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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

 REPETINDO - ME

antes de repetir o que escrevo há muito, faço-o de novo hoje também por concordar com um bom amigo que hoje me confessou estar muito desanimado com tudo isto o que se vai passando, na vertente externa, mas muito sobretudo na vertente interna.

. . . . (parte do que venho escrevendo há anos)

Estou cansado e farto, dos inchados, de pesporrência, presunção, ignorância, vaidade, ganância, dos da memória selectiva, dos que martelam números até que eles sigam no sentido que lhes convém, dos de superioridade moral, e dos ungidos e SÓ ELES de, democracia, decência, humanidade, dignidade, ética, responsabilidade, dos que se servem dos cargos para que foram eleitos e nomeados em vez de servirem a sociedade sejam eles, titulares de órgãos de soberania, autarcas, chefias civis e militares, jornalistas, sindicalistas, membros de ordens profissionais, funcionários públicos, servidores do Estado, dirigentes e responsáveis os mais diversos.

 E acrescento, estou farto de uns quantos que, com escritos, com entrevistas, com conferências, etc., continuam a querer que eu veja o mundo como eles acham que eu o devo ver. 
E quererem que eu me esqueça do que podiam ter feito e não fizeram.

Estou saturado desta gente TODA e dos seus actos, com a infeliz consequência de assim continuarem a engordar gente execrável. O que se vem passando nas últimas semanas parece indicar que estamos mesmo a caminho de bater no fundo.

Oxalá eu esteja completamente enganado, a ver mal as coisas.
António Cabral (AC)

sábado, 2 de agosto de 2025

SE o RIDÍCULO e a DEMAGOGIA MATASSEM . . . .

Há muito tempo que tínhamos uma sociedade mais limpa!

Ouve-se este Presidente da República (PR).
Ouve-se o actual presidente da Assembleia da República (AR).
Ouve-se os dois ainda mais inarráveis anteriores presidentes da AR.
Ouve-se os inarráveis actual PM e os seus antecessores socialistas.
Ouve-se o inarrável ministro das infra-estruturas.
Ouve-se o bastonário da ordem dos médicos.
Ouve-se a sindicalista da FNAM que julga que não se lhe conhece o percurso.
Ouve-se o bastonário da ordem dos advogados e antecessores.
Ouve-se . . . . . . . 
Ouve-se . . . . . . .

Tudo refila.
Tudo promete.
Agora é que vai ser.
Sucedem-se paixões, estados gerais, páginas viradas, conselhos estratégicos, geringonças outra vez, cada vez mais condecorações até algumas póstumas nos dias de hoje e que ninguém percebe porquê. . .
Sucedem-se os pantomineiros a queixarem do IRS que estão a pagar!  

Ninguém se questiona: 
O que é isto?
Onde é que isto vai parar?
Prometem tudo e agora é que vai ser!

Porquê? 
COMO? 
Como se resolve? Quando? Quanto?

Ai, a Constituição garante-nos!
Ai, a República tem de assumir as suas responsabilidades!
Ai, o turismo salva-nos! 
Ai, a  restauração, a dieta mediterrânea, salva-nos!

Desgraçados de nós, cidadãos comuns! . . . . 

E não digo mais porque . . . isso mesmo . . . piriquitos não são pardais!  

Bom dia. 
Bom Sábado, cuidado com o calor.
Saúde e boa sorte. E muita democrática paciência.
AC

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Do DESCALABRO ao ESTADO FALHADO

De que falamos ao referir Estado?
Classicamente, Estado é a comunidade constituída por um povo que, a fim de realizar os seus ideais de segurança, justiça e bem-estar, se assenhoreia de um território e nele institui, por autoridade própria, o poder de dirigir os destinos nacionais e de impor as normas necessárias à vida colectiva.

Vamos recuar a 1991, que é para mim uma data muito marcante. 
É o início da 2ª maioria absoluta de Cavaco Silva.

Existem várias outras datas muito marcantes como por exemplo, e a primeira e fundamental de todas, o 25 de Abril de 1974.
E ainda o 11MAR75 quando (opinião pessoal naturalmente) começaram os desatinos, o 25NOV75 quando (opinião pessoal naturalmente) se colocou um pouco de juízo nisto tudo incluindo quer nos amanhãs que cantavam quer nos trogloditas falcões que queriam tudo arrasar.

Mas, sobretudo, o 2ABR76 (aprovação da CRP), e o 10ABR76 (publicação da CRP em DR).

