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sábado, 11 de abril de 2026

O  QUE  VAI  POR  AÍ

Olho o que se vai passando por cá.

As sucessivas cenas na Assembleia da República, os inarráveis videos sobre a actividade do governo, os discursos que nos vão oferecendo, os jornais e revistas e canais de televisão, o komentariado e as bolhas, as tiradas de Carneiro, a deturpação da história, . . . . . . . .

O autêntico roubo à mão armada nos postos de combustíveis . . . . 

Olho lá para fora . . . . . meu Deus, nem sei por onde começar . . . . 

Como me recordou um bom amigo . . . . . as latas vazias sempre fazem mais barulho do que cheias. 

O mesmo vale para cérebros!

(Frases atribuídas a Truman Capote)


Bom dia. Tenham um bom Sábado.

Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

domingo, 23 de novembro de 2025

TODOS  IGUAIS.   TODOS  IGUAIS  ??

Todos iguais. Somos todos iguais, proclama-se.
NÃO.
É mentira, uma das maiores mentiras propaladas por muita gente. NÃO, não somos todos iguais!

Somos todos diferentes, uns dos outros, na cor do cabelo, na pigmentação da pele, na cor dos olhos, na estatura física, nos genes. 
Mas esta é a parte pouco relevante.

E agora nesta época quase Natalícia, e a caminho do final de ano, e agora que coisas estranhas não param de suceder, volto à carga como há muito tempo já (mais superficialmente) tinha feito/ escrito.

Somos todos da mesma massa, mas a realidade é que as fôrmas de onde surgimos são diferentes. DIFERENTES.

Somos todos diferentes, uns dos outros, porque, 
* muitos têm tecto onde se abrigar, outros não, 
* uns têm emprego, outros não, 
* uns podem viajar, outros não, 
* uns passaram o Natal com familiares e amigos e até na Suíça, outros tentaram roubar cebolas e batatas para a consoada,
* uns alimentam-se regularmente, outros passam fome, 
* uns têm mudas de roupa, outros são maltrapilhos, 

* uns roubam cebolas e são logo presos, enquanto outros roubam muito e a muitos, e passam anos a passear e a pagar aos advogados com o dinheiro que têm lá fora, 
* uns têm apenas aquilo que conseguiram amealhar ao fim de anos de vida e trabalho esforçado, enquanto outros têm muito com o que conseguiram………adiante…..
* uns ficam numa fila à porta do centro de saúde à chuva sendo que a fila tinha para cima de 50 pessoas ao longo do passeio, enquanto outros defendem o hospital público mas vão ao privado onde são acompanhados à consulta como ainda em Outubro pude  comprovar,
* uns têm um carro utilitário pequeno a gasolina, enquanto outros. . . . .  (por exemplo um que bem conheço, tem um Tesla, e dois Porsches (um Panamera e um 911),

* uns compram os bens alimentares nos diferentes supermercados incluindo El Corte Inglês e ainda nas lojas finas de bairro, enquanto outros compram o que podem no MiniPreço,
* uns têm filhos em escolas públicas mas também em escolas privadas e pagam explicadores aos filhos sempre que necessário, enquanto outros andam nas escolas públicas e alguns não acabam a escolaridade obrigatória,
uns têm empregada (ou senhora que ajuda lá em casa, (padreca dixit), enquanto outros tratam da casa ao fim de semana mesmo que estafados da semana de trabalho,

* uns vestem-se a rigor ou "casual" conforme as circunstâncias e não por tola ideologia, outros aperaltam-se disfarçadamente quando conseguem estar entre decentes,
* uns podem usufruir de seguros de saúde enquanto outros rogam para que a saúde não lhes falte,
* uns têm a casa aquecida no Outono e Inverno ou fresca quando o tempo aquece, enquanto outros têm o ar condicionado ao tempo que faz,
* uns conseguem pagar um lar com melhores condições e perto da residência fiscal de modo a ter os muito idosos da família bem tratados, enquanto outros ……..
* uns conseguiram recuperar a casa de família na aldeia ou conseguiram comprar uma, enquanto outros contam os tostões,

* uns compram livros de vez em quando, enquanto outros compram de vez em quando o jornal desportivo, 
* uns tem aparelhagem em casa para ouvir música, têm muitos discos de música clássica e vão a concertos, enquanto outros se contentam com a telenovela,
* uns levam os netos à natação e ao judo, enquanto outros têm os miúdos a jogar à bola na estrada,
* uns vão regularmente comer fora de casa uma boa refeição de peixe, enquanto outros se deliciam de vez em quando com um "Burger",
* uns têm as revisões dos carros em dia e feitas na marca, enquanto  outros chumbam de vez em quando na inspeção,
* ………e………e….…e…....

