NUMA SALA DE CINEMA
Fui outro dia ver um filme. Português, "O pátio da saudade". Foi nas Amoreiras. Há talvez mais de três anos que isso não acontecia.Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
GINA
Faleceu Gina Lollobrigida.
Como sempre, e a respeitar, opiniões diversas haverá sobre a actriz, tal como sobre outras suas compatriotas: Sofia Loren, Claudia Cardinale, Monica Vitti, Virna Lisi, ou Monica Bellucci.
Boas profissionais do cinema? Bonitas? Espampanantes? Que filmes?
Como beleza feminina?
Por mim Virna Lisi e Gina ganham como mulheres bonitas e sensuais.
Descanse em paz Gina.
AC
quarta-feira, 11 de março de 2020
Sergei Mikailovich Eisenstein, importante cineasta russo. Com obras fantásticas, numa fase primeira com visões heróicas da revolução soviética.
Um dos seus mais famosos filmes e que repetidamente vi - Ivan, o terrível - cuja primeira parte data de 1945 sendo que a segunda só subiu aos cinemas depois da sua morte.
AC
segunda-feira, 4 de março de 2019
Como referi há dias num pequeno post, a noite/ entrega dos Óscares é coisa que não prende a minha atenção há alguns anos.
Pela mão de um bom amigo, recebi uma proposta que a academia em Hollywood deveria ter ponderado, pois muitos dos candidatos continham todos os ingredientes ganhadores. Ora vejam:
Melhor Filme: "Tancos: Fuga para a Vitória", de Antonhy Costa.
Melhor Argumento Original: "A Casa Assombrada", de Richard Robles.
Melhor Actor Principal: Marcel d' Souza, por "Afectos - O Monstro da Praia Fluvial".
Melhor Actriz Principal: Assumption Christs, por "9 Moções e Meia - Sexo na Adega".
Melhor Fotografia: Roy River, por "O Homem Invisível".
Melhor Curta-Metragem: Lewis Markes Ments, por "Um Domingo Qualquer".
Melhor Actor Secundário: Charles César, por " A Família Adams".
Melhor Filme Estrangeiro: "Lost in Venezuela", de Jeronimous d' Souze.
Melhor Guarda-Roupa: "Angola Jeans", de Antonhy Costa.
Melhor Canção: "Electrical Storm", de John Galamba.
Melhor Argumento Adaptado: Andrew Silva, por "PAN- Brigada Animal".
Melhor Maquilhagem: Catherine Martins, por " Cleópatra- Rainha do Gulag".
Melhor Filme de Animação: "Sideways-Entre Vinhedos", de Jean Claude Junker.
Melhor Realizador: Marius Centenhu, por " O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde".
AC
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
A minha idosa mãe é muito engraçada, embora isto pareça mal vindo de mim, mais que suspeito, é de facto uma senhora muito curiosa.
Com uma memória fantástica, no nosso contacto telefónico diário diz-me sempre - olha, viste aquela notícia, que pouca vergonha - e eu replico - não, não sei o que se passa, raramente vejo TV.
Só me venho a aperceber de coisas várias dias depois, quando faço periódicos zappings nos online.
"Ah eu não, enquanto cá andar quero ir sabendo o que se passa".
Vem isto a propósito dos celebrados Óscares do cinema.
Há anos que não gasto um minuto nisso, como fiz há longo tempo pela noite fora.
Aliás, já agora, o meu filho mais novo e a mulher são na família quem ainda vai persistindo em ir ao cinema clássico.
Há dias, num Domingo, foram ver o último filme de Clint Eastwood e disseram-me ser um filme muito bom.
Ainda resisto, sendo embora um admirador do velhinho Clint.
Lembro-me aliás do filme que fui ver no mais que idoso SJorge, em que no início aparecia um pistolão enorme.
O último filme que vi dele fui o Gran Torino, belíssima peça, em minha opinião. E já foi há bastante tempo.
Não, Óscares e palhaçadas já dei para esse peditório.
AC
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Reparei nas notícias que houve uma festa ligada ás coisas do cinema onde compareceram actrizes vestidas de negro. Como forma de protesto, se bem percebi. Uma, pelo menos, de vermelho bem vivo recusou, ... e deu muito nas vistas!!.
Há tempos li um artigo de opinião, no JN, da responsabilidade de João Gonçalves, que reproduzo:
>> As "artes e espectáculos" mundiais, com epicentro fatal nos EUA, têm estado a ser tomadas de assalto por aquilo que apelido de assédio retroactivo. É um tema recorrente no espaço público, político ou não, agravado pela rápida disseminação através das redes sociais. Uma frase deixada cair no Twitter é o bastante para atear um incêndio mediático de proporções incalculáveis. A sugestão de uma mão descaída a roçar um braço, um pénis ou um seio, ainda no século XX, tem força imediata de acto "impróprio", mesmo que na altura não houvesse um murmúrio, uma queixa ou, mesmo, uma mão descaída. O cumprimento vulgar e surpreendido pela beleza circunstancial pode ser relevado como insulto. A troca de fotografias ou de filmagens "em tempo real", ditas ousadas, através das mais distintas plataformas tecnológicas, não preocupava excessivamente a opinião pública porque se tratava, salvo no crime de pedofilia, de matéria privada: dos filhos e das filhas adolescentes, deles e delas, deles e delas com outros. Algumas das "neo-vítimas" que participaram nestes jogos - alguns de poder, é certo, mas alguns destes também consentidos anos a fio até porque a subserviência à autoridade para obter favores é uma velha história, como lembra Camille Paglia - entretanto descobriram-se enojadas e vá de arruinar, sem contemplações, a vida pessoal e profissional de uma data de gente. Cá tenta-se imitar esta deriva puritana e hipócrita em pequenino. Pessoas que se imaginam subtis, porque aparecem muito sem saber dar uma para a caixa, "queixam-se" em abstracto do nada que não lhes acontece. Umas porque se supõe femininas retardadas, outras porque são simplesmente parvas. Como quase tudo o que chega a Portugal, talvez a "inveja do pénis", estudada por Freud, só agora, já morta e enterrada, emergiu nestas pobres cabeças pequeno-burguesas. "As mulheres, tanto como os homens, têm a obrigação de preservar a sua dignidade humana, sem recurso a tribunais a posteriori", escreveu Paglia. Por outras palavras, "rectidão e auto-respeito" em vez de "humilhações" artificiais e oportunistas. Sabe-se como isto começou, todavia ignora-se como vai acabar numa sociedade que desaprendeu a viver com medo e que teme tudo. Assim sendo, justifica-se terminar com uma pergunta-resposta de Camille Paglia, tirada do livro "Vampes & Vadias". "Qual seria o meu conselho para os sexos? Eu diria para os homens: Mantenham-no teso! E para as mulheres diria: Lidem com isso!"<<
Ainda por cima dizem por aí que 100 mulheres, a maioria francesas, assinaram uma carta a dizer coisas ao contrário das de negro.
Continuo com dúvidas.



