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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

domingo, 29 de setembro de 2024

A  REALIDADE, 
e a Realidade que Alguns Querem por Decreto,
e a Realidade Só a sua,
e a Realidade que não é a que uns Profetizaram, 
etc.

Vem este longo título a propósito do desencanto de alguns porque, afinal e olhando as coisas com rigor, além de muito envelhecido, o homem não fez nada do que alguns tinham exigido que ele tivesse feito. 
Desilusão, que desilusão.

Já Obama os desiludira. 
Tinham esperança em Joe, que desilusão.

Por exemplo, também não encerrou Guantanamo!
Por exemplo, manteve o assunto Irão.
Por exemplo, mantém as bases militares no Golfo Pérsico, como aliás Putin mantém na Síria e etc.

Por exemplo, tem na sua conta final a saída rocambolesca do Afeganistão. 
Mas quanto a isto, os irritados podiam referir de quem partiu a ideia e tomou a decisão de que os EUA sairiam de lá. 
Viu-se quão estrela esse era, uma estrela como nunca se vira. 
Mas não lhes convém confessarem, para assim manterem a aura.

Claro que Joe continuou e continua a apoiar Israel, como todos os seus antecessores fizeram, e assim continuarão a fazer os sucessores. 
Claro que sabe perfeitamente quem apoia o Irão, e quem o Irão apoia.
Ah, e não assinou decreto presidencial que eliminava, Maduro, Kamenei, Putin, Erdogan, Xi, o "democrata" Coreano e outros.

Enfim, continuam a não perceber que no século XXI, como antes, a realidade não é, INFELIZMENTE, o que devia ser, e não eliminamos facínoras/ déspotas/ autocratas por decreto. É muito difícil exportar a democracia e o respeito por direitos humanos.

Infelizmente, não é realista impor a democracia no Irão, China, Rússia, Bielorrússia, Camboja, Filipinas, Paquistão, Egipto, Sudão, Eritreia, Somália, Iémen, Qatar, Síria, Iraque, Nigéria, Guiné Conakry, etc.

É a realidade mundial, infelizmente não o que eu e milhões ansiamos.
AC 

sábado, 28 de setembro de 2024

CRP, DEMAGOGIA, GRITINHOS, REALIDADE
Sou dos que muito frequentemente folheio, vasculho, releio a nossa Constituição da República Portuguesa (CRP). Desde sempre.
Em casa, nos meus livros de referência, além dos textos constitucionais que na Monarquia começaram, tenho a Constituição de 1911, a de 1933 e os livros em baixo, várias edições pós 25 de Abril de 1974. 
Estou a falar disto depois de ter ouvido ontem no rádio do carro o noticiários da TSF.

E apetece-me mostrar estas página iniciais da CRP em vigor, listando as tarefas fundamentais do Estado:

São, estas,

Atente-se bem nas normas deste Art. 9º e nomeadamente nas das alíneas, b) d) g).

Estas décadas passadas e o deplorável espectáculo não cessa, como bem se constatou durante esta 6ª Feira.

Atente-se bem, 
- real igualdade entre os portugueses, 
- na valorização do património cultural, 
- desenvolvimento harmonioso de todo o território,
- assegurar o ensino e valorização permanente.

Sublinho a vermelho para chamar bem à atenção.

Depois admiram-se com o crescimento de seres mais que desprezíveis.
Enfim.
AC

quinta-feira, 27 de junho de 2024

UMA das PIADAS da SEMANA
“Compromisso inabalável”: Montenegro felicita Mark Rutte, novo secretário-geral da NATO
"Pode contar com o apoio de Portugal e com o nosso compromisso inabalável na defesa dos princípios consagrados no Tratado do Atlântico Norte", referiu o chefe do Governo português.
Quem é Mark Rutte? O político veterano que vai mandar na NATO · SAPO 24

O político que vai mandar na NATO?
Ah. . . ah . . . ah . . .  deixem-me rir; importa-se de repetir?

Vai ser o secretário-geral da NATO, isso parece certo, agora mandar na NATO . . . . mandará em tudo o que, por baixo da mesa, os EUA não se opuserem.

Eis uma forte candidata à piada da semana.

