tenham depois colunas de opinião, que investiguem.Antes de 25 de Abril de 1974 havia censura, lápis azul.
No presente, não creio que exista lápis, materialmente. Mas não há censura? Seja de lápis azul, laranja, vermelho, azul, ou rosa? Cada vez tenho mais dúvidas.
E não me refiro ao recente caso do jornalista da RTP1 sobre o qual saltaram a pés juntos os puros e éticos da superioridade moral do PS. Os jornalistas não são casta à parte, são escrutináveis, são criticáveis. Mas certas reações desmascaram bem certos exaltados, certos esganiçados, certas esganiçadas.
É sabido que existem grupos dominando os OCS, com pouca transparência isto é, não é 100% dado a conhecer ao cidadão comum, quem de facto detém o quê, quem está por trás.
No que se refere aos jornais, vários desapareceram já.
Quando se olha para as tiragens, tempos houve de radiosos dias de SOL. Décadas atrás, o Expresso terá chegado a tiragens de 140000 exemplares, o DN um pouco abaixo (100 ou 110 mil) e o do Norte, o JN, teria tido tiragens talvez até superiores ao Expresso. Foi há 25 ou 30 anos?
E as exorbitâncias dos jornais ditos desportivos mas que, na realidade, quase só são sobre o futebol?
Os tempos mudaram.
Os estudiosos destas coisas avançam com justificações várias.
Todas certamente verdadeiras, embora a ponderação de cada um dos factores ou justificações seja porventura muito discutível.
Mas, com o passar dos tempos, com o desaparecimento de vários jornais, com o desprestigio de vários canais de televisão, estando a rádio em parte cativada também, e estando grupos económicos detentores de vários OCS, grupos que têm por trás muita gente ligada aos partidos e aos negócios e á promiscuidade que larva na nossa sociedade, o problema do emprego dos senhores jornalistas complicou-se.
Ao complicar-se, até porque a formação é capaz de em termos gerais não ser famosa, aumentou a superficialidade, a adjectivação de notícias, a auto-censura, a censura concreta de muitos factos e eventos, a subserviência, a má preparação, as caixas de ressonância, a gestão de agendas pessoais.
Pela minha parte, há muito que deixei de comprar o Expresso e o Público por sistema, coisa que fazia no passado. Ás vezes abro uma excepção. Raramente.
E não é por questão económica, pois essa despesa ainda posso suportar, mas a qualidade e tudo aquilo que acima apontei desgostaram-me bastante. Houve em tempos jornais de referência. Dizer isso, hoje, só por brincadeira ou tonteria.
Apercebo-me muito mais e melhor sobre o País, e o mundo, pela blogosfera navegando na Internet.
Quanto ás tiragens dos jornais, creio que números de 2014 indicavam, relativamente ao acima referido, quebras da ordem dos 50% para o Expresso, e muito superiores a 50% para DN, JN, Público.
O Correio da Manhã, no seu estilo próprio, creio que continua a aguentar-se. Mesmo os desportivos, penso que tiveram melhores dias.
Que panorama, portanto? MAU. A sociedade disso se ressente.
A esperança deve ser a última coisa a morrer. Aguardemos. Mas estamos numa fase muito má desta nossa democracia. Ou estou enganado?
AC
PS: já agora um aparte acerca da SIC; estou a exagerar ou aquilo já nem um tostão furado vale?
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
As mordomias do tempo presente permitem, sem maçada, percorrer jornais e revistas, nacionais e estrangeiros. Nestes zappings de hoje, depois de um excelente almoço (vá lá, isso da inveja é pecado!), saltam várias coisas interessantes. Algumas, porque para mim o são mesmo. Outras, porque sendo um nojo, são interessantes por provarem a desgraça da envolvente. Talvez o exemplo mais asqueroso seja a providência cautelar apresentada e para já ganha por Sócrates via os seus dois famosos causídicos.
Para a minha maneira de ser, CM e afins são verdadeiros pasquins. Isto dito, a realidade é que têm sido eles e alguns blogues que nos vão dando a noção da pouca vergonha que envolve Sócrates e seus seguidores e vassalos.
Para um homem que se diz inocente, vítima de cabalas sucessivas, a nova etapa dá bem a justa medida do que serão alguns magistrados, e as forças (essas sim ocultas) que se esforçam ( e estão a conseguir) por esconder tudo aquilo que qualquer simplório do interior do País não pode deixar de considerar estranho.
A brincar a brincar aí temos a censura. Mas claro que Mário Soares, Arménio Carlos, António Costa, Catarina Martins, Louçã, e etc, como aliás todos á direita deles, ninguém vai abrir o bico. Ah.....é a justiça a funcionar,........Ah......é a separação de poderes. A pouca vergonha alastra e ninguém se insurge. Fica aqui a minha indignação.
AC

