AS TRÊS FRAGATAS
Já tencionava escrever umas linhas sobre este assunto que tanto tem eriçado "Don populista mor", uns certos jornalixos, certos políticos, e certos convidados que, como de costume, as TV nunca com rigor informam os portugueses sobre as ligações de quem convidaram e estão a entrevistar (ligações a partidos, a associações, a instituições, a empresas, etc.).
Vou escrever uma linhas sobre este assunto, necessariamente superficiais pois sou ignorante destes assuntos, embora ao longo do tempo o meu melhor amigo militar (almirante reformado) me tenha instruído bastante sobre Marinha, Forças Armadas (FA), Defesa Nacional (DN).
Escrevo depois de, usando a tecnologia ter andado para trás, para ver com toda a atenção a entrevista do Chefe do Estado-Maior da Armada que passou na TVI na noite de 2ª Feira 17 de Agosto. Entrevista para a qual um bom amigo me chamou à atenção.
Creio que o actual Chefe da Marinha e de uma forma elegante educada e "soft" deu explicações suficientes para, quem seja sério e isento nas análises, poder colocar no devido lugar certos comentadores e certos convidados das televisões que por aí têm aparecido alguns pateticamente com um certo ar angelical.
Antes de ir às fragatas uma nota sobre uma questão geral que periodicamente aqui abordo.
Recordemos que o actual regime onde felizmente vivo, Estado de Direito Democrático, começa a estabilizar apenas com a aprovação da Constituição (CRP) e com as várias primeiras eleições de 1976.
O meu ponto final é este, e que tantas vezes já apontei: passados 50 anos os partidos políticos, os ex e actuais titulares de órgãos de soberania, continuam a não definir que FA deve Portugal ter.
As fragatas em discussão, como bem explicou o actual chefe da Marinha, encaixam perfeitamente no mundo contemporâneo e no expectável, olhe-se na perspectiva NATO, UE, bilateral, e sobretudo tendo em conta a realidade geográfica do país, que tem jurisdição e interesses importantíssimos numa área oceânica descomunal.
Como ficou claro na exposição do entrevistado, não lhe cabe comentar decisões e decisores políticos, não lhe cabe nada mais do que cumprir no âmbito das suas competências.
Tal como o entrevistado elegantemente referiu "en passant", na Marinha há conhecimento e saber qb e, como diz o meu amigo, os comentadores e certos entrevistados, na maioria, não passam de uns seres de pacotilha!
Claro que este programa de rearmamento é complexo.
Negócios eventualmente escuros, portanto.
Posso ter cara de parvo, mas sobre isso têm de pedir explicações aos meus pais! Não quer dizer que seja parvo.
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