Não, não, e não. Não somos todos iguais

Mas onde todos somos iguais é nos direitos formais. TODOS!

Numa sociedade decente, democrática, de direito, livre, próspera, desenvolvida, e onde exista justiça efectiva e um combate real e constante às desigualdades sociais, nessa sociedade todos temos de ser iguais perante a lei. 
Numa sociedade assim, todos somos iguais perante a lei.

Nada de diferente no essencial, entre mais favorecidos ou menos favorecidos. 
Nada de diferenças no acesso a oportunidades. 
Nada de diferenças nos acessos à saúde, habitação, educação. 
Nada de diferenças no essencial da vida, no essencial à vida.

E todos, mas todos, temos de ser iguais nos deveres. 
E por ordem alfabética, deveres chegam primeiro que direitos. 
E assim deve ser em sociedade, e assim devia estar escrito na Constituição, primeiro os deveres (quase não há deveres na CRP) e depois os direitos. 

Deveres e Direitos, na família, e designadamente para com os ascendentes e para com os descendentes.
Todos temos de ser iguais como cidadãos, como munícipes, como trabalhadores qualquer que seja a profissão, por conta de outrem, como servidores do Estado, e como funcionários públicos. 

Há servidores do Estado que não são funcionários públicos.
Todos devemos ser iguais, no pluralismo de expressão, na qualidade de vida na comunidade, na preservação do ambiente, na preservação da nossa cultura e da nossa história.
Todos devemos ser iguais no que respeita à nossa liberdade e à nossa segurança.

Todos temos de ser iguais perante a lei, sendo certo que sendo todos da mesma massa nascemos de fôrmas diferentes. 
É a realidade.

Não somos todos iguais, mas todos temos os mesmos deveres e os mesmos direitos. 
Ninguém é melhor ou superior que outro concidadão. 
E todos devemos saber servir e não o contrário, abusando da posição, do estatuto, da função, do cargo.

Se perante a lei não formos todos iguais, então vivemos numa sociedade doente, perversa

E numa sociedade perversa, incentiva-se a ignorância disfarçada de excelentes e simplificados programas de aprendizagem. 
Numa sociedade perversa instiga-se, por exemplo, através da publicidade enganosa e do marketing intensivo e das telenovelas e dos espectáculos pimba massificados, a estar horas nas TV a ver isso e futebol, a estar horas nas redes sociais a contar a vida íntima e parolices e imbecilidade, e etc.
Numa sociedade assim perversa, as redes sociais imperam e o que os poderes fazem aos cidadãos é assim também disfarçado.
Numa sociedade perversa, a comunicação social é manietada, descaradamente, ou por formas enviesadas.

Numa sociedade perversa e embrutecida ou que para lá caminha a passos largos, há o sr António, ou o sr José, ou o sr Francisco.
Não, não sou nem admito ser e que me chamem o sr António.
E há aquela coisa parva depois de pagar compras - continuação!

Sou o António Cabral, se quiserem sou o sr António Cabral, se quiserem podem colocar a seguir ao sr o título académico.
Não sou o sr António. Não somos todos iguais. 

Devemos ser todos iguais nos deveres e nos direitos e por eles lutar.
Procuro sempre nunca disto me esquecer e ser consequente.

Ah, às vezes dói-me já a coluna vertebral. 
Mas tenho coluna vertebral, e não uma esponjosa massa cartilagínea ou de colagénio.
 
António Cabral (AC)

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

CLASSIFICAÇÕES

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude, a saber:

- Micro (menos de 2,0), 
- Muito pequenos (2,0 - 2,9), 
- Pequenos (3,0 - 3,9), 
- Ligeiros (4,0 - 4,9), 
- Moderados (5,0 - 5,9), 
- Fortes (6,0 - 6,9), 
- Grandes (7,0 - 7,9), 
- Importantes (8,0 - 8,9), 
- Excecionais (9,0 - 9,9) 
- Extremos (quando superior a 10).

Magnitude que significa, naturalmente, a natureza/ dimensão de estragos causados. 

Ora os sismos são classificados segundo a sua magnitude acima indicada e, inerentemente, pelas suas trágicas consequências particularmente a partir de "moderados".

