domingo, 21 de dezembro de 2025

RECORDANDO

CAMPANHAS


Corre por aí que a sra. dra. Isabel do Carmo, na sua florida infância, explodia gatos. Não acredito. Não é verdade, porque se fosse verdade ela não seria hoje candidata do Partido Livre, nem a grande inspiração do nosso maior pensador e homem de Estado, Rui Tavares.

Como também não acredito que uma senhora tão culta e estonteante como Joana Amaral Dias tenha querido realmente provar que estava grávida ou sentisse a necessidade de esclarecer o país sobre a eficiência com que havia cometido tal proeza. 

Verdade que esta campanha eleitoral não foi até agora um modelo de inteligência e gosto. 
De qualquer maneira, nunca os portugueses consentiriam que se transformasse num objecto de que a Pátria e a sua gloriosa história se pudessem um dia envergonhar.

Claro que o dr. António Costa, num esguicho de radicalismo e de amor do povo, resolveu ameaçar o estimável público que, se a direita ganhasse, não aprovaria o orçamento de 2015 ou sequer o programa de governo de Passos Coelho. 

Só que a nossa tradicional benevolência e tranquilidade não se altera por tão pouca coisa. 
Já houve revolucionários de prestígio, como o chefe do PSOE Largo Caballero, que usaram essa benemérita táctica para ganhar ou desqualificar eleições. 
Admito até que Largo conduziu a sociedade espanhola a uma guerra civil nada agradável. 

Mas para destruir o Estado e a democracia há certos sacrifícios que se devem aceitar a bem das classes, digamos, desprotegidas. 
Se o dr. António Costa as quer verdadeiramente redimir não deve ter uma hesitação em as liquidar primeiro.

Entretanto, como toda a gente, lá vai comendo porco e fazendo “arruadas”. 
Não é fácil definir “arruada”. 
À primeira vista, elas parecem tentativas para atrair à força a atenção do povo. 

O chefe do partido chega, com a sua corte, a sua “segurança” e uma camioneta ou duas de militantes, a uma rua suficientemente frequentada e começa a falar a desconhecidos que estão ali a tratar da sua vida. 

Aparecem uns maluquinhos que abraçam ardorosamente o chefe do partido, porque gostam de abraçar celebridades e abraçariam Ronaldo com igual ardor. 
Não se retira nada desta lusitana (?) espécie de exercício: nem uma ideia, nem um voto, nem um tostão. Alguns zelosos patetas pensam que uma “boa arruada” demonstra “força”. Erro deles. 

Mas quem somos nós para pedir melhor? 
A farsa da política portuguesa não parava com certeza à porta da campanha.

(Vasco Pulido Valente 02/10/2015)

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