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sábado, 6 de junho de 2026

GRANDES   COMANDANTES

O estudo de grandes génios, cientistas, artistas, militares, políticos, suscita sempre grande curiosidade pelas suas realizações, pelas suas personalidades.

De certa maneira a história mundial repousa sobre os ombros e cabeças de muitos tidos como génios, e muitos foram-no mesmo. 

Às voltas com a minha livralhada, espalhada por estantes e armários e pela garagem, ás vezes dou com livros de que já nem me lembrava.


É o caso deste, e verifico que me foi oferecido em 2010.

O autor do livro é norte-americano, nascido em Berlim, ingressou no exército da União em 1861, combateu na guerra civil americana. Aborda seis génios militares do passado mais ou menos longínquo.

O autor aborda sobretudo a confrontação na cena internacional de personalidades e o uso de ferramentas estratégicas. Vencedores e vencidos.

Anibal, Alexandre, Júlio César, Gustavo Adolfo, Frederico, Napoleão.

Da história antiga, os povos tidos como os maiores ou até os mais inteligentes eram, em regra, os vitoriosos, e de certa maneira por isso a marcha da civilização foi durante séculos sempre na senda da guerra.

Refere o autor que a arte da guerra deve a sua origem à acção de uns quantos grandes comandantes, particularmente às suas concepções intelectuais, às forças morais do seu carácter.

Depois de reencontrar este livro e de superficialmente reler algumas passagens dei comigo a pensar que esses e outros grandes comandantes e génios são pouco mais que sofríveis quando olho para os últimos anos e os compara com, Trump, Guterres, Macron, Suarez o grande salvador do Ocidente, Putin, António Costa, Ursula, Bibi, os aiatolas, Lula, Rutte, Zelensky, Fabien, Núncio, Ventura, Brilhante, Metz, Paulo Portas, etc.

Bom dia.
Tenham um bom Sábado.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

O MILITAR SUBORDINA-SE AO PODER POLÍTICO.

O MILITAR SABE O QUE É SUBORDINAÇÃO.

O MILITAR DIGNO NÃO ACEITA A SUBMISSÃO.

UM MILITAR DIGNO E COERENTE NÃO SE INSURGE CONTRA POLÍTICOS DEPOIS DE COM ELES TER PACTUADO OU CONTINUAR A PACTUAR.

AC

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Então agora um militar tem opiniões ?

Deparei há tempos com este "comentário" num blogue.

RESPEITO, como sempre, as opiniões de outrem. 
Depois, concordo ou discordo.
Cada um é livre de se expressar como entende, ter as suas opiniões, etc.

No caso do comentário que dá título a este breve texto, e como sempre procuro fazer, tentei perceber, encontrar explicações, justificações para o comentário.

Parece-me legítimo dizer que releva de um total desconhecimento da legislação em vigor, e do que é hoje a sociedade, diferente da que era antes do 25 de Abril de 1974, em que as Forças Armadas foram efectivo sustentáculo do regime de então. 

Ignorância quer da Constituição (CRP), que conheço bem, quer de legislação diversa que enforma a instituição militar e que fui reler, e designadamente o Estatuto dos Militares das Forças Armadas.

A qualquer militar enquanto na vida activa está vedado participar na vida política nacional, está-lhe designadamente vedado (nº 4 Art. 275º CRP) aproveitar-se da sua arma, do seu posto ou da sua função para qualquer intervenção política.

O Estatuto dos Militares das Forças Armadas está em linha com a norma Constitucional.
Fora do serviço activo, acabado este, todos os militares readquirem os mesmos exactos direitos constitucionais que os demais concidadãos.

Portanto, o verdadeiro (atrevo-me a dizer) dislate que dá título a este pequeno texto, releva de ignorância, desconhecimento de leis e, estou também convencido, do desprezo que muitos continuam a votar aos militares, à instituição militar.
Creio que esse desprezo é lamentável e deplorável.