Estando nós, país/ sociedade portuguesa neste lamentável estado  (opinião pessoal naturalmente), imaginei que talvez se possa fazer um curioso/ especulativo exercício classificativo relativamente a várias coisas na sociedade portuguesa. 

Ora para começar, se olharmos a vida nacional com atenção, profundidade, por analogia poderíamos classificar (de 0 a 10) certas figuras públicas mas particularmente certas das suas intervenções públicas acontecidas desde 1 Janeiro passado (para não ir mais atrás), tendo em conta os reflexos para a vida nacional. 

Deixo assim à consideração dos meus estimados leitores uma diversão, ponderarem como classificariam, por exemplo, estas pessoas públicas:

Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Nuno Santos, Ferro Rodrigues, Carlos Moedas, André Ventura (sempre em entrevistas longas nas TV), Marcelo Rebelo de Sousa, Mariana Mortágua, Paulo Portas,

Isabel Moreira, Joana Mortágua, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, Clara de Sousa, Inês Sousa Real,
Alexandra Leitão, Carlos Moedas, Marcelo Rebelo de Sousa, 

Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco Louçã, Gouveia e Melo,
André Ventura, António José Teixeira, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, João Jardim, Miguel Sousa Tavares, 

Miguel Albuquerque, Brilhante Dias, Marcelo Rebelo de Sousa, 
Marcelo Rebelo de Sousa, Ângelo Correia, António Costa,
Raquel Varela, Miguel Relvas, Marcelo Rebelo de Sousa, 

Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva, José Mourinho,
Dores Meira, Manuel Pizarro, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Pinto Luz, Nunes da Silva,

Catarina Martins, Luís Cabral, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, Ricardo Reis, Paes Mamede, 
Pedro Bogas, Luís Marques, Marcelo Rebelo de Sousa, 

Marcelo Rebelo de Sousa, Luís delgado, Francisco Pedro Balsemão,
Pedro Tadeu, João Vieira Pereira, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, Ramalho Eanes, Vitor Matos, 

Clara Ferreira Alves, Maria João Avidez, Marcelo Rebelo de Sousa, 
Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro, Sebastião Bugalho, 
Rodrigo G. de Carvalho, Durão Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa,

Marcelo Rebelo de Sousa. Henrique Monteiro, Luís P. Nunes,
Henrique Monteiro, Ricardo Costa, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, José A. Seguro, Ricardo Araújo Pereira, 

Estrela Serrano, Jorge Pinto, Marcelo Rebelo de Sousa, 
Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Monjardino, Rui Costa,
Filipe Vieira, Noronha Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa,

Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Tavares, Luís Aguiar Conraria,
Miranda Sarmento, João Miguel Tavares, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, Ana Paula Martins, António Barreto, 

Joana Bordalo e Sá, Susana Peralta, Marcelo Rebelo de Sousa, 
Marcelo Rebelo de Sousa, Bárbara Reis, Pedro Norton,
Pacheco Pereira, Francisco T. da Mota, Marcelo Rebelo de Sousa,

Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Garcias, Miguel Esteves Cardoso,
Teresa de Sousa, Vital Moreira, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, Seixas da Costa, Pedro Adão e Silva,

Pedro Portugal, Ricardo Sá Fernandes, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, Manuel Pureza, Cotrim Figueiredo,
Helena Garrido, Manuel Falcão, Marcelo Rebelo de Sousa,

Marcelo Rebelo de Sousa, Jaime Nogueira Pinto, Herman José, 
Sebastião Santana, Bernardo Colaço, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, Mafalda Anjos, António Filipe,

Nuno Melo, Carlos Carreiras, Marcelo Rebelo de Sousa,
Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Morgado, Valentina Marcelino, 
Tomás Correia, Miguel Pinheiro, Marcelo Rebelo de Sousa,

Marcelo Rebelo de Sousa, António Guterres, Rui Rio,
José Sócrates, Helena Matos, Marcelo Rebelo de SousaETC.

Em suma, olhando para estas figuras públicas (há muitas mais) e usando o glossário dos sismos, quais delas podemos considerar responsáveis por maiores ou menores "deslizamentos" (como se sabe provocam grandes danos), quais serão verdadeiros "epicentros" de problemas na sociedade portuguesa, se algumas serão verdadeiras e contínuas e danosas "ondas sísmicas" na sociedade?

