Dizem alguns que - "quem usa o termo extrema-esquerda para se referir à esquerda já está objetivamente na extrema-direita" -
Ou seja, se eu escrever num texto - extrema esquerda - sou óbvia e automaticamente de extrema direita, um fassssssistazinho!
Ou seja, se eu escrever num texto - extrema direita - sou óbvia e automaticamente de extrema esquerda.
Será isto?
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.
Mas discordo liminarmente desta mania de rapidamente rotularem os outros automaticamente.
E estou farto da superioridade moral de uns quantos.
Por mim continuo a usar os termos seguintes: extrema esquerda, esquerda, direita, extrema direita.
E continuo convencido de que nos dois extremos há caceteiros, e gente violenta, e com a maior falta de respeito pelo que é diferente.
Não é só na extrema esquerda ou na extrema direita.
Como também existem, coexistem, algumas pessoas decentes que entendem ser essas as suas ideias e os melhores valores para a sociedade. Para a sociedade que defendem.
No caso concreto da extrema direita (não estou a falar de grupelhos neonazis com elementos sempre "dentro") em Portugal e salvo melhor opinião ela é representada pelo Chega.
No dia de hoje, segundo certas notícias, a serem a dura e fiel realidade, o Chega hoje fez o pleno.
Um autarca acusado de pedofilia, num hipódromo também qualquer coisa nauseabunda e, finalmente, um segurança do Chega e que me dizem é marido de uma das estrelas parlamentares do partido terá sido confrontado com roubo. Lindo.
Mas voltando à rotulagem, parece-me lamentável que com a maior facilidade (e arrogância?) de imediato se classifique alguém porque escreveu ou disse algo com que concordamos ou discordamos.
Na maioria dos casos em que isso acontece é bem capaz de haver precipitação.
Devemos ter democrática paciência para conviver com estas coisas.
Concordar, discordar ou, quando apetecer, argumentar. Mas respeitar.
AC
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