M A R, OCEANOS
Sobre o MAR, sobre os oceanos, tanto se pode escrever que nunca se esgotarão os temas, as perspectivas, etc.
Dos oceanos se pode extrair a água, sal, peixe, crustáceos, algas, etc.
Nos oceanos nos banhamos, nos divertimos, nos passeamos.
Dos oceanos recebemos contributo pata o clima.
Para os oceanos, por esse mundo fora particularmente na Ásia, Américas Central e Sul, África, muito lixo se descarrega . . . ainda!
As ilhas de plástico no Índico são um dos muitos exemplos.
Muitos países são banhados por oceanos.
A Guiné Bissau é um deles, banhado pelo Atlântico Sul.
Há umas semanas, a revista do Expresso pela caneta/ computador da jornalista Catarina Marques Rodrigues tinha um interessante artigo que titulou de "Mau Mar". Era sobretudo sobre a Guiné Bissau.
Sobre a miséria das populações, sobre a pesca intensiva por frotas estrangeiras, frotas actuando legalmente umas ilegalmente a maioria, sobre a miserável frota pesqueira da Guiné Bissau que assenta muito em canoas e embarcações artesanais ou seja, nada que possa competir com as frotas estrangeiras.
Certamente muito mais da metade da população do país vive na miséria, na indigência e, provavelmente, no interior e nas zonas rurais a desgraça será ainda maior. Tudo certamente muito preocupando Sissoco Embaló!
A jornalista não escreveu mas, provavelmente como muitas das elites de lá, da esquerdalhada incoerente e inconsequente de cá, e como diz o execrável presidente de Angola (um dos principais sequazes de Eduardo dos Santos, mas agora arvorado em anjo), a culpa dessa desgraça toda é exclusivamente dos portugueses.
Ainda só passaram 50 anos!
Ainda só passaram 50 anos e neste curto período, tal como em Angola é visível nos musseques onde habitam (???) certamente muitos milhões de angolanos (5 milhões?), na Guiné-Bissau fizeram mais nestes 50 que nós em 500.
Como disse no início um artigo interessante.
Problemas a que, naturalmente, como cidadãos do mundo não podemos ficar indiferentes.
Mas estou a falar disto para dizer que sendo o artigo interessante e mesmo sabendo que ao longo dos anos lá foram aparecendo escassos artigos sobre os nossos problemas relativamente às nossas águas costeiras e às nossas ZEE/ mar imenso sobre o qual temos jurisdição, este Expresso tido como a "referência" não "martela" com regularidade sobre por exemplo,
- frota pesqueira nacional, que frota?,
- exígua marinha mercante,
- exígua Marinha para fiscalizar tanto mar,
- os portos nacionais,
- estratégia nacional para o mar/ oceanos, a real, não o paleio,
- que controlo sobre barcos estrangeiros, científicos por exemplo,
- que políticas públicas, etc.
Só a espaços olha para um dos nossos grandes problemas, o "mar".
É pena. Irei debruçar-me um pouco sobre isso.
António Cabral (AC)
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