Enfim, uma sugestão de "jogo".
AC

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

 


É uma nódoa, não tenho a menor dúvida.
Mas a falta de cultura de muitos dos meus concidadãos leva a que muitos se deixem enganar tão facilmente. 
Lastimável.

AC

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

 . . . . Se há questões profundamente políticas são as de vida ou de morte. Não há maior dever do Estado do que proteger a vida dos cidadãos. Garantir uma melhor defesa contra ameaças e riscos é a razão de ser da criação de qualquer comunidade política. . . . . .
. . . . . . . 
 que os responsáveis mostrem capacidade de resposta em tempo útil, com eficácia, e que não haja razões para suspeitar falta de rigor no apuramento de responsabilidades ou para duvidar da credibilidade das mudanças a introduzir. Seria talvez bom que, entretanto, os políticos refletissem sobre o facto de gestos populistas na oposição muitas vezes se tornarem num problema de (in)coerência quando se chega ao poder. . . . 
. . . . . 
. . . . Manter infraestruturas de qualidade é a tarefa mais importante do Estado, seja para a segurança ou para a economia nacionais. . . .
. . . . . . . 
Por fim, temos de decidir se vamos usar mais turismo para garantir que este gera não apenas mais rendimentos para alguns, mas mais qualidade de vida para todos. 

Por exemplo, em Lisboa, isso implica lidar com transportes públicos envelhecidos, mas também com o caos no aeroporto ou no trânsito, com carros parados em segunda fila a fazer cargas e descargas em plena hora de ponta. Lidar com o descontrolo na recolha do lixo. Lidar com a ineficácia das medidas para impedir níveis inaceitáveis de ruído na rua, durante a noite, em cada vez mais zonas. 

. . . . . Se quisermos muitos turistas à procura de cerveja barata provavelmente continuaremos a ter. Se quisermos mais turismo de qualidade, que traga mais-valias significativas, então temos de investir mais, fazer respeitar regras claras e básicas, e até cobrar mais aos turistas, começando pela taxa turística. 

(Bruno Cardoso Reis, 12 Set. 2025)
(sublinhados da minha responsabilidade)

EXACTAMENTE.

Acrescento que era importante em tudo, por rigor, verdade, transparência e decência, identificar onde tudo começou, seja a Carris, seja o que for.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

"A AMNÉSIA É UM FENÓMENO PERIGOSO",
"NÃO SÓ PORQUE DEBILITA A INTEGRIDADE MORAL E INTELECTUAL, MAS TAMBÉM PORQUE PREPARA TERRENO PARA OS CRIMES QUE AINDA ESTÃO PARA VIR"
.

PARECE-ME UMA ASSERÇÃO CORRECTA.

Bom dia. Saúde e boa sorte

António Cabral (AC)

sábado, 6 de setembro de 2025

O  CINISMO  DOS  APANIGUADOS 
Interessante como os cínicos dos vários lados das barricadas ideológicas/ políticas vão deixando as suas mensagens, seja em blogues (os únicos que acompanho, só tenho blogue), seja em certas preces e declarações nos OCS.
Um bom retrato da tugolândia!
AC



GLÓRIA ?     NENHUMA!
A tragédia do Elevador da Glória vai marcar Lisboa, o País, mas  sobretudo as famílias das vítimas.

Há muitas décadas, no tempo da "outra senhora", o farol da Gibalta desmantelou-se, desmoronou-se para cima do comboio que passava, na linha Cais do Sodré - Cascais.
Responsabilidades criminais e outras? Pois!

Na estação do Cais do Sodré, vários anos depois o telheiro sobre as gares implodiu, caiu, creio que, mais uma vez, morreram pessoas.
Responsabilidades criminais e outras? Pois!

O incêndio do Chiado, de que observei a meio do Tejo a fumarada e me fez subir a rua do Alecrim a correr logo que desembarquei no Cais do Sodré e pude observar durante algum tempo a balbúrdia e tragédia que se desenrolava, não deu que eu saiba nenhuma recriminação violenta sobre os vários responsáveis da CMLisboa quanto mais responsabilização criminal.

A plantação de canteiros rua do Carmo acima teve trágica influência no combate às chamas pois dificultou imenso o acesso por parte dos bombeiros. Que eu saiba nada de especial aconteceu a políticos e responsáveis na autarquia.

Os incêndios de 2017 tiveram as consequências conhecidas. Passaram anos e quanto a limpezas, florestas, interior do país, responsabilização criminal, reconstrução de casas e outras infra-estruturas . . . .  estamos conversados atento o presente Verão. 
Páginas não foram viradas!

