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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

C O M P A R AR
Entre outras, a vida ensina que ora se tem sucesso ora insucesso.
Que há coisas melhores mas outras bem piores. 
Que quando algo sério acontece pode verificar-se normalmente que poderia ter sido ainda bem pior.
Que há sempre melhor que nós e pior que nós.

Que há quem esteja melhor na vida mas, infelizmente, existem milhões de seres humanos à superfície do globo que têm uma vida desgraçada.
Veja-se os 2 milhões (ou mais) de portugueses no nível de pobreza angustiante. 
Mais bem dito, não têm vida! 

Estou a recordar-me disto, destas realidades, a propósito no nosso mundo no presente mas, particularmente, a propósito da nossa sociedade, de Portugal.

Vivo felizmente dentro do nosso regime democrático, encimado pela Constituição, Estado de direito democrático, e onde me sinto bem, mas muito e cada vez mais incomodado com muita coisa que aconteceu e acontece, e não se devia ter verificado.

Uma outra coisa na vida, normal, é a curiosidade do ser humano, do simples ao complexo, olhar para coisas simples como seja, para um belo e bem tratado jardim, um campo cultivado/ bem tratado, um automóvel antigo que passa, uma banca de legumes bem arranjada numa praça como por exemplo a de Setúbal, um casal de idosos de braço dado na sua caminhada matinal etc.

Mas a curiosidade leva também a olhar para certas coisas de agora e olhar para trás. 
Comparar.

Por exemplo:
* agora vivemos em liberdade, embora às vezes me pareça que é mais formal que real, pois a liberdade implica liberdade de expressão, liberdade de opinião, liberdade de associação, liberdade de informação, ter assegurados cuidados de saúde, poder concorrer em igualdade de circunstâncias independentemente do estrato social, facilidades na mobilidade no país, acesso a habitação adequada, acesso a ensino e cultura, fruir um ambiente saudável, poder observar e fruir biodiversidade equilibrada, ETC;

* agora, por exemplo, o meu pai não teria tido a chatice que teve nos seus tempos de campista (iniciados em 1964), com o que conseguiu viajar pela Europa (conheceu 16 países) de forma muito económica e modesta; agora, não seria chamado à PSP ou GNR ou SIS para lhe perguntarem porque foi de carro com a minha mãe a Berlim (tendo passado pelos horríveis controlos soviéticos, pelo meio das torres de metralhadoras), que o passaporte bem demonstrou; não teve problemas de maior (1969) pois fácil foi verificarem que era um simplório homem de secretária (correspondente em línguas como se dizia na altura) numa pequena empresa vinícola com sede no largo do município/ Câmara Municipal de Lisboa; mas não se livrou de estar mais de meia hora numa sala com um holofote a ser interrogado e a ouvir o telefonema para a empresa a tirar informações;

* agora, a mortalidade infantil é baixíssima;

* agora, existe o SNS, cada vez com mais dificuldades, fragilidades, e muitos centros de saúde funcionam com deficiências;

* agora, é legal haver greves em defesa de direitos, sendo apenas lamentável que, persistindo os mesmos exactos problemas, elas surjam em catadupa se o PS não estiver no governo, e mais lamentável que ocorram sempre coladas ao fim de semana;

* agora não há guerras em que o país esteja envolvido directamente, acabou a guerra colonial/ do ultramar/ em África;

* depois do 25 de Abril de 1974, surgiram na política nacional 4 ou 5 personalidades a roçar a categoria de estadistas; com o decorrer do tempo, e para se ter bem a ideia do estado a que chegámos ou seja, observar o declínio das chamadas elites, é comparar as personagens dos anos 70 e 80 do século passado com os pigmeus intelectuais e políticos arrivistas que passaram a dominar a sociedade portuguesa.

Enfim, fico por aqui, muito mais podia escrever, mas . . . . . 
não digo mais, . . . isso mesmo, pintassilgos não são pardais.

Tenham uma boa 6ª Feira, um bom início fim de semana que, aparentemente, trará um ligeiro alívio nas tempestades, infelizmente nenhum alívio para o trágico sofrimento de tantos e tantos milhares de concidadãos.

Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

domingo, 14 de dezembro de 2025

MOMENTOS 
. . . . . . .
Há momentos em que tudo cansa, até o que nos repousaria.
O que nos cansa porque nos cansa; o que nos repousaria porque a ideia de o obter nos cansa.
. . . . . . .
(Fernando pessoa, "Livro do Desassossego")

Lembrei-me disto neste Domingo ao passar os olhos pelas gordas dos jornais e revistas via NET.

AC

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Advogados acumularam dívida de mais de oito milhões em quotas à Ordem.

Isto diz alguma coisa sobre os advogados ?

Bom dia e boa sorte.

AC

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

A   PROPÓSITO  DE  CONSELHOS
Vendo o que por aí se vai passando lembrei-me disto.

Os que bons conselhos dão
Às vezes fazem-me rir,
Por ver que eles próprios são
Incapazes de os cumprir

(António Aleixo)

AC

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Bom dia. Saúde e boa sorte.

AC

Os  VERBOS  e  os  ANIMAIS

O gato mia

O cachorro late

O sapo coaxa

O tigre ruge

A vaca muge

A zebra relincha

O porco grunhe

O pombo arrulha

O pato grasna

O carneiro bale

O papagaio palra

O mosquito zumbe

O morcego farfalha

A baleia bufa

O grilo canta

A galinha cacareja

A cobra sibila

O cavalo relincha

O boi muge

A raposa regouga

O corvo crocita


E os demagogos, mentirosos, corruptos, mafiosos, etc. ?

VOMITAM!

AC

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

E R R O S

Erros cada vez mais perigosos:

- confundir "consenso" com "moleza"

- confundir "capacidade de ouvir" com "indecisão"

- confundir "paciência" com "inação"

- confundir uma certa "souplesse" com "deixa andar"

- confundir "democracia" com "subordinação da maioria a minorias"

- confundir "liberdade" com "rebaldaria"

- confundir "discutir e ponderar" com "gritaria"

- confundir "mentira" com "verdade"

- confundir "honestidade intelectual" com "demagogia"

AC

terça-feira, 5 de agosto de 2025

COMO  FALAR  PARA  OS  OUTROS ?

Falar para ou outros em mandarim é a pior das soluções.

Admito estar enganado, mas a sensação que tenho é de que, por parte do inquilino em Belém, dos inquilinos dos dois poisos em S.Bento, e mais uma série de artistas civis e militares que por aí vegetam, nos olham como bons entendedores de mandarim.

AC

sábado, 2 de agosto de 2025

SE o RIDÍCULO e a DEMAGOGIA MATASSEM . . . .

Há muito tempo que tínhamos uma sociedade mais limpa!

Ouve-se este Presidente da República (PR).
Ouve-se o actual presidente da Assembleia da República (AR).
Ouve-se os dois ainda mais inarráveis anteriores presidentes da AR.
Ouve-se os inarráveis actual PM e os seus antecessores socialistas.
Ouve-se o inarrável ministro das infra-estruturas.
Ouve-se o bastonário da ordem dos médicos.
Ouve-se a sindicalista da FNAM que julga que não se lhe conhece o percurso.
Ouve-se o bastonário da ordem dos advogados e antecessores.
Ouve-se . . . . . . . 
Ouve-se . . . . . . .

Tudo refila.
Tudo promete.
Agora é que vai ser.
Sucedem-se paixões, estados gerais, páginas viradas, conselhos estratégicos, geringonças outra vez, cada vez mais condecorações até algumas póstumas nos dias de hoje e que ninguém percebe porquê. . .
Sucedem-se os pantomineiros a queixarem do IRS que estão a pagar!  

Ninguém se questiona: 
O que é isto?
Onde é que isto vai parar?
Prometem tudo e agora é que vai ser!

Porquê? 
COMO? 
Como se resolve? Quando? Quanto?

Ai, a Constituição garante-nos!
Ai, a República tem de assumir as suas responsabilidades!
Ai, o turismo salva-nos! 
Ai, a  restauração, a dieta mediterrânea, salva-nos!

Desgraçados de nós, cidadãos comuns! . . . . 

E não digo mais porque . . . isso mesmo . . . piriquitos não são pardais!  

Bom dia. 
Bom Sábado, cuidado com o calor.
Saúde e boa sorte. E muita democrática paciência.
AC

quinta-feira, 31 de julho de 2025

VASCULHANDO os MEUS ARQUIVOS
Entre muitas deliciosas recordações arquivadas, trago hoje este extraordinário texto do infelizmente já falecido, Coronel reformado, do Exército, Carlos de Matos Gomes.


