Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
domingo, 14 de dezembro de 2025
terça-feira, 11 de novembro de 2025
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Os VERBOS e os ANIMAIS
O gato mia
O cachorro late
O sapo coaxa
O tigre ruge
A vaca muge
A zebra relincha
O porco grunhe
O pombo arrulha
O pato grasna
O carneiro bale
O papagaio palra
O mosquito zumbe
O morcego farfalha
A baleia bufa
O grilo canta
A galinha cacareja
A cobra sibila
O cavalo relincha
O boi muge
A raposa regouga
O corvo crocita
E os demagogos, mentirosos, corruptos, mafiosos, etc. ?
VOMITAM!
AC
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
E R R O S
Erros cada vez mais perigosos:
- confundir "consenso" com "moleza"
- confundir "capacidade de ouvir" com "indecisão"
- confundir "paciência" com "inação"
- confundir uma certa "souplesse" com "deixa andar"
- confundir "democracia" com "subordinação da maioria a minorias"
- confundir "liberdade" com "rebaldaria"
- confundir "discutir e ponderar" com "gritaria"
- confundir "mentira" com "verdade"
- confundir "honestidade intelectual" com "demagogia"
AC
terça-feira, 5 de agosto de 2025
COMO FALAR PARA OS OUTROS ?
Falar para ou outros em mandarim é a pior das soluções.
Admito estar enganado, mas a sensação que tenho é de que, por parte do inquilino em Belém, dos inquilinos dos dois poisos em S.Bento, e mais uma série de artistas civis e militares que por aí vegetam, nos olham como bons entendedores de mandarim.
AC
sábado, 2 de agosto de 2025
SE o RIDÍCULO e a DEMAGOGIA MATASSEM . . . .
Há muito tempo que tínhamos uma sociedade mais limpa!quinta-feira, 31 de julho de 2025
Entre muitas deliciosas recordações arquivadas, trago hoje este extraordinário texto do infelizmente já falecido, Coronel reformado, do Exército, Carlos de Matos Gomes.
BISCATES
Para que servem as primeiras páginas dos jornais e os grandes casos dos noticiários das TV?
Se pensarmos no que as primeiras páginas e as aberturas dos telejornais nos disseram enquanto decorriam as traficâncias que iriam dar origem aos casos do BPN, do BPP, dos submarinos, das PPP, dos SWAPs, da dívida, e agora do Espírito Santo, é fácil concluir que servem para nos tourear.
Desde 2008 que as primeiras páginas dos Correios das Manhas, os telejornais das Moura Guedes, os comentários dos Medinas Carreiras, dos Gomes Ferreiras, dos Camilos Lourenços, dos assessores do Presidente da República, dos assessores e boys dos gabinetes dos ministros, dos jornalistas de investigação, nos andam a falar de tudo e mais alguma coisa, excepto das grandes vigarices, aquelas que, de facto, colocam em causa o governo das nossas vidas, da nossa sociedade, os nossos empregos, os nossos salários, as nossas pensões, o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos. Que me lembre falaram do caso Freeport, do caso do exame de inglês de Sócrates, da casa da mãe do Sócrates, do tio do Sócrates, do primo do Sócrates que foi treinar artes marciais para a China, enfim que o Sócrates se estava a abotoar com umas massas que davam para passar um ano em Paris, mas nem uma página sobre os Espirito Santo! É claro que é importante saber se um primeiro ministro é merecedor de confiança, mas também é, julgo, importante saber se os Donos Disto Tudo o são. E, quanto a estes, nem uma palavra. O máximo que sei é que alguns passam férias na Comporta a brincar aos pobrezinhos. Eu, que sei tudo do Freeport, não sei nada da Rioforte! E esta minha informação, num caso, e falta dela, noutro, não pode ser fruto do acaso. Os directores de informação são responsáveis pela decisão de saber uma e desconhecer outra.
Os jornais, os jornalistas, andaram a tourear o público que compra jornais e que vê telejornais.
Em vez de directores de informação e jornalistas, temos novilheiros, bandarilheiros, apoderados, moços de estoques, em vez de notícias temos chicuelinas.