A manutenção /recuperação da ponte Duarte Pacheco em Lisboa foi feita finalmente depois de muitos gritos de alerta, e recordo o que durante anos foi dizendo Edgar Cardoso.
Quem como eu passava constantemente debaixo dela bem se dava conta da degradação crescente. Felizmente não houve tragédias.

Os roubos de espingardas metralhadoras G3 e de pistolas ao longo de anos, o folhetim de Tancos . . . . . pois. . . .  estamos conversados.

A ponte de Entre-os-Rios caiu e . . . . sabe-se o resto.
Louva-se ao delírio a atitude política de Jorge Coelho, demitindo-se.
Pessoalmente, considero ter sido uma atitude política decente, honesta, digna. Mas a realidade é que se pirou, havendo no seu ministério vários imbróglios. Recordam-se das inundações dos túneis na Baixa Lisboeta?

Se virmos bem, desde por exemplo o desmoronar da Gibalta até ao presente, temos várias e diversas e diferentes tragédias, incluindo os desastres trágicos ferroviários e aeronáuticos. Estes com muitos mortos.

Pode dizer-se que, a par de falhas materiais e humanas em todas as tragédias desde há décadas e décadas, terá havido em muitas delas negligências, faltas de manutenção, falta de vistorias e controlos apertados? PROVAVELMENTE. 

Pode dizer-se que há um padrão português? Se calhar . . . . 

A responsabilização de pessoas, a responsabilização criminal e outras, não faz os mortos nas tragédias regressar aos vivos. OBVIAMENTE.

Mas a responsabilização, as culpas não morrerem solteiras teriam provavelmente feito com que daí para a frente a ligeireza, a irresponsabilidade na gestão do património nacional, seja do Estado ou privado, não fosse tratado como se vê há décadas.

Na tragédia da Glória, claro que de imediato se tratou de mandar investigar, dentro da Carris, fora da Carris; se mandou abrir inquéritos e, de acordo com o que vou lendo, ele é MP, PJ, CML, Carris, ordem dos engenheiros etc. etc. etc. etc.

Pesares MUITOS, flores MUITAS, o costume portanto.

Aguardemos portanto para observar o que desta vez, desta tragédia, vai sair completamente diferente do passado.

Os responsáveis que agem em nome do Estado, que agem em nome de empresas como neste caso a Carris, que agem em nome de empresas contratadas para manutenção de infra-estruturas e equipamentos, que agem em conformidade com ordens recebidas assim transferindo ou alocando verbas e fundos extraordinários, que agem em nome dos governos, que agem em nome de autarquias, raramente são responsabilizados pelo que fazem ao arrepio de muita coisa, e pelo que não fazem e deviam fazer.

No plano político temos sempre, os pesares nos sítios dos poderes, as declarações pesarosas, as condolências de todos ás famílias das vítimas, e todos eles a ansiar que o tempo passe depressa.

Noutro plano, temos as seguradoras a garantir estarem prontas a ajudar!

Temos depois, neste caso da "Glória", o PM a salientar que não deve haver aproveitamentos políticos da tragédia ocorrida.
Respeitosamente, devia estar bêbado quando falou. Vai ser um festival.

Todos clamam por respostas claras, conclusões detalhadas, apuramento das causas do acidente, e todos clamam por responsabilidades.

No caso da "Glória", pelo menos em 2018 já tinha havido problemas graves, felizmente sem consequências trágicas.

Vamos portanto ver o que nos vai ser dito e, em função disso, esperaremos sentados pelos capítulos seguintes.
Aguardemos portanto.

Quatro coisas, em síntese: 
1ª - morreram pessoas; vamos ver as consequências para os feridos; há famílias destroçadas.
2ª - a vida política de Carlos Moedas deve estar arrumada, coisa que me incomoda ZERO.
3ª - a corrida autárquica em Lisboa ganhou acrescidos ingredientes.
4ª - uma tragédia atingiu menos de 50 pessoas. Já repararam que tiveram de ir para vários hospitais, que vários outros meios materiais e humanos tiveram de vir de outros lados?
E se tivesses ocorrido uma tragédia HORROROSA, com 12 a 15 vezes mais vidas humanas atingidas?
Que respostas?

Serei só eu que, mais uma vez, verifica a fragilidade de tudo isto?
E quanto a lideranças?

