“Com a verdade me enganas”
O que me inquieta no perfil de Marques Mendes são as décadas a acumular capital de influência, a tornar-se indispensável, a aparecer sempre por perto.
Também a mim inquieta e não é pouco.
É outro na senda dos dois muito amigos, muito católicos, muito esponjosos, muito cultos, os tais melhores de nós todos, mas sempre a tratarem na vidinha com aquele ar de sacristão maléfico com que as beatas todas se encantam e depois . . . . . .
E todos com fraca memória ou, melhor, só com memória selectiva.
Nada de ilegalidades, sempre a coberto das leis que foram fazendo desde o homem da vírgula e assim,
- batem às portas dos formalmente detentores dos poderes,
- bons almoços e jantares de negócios com e sem avental,
- intercedem por negócios sejam eles directamente ou os filhotes como acontece no presente com as projectos na Beira Baixa,
- aconselham nas ex-colónias (neocolonialismo),
- empastelam as televisões durante anos, lá colocando (eles e por intermédios dos amigalhaços) os convenientes chefes,
- tudo dentro das normas e leis democráticas, ajudando por exemplo a criar empresas em cascata e quase sempre a partir de um certo e muito conhecido escritório (de onde não se conhece muita coisa!)
E é pelo menos isto.
António Cabral (AC)
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