BISCATES

Para que servem as primeiras páginas dos jornais e os grandes casos dos noticiários das TV?

Se pensarmos no que as primeiras páginas e as aberturas dos telejornais nos disseram enquanto decorriam as traficâncias que iriam dar origem aos casos do BPN, do BPP, dos submarinos, das PPP, dos SWAPs, da dívida, e agora do Espírito Santo, é fácil concluir que servem para nos tourear.

Desde 2008 que as primeiras páginas dos Correios das Manhas, os telejornais das Moura Guedes, os comentários dos Medinas Carreiras, dos Gomes Ferreiras, dos Camilos Lourenços, dos assessores do Presidente da República, dos assessores e boys dos gabinetes dos ministros, dos jornalistas de investigação, nos andam a falar de tudo e mais alguma coisa, excepto das grandes vigarices, aquelas que, de facto, colocam em causa o governo das nossas vidas, da nossa sociedade, os nossos empregos, os nossos salários, as nossas pensões, o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos. Que me lembre falaram do caso Freeport, do caso do exame de inglês de Sócrates, da casa da mãe do Sócrates, do tio do Sócrates, do primo do Sócrates que foi treinar artes marciais para a China, enfim que o Sócrates se estava a abotoar com umas massas que davam para passar um ano em Paris, mas nem uma página sobre os Espirito Santo! É claro que é importante saber se um primeiro ministro é merecedor de confiança, mas também é, julgo, importante saber se os Donos Disto Tudo o são. E, quanto a estes, nem uma palavra. O máximo que sei é que alguns passam férias na Comporta a brincar aos pobrezinhos. Eu, que sei tudo do Freeport, não sei nada da Rioforte! E esta minha informação, num caso, e falta dela, noutro, não pode ser fruto do acaso. Os directores de informação são responsáveis pela decisão de saber uma e desconhecer outra.

Os jornais, os jornalistas, andaram a tourear o público que compra jornais e que vê telejornais.
Em vez de directores de informação e jornalistas, temos novilheiros, bandarilheiros, apoderados, moços de estoques, em vez de notícias temos chicuelinas.
Não tenho nenhuma confiança no espírito de auto critica dos jornalistas que dirigem e condicionam o meu acesso à informação: todos eles aparecerão com uma cara à José Alberto de Carvalho, à Rodrigues dos Santos, à Guedes de Carvalho, à Judite de Sousa (entre tantos outros) a dar as mesmas notícias sobre os gravíssimos casos da sucata, dos apelos ao consenso do venerando chefe de Estado, do desempenho das exportações, dos engarrafamentos do IC 19, das notas a matemática, do roubo das máquinas multibanco, da vinda de um rebenta canelas uzebeque para o ataque do Paiolense de Cima, dos enjoos de uma apresentadeira de TV, das tiradas filosóficas da Teresa Guilherme. Todos continuarão a acenar-me com um pano diante dos olhos para eu não ver o que se passa onde se decide tudo o que me diz respeito.

Tenho a máxima confiança no profissionalismo dos directores de informação, que eles continuarão a fazer o que melhor sabem: tourear-nos. Abanar-nos diante dos olhos uma falsa ameaça para nos fazerem investir contra ela enquanto alguém nos espeta umas farpas no cachaço e os empresários arrecadam o dinheiro do respeitável público.

Não temos comunicação social: temos quadrilhas de toureiros, uns a pé, outros a cavalo.
Uma primeira página de um jornal é, hoje em dia e após o silêncio sobre os Espirito Santo, um passe de peito.
Uma segunda página será uma sorte de bandarilhas.
Um editor é um embolador, um tipo que enfia umas peúgas de couro nos cornos do touro para a marrada não doer.
Um director de informação é um “inteligente” que dirige uma corrida.

Quando uma estação de televisão convida um Camilo Lourenço, um Proença de Carvalho, um Gomes Ferreira, um João Duque, um Judice, um Marcelo, um Miguel Sousa Tavares, um Angelo Correia, devia anunciá-los como um grupo de forcados: Os Amadores do Espirito Santo, por exemplo. Eles pegam-nos sempre e imobilizam-nos. Caem-nos literalmente em cima.

