Mostrar mensagens com a etiqueta a triste realidade da maioria dos órgãos de comunicação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta a triste realidade da maioria dos órgãos de comunicação. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de maio de 2026

ESTOU  TÃO  FARTO

Estou tão farto, tão saturado, tão cansado desta gente toda, há décadas, farto desta canalha que se apropriou e se apropria do que não lhes pertence, que faz negócios à margem da lei, CORRUPÇÃO PURA E DURA.

Estou tão farto, tão saturado, tão cansado desta gente toda, há décadas, farto desta canalha que vem para as TV declarar com o ar mais pungente lacrimoso e sério que cooperarão com as autoridades, que o partido nada tem a ver com os casos que aliás desconhecem.

Estou tão farto, tão saturado, tão cansado desta gente toda, há décadas, farto desta canalha que se serve de partidos, que nunca detecta as malfeitorias, como se algum do financiamento não viesse provavelmente de esquemas tortuosos. 

Estou tão farto, tão saturado, tão cansado desta gente toda, há décadas, farto desta canalha que há décadas têm canalha por todo o lado, em ajustes directos, em desvios de dinheiro públicos para proveito próprio, com dinheiro em cofres ou atrás de livros em prateleira, etc.

Estou tão farto, tão saturado, tão cansado desta gente toda, há décadas, farto desta canalha dos partidos existentes como farto dos que procuram formar outros partidos, à direita ou ao centro ou á esquerda.

E o problema deste cidadão comum é que sei que não há democracia sem partidos políticos, sem comunicação social livre e independente e que não sirva outrem.

António Cabral (AC)

sábado, 16 de maio de 2026

O SAUDOSO NICOLAU e HERMAN  JOSÉ
Aqui no sossego da aldeia, depois de uma longa caminhada pós jantar caseiro dei comigo a pensar em algumas coisas do presente desta cada vez mais inarrável Tugolândia.
E recordei Nicolau Breyner e Herman José quando há décadas fizeram aquela rábula - como vai este país.

Vários insistem que é a CRP que faz com que estejamos como estamos. 
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem depois, concordo ou discordo e comento se me apetecer.

A minha opinião é de que a CRP não tem culpa nenhuma do estado comatoso em que estamos.

Estamos como estamos por causa de muitos
- dos sucessivos titulares de órgãos de soberania, 
- das sucessivas chefias civis e militares, 
- das sucessivas chefias de empresas públicas e privadas, 
- das sucessivas chefias hospitalares, 
- dos sucessivos detentores de órgãos de comunicação social tal como directores e chefes de redação e jornalistas, 
- das sucessivas chefias das ordens profissionais, 
- das sucessivas chefias dos sindicatos e associações sindicais, 
- e um infindável ETC.

Será culpa da CRP:
- passado mais de um ano do apagão o lamaçal contraditório que por aí ainda vai
- passados praticamente 4 meses sobre a "Kristin" ainda há concidadãos sem reposição das ditas "comodities"
- o pouco rigor exigido à construção civil
- a degradação dos cascos velhos de muitas cidades vilas e aldeias
- as imensas construções sobre a beira da arriba na Costa da Caparica
- o desordenamento territorial
- total ausência de planeamento global
- o estado das Forças Armadas
- passados 52 anos sobre o 25ABR74 se continuar com mais do mesmo nas Forças Armadas, com potenciais compras de material sem se definir que FA Portugal deve ter face à imensidão oceânica sob jurisdição nacional e inerentes interesses, e face a acordos e tratados e face a um mundo virado do avesso
- o estado da ferrovia
- o estado e futuro da TAP
- a perda de tempo e energias com o patético pacote laboral
- 12 anos sobre a detenção do execrável Sócrates e a vergonhosa situação do processo
- o que se passa em algumas esquadras da PSP
- a erosão costeira
- a vergonhosa carga fiscal sobre combustíveis
- o escandaloso preço da electricidade apesar de tanta energia verde
- a escandalosa (opinião pessoal naturalmente) cobertura mediática e sobretudo nas TV sobre futebol e as estrelas (???)  respectivas, e a cultura sempre para trás
- o aparecimento do Chega e o seu inacreditável e horrível crescimento (opinião pessoal naturalmente
- a imigração descontrolada
- o crescimento sustentado de formação de políticos começando nas Jotas e muitos nunca sabendo nada da vida senão trabalhar em política
- a formação de magistrados/ juízes sem experiência de vida pois saltam novinhos para dentro do CEJ e depois vão julgar
- a continuação vergonhosa de termos cidades com 6000 pessoas ou pouco mais e juntas de freguesia em muitas cidades com mais habitantes
- a continuação da telenovela do novo aeroporto de que se começou a falar no tempo de Marcelo Caetano
- a vergonhosa burocracia para tudo e mais alguma coisa
. . . . . .