E muita outra coisa foi havendo ao longo dos primeiros 10/15 anos, como por exemplo, conversações com "mon ami François" para que, com a participação de um conhecido banco francês, proporcionar o regresso da família Espírito Santo a Portugal, pois que no Brasil viviam tão miseravelmente, tadinhos!

Em 1991 começou a ficar muito claro para mim um conjunto de várias coisas.
Até aí, e desde 1985, houve uma efectiva e global mudança em Portugal, em muitos sectores, começaram a aproveitar-se as novas condições e oportunidades proporcionadas pela CEE/ UE.
Alterou-se mais a CRP (primeira alteração em 1982).
PS e PSD mas particularmente o PS, perceberam que não se podia continuar tolhido quanto ao desenvolvimento, economia, finanças, etc.

Mas a partir de 1991, além de por exemplo a instalação da AutoEuropa, vários gabirus de quase todas as áreas políticas começaram a tratar da vidinha num "modo" entre o falacioso, vergonhoso, escandaloso, criminoso.
Nessa altura, já Cunha Rodrigues andava a dar "corpo" ao MP.
E muita pouca vergonha aconteceu, e algumas começaram a ser "agarradas".

Provavelmente se poderá afirmar que algum descalabro começou nessa altura.
Mas o descalabro surgiu de vários lados, por parte de uma série de filhos da mãe, de todas as cores, e por parte de outros que só viam a cor partidária e tudo fizeram para rebentar com uma certa cooperação institucional.

Creio que o maior descalabro começou com e a partir de Guterres, que perdeu as oportunidades favoráveis na Europa nos planos económico e financeiro e que, creio ser rigoroso, muito incomodou o professor Sousa Franco. 
E seguiu-se-lhe o chamado "cardeal". O desastre começou a sério.

Hoje em dia há arrogantes que berram - estamos a assistir a um descalabro." 

Convenientemente, e não esquecendo as asneiras do PSD, a esquerdalhada socialista a tender para o BE finge que nada se passou antes, e não fazem as contas a quem mais tempo governou nas últimas 3 décadas. E quem tem ainda mais responsabilidades.
E fingem que nada têm a ver com o aparecimento dos execráveis à direita.

Portanto o que está a acontecer, na saúde seja INEM ou hospitais, na educação, nas Forças Armadas, no sistema de justiça, nas forças de segurança, na imigração descontrolada, e um enorme etc., é tudo culpa da direita civilizada. Pois!

Esta gente não compra espelho para se mirar em casa?
AC

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

EMAGRECIMENTO
EMAGRECIMENTO - acto ou efeito de emagrecer
EMAGRECER - tornar-se magro

Emagrecimento é um termo igualmente utilizado no mundo dos negócios, das empresas.

Significa cortes.
Cortes em meios humanos, cortes em outros meios. Redução.

Cortes, emagrecimento que pode resultar de muita coisa.
Porque a actividade não está a correr bem.
Porque se quer modificar estruturas organizacionais.

No mundo global contemporâneo acontece muito.
Acontece, por exemplo, ou pode acontecer, em empresas cuja sede esteja concentrada em Espanha.

Independentemente de certos reais emagrecimentos, ele continua eufórico a dizer que isto nunca esteve tão bem. 
Mas entretanto tratou de se pirar.
Aguardemos.
AC

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

PAÍS  DIFÍCIL  de  ENTENDER

O administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, em 16 de Agosto do corrente ano, escreveu no DN o seguinte texto, de que sublinho algumas partes:

Portugal é um país difícil de entender. O cadinho de várias influências apresenta-nos elementos contraditórios. Mas há fatores que são permanentes e definem uma identidade que
começa no querer, continua na omnipresença do mar e pressupõe uma luta constante. Lembremo-nos da saga dos poveiros, com o negro do luto das viúvas e dos órfãos nas praias atlânticas ou do combate contra a adversidade do meio em Trás-os-Montes, no Douro ou no Alentejo. Eduardo Lourenço e José Mattoso lembram que "uma das descobertas mais simples e irrecusáveis do após 25 de Abril é que Portugal é um país como os outros. Sem missão providencial, sem Quinto Império, sem realizações espetaculares, sem lugar especial no mundo, apesar dos Descobrimentos". 