As primeiras páginas do Correio da Manhã podiam começar por uma introdução diária: Para não falarmos de toiros mansos, os nossos queridos espectadores, nem de toureios manhosos, os nossos queridos comentadores, temos as habituais notícias de José Sócrates, do memorando da troika, da imperiosa necessidade de pagar as nossas dividas.

Todos os programas de comentário político nas TV deviam começar com a música de um passo doble. Ou com a premonitória “Tourada” do Ary dos Santos, cantada pelo Fernando Tordo.

O silêncio que os “negócios “ da família "Dona Disto Tudo" mereceu da comunicação social, tão exigente noutros casos, é um atestado de cumplicidade: uns, os jornalistas venderam-se, outros queriam ser como os Espirito Santo. Em qualquer caso, as redacções dos jornais e das TV estão cheias de Espiritos Santos. Em termos tauromáticos, na melhor das hipóteses não temos jornalistas, mas moços de estoques. Na pior, temos as redacções cheias de vacas a que se chamam na gíria as “chocas”.

O que o silêncio cúmplice, deliberadamente cúmplice, feito sobre o caso Espirito Santo, o que a técnica do desvio de atenções, já usada por Goebels, o ministro da propaganda de Hitler, revelam é que temos uma comunicação social avacalhada, que não merece nenhuma confiança.

Quando um jornal, uma TV deu uma notícia na primeira página sobre Sócrates( e falo dele porque a comunicação social montou sobre ele um operação de barragem pelo fogo, que na altura justificou com o direito a sabermos o que se passava com quem nos governava e se esqueceu de nos informar sobre quem se governava) ficamos agora a saber que esteve a fazer como o toureiro, a abanar-nos um trapo diante dos olhos para nos enganar com ele e a esconder as suas verdadeiras intenções: dar-nos uma estocada fatal!

Porque será que comentadores e seus patrões, tão lestos a opinar sobre pensões de reforma, TSU, competitividade, despedimentos, aumentos de impostos, gente tão distinta como Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Angelo Correia, Soares dos Santos, Ulrich, Maria João Avilez e esposo Vanzeller, não aparecem agora a dar a cara pelos amigos Espirito Santo?

Porque será que os jornais e as televisões não os chamam, agora que acabou o campeonato da bola?

Um grande Olé aos que estão agachados nas trincheiras, atrás dos burladeros
!

Este texto tem 10 anos.
Olhe-se para jornais revistas e televisões, jornalistas muitos apenas verdadeiros pés de microfone, comentadores, directores de informação, patrões (quase todos falidos) da comunicação social, programas de comentário político, . . . . . passaram dez anos. . . . . há grandes diferenças quanto ao que Carlos de Matos Gomes aqui referia?

Para onde caminha Portugal?

António Cabral (AC)

sábado, 26 de julho de 2025

OS  POLÍTICOS  E  AS  FRALDAS  DEVEM  SER  MUDADOS FREQUENTEMENTE,  E  PELA  MESMA  RAZÃO.

Eça de Queirós.

AC

sexta-feira, 18 de julho de 2025

MILITARES e CIVIS

Às voltas com os meus arquivos, encontro sempre preciosidades guardadas. Considero ser o caso que aqui exponho.

Há 28 anos, um dos meus melhores amigos, professor catedrático, proferiu uma alocução subordinada a este tema, Militares e Civis.

Salvo melhor opinião, um texto de lúcida análise da nossa sociedade e de permanente actualidade.
Aqui deixo alguns excertos dessa alocução em cerimónia pública.

"As sociedades distinguem os militares, não por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à diferenciada função em que se empenham, de forma comummente disciplinada e previsível. 

Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos os tempos.

Sendo certo que toda a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa, esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a certeza formal da sua possibilidade, e as sociedades sempre aceitaram esta especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e eficácia de um sentir colectivo.
................
Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.

Aceita-se que se faça a distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares porque estes não aparecem desfalcados de cidadania, e não convém à natureza dos factos, identificá-los como uma espécie de casta à parte..........os militares são um conjunto diferenciado de nós todos, motivados para a salvaguarda da colectividade de que são membros e para a constituição da qual contribuíram com a sua intrínseca dignidade

É um empenhamento na coisa pública que a usura do tempo, até na sua vertente ideológica, não destrói ou arruina. E esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender.
...............
Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontades"sucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
...............
Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
...........
Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.
....................... 