e um infindável ETC.

António Cabral (AC)

sábado, 11 de abril de 2026

O  QUE  VAI  POR  AÍ

Olho o que se vai passando por cá.

As sucessivas cenas na Assembleia da República, os inarráveis videos sobre a actividade do governo, os discursos que nos vão oferecendo, os jornais e revistas e canais de televisão, o komentariado e as bolhas, as tiradas de Carneiro, a deturpação da história, . . . . . . . .

O autêntico roubo à mão armada nos postos de combustíveis . . . . 

Olho lá para fora . . . . . meu Deus, nem sei por onde começar . . . . 

Como me recordou um bom amigo . . . . . as latas vazias sempre fazem mais barulho do que cheias. 

O mesmo vale para cérebros!

(Frases atribuídas a Truman Capote)


Bom dia. Tenham um bom Sábado.

Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

domingo, 22 de fevereiro de 2026

ORA   IMAGINEM   LÁ

Nota - Num filme policial, com Al Pacino, há uma cena em que a certa altura, para tentar explicar o seu ponto de vista, o actor conta a história de um padre que um dia ajoelhou aos pés do Papa, chorando copiosamente e dizendo, -eu já não acredito, já não tenho fé, que hei-de fazer senhor? 
O Papa respondeu-lhe , .…………finge!

Ora, olhando a muito do que se passou nos últimos 35 anos, então imaginem lá:

> Que não se visse tanta extravagância mais própria de fidalguia arruinada.
> Que, como já vi escrito, documentos envolvendo certas pessoas não tinham ficado anos por investigar.
> Que, como já vi escrito, se tinha começado a ter mais cuidado e analisado a documentação que, cá pelo burgo, muito convenientemente para colarinhos brancos, dizem que é normalmente carimbada com a célebre frase – “arquive-se por não estar directamente relacionado”.

> Que tinha havido de facto certas investigações a fundo, e não apenas propaladas intenções de quem passa anos manso e quedo no gabinete ou passeando nas recepções.
> Que em vez de se anunciar que se vai acabar com fundações, se lhes acabava com as isenções fiscais, sobretudo para certas delas.
> Que o aeroporto de Beja tinha de facto a quantidade de utentes tal como publicamente divulgado há uns tempos.

> Que a dívida pública era apenas de 70% do PIB.
> Que todos os partidos esmiuçavam na Assembleia da República os resultados do plano de barragens anunciado no início da chamada era Sócrates, para todos os portugueses ficarem a saber dos dinheiros envolvidos (e esfumados?). 
> Que muitos dos que se passeiam lá por fora à conta do erário público revertiam para proveito interno/nacional as experiências assim obtidas.

> Que se tinham investigado certos casos com a colaboração que importava, como por exemplo com a colaboração das Finanças.
> Que todos os partidos, sem excepção, debatiam na Assembleia da República as verdadeiras consequências técnicas e financeiras resultantes de cada vez que as eólicas não produzem energia, o que se diz ser frequente.
> Que os ministros não mediam o seu sucesso e/ou influência pelo dinheiro que gastam ou pela retórica balofa.

> Que as oligarquias dos partidos não se auto perpetuavam.
> Que “não havia tanta gente de tão fraca memória, capaz de alijar até as mais entranhadas responsabilidades e culpas, e sempre dispostos a explicar-nos como é, afinal, nossa culpa terem eles torrado o dinheiro que nos tiraram”.
> Que os acidentes graves comprovadamente causados por veículos pesados tinham efectivas e violentas consequências para esses condutores.