A pessoas como o autor do comentário, há que recordar que foram  militares que fizeram o 25 de Abril de 1974, e que entregaram a condução do país aos poderes civis eleitos.

A este tipo de pessoas há que recordar o que há anos foi lembrado por Barack Obama, e que aqui deixo:

"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. 
É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. 
É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. 
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. 
É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. 
É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar…

("parte de discurso do então presidente Barack Obama numa cerimónia do Dia do Veterano (MEMORIAL DAY) 

Por aqui (no blogue) escrevi várias vezes palavras sobre militares, na sequência do que fui aprendendo com o meu melhor amigo militar que é almirante já reformado.

Aqui deixo desta vez palavras de um estrangeiro, palavras acerca de soldados, acerca de militares, acerca da instituição militar. 
Faço-o apontando não ao seu endeusamento, mas à sua importância nas sociedades contemporâneas, ao seu lugar nas sociedades democráticas.

Dedico-as, como Obama fez, àqueles que perguntam “Para que servem os militares?”. 
 
Particularmente, dedico-as aos que desprezam e achincalham a instituição militar, como muitos cidadãos comuns mas, sobretudo, aos sucessivos responsáveis políticos/ ex e actuais titulares de órgãos de soberania, e muitos outros com formais responsabilidades no país.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 18 de julho de 2025

MILITARES e CIVIS

Às voltas com os meus arquivos, encontro sempre preciosidades guardadas. Considero ser o caso que aqui exponho.

Há 28 anos, um dos meus melhores amigos, professor catedrático, proferiu uma alocução subordinada a este tema, Militares e Civis.

Salvo melhor opinião, um texto de lúcida análise da nossa sociedade e de permanente actualidade.
Aqui deixo alguns excertos dessa alocução em cerimónia pública.

"As sociedades distinguem os militares, não por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à diferenciada função em que se empenham, de forma comummente disciplinada e previsível. 

Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos os tempos.

Sendo certo que toda a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa, esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a certeza formal da sua possibilidade, e as sociedades sempre aceitaram esta especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e eficácia de um sentir colectivo.
................
Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.

Aceita-se que se faça a distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares porque estes não aparecem desfalcados de cidadania, e não convém à natureza dos factos, identificá-los como uma espécie de casta à parte..........os militares são um conjunto diferenciado de nós todos, motivados para a salvaguarda da colectividade de que são membros e para a constituição da qual contribuíram com a sua intrínseca dignidade

É um empenhamento na coisa pública que a usura do tempo, até na sua vertente ideológica, não destrói ou arruina. E esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender.
...............
Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontades"sucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
...............
Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
...........
Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.
....................... 

Salvo melhor opinião, lúcido, clarinho, límpido, directo.

Mas quer em relação às classes civis da sociedade portuguesa, quer em relação aos militares das Forças Armadas, um dos nossos mais graves problemas é exactamente ISTO, as CORJAS de todas as cores e ideologias que gostam mais de ouvir do que compreender.

Há que não perder a esperança.

António Cabral

quarta-feira, 7 de maio de 2025

MILITARES. JUSTIÇA. DISCIPLINA. GM
O Supremo Tribunal Administrativo (STA) declarou a ilicitude das sanções aplicadas pela Marinha aos militares do NRP Mondego, na sequência da missão falhada de 2023, e a defesa dos militares admite vir a pedir indemnizações por danos morais.
O acórdão do STA, datado de 30 de abril e divulgado esta terça-feira na página oficial daquele tribunal, nega provimento ao recurso da Marinha, que contestava uma decisão anterior, do Tribunal Central Administrativo (TCA) Sul, que já tinha considerado nulas as sanções aplicadas aos 11 militares visados neste processo (dos 13 acusados de insubordinação)
. (*)

Posso naturalmente estar enganado, teremos que aguardar pelos resultados da eleição em Janeiro de 2026.

Mas, é minha convicção que este desfecho é muito mau para Gouveia e Melo, é um forte obstáculo na corrida que, presumo, irá encetar para a corrida a Belém.