Ou isto não quer dizer nada?
En direct, guerre en Ukraine : le président américain, Joe Biden, « est persuadé que Mark Rutte fera un excellent secrétaire général » de l’OTAN
AC

sexta-feira, 29 de março de 2024

“Muralha” financeira dita fim do jornal digital Setenta e Quatro
"Sempre soubemos que o desfecho poderia ser este", lê-se no editorial publicado esta quinta-feira, 28 de Março, no jornal independente Setenta e Quatro, criado em plena pandemia covid-19, a 13 de Julho de 2021. E foi mesmo: no site apoiado por quase duas mil pessoas vai deixar de se poder ler novos conteúdos como ensaios, reportagens, investigações, entrevistas e crónicas que caracterizavam o jornal, que se fica "por aqui". O motivo é só um, e é "exclusivamente financeiro".

Periodicamente espreitei este jornal digital. Como faço com outros.
A sua orientação é conhecida, clara, ligada (creio) a certas esquerdas e, por isso (opinião pessoal naturalmente), a par de bons artigos, bons textos, muita pegada ideológica de esquerda ortodoxa.
Repito, é a minha opinião, admito que possa estar a ser injusto.

Se eu tiver razão, o soçobrar será porque poucas pessoas a ele acorriam, poucas ou cada vez mais escassas contribuições financeiras.
Naturalmente, soçobrou por razões financeiras, porque sendo legitimamente de causas, o número de pessoas aderentes às causas não serão muitas. 

E porque faltou o dinheiro? Se calhar por isso mesmo.
Honestidade intelectual obriga a dizer tudo. 
A qualidade dos textos não chega.
Mais uma vez, poderei estar enganado. 
Mas palpita-me que não estou muito errado.
AC

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

SALÁRIO LÍQUIDO
Este pequenino video identifica bem a realidade das nossas vidas.
AC

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

EMAGRECIMENTO
EMAGRECIMENTO - acto ou efeito de emagrecer
EMAGRECER - tornar-se magro

Emagrecimento é um termo igualmente utilizado no mundo dos negócios, das empresas.

Significa cortes.
Cortes em meios humanos, cortes em outros meios. Redução.

Cortes, emagrecimento que pode resultar de muita coisa.
Porque a actividade não está a correr bem.
Porque se quer modificar estruturas organizacionais.

No mundo global contemporâneo acontece muito.
Acontece, por exemplo, ou pode acontecer, em empresas cuja sede esteja concentrada em Espanha.

Independentemente de certos reais emagrecimentos, ele continua eufórico a dizer que isto nunca esteve tão bem. 
Mas entretanto tratou de se pirar.
Aguardemos.
AC

domingo, 23 de julho de 2023

INDÚSTRIA  TÊXTIL
Portugal está melhor porque os portugueses estão melhor.

Agora que uma conhecida marca internacional do mundo têxtil Europeu (começa por B) cancelou lá para o Norte do Portugal Continental 50% de uma enorme encomenda, quantos naquela fábrica e naquela zona (porque há consequências colaterais) vão ficar melhor?

Que significado tem esse cancelamento no plano da confiança?
E no plano de outros investimentos?

Tenham um bom Domingo. Saúde.
AC

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Oh ...... MACRON 

O Presidente francês, Emmanuel Macron, alertou esta quarta-feira os franceses sobre "a grande mudança" no mundo que marca "o fim da abundância" e da "imprudência" durante um discurso aos seus ministros, em Paris. 

Então e aquela frase célebre - "la grandeur de la France" ?
AC

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

ATRACTIVO?
Assim parece continuar, mas.....
Se um ou outro título em OCS lá fora insiste na atractividade de Portugal (nunca se sabe se genuíno ou encomenda), talvez fosse de moderar o foguetório que por aí vai, incluindo a rapaziada que só bebeu e continua a beber do fino e se passeia nos salões do costume a falar da atractividade do País.
Se existem ainda bons indícios, e ainda bem que assim está e oxalá fosse efectivamente sustentável, talvez seja melhor conversarmos com mais calma no próximo Verão para avaliar o resultado da falência da COOK, por exemplo.
Sustentação apenas baseada no trabalho que outros no exterior vinham fazendo?
Ou a falência da Cook não interessa para nada?
E reorganização urgente cá dentro?
Não é curioso o senhor ministro que tinha a mulher a mandar nos negócios caseiros vir pressuroso anunciar a abertura de linha de crédito de 150 milhões por causa da falência da Cook, ou sou eu que estou a ver mal a coisa?
E quanto à carga fiscal?
Se calhar não há problema nenhum e para variar sou eu que sou irrealista, pessimista, totó.
Só não vejo a realidade porque sou feio mau, não é?
Aguardemos.
AC

domingo, 22 de setembro de 2019

POIS É, ANTÓNIO ALEIXO

” Vós que lá do vosso império,
prometeis um mundo novo,
cuidado que pode o povo,
querer um mundo novo a sério.”