Isto significa, porém, que dependemos da nossa responsabilidade, do nosso querer e do saber pensar e fazer. Assim chegámos aqui. Precisamos uns dos outros. 
E temos de saber planear o futuro, partindo do presente, e avaliar os resultados que somos capazes de obter. Sempre que preparámos o futuro, ganhámos. Ao Deus dará perdemos e agravámos o nosso atraso, que não é uma fatalidade. O mérito não é um mito, só funciona quando resulta do reconhecimento das diferenças e da dignidade de cada um. Miguel Torga foi tantas vezes duro na sua apreciação de quem somos. Sabia do que falava e que nada se consegue de ânimo leve ou de ilusão. O desencanto assalta-nos tantas vezes, e o lirismo poético é apimentado com o picaresco e o maldizer.

Desejamos coisas contraditórias. E assim, se temos vícios devemos combatê-los, em vez de cultivar utopias enganadoras e esperanças vãs. Considerando-nos ou os melhores ou os piores, não nos safamos. Relendo o Portugal de Miguel Torga, surpreendemo-nos quando nos fala do Algarve, onde o conheci e cuja memória guardo num lugar especial. Disse ele, depois de nos descrever quem somos e onde estamos, sem ilusões: "O Algarve, para mim, é sempre um dia de férias na pátria. Dentro dele nunca me considero obrigado a nenhum civismo, a nenhuma congeminação telúrica nem humana. Debruço-me a uma varanda de Alportel e apetece-me tudo menos ser responsável e ético. As coisas de Trás-os-Montes tocam-me muito no cerne para eu poder esquecer a solidariedade que devo a quem sofre e a quem sua. E isto repete-se com maior ou menor força no resto de Portugal. Mas, passado o Caldeirão, é como se me tirassem uma carga dos ombros. Sinto-me livre, aliviado e contente, eu que sou a tristeza em pessoa! A brancura dos corpos e das almas, a limpeza das casas e das ruas, e a harmonia dos seres e da paisagem lavam-me da fuligem que se me agarrou aos ossos e clarificam as courelas encardidas que trago no coração. No fundo, e à semelhança dos nossos primeiros reis, que se intitulavam senhores de Portugal e dos Algarves, separando sabiamente nos seus títulos o que era centrípeto do que era centrífugo no todo da Nação, não me vejo verdadeiramente dentro da pátria. Também me não vejo fora dela. Julgo-me numa espécie de limbo da imaginação, onde tudo é fácil, belo e primaveril".

Não, não há contradição nesta bela página, que temos de ler em estreita ligação a tudo o resto. O que Torga nos diz, é exatamente que temos de ser quem somos. E no caso algarvio, compreender que não é de sol e praia que se trata, mas de entender a cultura como capacidade de construir e usufruir, de amar a liberdade e de ligá-la à entreajuda, à compreensão da diversidade das raízes e ao desenvolvimento humano. E José Mattoso definiu o ponto que permite entender a paradoxal visão de Torga:
"O fundamento da esperança no futuro é o reconhecimento dos "justos" que nos rodeiam, seja qual for o meio em que vivem, e o apoio que somos capazes de lhes dar na sua luta pela "justiça"".


O país é difícil de entender?
Talvez dizer, antes, as elites dirigentes são difíceis de entender ou, melhor ainda, entende-se muito bem o estado de Portugal! Veja-se o futuro que nos preparam!
AC

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

FALAM-ME ......... 

Falam-me da guerra na Ucrânia, da guerra desencadeada pela Rússia.

Falam-me do brutal aumento dos preços de tudo e mais alguma coisa, tudo culpa do execrável Putin.

Mas não me falam dos políticos que não prepararam as suas sociedades ou seja, eles, que materializam os Estados, apontam o dedo ao Putin (e com razão) mas seguem sempre o "Phil Collins" - "do what I say, not what I do".

E, no caso que mais directamente me interessa, a "tugolândia", começo  a estar quase completamente convencido que este Costa, Marcelo e companhia ILIMITADA, são a prova provada de que estão presos no presente, ignoram completamente o passado, e o futuro para eles....!!!

Desgraçados de nós cidadãos comuns.

AC

quarta-feira, 29 de junho de 2022

É  ESTRUTURAL….

"o problema do SNS é antigo e estrutural", diz quem reina em Belém.

Mas,………...Majestade e…….. haverá também questões antigas e estruturais no que abaixo se indica,

> sistema de justiça ? 

> economia ?

> agricultura ?

> educação ?

> Forças Armadas ?

> indústria ?

> desordenamento territorial ?

> cadastro do país ?

> forças de segurança ?

> SIRESP ?

> descentralização ?

> desertificação do interior ?

> as centenas de, institutos, fundações, "task force", comissões, grupos de trabalho ?

> preço dos combustíveis ?

> ferrovia ?

AC