quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O que seria de MIM, e da MAIORIA de NÓS ?
Sim, o que seria de nós sem o inarrável Komentariado que passa sobretudo nas TV?

Sim, o que seria de nós todos sem as afirmações graves e seguras sobre tudo e mais alguma coisa, desde as alterações climáticas, aos incêndios, ao desordenamento do território e ao desígnio nacional evocado por Seguro (inconsequente), ao estreito de Ormuz, à guerra na Ucrânia etc.?
Sim o que seria de nós?

Lugares comuns não faltam mas, felizmente, que quase não olho para o televisor.

Muitas vezes fica-me a convicção de que boa parte do que vomitam é para ajudar a desviar as atenções dos concidadãos dos reais problemas que a todos afligem. CADA VEZ MAIS.

Temos um que dizia que a Rússia não aguentava mais de 6 meses, e agora não tem dúvidas de que a Rússia vai invadir a Europa começando pelo Báltico. 

Temos outro para quem há uns dias a Ucrânia já tinha ganho a guerra. A Rússia estava perdida. 
Agora que vê noticiado o pedido desesperado de Zelensky admite a resiliência da Rússia.

Ou seja, não é só Trump que se desdiz constantemente.
O nosso komentariado produz a espaços vómitos contraditórios.
Tentam agradar ao momento! E a quem lhes paga. Coerência e rigor?

A realidade parece estar próximo disto: 
- Zelensky está infelizmente exaurido na defesa aérea.

- A Rússia, com ajuda provável do Irão (a quem fornece informação estratégia lixando os EUA) e da Coreia do Norte, estará a aumentar significativamente a produção de mísseis e drones baratinhos.
 
- Com os drones baratinhos, a Rússia faz gastar tudo o que é defesa aérea na Ucrânia; depois, a seguir, despeja mísseis atrás de mísseis, que raramente são intersectados, como está a acontecer, e o horror e tragédia caiem sobre a desgraçada população Ucraniana.

- A probabilidade de isto continuar assim parece-me grande. 

- Para os EUA o que é mais importante: a Ucrânia num prato da balança ou, noutro prato, Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Filipinas, Austrália, Arábia Saudita, Koweit, Emiratos, Bahrein, Katar, Omã, Israel?
Para mim a resposta é clara: Ucrânia que se lixe, França, Espanha, e Alemanha que se desunhem. Estarei enganado?

- Ucrânia tem feito ataques em profundidade em território russo.
Creio que Putin está com paciência de chinês e vai devagar martelando Odessa e tudo o que é portos ucranianos. Asfixia comercial.

- Se for real o que penso, produção crescente de mísseis russos e milhares de drones baratos, ao mesmo tempo a Ucrânia com crescentes dificuldades na defesa aérea, o inverno próximo poderá ser terrível para o desgraçado povo ucraniano. 
Que fará a UE do shor Costa e da shora Ursula, e do shor Macron, e do shor Metz?

- Finalmente, Erdogan sorri, o Irão prossegue com Ormuz dominado diga o parvalhão o que disser, Bibi faz contas à vida e trata do Hesbolath e do Hamas enquanto vai afinando o que atacar proximamente e de surpresa no Irão, os EUA estão aflitos com a falta de armamento/ munições, os problemas com tripulações dos porta-aviões crescem, na Europa os chefes gritam - agarrem-me se não vou-me a ele (Putin).

- Finalmente (agora é que é), cresce a minha convicção de que na Europa conciliam as loas, as vacuidades, os discursos inflamados de amizade pura, com umas entregas de dinheiro e munições e outras coisas, mas a realidade é que estão tratar de utilizar a Ucrânia para testar os seus existentes equipamentos militares. 

E para verificar, de tudo o que tinham em paiol, o que já não serve para nada face ao que acontece na guerra sobretudo desde 2025.
Estão-se nas tintas se morrem ucranianos ou se aquele país fica todo partido. Até dará jeito para as suas empresas de reconstrução.

Estão escritas muitas asneiras? 
De uma coisa tenho a certeza, nada do que venho escrevendo se contradiz ao longo do tempo.

António Cabral (AC)

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