FRANCÊS
O Francês remete-me para muitas coisas.
Recorda-me De Gaulle, a Legião Francesa, a queda da França em Dien Bien Phu, Argélia, e como dizia o velho general durante anos Presidente de França - La Grandeur de la France.
Ah, e Maio 1968.
La Grandeur de la France, por muito que o esbofeteado Macron diga esbraceje e tente fazer já foi.
Naturalmente que continua com ogivas nucleares, submarinos (La Force de Frape) transportadores das ditas, etc mas . . .
Mas recorda-me sobretudo os meus já longínquos anos de Liceu, onde nessa altura e nos então 7 anos depois dos 4 de primária, tínhamos mais anos de Francês que de Inglês.
E se algum estudo e a carreira me tornaram um muito razoável falante de inglês continuo ainda hoje a ter jeito para o Francês.
De vez em quando, além de periodicamente conversar com um casal Francês amigo, leio algumas coisas, leio revistas e livros em Francês.
Um livrinho muito antigo fez-me recordar a destroçada vertente interna, o meu Portugal, o regime em que felizmente vivo - "Au pays du mensonge" .
Porque de facto, infelizmente, mente-se muito, aldraba-se muito, esconde-se muito, rouba-se muito, estão sempre com narrativas e telenovelas rocambolescas que nem de categoria mexicana são.
Quando, ao contrário, deviam servir a sociedade e não, como fazem muitos, servirem-se dos cargos para que foram eleitos.
E desta forma se continua com a politiquice do pindérico chinelo de praia comprado no chinês em vez de políticas gerais, políticas para traçar rumos, decidir visão de médio/ longo prazo que transportasse o país para uma situação de maior progresso, e para se esbaterem as inaceitáveis desigualdades sociais, e para haver justiça para todos e não apenas para os das discretas, os compadres, os do nepotismo, os sempre nas sombras.
"Mensonge". . . . "Mensonge" . . . . . "Mensonge". . . . .
AC
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