sábado, 8 de agosto de 2026

FRANCÊS

O Francês remete-me para muitas coisas. 

Recorda-me De Gaulle, a  Legião Francesa, a queda da França em Dien Bien Phu, Argélia, e como dizia o velho general durante anos Presidente de França - La Grandeur de la France.

Ah, e Maio 1968.

La Grandeur de la France, por muito que o esbofeteado Macron diga esbraceje e tente fazer já foi. 

Naturalmente que continua com ogivas nucleares, submarinos (La Force de Frape) transportadores das ditas, etc mas . . . 

Mas recorda-me sobretudo os meus já longínquos anos de Liceu, onde nessa altura e nos então 7 anos depois dos 4 de primária, tínhamos mais anos de Francês que de Inglês.

E se algum estudo e a carreira me tornaram um muito razoável falante de inglês continuo ainda hoje a ter jeito para o Francês.

De vez em quando, além de periodicamente conversar com um casal Francês amigo, leio algumas coisas, leio revistas e livros em Francês.

Um livrinho muito antigo fez-me recordar a destroçada vertente interna, o meu Portugal, o regime em que felizmente vivo - "Au pays du mensonge" 

Porque de facto, infelizmente, mente-se muito, aldraba-se muito, esconde-se muito, rouba-se muito, estão sempre com narrativas e telenovelas rocambolescas que nem de categoria mexicana são.

Quando, ao contrário, deviam servir a sociedade e não, como fazem muitos, servirem-se dos cargos para que foram eleitos.

E desta forma se continua com a politiquice do pindérico chinelo de praia comprado no chinês em vez de políticas gerais, políticas para  traçar rumos, decidir visão de médio/ longo prazo que transportasse o país para uma situação de maior progresso, e para se esbaterem as inaceitáveis desigualdades sociais, e para haver justiça para todos e não apenas para os das discretas, os compadres, os do nepotismo, os sempre nas sombras.

"Mensonge". . . . "Mensonge" . . . . . "Mensonge". . . . . 

AC

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