Viva o turismo salvador da economia.
Boa noite.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

A DEMOCRACIA para certos Pândegos

Pouco ou nenhum respeito pelos outros.

Sempre que possível arranjar subsídios.

Nenhum respeito pelo património que é de todos.

Sempre que possível tentar enganar os outros, seja nas filas do supermercado, seja nas filas nas gasolineiras, seja nas filas das lojas do cidadão ou nos CTT em que um bebé passa de colo para colo, etc.

Bom dia.
Tenham um bom início de fim de semana.
Saúde e boa sorte.

AC

(republico, com actualizações)


ORA   IMAGINEM   LÁ . . .
Citação - Lamento as putas intelectuais que proliferam na vida pública. Eu sempre li as putas e os patrões dessas putas, tentando não ficar tão provinciano como elas. “Jorge de Sena”

Nota prévia - Num filme policial, com Al Pacino, há uma cena em que a certa altura, para tentar explicar o seu ponto de vista, o personagem desempenhado pelo actor conta a história de um padre que um dia ajoelhou aos pés do Papa, chorando copiosamente, e dizendo, - eu já não acredito, já não tenho fé, que hei-de fazer senhor? 
O Papa respondeu-lhe , .…………finge!

Ora então imaginem lá:

> Que não se visse tanta extravagância mais própria de fidalguia arruinada.
> Que, documentos envolvendo certas pessoas não tinham ficado anos por investigar.
> Que, se tinha começado a ter mais cuidado e analisado a documentação que, cá pelo burgo, muito convenientemente para os colarinhos brancos, dizem que é muitas vezes carimbada com a célebre frase – “arquive-se por não estar directamente relacionado”.

> Que tinha havido de facto certas investigações a fundo e não apenas propaladas intenções, próprias de quem passa anos manso e quedo no gabinete ou passeando nas recepções.
> Que em vez de se anunciar que se vai acabar com fundações, se lhes acabava imediatamente com as isenções fiscais, sobretudo aquelas que foram montadas com os dinheirinhos de todos nós.
> Que o aeroporto de Beja tinha de facto a quantidade de utentes tal como publicamente divulgado em 2006.

> Que a dívida pública era apenas de 60% do PIB.
> Que todos os partidos esmiuçavam na Assembleia da República os resultados dos planos de barragens anunciado no início da chamada era Sócrates, conversado várias vezes depois, e continuado com o governo que agora caiu, para que todos os portugueses ficassem a saber dos dinheiros envolvidos (e esfumados?). 
> Que muitos dos que se passeiam lá por fora á conta do erário público revertiam para proveito interno/nacional as experiências e conhecimentos assim obtidos.

> Que se tinham investigado certos casos com a efectiva colaboração que importava, das Finanças.
> Que todos os partidos, sem excepção, debatiam na Assembleia da República as verdadeiras consequências técnicas e financeiras resultantes de cada vez que as eólicas não produzem energia.
> Que os ministros não mediam o seu sucesso e/ou influência pelo dinheiro que gastam ou pela retórica balofa.
> Que as oligarquias dos partidos não se auto perpetuavam.

> Que não havia tanta gente de tão fraca memória, capaz de alijar até as mais entranhadas responsabilidades e culpas, e sempre dispostos a explicar-nos como é, afinal, nossa a culpa de terem eles torrado o nosso dinheiro.
> Que os acidentes graves comprovadamente causados por pesados tinham efectivas e violentas consequências para esses condutores.
> Que os políticos passavam a não falar em estratégia até que aprendessem o que isso é e o que lhe subjaz.

> Que não tinha havido tanta promoção de negócios de favor nos bastidores.
> Que, pelo menos desde 1991, os sucessivos governos tinham de facto controlado as finanças públicas.
> Que os exemplares/ edições de um certo livro descrevendo minuciosamente mecanismos tortuosos de financiamento por baixo da mesa não teriam sido quase todos comprados a mando de uma certa e poderosa pessoa. 

> Que a lei do financiamento partidário não era a vergonha que é.
> Que por cá a definição de governos de esquerda ou direita não estivesse a parecer-se com o que se diz lá pelo Brasil, em que a questão tem apenas a ver com a mão com que roubam, e que os do centro são ambidextros.
> Que não havia tanta ou mesmo nenhuma gelatina política ainda por cima a maioria das vezes vaidosa e pesporrente.