Não tenho nenhuma confiança no espírito de auto critica dos jornalistas que dirigem e condicionam o meu acesso à informação: todos eles aparecerão com uma cara à José Alberto de Carvalho, à Rodrigues dos Santos, à Guedes de Carvalho, à Judite de Sousa (entre tantos outros) a dar as mesmas notícias sobre os gravíssimos casos da sucata, dos apelos ao consenso do venerando chefe de Estado, do desempenho das exportações, dos engarrafamentos do IC 19, das notas a matemática, do roubo das máquinas multibanco, da vinda de um rebenta canelas uzebeque para o ataque do Paiolense de Cima, dos enjoos de uma apresentadeira de TV, das tiradas filosóficas da Teresa Guilherme. Todos continuarão a acenar-me com um pano diante dos olhos para eu não ver o que se passa onde se decide tudo o que me diz respeito.
Tenho a máxima confiança no profissionalismo dos directores de informação, que eles continuarão a fazer o que melhor sabem: tourear-nos. Abanar-nos diante dos olhos uma falsa ameaça para nos fazerem investir contra ela enquanto alguém nos espeta umas farpas no cachaço e os empresários arrecadam o dinheiro do respeitável público.
Não temos comunicação social: temos quadrilhas de toureiros, uns a pé, outros a cavalo.
Uma primeira página de um jornal é, hoje em dia e após o silêncio sobre os Espirito Santo, um passe de peito.
Uma segunda página será uma sorte de bandarilhas.
Um editor é um embolador, um tipo que enfia umas peúgas de couro nos cornos do touro para a marrada não doer.
Um director de informação é um “inteligente” que dirige uma corrida.
Quando uma estação de televisão convida um Camilo Lourenço, um Proença de Carvalho, um Gomes Ferreira, um João Duque, um Judice, um Marcelo, um Miguel Sousa Tavares, um Angelo Correia, devia anunciá-los como um grupo de forcados: Os Amadores do Espirito Santo, por exemplo. Eles pegam-nos sempre e imobilizam-nos. Caem-nos literalmente em cima.
As primeiras páginas do Correio da Manhã podiam começar por uma introdução diária: Para não falarmos de toiros mansos, os nossos queridos espectadores, nem de toureios manhosos, os nossos queridos comentadores, temos as habituais notícias de José Sócrates, do memorando da troika, da imperiosa necessidade de pagar as nossas dividas.
Todos os programas de comentário político nas TV deviam começar com a música de um passo doble. Ou com a premonitória “Tourada” do Ary dos Santos, cantada pelo Fernando Tordo.
O silêncio que os “negócios “ da família "Dona Disto Tudo" mereceu da comunicação social, tão exigente noutros casos, é um atestado de cumplicidade: uns, os jornalistas venderam-se, outros queriam ser como os Espirito Santo. Em qualquer caso, as redacções dos jornais e das TV estão cheias de Espiritos Santos. Em termos tauromáticos, na melhor das hipóteses não temos jornalistas, mas moços de estoques. Na pior, temos as redacções cheias de vacas a que se chamam na gíria as “chocas”.
O que o silêncio cúmplice, deliberadamente cúmplice, feito sobre o caso Espirito Santo, o que a técnica do desvio de atenções, já usada por Goebels, o ministro da propaganda de Hitler, revelam é que temos uma comunicação social avacalhada, que não merece nenhuma confiança.
Quando um jornal, uma TV deu uma notícia na primeira página sobre Sócrates( e falo dele porque a comunicação social montou sobre ele um operação de barragem pelo fogo, que na altura justificou com o direito a sabermos o que se passava com quem nos governava e se esqueceu de nos informar sobre quem se governava) ficamos agora a saber que esteve a fazer como o toureiro, a abanar-nos um trapo diante dos olhos para nos enganar com ele e a esconder as suas verdadeiras intenções: dar-nos uma estocada fatal!
Porque será que comentadores e seus patrões, tão lestos a opinar sobre pensões de reforma, TSU, competitividade, despedimentos, aumentos de impostos, gente tão distinta como Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Angelo Correia, Soares dos Santos, Ulrich, Maria João Avilez e esposo Vanzeller, não aparecem agora a dar a cara pelos amigos Espirito Santo?