**********

"Prá mentira ser segura
e atingir profundidade
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade"

********************
Observo as atrizes da treta e outros e outras que por aí comentam e prometem, e lembro-me do Aleixo, com um detalhe, alguns andam por aí a mentir à descarada e nem um grão de verdade e realidade juntam à deplorável demagogia.
Tudo prometem, nada se quantifica.
Vigarice pura.
AC

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

EMPREGOS,  HOTELARIA, comportamentos
e muitos etc....

Apesar de não poder dar asas a vários dos meus desejos no âmbito do lazer (€€ ??) ainda vou "voando" alguma coisa pelo Continente.

E, assim vou observando os ambientes em cada local.
> Observo as pessoas que entram e saem em pastelarias, cafés e restaurantes.
> Observo as pessoas que olham e sobretudo as que não olham nem param em frente ás estantes de livros (em Lisboa, Cascais, Porto, Castelo Branco, Setúbal) quanto mais comprar.
> Observo as pessoas que andam nas escadas rolantes, seja no El Corte Inglês em Lisboa ou no Norte, seja nas estações de Metro em Lisboa, e verifico o egoísmo de grande parte, que ficam ainda com mais ar de energúmeno/a quando, em vez de estar à direita, olham com ar parvo quando se lhes diz com voz vigorosa - com licença - 
> Observo as pessoas nacionais e estrangeiras que cada vez mais, nas ruas da Baixa Lisboeta (por exemplo Rossio, ou R. do Crucifixo ou Garrett ou Nova do Almada), nas laterais da Av da Liberdade, na zona do Saldanha, na 5 de Outubro, na Av de Roma, para não citar mais, não respeitam as regras, quer dos sinais para peões nas passadeiras, quer andando na estrada que é para os carros, já para não citar os tolos das trotinetes que andam por exemplo no meio da rua do Ouro.
AUTORIDADES? ZERO.

Observo e penso nas sondagens recentes.
Está explicado. 
Anestesiam-se com futebol nas TV, com telenovelas, com propaganda barata e demagógica a prometer tudo à borla na nossa vida, não compram nem lêem livros, compram as revistinhas com as Cristinas e outras e outros, sonham com férias em Cabo Verde ou   nas Caraíbas mas, provavelmente, desconhecem muita coisa e muito lugar do Continente, dos Açores, da Madeira.

Depois, olhando aos empregados/ trabalhadores em hotéis, pastelarias, restaurantes, centros comerciais, Tuk-Tuk, táxis clássicos, transportes públicos, farmácias, interrogo-me sobre a propaganda de António Costa e seus muchachos a propósito do emprego e do desemprego. Sobre isto, uns quantos apregoam que subsistem os problemas da precariedade e do trabalho não declarado e clandestino. Mas ainda agora estão a anunciar a taxa de desemprego mais baixa desde há 15 anos.
E se detalhassem que tipos de emprego?

Apregoa-se também que falta mão-de-obra, por exemplo, no sector da hotelaria, e alguns falam em salários de miséria.  
Quando estou hospedado em determinado lugar, de forma sensata não intrusiva e educada, tento ao longo dos dias estabelecer contacto com certos funcionários para ficar com um esboço de eventuais problemas do sector. 
Informação insuficiente, parcelar, naturalmente, mas ficam-me muitas vezes pistas interessantes. E dão-me muito que pensar, quando recuo às loas de Centeno e Costa.

Nada me custa acreditar que alguns patrões na hotelaria, e não só, tenham comportamentos que se devem reprovar e combater.
Reprovar e combater.
Mas também penso, o que será de certos empreendimentos, de certas empresas, se tiverem que ficar entre Novembro e Março com todos os funcionários a contrato definitivo?.
AC

segunda-feira, 18 de março de 2019

COISAS da nossa C R P
Tenho estado outra vez e há vários dias a vasculhar na garagem alguns dos meus arquivos, de espécie diversa, e muito concretamente remexendo papeladas e recordações várias das minhas ausências do País em razão da carreira e particularmente sobre uma delas, a minha estadia de serviço de 3 anos nos EUA.
Recordo que nos EUA os cidadãos não tinham (e creio que assim continua) bilhete de identidade/ cartão do cidadão. A norma é a utilização da carta de condução.