A sua precipitada ida à Madeira e a palhaçada que protagonizou quando, no limite, bastaria lá ter estado a tomar conta do caso o Comandante Naval (ok, dizem que é uma encomenda, não faço ideia, desconheço) vai servir para os candidatos a Belém a usarem como demonstração da falta de serenidade e controlo indispensáveis a um Presidente da República.

Dizem-me que as coisas na Marinha não andariam bem. Com este desfecho vão piorar certamente. É só recordar as preocupações confessadas pelo actual chefe da Marinha na sua recente entrevista.
Nada de bom aí virá. 
Já estou a ver os sorrisos e o esfregar de mãos de certos partidos.

Aguardemos.
AC

(*) O comentador - mor da "tugolândia" não comenta?

EM TEMPO (1230h)
Como bem disse um bom amigo, GM tinha autoridade para mandar proceder no plano disciplinar. O que os tribunais sancionaram foi, creio, a fraquíssima acção processual no plano do direito e, por isso, NULIDADES, creio até que várias. Pelos vistos os problemas na Marinha não são apenas na área dos recursos humanos ou nos meios.

O meu ponto é sobre a provável candidatura de GM a Belém.

Um outro bom amigo tem a fezada de que ele não se candidatará.
Eu e outros amigos continuamos convencidos que vai apresentar candidatura. 
O pasquim (opinião pessoal, naturalmente) Tal e Qual afirma que ele avançará em breve e a confirmação será proclamada no Porto. Aguardemos.
AC

terça-feira, 11 de março de 2025

A  PROPÓSITO  de  MILITARES

"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. 
É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. 
É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. 
É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. 
É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. 
É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar…

("parte de discurso do então presidente Barack Obama numa cerimónia do Dia do Veterano (MEMORIAL DAY) 

Por aqui escrevi palavras sobre militares, várias vezes, na sequência do que fui aprendendo com o meu melhor amigo militar que é almirante já reformado.
Aqui deixo desta vez palavras de um estrangeiro, palavras acerca de soldados, acerca de militares, acerca da instituição militar. 
Faço-o apontando não ao seu endeusamento, mas à sua importância nas sociedades, ao seu lugar nas sociedades democráticas.

Dedico-as, como Obama fez, àqueles que perguntam “Para que servem os militares?”. 
Particularmente aos que desprezam e achincalham a instituição militar, como muitos cidadãos comuns mas, sobretudo, responsáveis políticos e muitos outros com responsabilidades várias.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

A PROPÓSITO de MUITOS, 

MAS  PARTICULARMENTE

do SR RUTTE e CIVIS e MILITARES

calados no Activo, agitados na Reforma

AC

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

ESTÃO a VER, EU JÁ TINHA DITO.
ESTÁ TUDO BEM porque ACABOU BEM
TODOS AMIGUINHOS.
 
Assim dá gosto, ficar com a certeza de que o professor procurou informar-se com as Forças Armadas (terá sido porque a mana Mortágua o colocou em cheque publicamente?) sobre “o que se tinha passado” no incidente (não, nada de incidente, foi de certeza um equívoco, um mal entendido) entre militares e o ministro Paulo Rangel em Figo Maduro.

Claro que o PM também lhe comunicou o que se tinha passado.

E, portanto, nada de dramatização, eu já tinha dito, foi de certeza um momentâneo equívoco, de segundos.

Ah, de acordo com o que se lê por aí, Marcelo Rebelo de Sousa terá confessado que tudo é coincidente e que até corresponde a situações similares que já viveu no mesmo lugar.

Catita. Até porque os militares (quais?) quando questionados sobre se havia alguma razão de queixa, terão admitido que “houve equívocos” mas terão dito que não havia razões de queixa. 

"A mim o que me chegou foram versões muito coincidentes que minimizaram o problema. Eu fiquei esclarecido que não encontrei uma versão que fosse muito diferente uma da outra e que fossem muito graves.” Obrigadinho Presidente.