Salvo melhor opinião, lúcido, clarinho, límpido, directo.

Mas quer em relação às classes civis da sociedade portuguesa, quer em relação aos militares das Forças Armadas, um dos nossos mais graves problemas é exactamente ISTO, as CORJAS de todas as cores e ideologias que gostam mais de ouvir do que compreender.

Há que não perder a esperança.

António Cabral

sexta-feira, 11 de julho de 2025

À  ATENÇÃO  do  Dr  BARROSO
A sociedade portuguesa poderá vir a ensandecer. Poderá.
Poderá acontecer os portugueses não aceitarem o seu Luizinho!
Debaixo das pontes muita água correrá até Janeiro de 2026. 
E olhe que estas das fotografias são apenas duas das inúmeras pontes existentes em Portugal.

Talvez possa comprar um espelho para ter em casa e mirar-se, talvez possa meditar.

Talvez algum amigo lhe possa chamar à atenção quanto à possibilidade de haver cada vez mais portugueses, 
- fartos das elites a que o sr pertence, 
- fartos da vossa arrogância, 
- fartos dos habilidosos, 
- fartos dos ungidos de superioridade moral, 
- fartos dos ungidos de democracia como Vexa, 
- fartos dos cheios de experiência política, 
- fartos da gentalha da demagogia e das vacuidades diárias como o seu grande amigo, 
- fartos dos que com as suas acções e sobretudo com as inações apenas se têm servido dos cargos para que foram eleitos,
- fartos do estado a que Vexas conduziram Portugal.

E olhe, tome um chá de cidreira, dizem que é bom para o fígado.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.

Mas depois de ter lido as suas prolixas declarações fiquei com a sensação de que precisa de se operar ao fígado.
Passe bem e olhe, não se esqueça, chazinho de cidreira, senão continua com maus fígados.
AC
 

terça-feira, 8 de julho de 2025

E  NÃO  PÁRA . . . 

Bom dia
Tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.

António Cabral

Da falta de grandeza
por henrique pereira dos santos

Mafalda Pratas, que não conheço e acredito que seja uma pessoa estimável e brilhante, resolveu fazer um panegírico de Mário Soares, igual a vários que por estes dias foram publicados, embora, neste caso, envolvido em muita tralha académica.

Quando li o título, "Mário Soares, o talento democrático", passei à frente por calcular que não valia a pena perder tempo com o assunto.

Como escreve alguém nos comentários do Observador, "“Soares teve o talento político de ajustar a sua estratégia ao mundo com que se deparava:” Eu chamar-lhe-ia o oportunismo em vez de talento… pontos de vista!".

Ou, mais acidamente, como escreve Jaime Nogueira Pinto, "O Dr. Soares esteve na frente comum anticolonial; no 28 de Setembro continuou no governo de Vasco Gonçalves e não pareceu muito incomodado com as centenas de presos sem culpa formada, então nas prisões da jovem democracia. Também aprovou as nacionalizações do 11 de Março e alinhou no discurso antifascista, até que, ao ver chegar-lhe à porta a procissão, se deve ter lembrado de Kerensky na revolução russa e de Jan Masaryk em Praga, em 1948. A ele não o defenestrariam".

Resumindo, não me interessa por aí além o que se diz ou escreve sobre Mário Soares, e não faria este post se a questão da descolonização não tivesse vindo atrelada a ele.

Mafalda Pratas, sobre esta matéria, diz umas valentes asneiras que são placidamente aceites porque coincidem com o mito da descolonização feita por Portugal.

Que a descolonização feita tenha sido a possível, parece-me pacífico e não tenho nenhuma tendência para copiar a wokaria que pulula por aí, procurando julgar moralmente os factos históricos, esquecendo de os contextualizar no tempo em que ocorreram.

Mas isso não nos deveria permitir substituir a avaliação histórica do processo pela repetição insensata de mitos, sobretudo quando esses mitos esquecem as principais vítimas do processo de descolonização português, tal como foi feito, os povos dos novos países (citando um comentário lúcido aqui no Corta-fitas "a catástrofe que foi para os angolanos, moçambicanos, guineenses e timorenses - e, numa medida incomparavelmente menor, para os retornados (como eu).").

