JUSTIÇA e (falta de) ESCRUTÍNIO
Lê-se por aí que a Procuradoria-Geral da República garante que a investigação que envolve o insuportável habilidoso nunca esteve parada, mas que continua fortemente condicionada pela falta de acesso a comunicações que considera “imprescindíveis”.
E vão basicamente três anos (7 NOV 2023) que se descobriu (confirmou ?) a moda de uns quantos sucialistas gostarem de guardar os proventos do seu árduo labor como marcadores de livros e de pastas de arquivos vários em pomposas estantes.
É claro que para estas demoras nada contribuíram as delongas de advogados (os do costume) executadas ao abrigo da legislação em vigor há décadas elaborada por doutos de Coimbra e Lisboa, os famosos criadores dos alçapões, das vírgulas, e da super garantística!
Naturalmente que estas delongas são importantes para ajudar a compor as discursatas de Presidentes da República, de presidentes da ordem dos advogados, de PGR, de presidente do STJ, de ministros, etc.
Pomposamente, diz-se que o bloqueio, em número significativo de casos, se deve ao exercício do direito de defesa por parte de arguidos nomeadamente através de recursos.
Em linguagem popular da velhinha e já falecida vizinha que tive na aldeia a tradução é esta - cambada de malandros !
Ah, parece que uma das grandes demoras se deve também ao árduo labor do Tribunal Constitucional !
É curioso o nome que deram ao processo do habilidoso - "influencer"- certamente porque nada de influências várias foram detectadas!
Lá aligeirar o armadilhado Código de Processo Penal é que nem pensar, nada de clarificação legislativa, nem deputados o querem (não convém, não é?), nem propostas de iniciativas legislativas dos governos (apesar de tudo não convém, não é ?). Nada !
Assim continuamos neste lamaçal.
AC
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