> Que os políticos passavam a não falar em estratégia até que aprendessem o que isso é, e o que lhe subjaz.
> Que não tinha havido tanta promoção de negócios de favor em certos  bastidores.
> Que, pelo menos desde 1991, todos os sucessivos governos tinham de facto controlado as finanças públicas.

> Que os exemplares de um certo livro descrevendo minuciosamente mecanismos tortuosos de financiamento por baixo da mesa não teriam sido quase todos comprados a mando de uma certa e poderosa pessoa. 
> Que a lei do financiamento partidário não era a vergonha que é.
> Que por cá a definição de governos de esquerda ou direita não estivesse a parecer-se com o que se diz lá pelo Brasil, em que a questão tem apenas a ver com a mão com que abusam, e que os do centro são ambidextros.

> Que não havia tanta ou mesmo nenhuma gelatina política ainda por cima a maioria das vezes vaidosa e pesporrente.
> Que havia uma real e efectiva estratégia de combate á corrupção designadamente no domínio preventivo.
> Que, como vi escrito ter acontecido, em três décadas o sistema judicial tinha sido incapaz de concluir investigações manifestamente letais para alguns políticos, de incomodar lideranças partidárias com inquéritos que soubessem enquadrar os factos na sua manifesta relação com o financiamento ilegal dos partidos e o mais grave dos crimes que lhe é adjacente, a corrupção. Com o actual PM parece quererem mostrar serviço.

> Que ao longo dos anos tinha havido uma actividade política muito menos retórica e ociosa.
> Que a maioria dos decisores políticos não tinha andado sempre a empurrar com a barriga quase tudo e mais alguma coisa. Veja-se o caso das bacias do Mondego e Sado.
> Que muitos municípios não parecessem às vezes quase comportar-se como um Estado dentro do Estado.

> Que nunca tinha havia violações ao princípio da não retroactividade da lei fiscal.
> Que muito menos chefes e decisores emprenhavam pelo ouvido.
> Que não havia tanta falta de gestos de decência.
> Que os chefes escutassem também os que, em privado deles muitas vezes discordando, lhes eram profissionalmente leais. 

> Que a legitimação da mediocridade não era uma triste realidade.
> Que se atentava à realidade para a qual já alguém chamou á atenção e que é - “os poderes enlouquecem, e os que ficam à solta enlouquecem absolutamente”.
> Que nenhuma faculdade emitia diplomas ao Domingo.
> Que o Estado, ou seja os sucessivos governos, não tolerava atrasos nos pagamentos a empresas e fornecedores superiores a 60 dias.

> Que da consulta de, discursos (a todos os níveis e pelo menos desde 1986), de programas de governo, de grandes opções do plano, de leis, de orçamentos do estado, não tivesse sido tão fácil ilustrar a mentira típica que nos ofende há décadas.
> Que os sucessivos governos já tinham olhado com rigor ao que se passa na central nuclear espanhola de Almaraz II, onde de vez em quando surgem problemas. 
> Que ao longo dos anos, sobretudo desde 1991 e mais particularmente desde 2002, os governos não tivessem inscrito nos OE’s verbas sempre inferiores às efectivamente necessárias para as despesas com pessoal nas Forças Armadas, ou para o SNS. 
> Que não havia pândegos que, para terem a consciência limpa, não lhe dão uso.

> Que se olhava a sério para a estrutura Concelhos e Freguesias completamente desgraçada tendo em conta por exemplo o despovoamento, existindo freguesias em cidades com mais população que muitas cidades. 
> Que contrariamente ao que parece ser a realidade, as inúmeras sociedades anónimas de capitais públicos tinham registos globais e eram de facto controladas com rigor.
> Que não havia tantos a não sentir vergonha, “pois quem não sente vergonha, não tem vergonha”.
> Que as nossas águas fossem menos ricas em robalos.
> Que os nossos OCS mostrassem mais trabalhos de verdadeira investigação.