Dizer que as principais vítimas da descolonização, tal como foi feita, foram os povos dos novos países não tem nenhuma relação com a defesa de que teria sido melhor (independentemente de ser possível ou não) manter o domínio colonial, são duas questões completamente autónomas.

A descolonização seria sempre uma inevitabilidade histórica, o que não era uma inevitabilidade histórica era a forma de a fazer e a forma como a fizemos (não, não foi Mário Soares, fomos nós, enquanto povo) foi trágica para os povos dos novos países.

Tiveram de engolir governos despóticos, guerras civis, cleptocracias, corrupção endémica, miséria e, quando cinquenta anos passados tentam garantir uma coisa tão simples como uma contagem decente de votos, o resultado, cinquenta anos depois, é o que vemos em Moçambique (e veremos o que acontecerá em Angola, quando o MPLA tiver de entregar o poder, espero que o MPLA aprenda alguma coisa quer com o processo moçambicano, quer com o Príncipe de Salina).

Naquela forma académica que caracteriza o texto de Mafalda Pratas, diz-se que os parcos dados que temos "indicam que a maioria dos portugueses europeus não se consideravam membros da mesma comunidade nacional dos Portugueses de origem africana". Só lendo um texto anterior de Mafalda Pratas se percebe que se refere a um inquérito de 1978 (como se o que as pessoas pensavam em 1978 fosse o mesmo que pensavam em 1973), com perguntas manifestamente tendenciosas e apenas realizado em Portugal, esquecendo que mais de 50% do exército português, pelo menos em Moçambique, era recrutado localmente, que a taxa de deserções, insubordinação, fuga à incorporação e outras coisas que tais, dificilmente suportam a tese que se pretende defender.

De resto, a própria discussão da famosa lei da nacionalidade racista do tempo do gonçalvismo, e escrita por Almeida Santos, um fidelíssimo de Soares, inclui a justificação dada na altura: era preciso impedir que quisessem vir muitos para Portugal, o que implicava retirar a nacionalidade a todos os que não tivessem ascendência europeia (ou goesa), incluindo, para vergonha nossa, os que combateram às ordens da hierarquia militar que os abandonou à perseguição dos regimes que os liquidaram, sem sequer fingir "suma piedade".

Como é que esse medo de que Portugal europeu ficasse submerso por nacionais vindos dos territórios que iriam ser os novos países se justifica, se não pela consciência clara de que se estava a sacrificar milhares de pessoas, contra a sua vontade, para garantir a tranquilidade dos europeus?

A descolonização era inevitável, a forma como foi feita provavelmente era a possível a partir do momento em que nós, como sociedade, nos recusámos a usar a força das armas para garantir um processo democrático de descolonização.

Escusamos é de negar que o resultado foi trágico, mais que para muitos retornados, para os povos dos novos países e a recusa em usar a força que de facto tínhamos para impor processos democráticos de descolonização é uma vergonha que devemos reconhecer, não para andar com desculpas e parvoíces que tais, mas porque as coisas são o que são e é bom que tenhamos a grandeza de saber reconhecer os nossos erros históricos
.

Concordo globalmente com este texto de HPS.
Tal como normalmente faz e escreve HPS, o eu discordar aqui ou ali, criticar asperamente algum  aspecto, não significa que, por exemplo em relação a Mário Soares não lhe reconheça muitos méritos, e não lhe esteja globalmente muito agradecido como cidadão.
Idem para outros assuntos, temas, pessoas, políticos, regimes. 

Por exemplo, no Estado Novo não foi tudo mau, o que não significa que eu com 27 anos em 25ABR74 fosse adepto desse regime que muito desgraçou (opinião pessoal, naturalmente), Portugal. 

Meu pai, um simplório funcionário numa empresa vinícola, teve ligeiros problemas com a PIDE / DGS por causa de certos carimbos que colecionou no passaporte. Tinha que renovar o passaporte anualmente.

Nunca foi preso nem molestado seriamente, esteve uma vez que me recorde, que ligeiramente menos de uma hora num gabinete com luz forte quase toda para a cara. Penso que foi algures no fim da Primavera de 1972. Porquê?