> Que havia uma real e efectiva estratégia de combate á corrupção designadamente no domínio preventivo.
> Que, o sistema judicial tinha sido capaz de concluir investigações manifestamente letais para alguns políticos, de incomodar lideranças partidárias com inquéritos que soubessem enquadrar os factos na sua manifesta relação com o financiamento ilegal dos partidos, e o mais grave dos crimes que lhe é adjacente, a corrupção.

> Que ao longo dos anos tinha havido actividade política muito menos retórica demagógica e ociosa.
> Que a maioria dos decisores políticos não tinha andado sempre a empurrar com a barriga quase tudo e mais alguma coisa.
> Que os municípios não parecessem às vezes quase comportar-se como um Estado dentro do Estado.
> Que nunca tinha havia violações ao princípio da não retroactividade da lei fiscal.

> Que muito menos chefes e decisores emprenhavam pelo ouvido.
> Que não havia tanta falta de gestos de decência.
> Que os chefes escutassem também os que, em privado deles muitas vezes discordando, lhes eram pessoal e profissionalmente leais. 
> Que a legitimação da mediocridade não era uma triste realidade.

> Que nenhuma faculdade emitia diplomas ao Domingo.
> Que o Estado, ou seja designadamente os sucessivos governos, não tolerava atrasos nos pagamentos a empresas e fornecedores superiores a 60 dias.
> Que da consulta de, discursos (a todos os níveis e pelo menos desde 1986), de programas de governo, de grandes opções do plano, de leis, de orçamentos do estado, não tivesse sido tão fácil ilustrar a mentira típica que nos ofende há décadas.

> Que os sucessivos governos já tinham olhado com rigor ao que se passa na central nuclear espanhola de Almaraz II, onde de vez em quando surgem problemas, e lhe vão sempre esticando o prazo de vida. 
> Que ao longo dos anos, sobretudo desde 1991 e mais particularmente desde 2002, os governos não tivessem inscrito nos OE’s verbas sempre inferiores às efectivamente necessárias para as despesas com pessoal nas Forças Armadas. 
> Que não havia pândegos que, para terem a consciência limpa, não lhe dão uso.

> Que se olhava a sério para a estrutura Concelhos e Freguesias, completamente desgraçada tendo em conta, por exemplo a fuga do interior, os despovoamentos, existindo freguesias em cidades com mais população que muitas cidades. 
> Que contrariamente ao que parece ser a realidade, as inúmeras sociedades anónimas de capitais públicos tinham registos globais e eram de facto controladas com rigor.
> Que não havia tantos a não sentir vergonha, “pois quem não sente vergonha, não tem vergonha”.
> Que as nossas águas fossem menos ricas em robalos e liberalidades.
> Que os nossos OCS mostrassem mais trabalhos de verdadeira investigação.

> Que não havia falhas de manutenção de equipamentos ao serviço da comunidade, nem ajustes directos vários mais que discutíveis.
> Que se ocorressem assaltos a navios nacionais ou estrangeiros nas águas territoriais ou um pouco fora delas mas dentro da massa imensa de oceano sobre a qual Portugal tem jurisdição, atento o direito internacional marítimo eram resolvidos rapidamente e com eficácia designadamente pela marinha.

Ora imaginem lá tudo isto e muito mais. 

Bem, Portugal continuava geograficamente localizado onde sempre esteve.
Mas, provavelmente, não era tão “torrãozinho de açúcar” ao gosto do “Brigadeiro Chagas” do sempre actual Eça de Queirós.
E poderíamos estar num País verdadeiramente com menos desigualdades, menos iniquidades, e menos frágil.

Infelizmente ao Camões de “mudam-se os tempos mudam-se as vontades”, tem-se sucedido a “mudança mudada em permanente mudança”. 
Por isso não vamos lá, ou melhor, continuamos neste horrível lamaçal. 

Todas as opiniões são legítimas, sobretudo se proferidas de forma civilizada. Tentei fazê-lo. 

Até porque “povo que dorme….tirania que desperta”.
AC

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Fiquei muito contente por verificar que 

Sua Excelência enviou uma mensagem ao seu homólogo do Burkina Faso a felicitar a equipa nacional de berlinde e todo o povo do Burkina Faso, pela conquista do campeonato mundial de berlinde de 2025.

AC

 

O homem cada vez mais me parece isto, o Demónio da Tasmânia.

Bom dia. Bom início de fim de semana. Saúde e boa sorte.