Ora imaginem lá tudo isto e muito mais. MUITO MAIS. 

Bem, Portugal continuava geograficamente localizado onde sempre esteve mas, provavelmente, não era tão “torrãozinho de açúcar” ao gosto do “Brigadeiro Chagas” do velho e sempre actual Eça de Queiroz, e bem poderíamos estar num País verdadeiramente com menos das tão gritantes desigualdades sociais, com menos iniquidades, num país menos frágil realmente respaldado na CRP.
Num país - efectivamente Estado de Direito Democrático, com bem-estar e qualidade de vida e igualdade REAL entre os portugueses, e com um território desenvolvido e harmonioso! (CRP)

Infelizmente ao Camões de “mudam-se os tempos mudam-se as vontades”, tem-se sucedido a “mudança mudada em permanente mudança”. 

Assim creio que não vamos lá, ou melhor, continuaremos neste horrível pântano lamacento. 
Todas as opiniões são legítimas, sobretudo se proferidas de forma civilizada. Tentei fazê-lo.
Eu respeito sempre as opiniões de outrem. 
Depois, concordo ou discordo, e se me apetecer comento, argumento.

Até porque “povo que dorme….tirania que desperta”.

António Cabral (AC)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

CATÁSTROFE
PACOTE de APOIOS,  RESULTADOS
Onde estão os Resultados?

A 28 de Janeiro passado começou a desabar sobre Portugal uma catástrofe das piores até hoje.
Começou a desabar sobre centenas de milhar de portugueses uma TRAGÉDIA incalculável.

Creio que a 26 de Janeiro se estimava já com segurança a chegada de horríveis tempestades, comboios de chuva, e outras coisas com nomes estranhos.
Explicações científicas várias, que pouco ou nada dizem a 99,5 % dos portugueses.

A partir dessa data desabaram realidades brutais, como inundações brutais, cheias brutais, destruições brutais, desabamentos e desmoronamentos vários por todo o lado, mortes trágicas de vários portugueses, telhados desaparecidos, telhados parcialmente destruídos, casas arrasadas, empresas/ fábricas/ armazéns/ edifícios diversos arrasados ou parcialmente destruídos, animais mortos, estradas parcial ou completamente destruídas, bens das pessoas totalmente destruídos, etc. etc. etc. etc.

A 2 de Fevereiro passado ou seja 7 dias depois, o governo formalmente em exercício de funções anunciou um pacote de apoios para pessoas e empresas no valor de 2,5 mil milhões de Euros.
O governo anunciou também a criação da uma Estrutura de Missão liderada pelo autarca Paulo Fernandes. 
Uma estrutura a juntar às anteriores, a juntar a estudos, a juntar a grupos de trabalho, a juntar a comissões, a juntar a "task forces", a juntar ao esterco habitual. O costume!

No dia 8 de Fevereiro António José Seguro passou de cidadão candidato a Presidente da República eleito.
Na noite vencedora, no seu discurso de vitória, que globalmente me pareceu um discurso equilibrado, o Presidente eleito declarou que logo que empossado irá ver se os apoios começaram de facto a chegar às pessoas.

Nas vésperas de 8 de Fevereiro, Luís Montenegro anunciou o número de empresas que já tinha acedido / que já se tinham inscrito para os apoios.

Em 11 de Fevereiro o Presidente eleito começou a trabalhar em Queluz certamente com pelo menos dois objectivos: 
- fazer convites, construir/ estruturar as suas casas civil e militar,
- ir anotando tudo o que se está a passar no país, com o governo, com os partidos de oposição, com as instituições, e delinear as suas acções designadamente para as primeiras semanas como Presidente, e lá para 6 de Março começar a esboçar o discurso de posse.

Em 11 de Fevereiro, todos os políticos excepto os do PSD, começaram a clamar - onde estão os apoios passados que estão 9 dias sobre o anúncio do pacote de apoios?