E é isto. Falta de chá, em pequeninos, depois na adolescência, depois na formação que sempre se tem no início das carreiras, dá nestas coisitas!

António Cabral (AC)

Adenda:
Como cidadão tenho péssima impressão do concidadão Paulo Rangel.

No presente, ele e outros, porque titulares de órgãos de soberania, estão momentaneamente numa posição social/ protocolar acima da minha.

Numa eventual situação em que eu estivesse na presença de um deles (Marcelo, Rangel, outros) nunca lhes estenderia a mão para os cumprimentar. Esperaria que o fizessem.

É que eu aprendi uma coisa há muitas décadas: espera-se que seja, o mais velho, o de maior posição social, uma senhora, a esticar a mão para cumprimentar.

Mas as pessoas educadas, cumprimentam sempre os outros.

E a este propósito conheço muito bem quem (oficial da Marinha, já com relevante antiguidade na altura), à porta dos Jerónimos, em 1996, no desempenho das suas funções, aguardava a chegada de dezenas de convidados para uma cerimónia, por ordem protocolar designadamente das principais figuras do Estado e, nomeadamente, presidentes de tribunais, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República e Presidente da República.

E a cada um deu as boas vindas e cumprimentou militarmente, com continência.

Jorge Sampaio, um Homem decente e educadíssimo, foi o único que se abeirou desse militar, parou na frente dele, e esticou-lhe a mão para o cumprimentar, com vigor, e um sorriso que acompanhou um sonoro - bom dia sr comandante! e recebeu de volta - bom dia sr Presidente.

Diferenças!

terça-feira, 20 de agosto de 2024

VIRTUDES   MILITARES

. . . . . 
"Sendo a coragem a primeira das virtudes militares, o que se espera do chefe militar de um país democrático é a assunção plena das suas responsabilidades. Estas, numa situação extrema, poderão tornar indispensável o pedido de DEMISSÃO, acompanhado da pública defesa dos seus pontos de vista. Mas terá que ficar claro que esse gesto equivale ao tombar no campo de batalha e não a uma retirada sem glória".

(30MAR1997, Jornal de Notícias, David Martelo, Coronel, Ref.)

(sublinhados da minha responsabilidade)


Se alguns tivessem atentado nisto . . . . . . . se alguns tivessem percebido a diferença abissal entre subordinação e submissão . . . . se alguns tivessem percebido que aos militares se exige, subordinação, lealdade, disciplina, mas que para a maioria dos militares é inaceitável a submissão e o respeitinho porque sim . . . . talvez . . . . 

António Cabral

terça-feira, 23 de abril de 2024

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

FORÇAS ARMADAS. ÓRGÃOS de SOBERANIA.

O presidente da Associação 25 de Abril, Coronel Vasco Lourenço, acusou mais uma vez o Estado de não respeitar as Forças Armadas e de contribuir para a destruição daquela que considera que devia ser vista como uma instituição basilar.

Vasco Lourenço como muitos outros, teima em falar em Estado em vez de dizer claramente os titulares dos órgãos de soberania.

"O prestígio das Forças Armadas, embora bastante razoável junto da população portuguesa, não merece grande atenção junto do Estado", afirmou Vasco Lourenço, acrescentando que "apesar das inúmeras declarações de louvor proferidas pelos membros do poder político, tudo parece cheirar a hipocrisia".

Vasco Lourenço discursava na sessão comemorativa dos 50 anos da reunião conspirativa de Óbidos, em que então membro do Movimento dos Capitães, que levou a cabo a revolução de 25 de Abril, foi moderador, do encontro em que participaram mais de 180 militares.

O presidente da Associação 25 de Abril deixou claro que nem ele, nem os seus "camaradas militares" acreditam que "os agentes do poder político considerem importantes ou precisas as Forças Armadas e tenham por elas o respeito que apregoam".