AC

Existe alguma coisa deste género para definir os encerramentos hospitalares, aos fins de semana, nos meses de Julho a Setembro, ou nas vizinhanças de férias de Carnaval, da Páscoa ou do Natal?

O sr Cortes estará a ponderar o assunto?

AC

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

FRANCISCO  Sá  de  MIRANDA e a

actualidade nacional

Foi um grande poeta português, e responsável pela introdução do soneto em Portugal.

Francisco Sá de Miranda (1485-1558) é por muitos considerado como tendo sido o introdutor definitivo do Renascimento literário.

Este poeta definiu o verdadeiro homem numa carta endereçada a D. João III:

Homem dum só parecer
Dum só rosto, duma só fé,
De antes quebrar que torcer,
Ele tudo pode ser,
Mas da corte homem não é.

Lembrei-me disto em parte pelo que se vem passando nos últimos tempos.

Sobretudo olhando a quantidade de farsolas que se arrastam na comunicação social, a que a comunicação social dá guarida, e estou particularmente a pensar num que está constantemente a ser entrevistado nas TV.

Dificilmente me convencerão que tudo isso não faz parte de um plano vasto gizado para ver se minguam quer o PS quer o PSD.
O que, se vier a acontecer e na minha discutível opinião naturalmente, será muito mau para Portugal.

AC

 NUMA  SALA  DE  CINEMA

Fui outro dia ver um filme. Português, "O pátio da saudade". Foi nas Amoreiras. Há talvez mais de três anos que isso não acontecia.
Não resisti a fotografar o estilo da cadeira: americanice pura, com receptáculo enorme para enfiar um brutal pacote de pipocas ou um balde de refrigerante. 
Tudo tipicamente da cultura portuguesa, de há séculos.

Evidentemente que isto e outras coisas (basta por exemplo observar o que está em muitos carrinhos de compras nas filas de pagamento nos supermercados) explicam a "beleza" de gordura que observei este ano nas praias.

Tenham uma boa 5ª Feira. Saúde e boa sorte.
AC

P O E S I A
(cada vez com maior actualidade)

Sem que discurso eu pedisse,
Ele falou e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.

P'ra mentira ser segura
E atingir profundidade,
Tem de trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade.

Mentiu com habilidade,
Fez quantas mentiras quis,
Agora fala verdade,
Ninguém crê no que ele diz.

Julgando um dever cumprir,
Sem descer no meu critério,
Digo verdades a rir
Aos que me mentem a sério


           António Aleixo


António Cabral

SOLUÇÕES  INOVADORAS
Carneiro quer soluções inovadoras para combater assimetrias entre territórios. 
O secretário-geral do PS propõe o IRC "como um instrumento ao serviço da coesão económica e social" e medidas que apoiem a criação de Parques de Localização Empresarial para a instalação de empresas"
.

Nos 8 anos e tal de governação (??) Costa não encontrou nada que o pudesse inspirar agora?
Nada mais para além de ter descoberto que António Costa também andou há uns anos a passear pela EN 2 ?

Não passamos disto, com tiradas deste género, variando entre, a vacuidade, o irrealismo, a mentira, e a descarada ausência de vergonha na cara. Em boa verdade a descarada ausência de tudo.
AC

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Mortágua diz que Governo tem obrigação de garantir que Flotilha Humanitária "chega a Gaza em segurança"
Mortágua explicou que está em causa “uma missão sem precedentes” para furar o cerco israelita que junta “dezenas de embarcações” e delegações de mais de 40 países
.

A seguir esta Mortágua deve vir berrar que o governo é incompetente, que se a Marinha não colocar fragatas e submarinos a escoltar essa tal de "flotilha" então não é precisa para nada, tal como a Força Aérea se não escoltar sem paragens a tal de "flotilha" para afugentar a aviação israelita.

Esta gentalha quer mesmo bater à viva força a Gretazinha!
E continua a não ter espelho em casa.

AC

terça-feira, 26 de agosto de 2025

SEJA BEM VINDO QUEM VIER POR BEM

Dito popular, antigo, conhecido, até cantado por extraordinários cantores.

"Virem por bem"

Porque continua a ter pouca aplicação na sociedade, na vida da República ?


Tenham um bom dia. Saúde e boa sorte.

AC 

domingo, 24 de agosto de 2025

"O  MITO  É  O  NADA  QUE  É  TUDO"

(Fernando Pessoa, Mensagem)


Porque me terei lembrado disto?

António Cabral (AC)