Em 11 de Fevereiro, todos os políticos excepto os do PSD se regozijaram com o pedido de demissão da inarrável ministra da administração interna. 
Todos eles se regozijaram com a evidência por eles detectada de que o governo falhou, está a falhar. 
Quanto a alguns quase me fica a sensação que se regozijaram com as desgraças alheias e o falhanço do Estado/ governo/ proteção civil.

Em 11 de Fevereiro, começaram a ser mais verbalizados na praça pública as iras as zangas e as perguntas como, onde estão os resultados? 
Quem é que já recebeu os apoios prometidos, qual o valor pago e executado? 
Quantas casas já foram reconstruídas? 
Ou quantas empresas já aderiram ao lay off simplificado? 
Quantos empregos foram preservados? 

Estas respostas são necessárias, dizem alguns. Serão.
Perguntas certamente legítimas vindas até de pessoas usualmente moderadas (incluindo jornalistas como Luís Rosa) na apreciação das coisas, pondo de lado ideologias e sectarismos.

Esta é a cronologia até 11 de Fevereiro, dia em que um dique no Mondego colapsou.

De 11 de Fevereiro até ao presente houve a angústia em Coimbra e para jusante, que não se concretizou, começou a chover menos, as populações angustiadas a confirmar as enormes perdas.

Agora alguma observações.

Já o escrevi aqui antes, creio que o governo reagiu tarde, e presumo que sobretudo por responsabilidade directa da senhora ex-MAI, mas Luís Montenegro devia ter tido mais "olho". É formalmente o primeiro responsável. Parece que se esquece muito disso.

Outras observações:
* Marcelo e governo nitidamente atarantados com a dimensão da tragédia a que os acontecimentos em Alcácer do Sal Leiria Coimbra e Montemor-o-Velho deram acrescida dimensão; daí, também, distribuir garrafas de vinho com "obrigado".

* a presidente da Câmara de Coimbra mostrou-se nesses momentos  avassaladores uma competente dirigente, sem papas na língua,  moderada, assertiva, pragmática.

* os seus camaradas de partido, Carneiro, Delgado Alves, Brilhante, e outros devem ter ficado irritadíssimos com o que ela disse, com frontalidade, acerca da acção e colaboração do governo.

* os seus camaradas de partido como um certo Pinto ainda mais irritados devem ter ficado quando ela disse que o Exército e os fuzileiros a contactaram directamente logo de início.

* a fazer fé em dois ex-bastonários da ordem dos engenheiros em que um deles foi até dirigente máximo do importante mas esvaziado LNEC, e se não me engano em reproduzir o que ouvi da boca deles, em 2001 a extinção do Instituto da Água é capaz de ter sido errada.

* mais errado ainda outra coisa, que a "obra" do Mondego (dezenas e dezenas de Km de diques e outras infra-estruturas), não tenha uma gestão idêntica à existente por exemplo em Alqueva; pior ainda, que rupturas de 2021 não tenham originado uma avaliação séria de todo esse sistema.

* eloquente que no "sistema" muitos dos ditos sifões estejam basicamente inoperacionais porque entupidos!

* pelas notícias, há já uma lista imensa de pedidos de ajuda no âmbito dos apoios para já definidos; mas a realidade é que as coisas demoram tempo. As seguradoras a fazer a análise da activação dos seguros, demora desesperante mas creio que não deve ser fácil fazer esses relatórios, pois por exemplo, um telhado destruído porque era antigo suportado em vigas de madeira, é razoável que seja recuperado com  estrutura de metal leve como actualmente se faz em muitos casos e, portanto, é necessário quantificar custos e verificar se a casa aguenta a nova estrutura.

* O que quero dizer com o exemplo acima é que é forçosamente  demorado fazer a avaliação técnica para recuperar com os materiais  actuais casas, armazéns, estufas, fábricas, muros etc.

* A destruição (nada comparável com as tragédias que são triste notícia há mais de 15 dias nas TV) que tenho observado em partes dos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova é elevada, em muros, postes, sinalética diversa, cablagens de comunicações, linhas de transporte de energia, danos e buracos em ruas e estradas, arvoredo, propriedades agrícolas. 

* A contabilização final/ total dos prejuízos do Minho ao Algarve será certamente monstruosa.