Se respeitassem as Forças Armadas, "apesar de alguns bons progressos positivos que se vêm verificando, teriam muito mais cuidado com elas e não estariam a conduzir, desde há muito, a sua quase destruição", sustentou.

Lembrando que o país não vive em ditadura, como em 1973, quando os capitães conspiraram contra o regime, Vasco Lourenço vincou que "os militares já demonstraram defender os valores de Abril e que não há o perigo do nova utilização da força contra o poder".

Contudo, concluiu, há ainda a necessidade de "proclamar bem alto: o poder político tem o dever de respeitar e proteger as suas Forças Armadas, como instituição basilar que são de um Estado democrático".

Questionado à margem da sessão sobre as críticas de Vasco Lourenço, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reafirmou o elogio anteriormente proferido durante o seu discurso, de que as Forças Armadas portuguesas "tem um grande prestígio no mundo, têm realmente missões únicas lá fora e são mioto admiradas por todos".

"Proporcionar aos militares e ao papel que desempenham os meios necessários para o fazerem" é um desafio constante, porque também aí a democracia e o espírito do 25 de Abril não se podem perder", concluiu o Presidente
.


Interessante!
Acrescento, se de antes já havia muitos indícios preocupantes, nestes últimos oito anos (8) tem sido um fartar vilanagem. 
8 anos de governos de esquerda! 
A direita já tinha feito das "boas", algumas INQUALIFICÁVEIS, mas agora os oito anos de esquerda explicaram definitivamente.

A minha sensação é de que Vasco Lourenço e muitos outros não tomaram atenção, por exemplo, às declarações relativamente recentes do último presidente da comissão parlamentar de defesa Perestelo de seu nome, e que já foi responsável na área do chamado ministério da defesa nacional.

Quanto ao tagarela, as suas palavras valem ZERO como o demonstram, a vacuidade das reuniões do CSDN, o entreter com medalhas todos os chefes militares cessantes, como as vacuidades de muitos dos seus discursos, o medalhar constante de tudo o que mexa, o  "carinho" devotado por exemplo ao Arsenal do Alfeite que visitou há não sei quantos anos enquanto visitou o ISN várias vezes, etc.

Um desafio constante é alinhar as vacuidades que muitos deitam cá para fora com as suas acções concretas.
O tagarela deve estar muito satisfeito com o aumento de 70 Euros anunciada pela tal que era a mais bem preparada de sempre para o cargo.

O estado das Forças Armadas é bem exemplificativo do legado de Costa que agora tantos elogiam.

O estado quase comatoso das Forças Armadas deviam corar de vergonha todos aqueles que a esta gente se encostou ao longo de anos e anos, e teimou em desqualificar os que sempre se insurgiram contra a destruição lenta e inexorável da instituição militar, e teimou em não  perceber o que iria acontecer.

Há décadas que sei que os agentes do poder político não consideram importantes ou precisas as Forças Armadas e não têm por elas o respeito que apregoam nos discursos. 
Concretamente os titulares dos sucessivos órgãos de soberania e especificamente os ditos mais altos, os governantes e vários dos sucessivos deputados.

Nada que alguns não dissessem, sem tibiezas, logo desde 1991, apontando o que PSD e PS estavam gradualmente a concretizar e onde o PS ainda mais se especializou.
Agora bramam que o poder político tem deveres.

Como diz o povo, tarde piaste!

António Cabral (AC)

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

TÊM  MUITO QUE  APRENDER . . . .
Dois responsáveis da Defesa ucraniana suspeitos de desvio de fundos
Segundo o gabinete de investigação do Estado ucraniano, um antigo vice-ministro da Defesa responsável pela logística do Exército e o chefe de um departamento do ministério responsável pelo fornecimento são suspeitos de "desvios por abuso de poder em larga escala"
.

Têm muito que aprender. 
Venham cá, ao MDN, para ver como se fazem coisas, como se constrói uma rede para tratar de negócios de armamento e equipamentos e destroçar património imobiliário.
Uma rede monta-se para aí em. . . . 21 anos (2023-2002). Venham aprender e dificilmente serão apanhados.

