POR FALAR EM FRAGATAS . . . . .
Lembrei-me disto
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
T E K E V E R
TE. . . . . . . QUÊ ?
É o nome de uma florescente empresa portuguesa com créditos progressivamente firmados no âmbito internacional.
Estou a falar nela não apenas porque um bom amigo partilhou um muito interessante video (que agradeço, embora já conhecesse) sobre esta empresa mas, sobretudo, porque há vários dias que voltei a andar a olhar para mapas discursos e livros no respeitante à massa oceânica descomunal sobre a qual o país tem jurisdição.
Estou a referir-me ao MAR, ao OCEANO, às ZEE, ao eventual alargamento da nossa plataforma continental.
- Âncora do conhecimento e desenvolvimento.
- Os desafios do presente.
- Fronteira externa do espaço comunitário.
- Recursos naturais debaixo do mar profundo.
- O mar na política portuguesa e nomeadamente na política externa.
- O mar promotor do futuro.
- Os oceanos nas políticas públicas.
- O futuro sustentável dos oceanos.
- Mar, sonho e realidade.
- O mar, recurso potencial.
- O mar numa perspectiva de futuro e com ambição.
Estas frases são apenas umas escassas e exemplares das muitas tiradas de vários concidadãos proferidas ao longo do tempo. Fóruns, encontros, simpósios, conferências, reuniões, seminários, workshops, almocinhos e jantarinhos, etc., de tudo tem havido um pouco.
A PROPÓSITO de FORÇAS ARMADAS,
AS TRÊS FRAGATAS
Já tencionava escrever umas linhas sobre este assunto que tanto tem eriçado "Don populista mor", uns certos jornalixos, certos políticos, e certos convidados que, como de costume, as TV nunca com rigor informam os portugueses sobre as ligações de quem convidaram e estão a entrevistar (ligações a partidos, a associações, a instituições, a empresas, etc.).
Vou escrever uma linhas sobre este assunto, necessariamente superficiais pois sou ignorante destes assuntos, embora ao longo do tempo o meu melhor amigo militar (almirante reformado) me tenha instruído bastante sobre Marinha, Forças Armadas (FA), Defesa Nacional (DN).
Escrevo depois de, usando a tecnologia ter andado para trás, para ver com toda a atenção a entrevista do Chefe do Estado-Maior da Armada que passou na TVI na noite de 2ª Feira 17 de Agosto. Entrevista para a qual um bom amigo me chamou à atenção.
Creio que o actual Chefe da Marinha e de uma forma elegante educada e "soft" deu explicações suficientes para, quem seja sério e isento nas análises, poder colocar no devido lugar certos comentadores e certos convidados das televisões que por aí têm aparecido alguns pateticamente com um certo ar angelical.
Antes de ir às fragatas uma nota sobre uma questão geral que periodicamente aqui abordo.
O meu ponto final é este, e que tantas vezes já apontei: passados 50 anos os partidos políticos, os ex e actuais titulares de órgãos de soberania, continuam a não definir que FA deve Portugal ter.
As fragatas em discussão, como bem explicou o actual chefe da Marinha, encaixam perfeitamente no mundo contemporâneo e no expectável, olhe-se na perspectiva NATO, UE, bilateral, e sobretudo tendo em conta a realidade geográfica do país, que tem jurisdição e interesses importantíssimos numa área oceânica descomunal.
Como ficou claro na exposição do entrevistado, não lhe cabe comentar decisões e decisores políticos, não lhe cabe nada mais do que cumprir no âmbito das suas competências.
Tal como o entrevistado elegantemente referiu "en passant", na Marinha há conhecimento e saber qb e, como diz o meu amigo, os comentadores e certos entrevistados, na maioria, não passam de uns seres de pacotilha!
Claro que este programa de rearmamento é complexo.
Agora que se fala em novas fragatas e muita defesa, lembrei-me deste meu texto de 2020.
E agora que o director do "perdócio" afirma que Seguro anda a espalhar a sua agenda pelo país, interrogo-me se estará para breve inteirar-se de como estará o Arsenal do Alfeite?
Alguém lhe lembra a sua qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA) ?
Há sempre o risco de, em vez disso, ser basicamente um CSFA (Conhecedor Superficial das Forças Armadas).
AC
A SAGA do ARSENAL do ALFEITE
O Arsenal do Alfeite (AA) é um daqueles casos que merece estudo profundo, para se ter a noção rigorosa no que se refere a, incompetências várias, laxismo, degradação, clientelismo, soberba, mentira, desperdício de recursos, descapitalização, destruição, etc.
O AA tem sofrido tratos de polé desde sempre, mas mais particularmente nos últimos anos. O actual ocupante de gabinete no sétimo piso do edifício em frente ao estádio do Restelo é daqueles que mais se tem esmerado no que não deve ser feito.
Vem isto a propósito, não de tão lamentável criatura e dos seus desmandos, não de nunca mais a Marinha criar um trajecto privado para o nº1 do AA ir directo do portão verde ao AA sem ser maçado com cumprimentos militares e paragens (uma maçada para o senhor (??)), não por outras inúmeras possíveis e pertinentes razões, mas apenas porque calhou ver num jornaleco, "O Setubalente" de 18 de Dezembro na página 13, um artigo de uma das manas Mórtágua (JM) sobre o AA e com menção explícita a três arsenalistas.