Finalmente e por agora, a burocracia no Estado é de facto coisa terrível, tremenda mas, por outro lado tem ensinamentos curiosos: houve quem estivesse em calamidade há pouco mais de 15 dias, mas a calamidade já passou.

Não levem a mal, mas não por ser Carnaval, não levem a mal porque é Portugal

António Cabral (AC)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

EXACTAMENTE

. . . . . . . . "lamento as putas intelectuais que proliferam na vida pública. Eu sempre li as putas e os patrões dessas putas, tentando não ficar tão provinciano como eles". . . . . 

(Jorge de Sena)

AC


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

SEMPRE  A  OBSERVAR  COM  ATENÇÃO
O que vejo á minha volta?
Vejo coisas boas, vejo outras que me desgostam.
Mas, contrariamente a muitos, não nego o que vejo.
Pondero.
António Cabral  (AC)

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

NÃO  VI,   NÃO  IREI  VER
Um amigo disse-me que ontem na RTP1 houve um "show" com representantes dos partidos que estiveram na 1ª volta destas inarráveis eleições presidenciais 2026.

Não vi, nem irei recorrer à tecnologia para andar para trás e ir ver.

Quem me deu esta informação disse que aquilo teve tanto de relevante  como de deplorável, jornalista moderador (???) incluído.

Continuamos, portanto, com os fluxos torrenciais das actualidades (???), sempre com moderadores mais que parciais, e a garantir o politicamente correcto e a moda do momento.

Continuamos com uma série de aparvalhados, de ignorantes, de serventuários, sempre mostrando-se aterrados com as terríveis ameaças, com os terríveis perigos, sempre assim disponíveis para aumentar a bovinidade.

E o dramático nem é isto, o trágico é a eficácia no aumentar da bovinidade.
Mas claro, programas como o da RTP2 sobre sexo e outras coisas, (acabei de fazer um zaping pelo canais noticiosos, são 1342 horas deste 20 de Janeiro do corrente ano) são certamente indispensáveis aos cidadãos, particularmente aos jovens.

É como estamos, com actualidades, pornografia soft a horas diurnas, servidão e imbecilidade extremas, narrativas mediáticas inacreditáveis, um jorrar de inanidades sem fim.

Tudo ordinária conversa de chacha, conversa rude de café, nada se pondera com seriedade, lérias e ordinarices em catadupa.

É como estamos e continuamos, sempre decididos a quererem anestesiar-nos para sempre. 
NUNCA!

AC

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O  LUÍS  continua  ACTUAL
(………….)
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
(.......)


A cada um ponderar o que observa. 
Mas talvez deva ser ponderado sem ideologias, sem clubites, sem barreiras, olhando realidades como, a  sustentabilidade familiar, a sustentabilidade do País, a posição perante realidades externas, os porquês das crescentes desigualdades sociais, e sobre as responsabilidades dos actuais e dos ex titulares de órgãos de soberania.
AC

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025


Não têm aspecto de portugueses típicos . . . . . 

Nem de Minhotos, Algarvios, Alentejanos . . . . 

Seria a estes que Carlinhos III dizia que unidos tudo se resolverá?

Estamos numa altura de mais manifestar esperança. Não tem mal.

Estamos numa altura em que porventura por fraternidade e espírito cristão se podem desculpar as vacuidades de uns quantos senhores nacionais e estrangeiros.

Quem não aspira a que não existam contrariedades?

Quem não deseja que haja sossego e felicidade à sua volta, e lá fora?

Que não o metralhem com balas assassinas mas, também, com wokismos, Mendismos, Trumpismos, Marcelismos, Madurismos, Montenegrismos, Guterrismos, Catarismas, Costismos, Carneirismos, Brilhantismos, Venturismos, Putinismos, Zelenshismos, Vancismos, Filipismos, Isaltinismos, Moreirismos, Moedismos, Figueirismos, Lulismos, e tantos mais e tantos mais . . . . 

A paz não aparece por decreto. A luta de interesses não desaparece por milagre. As desigualdades não se esbatem por decreto, com ginginha, muitas vacuidades ou com selfies.

