sábado, 15 de agosto de 2026

MAIS um LENÇOL . . . 
(tirado do sítio da Presidência)
(sublinhados da minha responsabilidade)

Mais um lençol de que sublinho/ retiro o que para mim é mais relevante.
AC

Intervenção na sessão comemorativa do 30.º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa
10 de agosto de 2026


Começo por dizer-vos que as causas em que acreditamos valem a pena.
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Por isso, olhar para este vale não é um pormenor – é um exercício de contemplação da Humanidade, como o é toda a cultura e todo o nosso trabalho com o património, seja imaterial ou edificado.
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É necessário que as nossas profissões de fé na cultura e no papel do Património sejam acompanhadas por investimentos razoáveis e pela solidariedade que faz do território uma rede de circulação, mobilidade, conhecimento, troca e partilha de valores.
. . . . . .  se não tivermos uma visão integrada do território e da coesão territorial.
. . . . . . . . . . . E só poderá ser prolongado com investimento, planeamento e aposta na educação e no talento e visão empresarial de quem vive no interior de Portugal.
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Este investimento tem sentido e terá resultados. Faz parte de um desígnio nacional de combate ao isolamento e ao envelhecimento do território e das populações. Faz parte de uma missão de que estamos investidos: a de respeitar um monumento milenar e de o legar às gerações futuras. E faz parte, finalmente, desse futuro. Um futuro que não existe sem memória, sem lugares que a preservem e sem pessoas.
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O Côa lembra-nos que o interior de Portugal não é um território do passado. É um território de memória, de identidade de conhecimento e de oportunidade.

Deixo um apelo: deem uma oportunidade ao interior.
Há 30 anos, preservámos o Côa. Agora temos de preservar e criar futuro para as pessoas que fazem do interior de Portugal a sua casa.

Não pode haver um país do litoral e um país do interior.
Há só um Portugal.
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Concordo com praticamente tudo neste (mais uma vez) longo discurso presidencial.

A minha única questão é a seguinte: quantas vezes nos últimos 40 anos, publicamente, António José Seguro incluindo os seus anos de juventude socialista (como muitos outros em todos os partidos),  se eriçou contra o abandono do interior de Portugal Continental, ou de certas regiões na Madeira e Açores?

É que passam os anos e, só mais tarde, umas décadas mais tarde depois dos seus "carreirismos" e de já estarem consolidados na "vidinha", uma grande parte dos "artistas" começa a pugnar pelo país interior e a palrar sobre um tal de desígnio nacional de combate ao isolamento e ao envelhecimento do território e das populações.

Que, décadas passadas, continua por se concretizar. 
Mas ficam sempre bem as discursatas inflamadas. 
Que impressionarão muitos.  Não a mim.
AC

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