JM recorda a 5ª administração do AA, chefiada por um homem do aparelho socialista, recorda promessas, e até que já existem ansiedades quanto a pagamentos de salários. A actual tutela do AA é pródiga em promessas, em novos modelos de gestão, em virar o Bojador mas, o que se vai observando é, descapitalização e destruição. Nada de espantar vindo de quem vem.
JM diz que o país e a região onde se insere o AA precisam do estaleiro, e termina o artigo dizendo - Portanto, Arsenal do Alfeite para quê? Para cumprir um interesse nacional estratégico. POIS!
António Cabral
10 JUNHO e MAR
Disse Fernando Pessoa,
"Meu coração é um pórtico partido, dando excessivamente sobre o MAR"
Terá sido por erradamente interpretarem esta frase que, os sucessivos PR e sobretudo os sucessivos governantes e deputados do PS e do PSD sempre tanto (???) ligaram ao MAR durante décadas, e às nossas ZEE e à responsabilidade que decorre da jurisdição que sobre essa imensidão temos?
O tanto que há décadas essas criaturas ligaram/ ligam ao Mar / aos Oceanos pode ser avaliado olhando o estado da Marinha, da Força Aérea, da marinha mercante, da marinha de pesca, da marinha de recreio, dos portos, da fiscalização costeira e oceânica, da investigação no mar !
Não me estou a referir aos muitos e grandiloquentes discursos e promessas de décadas/ anos, mas sim às realidades, aos sucessivos OE, às coisas concretizadas.
AC
Marinha de Guerra / Marinha
A 1 de Fevereiro de 1317, por Carta Régia de D. Dinis, foi criada a Marinha de Guerra de Portugal. Foi iniciado o caminho para criar uma instituição militar que atendesse ao desenvolvimento inerente às crescentes actividades marítimas.
Nesse documento o genovês Manuel Pessanha é nomeado para o comando da frota real.
Foram-lhe dadas as condições para ele organizar uma armada militarmente eficaz, e a Marinha passou a ser e como gradualmente aconteceu uma instituição com papel determinante desde então.
A decisão de D.Dinis mostrou bem a dinâmica que tinha adquirido o comércio marítimo na vida de Portugal.
AC
NOVOS MEIOS NAVAIS
Lê-se por aí que irão ser construídas em Itália as próximas três novas fragatas para a Marinha nacional.
Que chato.
O que é que é chato?
Não haver uma disputa entre construtores/ consórcios rivais pois assim não haverá uma sempre "interessante" luta entre grandes escritórios da advocacia de negócios, tal como aconteceu quando da decisão para a compra dos actuais dois modernos submarinos da nossa Armada.
Com esta aparente adjudicação à "Fincantieri" a rapaziada da advocacia dos negócios perde a oportunidade de ganhar muito mas muito dinheiro.
É Chato!
AC
A PROPÓSITO de . . . .
Solidariedade, compromissos, e tratar dos nossos interesses
A este propósito dei de caras há dias com a notícia seguinte:
A Polícia Marítima, que se encontra a participar na missão “Greece 2025”, anunciou este sábado ter resgatado 78 migrantes que se encontravam numa zona costeira isolada, sem acesso terrestre, na ilha grega de Gavdos.
Segundo um comunicado da Autoridade Marítima Nacional (AMN), o resgate dos 78 migrantes decorreu durante dois dias.
Durante a operação, com coordenação operacional das autoridades gregas, os elementos da Polícia Marítima alcançaram um grupo de migrantes, tendo procedido ao seu resgate em segurança para a embarcação “Molivos”, em situações adversas, “implicando a movimentação dos migrantes através do mar para bordo a embarcação”.
O comunicado indica que “o grupo foi transportado para o porto e entregue às autoridades locais para os procedimentos legais de identificação e registo”. “Ao longo da operação, foram identificadas situações de especial vulnerabilidade, o que exigiram acompanhamento direto e constante por parte dos operacionais”, acrescenta a nota, sem especificar.
A missão “Greece 2025” é coordenada pela European Border and Coast Guard Agency (Agência FRONTEX).
“Desde o início da participação portuguesa no Mediterrâneo oriental, a Polícia Marítima tem desempenhado um papel único e fulcral, o qual tem sido reconhecido inúmeras vezes pelas autoridades gregas, nomeadamente em múltiplas ações de salvamento e resgate de migrantes, em estreita coordenação da Guarda Costeira Grega”, sublinha a AMN no comunicado divulgado este sábado.
O meu melhor amigo militar é almirante, reformado, e ao longo dos anos foi-me contando muita coisa sobre a sua profissão mas sobretudo muita coisa inerente ao serviço público e aos nossos interesses no mar, as águas costeiras e as ZEE onde temos jurisdição.
E recordo de em tempos o meu amigo me ter falado das imensas e crescentes dificuldades sentidas quer pela Marinha quer pela Autoridade Marítima, quer pela Polícia Marítima.
Quer em meios materiais, humanos e financeiros.
Pela notícia supra e depois de também ouvir o inarrável MDN Nuno Melo presumo que os quadros da Política Marítima aumentaram relevantemente, não havendo certamente já as dificuldades de outrora por exemplo em meios humanos para actuação no Continente e Regiões Autónomas.
Presumo ainda sobretudo fazendo fé em Nuno Melo, que as manutenções dos navios serão agora asseguradas em tempo adequado e que nos Açores e Madeira serão finalmente mais os meios navais disponíveis para cobrir as ZEE respectivas em colaboração com a Força Aérea.
Agora é que é.
AC