Porque será que os jornais e as televisões não os chamam, agora que acabou o campeonato da bola?
Um grande Olé aos que estão agachados nas trincheiras, atrás dos burladeros!
Este texto tem 10 anos.
sábado, 26 de julho de 2025
sexta-feira, 18 de julho de 2025
Aqui deixo alguns excertos dessa alocução em cerimónia pública.
................
Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.
...............
Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontades"sucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
...............
Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
...........
Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.
.......................
Salvo melhor opinião, lúcido, clarinho, límpido, directo.
Há que não perder a esperança.
António Cabral
sexta-feira, 11 de julho de 2025
A sociedade portuguesa poderá vir a ensandecer. Poderá.
terça-feira, 8 de julho de 2025
Da falta de grandeza
por henrique pereira dos santos
Mafalda Pratas, que não conheço e acredito que seja uma pessoa estimável e brilhante, resolveu fazer um panegírico de Mário Soares, igual a vários que por estes dias foram publicados, embora, neste caso, envolvido em muita tralha académica.
Quando li o título, "Mário Soares, o talento democrático", passei à frente por calcular que não valia a pena perder tempo com o assunto.
Como escreve alguém nos comentários do Observador, "“Soares teve o talento político de ajustar a sua estratégia ao mundo com que se deparava:” Eu chamar-lhe-ia o oportunismo em vez de talento… pontos de vista!".
Ou, mais acidamente, como escreve Jaime Nogueira Pinto, "O Dr. Soares esteve na frente comum anticolonial; no 28 de Setembro continuou no governo de Vasco Gonçalves e não pareceu muito incomodado com as centenas de presos sem culpa formada, então nas prisões da jovem democracia. Também aprovou as nacionalizações do 11 de Março e alinhou no discurso antifascista, até que, ao ver chegar-lhe à porta a procissão, se deve ter lembrado de Kerensky na revolução russa e de Jan Masaryk em Praga, em 1948. A ele não o defenestrariam".
Resumindo, não me interessa por aí além o que se diz ou escreve sobre Mário Soares, e não faria este post se a questão da descolonização não tivesse vindo atrelada a ele.
Mafalda Pratas, sobre esta matéria, diz umas valentes asneiras que são placidamente aceites porque coincidem com o mito da descolonização feita por Portugal.
Que a descolonização feita tenha sido a possível, parece-me pacífico e não tenho nenhuma tendência para copiar a wokaria que pulula por aí, procurando julgar moralmente os factos históricos, esquecendo de os contextualizar no tempo em que ocorreram.
Mas isso não nos deveria permitir substituir a avaliação histórica do processo pela repetição insensata de mitos, sobretudo quando esses mitos esquecem as principais vítimas do processo de descolonização português, tal como foi feito, os povos dos novos países (citando um comentário lúcido aqui no Corta-fitas "a catástrofe que foi para os angolanos, moçambicanos, guineenses e timorenses - e, numa medida incomparavelmente menor, para os retornados (como eu).").
Dizer que as principais vítimas da descolonização, tal como foi feita, foram os povos dos novos países não tem nenhuma relação com a defesa de que teria sido melhor (independentemente de ser possível ou não) manter o domínio colonial, são duas questões completamente autónomas.
A descolonização seria sempre uma inevitabilidade histórica, o que não era uma inevitabilidade histórica era a forma de a fazer e a forma como a fizemos (não, não foi Mário Soares, fomos nós, enquanto povo) foi trágica para os povos dos novos países.
Tiveram de engolir governos despóticos, guerras civis, cleptocracias, corrupção endémica, miséria e, quando cinquenta anos passados tentam garantir uma coisa tão simples como uma contagem decente de votos, o resultado, cinquenta anos depois, é o que vemos em Moçambique (e veremos o que acontecerá em Angola, quando o MPLA tiver de entregar o poder, espero que o MPLA aprenda alguma coisa quer com o processo moçambicano, quer com o Príncipe de Salina).