Porque ao ir renovar o passaporte, tinha o pecado maior de no ano anterior ter ido a Berlim no seu carocha velhinho, que há anos o levava por essa Europa fora dormindo em parques de campismo, e por isso colecionou esse carimbo desagradável para o sistema de então.

Desagradável e assustador tinha sido atravessar os corredores de arame farpado, observar as torres com ninhos de metralhadora, tudo gentileza da URSS e RDA.

Eu discordar aqui ou ali, criticar asperamente algum aspecto, não significa que, ao discordar duramente de certas coisas que se passam no regime em que felizmente vivo, seja fassssista!

Enfim, haja democrática paciência para conviver com certas pessoas. 
Até democraticamente se tem de conviver com execráveis que engordam com as asneiras dos moderados. 
Mas há que combate-los democraticamente, com energia e sem vacilar.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 7 de julho de 2025

De  FACTO . . . . . .

De facto, o "pissoal" de Cascais, Quinta da Marinha, Nafarros, etc. é outra coisa, muito mais fina. 

Não tenho nada contra os meus concidadãos que aí residem ou aí têm o seu modo de vida. 

Aliás vou muito frequentemente a Cascais, Guincho etc. Nada contra, e não é por uma prima minha, em 2º grau, e viúva de embaixador, residir num condomínio catita em Cascais.

É que um concidadão daquela zona é com a maior das facilidades que congrega apoios para se candidatar seja a que cargo importante for.

Um concidadão daquela zona facilmente é apoiado por batalhões de pessoas dessas zonas, como é óbvio, como também por muitos outros fervorosos concidadãos pelo país fora, por exemplo, das avenidas novas em Lisboa, ou do distrito de Setúbal, ou de Coimbra, ou até de gente de escritórios os mais diversos.

Aquilo ali é outra coisa; ali, para um dado fim, facilmente se congregam pessoas até de ideologias quase opostas. É outra coisa, outro mundo, diferente do de cidadãos comuns, como eu.

AC

domingo, 6 de julho de 2025

BELO  FOCINHO


NÃO SE PODE DIZER DE MUITO QUE ANDA POR AÍ.

TENHAM UM BOM DOMINGO.

SAÚDE. BOA SORTE E MUITA PACIÊNCIA

AC 

domingo, 29 de junho de 2025

A  PERGUNTA 

Uma recorrente pergunta de muitos dos meus estimados concidadãos (refiro-me concretamente ao cidadão comum, não aos políticos) é - porque é que este assunto passou completamente ao lado na campanha eleitoral das recentes eleições em 18 de Maio passado?

É natural que se interroguem.

Já quanto aos políticos é de uma descarada desfaçatez fazerem a mesma pergunta, quando a maioria deles igualmente não aborda muitos dos relevantes temas da sociedade portuguesa nas campanhas eleitorais. Sobretudo as agremiações!

Estão sempre como nas feiras populares, no tiro ao boneco!

Haja democrática paciência para aturar esta gentalha.

AC

quinta-feira, 26 de junho de 2025

CADA  SEMANA  QUE  PASSA . . . . 

A cada  semana que passa em tudo se vai verificando o aumento do custo de vida. O preço do café/ bica é um dos indícios práticos mais visíveis.

Mas fui fazer uma coisa que há tempos não fazia: meter o carro na máquina de lavar.

SAFA  €€€€

AC 

A razão é simples. A agenda não é do Chega, é de muito país que não vota Chega, e basta ouvir autarcas, a começar por socialistas, para perceber o que aconteceu. Ventura foi apenas o primeiro interlocutor disponível para ouvir e dar voz a desequilíbrios que governos socialistas deixaram alastrar e que hoje, libertos os fantasmas, já não são nem exclusivo de ninguém, nem meras percepções.
(Ângela Silva, Expresso)

A realidade digam o que disserem, se a trampa já vinha de trás, os desequilíbrios que os governos de António Costa (era chato dizer o nome não era, Ângela Silva?) deixaram alastrar e que hoje, libertos os fantasmas, já não são nem exclusivo de ninguém, nem meras percepções.

Há uma série de políticos e titulares de órgãos de soberania que insistem em enterrar a cabeça na areia.
A continuarem assim, a não emendarem a mão URGENTEMENTE (e já é tarde) o resultado não vai ser bonito de se ver. Creio mesmo que vai ser trágico.
AC