Tenham uma boa semana, que já vai a meio (dias úteis), o tempo voa!
Saúde.
AC

sábado, 24 de dezembro de 2022

HOSPITAL  DAS  FORÇAS  ARMADAS


Por baixo das indicações como as que se observam na fotografia, consta  que irão acrescentar:

Militares Portugueses, como sois os melhores dos melhores, tenham em mente que os melhores não adoecem.

Mas, se porventura adoecerem….não venham cá!

António Cabral

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

A PROPÓSITO DE UM DEPARTAMENTO QUE…
UNS DIZEM SER DA DEFESA NACIONAL,
OUTROS APENAS DAS FORÇAS ARMADAS,
OUTROS, ACINTOSAMENTE, DA TROPA.

De há muito que em Portugal se dizem e lêem as coisas mais diversas e em muitos casos mais opostas sobre a Defesa Nacional DN). 
Se de há muito que vários militares periodicamente se agitam, sempre respeitando a velha fórmula "calados no activo muito activos na reserva e reforma", de há muito que vários civis igualmente se agitam, as mais das vezes com vergonhosa desfaçatez, para não ser mais duro.

O video de cima talvez retrate bem o estilo de certas sumidades que por aí se arrastam.
Mas sumidades da treta, sempre resguardados pela seita e assim se eximindo de prestar contas na Assembleia da República sobre a podridão que grassa há décadas naquele edifício no alto do Restelo mas que a sua gestão (????) vergonhosamente empolou.

Será que o intrujão mor não lê o Diário de Notícias? Será que os deputados não lêem o Diário de Notícias?

Com descarada desfaçatez argumenta-se que foi pela sua acção que agora se investiga nos lugares próprios.

Lamentavelmente nenhum deputado, nenhum jornalista sério lhe pergunta como explica atrasos de meses da tomada de decisões. 
Nenhuma criatura o questiona porque não perguntou sobre o que se passava e era já notícia pública. 
Ou o sujeito não se podia deslocar ao local do hospital, observar, interrogar-se? 
Não terá autorizado mais despesa mas perguntou porque se estava tudo a encavalitar?

Há tempestades perfeitas como os dilúvios recentes sobre várias regiões do país, há a tempestade perfeita relativa a Coelhos e companhia, e há a continuada chuvada de descaramento inaudito.

Como diria um conhecido escritor - uns trastes!
AC

sexta-feira, 22 de abril de 2022

OS  SOLDADOS

"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar..."

BARACK OBAMA num MEMORIAL DAY (cerimónia do Dia do Veterano).

Como reformado, dedico estas palavras àqueles que perguntam “Para que servem os militares?” 
Dedico àqueles que batem no peito, sempre que lhes parece ser o momento e está na moda! 
Dedico aqueles que se servem e não servem a sociedade como era seu dever!
AC

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

THE  MILITARY  100

Tenho este livro há muitos anos. Uma listagem de diferentes e diversas personalidades, dirigentes/ líderes militares, e sobre cada um cerca de 4 páginas sobre o seu historial. Uma listagem, discutível como são todas, de pessoas que marcaram épocas da história mundial. Como por exemplo, Napoleão Bonaparte, Júlio César, Carlos Magno, o Huno Átila, Oliver Cromwell, Karl von Clausewitz, Sun Tzu, Antoine Henri Jomini, Aníbal, Horatio Nelson, Robert Lee, Chester Nimitz, Mustafa Kemal (Ataturk), Heinz Guderian, Isoroku Yamamoto, Karl Doenitz, Saladino, George Patton, etc.

Estive a reler algumas partes e, sobretudo a percorrer a lista destes 100 indivíduos. Naturalmente que para quem lê alguns personagens são mais interessantes que outros.