Naquela forma académica que caracteriza o texto de Mafalda Pratas, diz-se que os parcos dados que temos "indicam que a maioria dos portugueses europeus não se consideravam membros da mesma comunidade nacional dos Portugueses de origem africana". Só lendo um texto anterior de Mafalda Pratas se percebe que se refere a um inquérito de 1978 (como se o que as pessoas pensavam em 1978 fosse o mesmo que pensavam em 1973), com perguntas manifestamente tendenciosas e apenas realizado em Portugal, esquecendo que mais de 50% do exército português, pelo menos em Moçambique, era recrutado localmente, que a taxa de deserções, insubordinação, fuga à incorporação e outras coisas que tais, dificilmente suportam a tese que se pretende defender.
De resto, a própria discussão da famosa lei da nacionalidade racista do tempo do gonçalvismo, e escrita por Almeida Santos, um fidelíssimo de Soares, inclui a justificação dada na altura: era preciso impedir que quisessem vir muitos para Portugal, o que implicava retirar a nacionalidade a todos os que não tivessem ascendência europeia (ou goesa), incluindo, para vergonha nossa, os que combateram às ordens da hierarquia militar que os abandonou à perseguição dos regimes que os liquidaram, sem sequer fingir "suma piedade".
Como é que esse medo de que Portugal europeu ficasse submerso por nacionais vindos dos territórios que iriam ser os novos países se justifica, se não pela consciência clara de que se estava a sacrificar milhares de pessoas, contra a sua vontade, para garantir a tranquilidade dos europeus?
A descolonização era inevitável, a forma como foi feita provavelmente era a possível a partir do momento em que nós, como sociedade, nos recusámos a usar a força das armas para garantir um processo democrático de descolonização.
Escusamos é de negar que o resultado foi trágico, mais que para muitos retornados, para os povos dos novos países e a recusa em usar a força que de facto tínhamos para impor processos democráticos de descolonização é uma vergonha que devemos reconhecer, não para andar com desculpas e parvoíces que tais, mas porque as coisas são o que são e é bom que tenhamos a grandeza de saber reconhecer os nossos erros históricos.
Concordo globalmente com este texto de HPS.
António Cabral (AC)
segunda-feira, 7 de julho de 2025
De FACTO . . . . . .
De facto, o "pissoal" de Cascais, Quinta da Marinha, Nafarros, etc. é outra coisa, muito mais fina.
Não tenho nada contra os meus concidadãos que aí residem ou aí têm o seu modo de vida.
Aliás vou muito frequentemente a Cascais, Guincho etc. Nada contra, e não é por uma prima minha, em 2º grau, e viúva de embaixador, residir num condomínio catita em Cascais.
É que um concidadão daquela zona é com a maior das facilidades que congrega apoios para se candidatar seja a que cargo importante for.
Um concidadão daquela zona facilmente é apoiado por batalhões de pessoas dessas zonas, como é óbvio, como também por muitos outros fervorosos concidadãos pelo país fora, por exemplo, das avenidas novas em Lisboa, ou do distrito de Setúbal, ou de Coimbra, ou até de gente de escritórios os mais diversos.
Aquilo ali é outra coisa; ali, para um dado fim, facilmente se congregam pessoas até de ideologias quase opostas. É outra coisa, outro mundo, diferente do de cidadãos comuns, como eu.
AC
domingo, 6 de julho de 2025
domingo, 29 de junho de 2025
A PERGUNTA
Uma recorrente pergunta de muitos dos meus estimados concidadãos (refiro-me concretamente ao cidadão comum, não aos políticos) é - porque é que este assunto passou completamente ao lado na campanha eleitoral das recentes eleições em 18 de Maio passado?
É natural que se interroguem.
Já quanto aos políticos é de uma descarada desfaçatez fazerem a mesma pergunta, quando a maioria deles igualmente não aborda muitos dos relevantes temas da sociedade portuguesa nas campanhas eleitorais. Sobretudo as agremiações!
Estão sempre como nas feiras populares, no tiro ao boneco!
Haja democrática paciência para aturar esta gentalha.
AC