A memória não se recupera com sorrisos patéticos ou por agitar em bicos de pés com o valor da experiência.

A experiência tem muito que se lhe diga.

Al Capone tinha muita experiência em Chicago e não só, com pistolas, metralhadoras, tacos de basebol ou na fuga aos impostos.


Faltam menos de 6 dias para 2025 virar para 2026.

Tenham um bom dia pós Natal, e um bom início de fim de semana.

Saúde e boa sorte. Felicidades.

António Cabral (AC)

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

DIZEM ALGUNS . . . . .

Dizem alguns que - "quem usa o termo extrema-esquerda para se referir à esquerda já está objetivamente na extrema-direita" - 

Ou seja, se eu escrever num texto - extrema esquerda - sou óbvia e automaticamente de extrema direita, um fassssssistazinho!

Ou seja, se eu escrever num texto - extrema direita - sou óbvia e automaticamente de extrema esquerda.

Será isto?

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.

Mas discordo liminarmente desta mania de rapidamente rotularem os outros automaticamente. 
E estou farto da superioridade moral de uns quantos.

Por mim continuo a usar os termos seguintes: extrema esquerda, esquerda, direita, extrema direita.

E continuo convencido de que nos dois extremos há caceteiros, e gente violenta, e com a maior falta de respeito pelo que é diferente.
Não é só na extrema esquerda ou na extrema direita.

Como também existem, coexistem, algumas pessoas decentes que entendem ser essas as suas ideias e os melhores valores para a sociedade. Para a sociedade que defendem.

No caso concreto da extrema direita (não estou a falar de grupelhos neonazis com elementos sempre "dentro") em Portugal e salvo melhor opinião ela é representada pelo Chega.

No dia de hoje, segundo certas notícias, a serem a dura e fiel realidade, o Chega hoje fez o pleno.
Um autarca acusado de pedofilia, num hipódromo também qualquer coisa nauseabunda e, finalmente, um segurança do Chega e que me dizem é marido de uma das estrelas parlamentares do partido terá sido confrontado com roubo. Lindo.

Mas voltando à rotulagem, parece-me lamentável que com a maior facilidade (e arrogância?) de imediato se classifique alguém porque escreveu ou disse algo com que concordamos ou discordamos.
Na maioria dos casos em que isso acontece é bem capaz de haver precipitação.

Devemos ter democrática paciência para conviver com estas coisas.
Concordar, discordar ou, quando apetecer, argumentar. Mas respeitar. 
AC

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

A  MENTIRA


Retirado do dicionário de língua portuguesa, 7ªa edição, da Porto Editora, mentira é a afirmação contrária à verdade, com a intenção de enganar; engano propositado.

Por que carga de água me fui agora lembrar disto?
AC

terça-feira, 25 de novembro de 2025

FRANCISCO  Sá  de  MIRANDA e a

actualidade nacional

Foi um grande poeta português, e responsável pela introdução do soneto em Portugal.

Francisco Sá de Miranda (1485-1558) é por muitos considerado como tendo sido o introdutor definitivo do Renascimento literário.

Este poeta definiu o verdadeiro homem numa carta endereçada a D. João III:

Homem dum só parecer
Dum só rosto, duma só fé,
De antes quebrar que torcer,
Ele tudo pode ser,
Mas da corte homem não é.

Lembrei-me disto em parte pelo que se vem passando nos últimos tempos.

Sobretudo olhando a quantidade de farsolas que se arrastam na comunicação social, a que a comunicação social dá guarida, e estou particularmente a pensar num que está constantemente a ser entrevistado nas TV.

Dificilmente me convencerão que tudo isso não faz parte de um plano vasto gizado para ver se minguam quer o PS quer o PSD.
O que, se vier a acontecer e na minha discutível opinião naturalmente, será mau para Portugal.

As sondagens valem o que valem. Ainda assim, na sondagem que vi agora, parece-me muito interessante a % obtida pelos principais candidatos presidenciais, particularmente Ventura a descer. 
Pareceu-me.

Boa noite e boa sorte

AC