Veio-me agora à cabeça, quem me diz a mim, por exemplo, que se durante a II GG, na guerra do Pacífico, o almirante Japonês Isoroku Yamamoto tivesse tido à sua disposição os "drones" de hoje, e presente o seu brilhantismo de almirante/ estratego/ táctico, não teria simplesmente arrasado as esquadras americanas? 

Nunca se saberá, é apenas uma especulação minha. Mas uma coisa me parece evidente, hoje, drones e mais drones. Marinha do futuro.

AC

domingo, 7 de novembro de 2021

O  "MOMENTO" 

No momento que vivemos é observável a quantidade de criaturas, passarões, e outros seres que se movimentam às claras ou na sombra, observável a quantidade de "tiradas grandiloquentes" as mais das vezes ocas e inconsequentes, e as campanhas abertas ou dissimuladas que vários prosseguem. Algumas, campanhas pessoais inacreditáveis, umas pela heroicidade, outras pela nojeira do servilismo!

Para alguns, a democracia pode dispensar várias profissões e nomeadamente militares (!?!?). É como estamos nesta fase, em que há sempre uns "NEM SEI QUE LHES CHAMAR" que não defendem a democracia ainda que o afirmem tonitruantes.

Por tudo isto e não só recordei-me ter visto publicados há tempos uns bonecos bem engraçados. No meu valioso e extenso arquivo lá os fui encontrar.

Estes bonecos foram publicados na Sábado de 3 de Outubro de 2019  a propósito de desenvolvimentos de certos assuntos nacionais muito pegajosos. Neles se retrata o incorrigível papagaio-mor do reino, a praça pardal, os bufos reais, a cagarra de mar e terra, o contra-almirante açor, o tucano brigadeiro e o marechal pelicano.

Passarada que, ou nunca sabe de nada, ou encobre tudo e mais alguma coisa, ou se mete em tudo e mais alguma coisa, ou que procura entalar outrem com ou sem razão, ou que provoca ou proporciona escândalos, ou que comanda tudo sem comandar nada.

Coincidências com a vida real? Hum.....

Ah, a propósito ainda de passarada, anda aí um tonto a escrever várias bojardas em vários OCS. O acolhimento em determinados OCS de certas criaturas como esse tonto que nem os ares da Europa poliram, dá bem conta da qualidade dos OCS protectores dessas abencerragens, mas dá sobretudo uma ideia clara dos desígnios de certa gente, das suas maquinações e conspirações. Enfim, valentes defensores da democracia e das suas instituições. 

Saúde, e tenham um bom Domingo.

AC

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

PARA QUE SERVEM OS SOLDADOS ? ou,
como dirão muitos TUGAS, para quê a TROPA ?
"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar..."
BARACK OBAMA nas cerimónias do
MEMORIAL DAY (durante a cerimónia do Dia do Veterano).

Alguns lembram, de novo, e bem, esta proclamação do então presidente dos EUA. Algo que deve ser explicado a todos aqueles que perguntam “Para que servem os militares? Algo que devia ser sempre lembrado. 
E, sobretudo, não só lembrado como atirado à cara de uns quantos farsolas, pois foi graças aos militares portugueses e em particular a uns quantos capitães que vivemos felizmente em democracia e por isso mesmo podemos votar, todos, incluindo os farsolas que desdenham, que amesquinham, que desprezam os militares. 
Esses farsolas rodearam-se de uns amigos que têm passado o tempo com grandes proclamações enquanto lentamente vão destruindo a instituição militar. 
Muitos militares, e penso concretamente em vários oficiais de maior antiguidade militar e, em particular, várias e sucessivas chefias militares, esqueceram muitas coisas, até confraternizaram, e muitos fingiram que não sabiam ou não imaginavam o que por aí viria. Agora admiram-se.
Admiram-se que uma grande maioria desta classe política que gradualmente se apoderou das instituições e da máquina do Estado com, amiguismos, sicários, familiares, serventuários, tenham um asco profundo aos militares, à instituição militar, coisa que disfarçaram até mais ou menos 1991.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

