Subordinação - muito sinteticamente, é dependência.
Submissão - muito sinteticamente, é sujeição, é acto de se submeter.
Ao longo dos anos periodicamente "visitando" a nossa história recente, particularmente desde 1987, um dos temas sempre defeituosamente tratados por muitos políticos e sobretudo por muitos jornalistas, premeditadamente ou apenas por descarada e lastimável ignorância, é a defesa nacional (DN), como aliás também a instituição militar (FA).
Estou a voltar a falar destes temas agora que por estes dias tanto andam na boca de vários "doutores".
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Tem sido propalado, por alguns orgãos de comunicação social, o conceito da subordinação do chamado "poder militar" ao poder político.
- O "poder militar", na acepção que habitualmente se lhe pretende dar nos meios de comunicação social, não existe.
- No que respeita à subordinação do aparelho militar ao poder político, ela é inquestionável e constitui uma condição fundamental num Estado de direito democrático tal como, no nosso caso, está consagrado na Constituição.
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Claro, simples, inquestionável, mas continua a ver-se na sociedade particularmente "nos de cima", aqui e ali, que não percebem.
Para a esmagadora maioria dos ignorantes e de vários malfeitores que por aí se pavonearam e pavoneiam a DN = FA !!!!! Errado.
Mas incutiram isto na população portuguesa.
Aprendi isto (DN não é FA) há muito tempo com o meu melhor amigo militar, almirante reformado.
Por intermédio do meu amigo conheço várias coisas sobre a Marinha do passado recente.
Por intermédio do meu amigo conheço várias coisas sobre a Marinha do passado recente.
Conheço, por exemplo, algumas coisas do tempo em que a Marinha foi chefiada pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante Nuno Gonçalo Vieira Matias.
Uma das suas acções, elogiada por muitos olhada de viés por outros, consistiu em dirigir-se periódica e directamente aos militares e civis em serviço na Marinha, através de umas designadas "Cartas do CEMA".
De uma a que tive acesso, a "Carta do CEMA", nº 5, de Março de 1998, aqui deixo a última parte da 1ª página dessa carta.
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Tem sido propalado, por alguns orgãos de comunicação social, o conceito da subordinação do chamado "poder militar" ao poder político.
Com a única intenção de contribuir, a nível interno, para alguma consonância na interpretação de tal expressão, entendi por bem tecer as seguintes considerações:
- O "poder militar", na acepção que habitualmente se lhe pretende dar nos meios de comunicação social, não existe.
O que existe, isso sim, é uma componente militar do poder nacional, representada pelas suas Forças Armadas, essencial à defesa do País ou dos seus interesses vitais quando estes se encontrem ameaçados.
- No que respeita à subordinação do aparelho militar ao poder político, ela é inquestionável e constitui uma condição fundamental num Estado de direito democrático tal como, no nosso caso, está consagrado na Constituição.
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Claro, simples, inquestionável, mas continua a ver-se na sociedade particularmente "nos de cima", aqui e ali, que não percebem.
Melhor, querem lá saber.
António Cabral (AC)
António Cabral (AC)
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