DURAS   REALIDADES   da   VIDA
Passaram 20 anos, mais coisa menos coisa, e aí está um novo "espectáculo"!
Comentadores, mais os importantes emproados de que agora é o tempo dos diplomatas, mais os "espertos" e estrategos, etc.
E que pensarão, hoje, de novo, os familiares dos militares que para lá foram enviados no passado recente, e que lá faleceram?
No caso nacional foram pelo menos dois.
E como foram compensadas essas famílias destroçadas, como é que o país que cumpre tratados e mantém a palavra (como assim deve ser) agiu, que palavras e apoios decentes às famílias destroçadas? 
Que pensarão hoje essas famílias?
António Cabral

segunda-feira, 21 de junho de 2021

"BITAITES" e a ARTE de NADA DIZER

ou o "copy paste" de palavras do, Ministro da Defesa Nacional (MDN), Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e do presidente da República (PR) 

Nesta "história" da reforma dita "Cravinho" que o senhor imagina que seja a reforma das reformas no âmbito da Defesa Nacional (DN), houve muito burburinho no âmbito militar (oficiais reformados e entre eles alguns antigos chefes militares), alguns deputados, vários jornalistas e comentadores, e até muita bílis de quem saiu de mal com a sua instituição. Ah, e houve algumas reações do antigo presidente da República Ramalho Eanes, umas recomendações suaves do actual Presidente da República na sequência de reuniões importantes quase protocolares no Palácio de Belém, silêncio do PM, e reações diversas do ministro Cravinho relativamente ao qual, dado o que recentemente se passou durante as audições dos actuais chefes militares na Assembleia da República, a conclusão que legitimamente se tira é de que algumas das suas afirmações públicas não correspondem à verdade dos factos. A minha velhinha vizinha lá na aldeia costuma chamar a este tipo de pessoas "uns grandes aldrabões"!

Eu, simples cidadão que destas coisas muito pouco ou quase nada percebo, atrevi-me no passado a escrever alguns pequenos textos no âmbito destas matérias. Mas o meu melhor amigo militar que sempre escuto com muita atenção e que sabe alguma coisa destes assuntos e particularmente desde 1989 que os estuda e sobre eles tem escrito enquanto muitos se calam, diz-me que o que se passa neste âmbito - Defesa Nacional e Forças Armadas - é apenas mais um dos grandes exemplos do que é este desgraçado país.

Este artigo supra é mais um daqueles que o meu amigo descreve como "para encher chouriços", um cheiro a favorzeco ao governo que está, a que estes jornal e outros se prestam. 

Eu creio que, relativamente à afirmação deste deputado de que há três décadas se debatem alterações à estrutura de comando das FA, ele tem uma certa razão ou mesmo toda, pois foi a partir do 2º mandato de Cavaco Silva com maioria absoluta e Fernando Nogueira como MDN, que esta e outras matérias começaram a ser olhadas com profundidade. E começou a retração do que existia do tempo Africano, como não podia deixar de ser.

O meu amigo apontou-me legislação diversa do passado, propostas de lei que não foram avante, textos de muitos militares e civis ao longo dos anos como o general Loureiro dos Santos. Dá para perceber porque estamos como estamos. Do que vi, por exemplo em 2002, 7 de Fevereiro, ficou pronta em conselho de ministros uma proposta de lei para uma revisão profunda das competências do CEMGFA, ao ponto de aí estar desenhado que, por exemplo, ele ficasse com três subordinados concretos, o Comandante Naval, o Comandante Operacional das Forças Terrestres e o Comandante Operacional da Força Aérea. Nada avançou por demissão do então PM (António Guterres do PS) e subsequentes eleições legislativas. 

Não admira portanto que o actual e principal inspirador do ministro Cravinho tenha pegado nessa e em outras propostas  para ver se a consegue obter. Aguardemos pelos trabalhos em comissão na AR e, depois, o que fará ou dirá Marcelo Rebelo de Sousa.

António Cabral