* Vem isto a propósito de notícias de que me tenho apercebido sobre alterações que estarão para vir, e a introduzir no cartão do cidadão.
Alterações diversas, algumas não espantam (!?!?) dado o estado a que se chegou em certos aspectos da sociedade.  
Quanto a documentos, ainda guardo a minha velhinha cédula pessoal, de capa preta.
* No presente, o meu neto mais novo, quase na barreira dos 12 meses, pouco depois de nascer já tinha cartão de cidadão.
De pequenino ficamos com números, números únicos, para a identidade, para o fisco, para a saúde, etc. 
Cada um desses números É ÚNICO.

* E isto quando a CRP determina no nº 5 do Artº 35º - É proibida a atribuição de um número nacional único aos cidadãos.
Temos vários números nacionais ÚNICOS. Claro que este normativo é apenas um dos vários em que me parece que a CRP não é respeitada. 
Vou esperar sentado para que conhecidos constitucionalistas venham bramar contra este estado de coisas.....ou não.
Naturalmente, digo eu, a vida contemporânea não se compadece de certos normativos que foram colocados na CRP por causa do regime caducado em 25 de Abril de 1974.
É o que dá quando na lei primeira só faltou escrever o horário a que os titulares de orgãos de soberania devem ir à casa de banho.
O 35º parece-me ser exactamente um dos casos, desfasado da realidade actual.

* Como desfasado da realidade está o Artº 22º-Responsabilidades das entidades públicas - cuja aplicação prática devia ser rigorosa e constante. 
* Tal como a realidade dos OCS não bate certo com o que o Artº 39º estabelece.
* Tal como os tempos mais próximos parecem confirmar que, o que a Lei primeira estabelece para, comissões de trabalhadores, liberdade sindical, greves, contratação colectiva, é capaz de estar a merecer um olhar mais atento.
* E quando se lê o que incumbe ao Estado em matéria de habitação e urbanismo, olhar à realidade só dá vontade de...... rir ou chorar.
* E, para terminar por agora, o normativo da subordinação do poder económico ao poder político democrático (Artº 80º) é daqueles que mais gozo me dá, atenta a realidade.
Dirão muitos, que é mesmo o que acontece. Pois TÁ CLARO!
Veja-se o que se passa nos domínios daquele sr que dá pelo nome de Tomás Correia, ou o negócio que o governo PS/ geringôncico celebrou com a Lone Star, os lucros brutais (!!!!) da TAP depois da intervenção geringôncica.....................
AC



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

REALIDADE,  ENVOLVENTE
Sempre ensinei quem devia que, quem não compreende o que o rodeia, a sociedade, está a mais de meio caminho para o desastre na vida.
Além do mais, poucos acreditam que a melhor forma de prever o futuro é começar a construí-lo.
Tal como sempre se fez em Portugal, alicerçar bem as coisas, certo?
Vem isto a propósito de, cada vez mais ponderar sobre o que se tem passado e passa, sobre a cambada de malandros que diariamente nos mente, e de ter estado a passar revista ao meu arquivo de bonecada.
De que deixo dois exemplos.
AC

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A  REALIDADE
"É que a realidade é terrivelmente superior a qualquer história, fábula, divindade, surrealidade".

E terrivelmente superior aos, aldrabões, mercenários da política, incoerentes, intrujões, e polícias do politicamente correcto e da ética republicana (digo eu)
AC

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A REALIDADE
Somos todos da mesma massa.
Mas não somos todos da mesma forma.
Não somos todos iguais.
Mas, no dia a dia da vida, devíamos ser todos iguais perante a lei.
Em Portugal, infelizmente, não somos.
AC

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

SER BONZINHO
Preciso desabafar outra vez, basicamente com 99% das frase/ palavras do desabafo anterior. Por variadas razões, entre elas depois de conversas com o canalizador, com o pintor, ouvir realidades e comparar com certa verborreia e anúncios que por aí nos molestam os ouvidos e tentam esmifrar as celulazinhas cinzentas.
Não sou advogado em causa própria. Nunca fui.
Quando falecer, oxalá não seja tão cedo, familiares e os amigos verdadeiros chorarão, acredito e, provavelmente, não lhes passará pela memória as etapas e as coisas em que eu certamente poderia ter sido melhor, em que não devia ter feito certas asneiras, patetices, burrices.  É da vida, como dizia o outro.
Aos importantes, quando morrem, quer os que o foram mesmo, quer os que o sistema convencionou que o seriam, como os titulares de órgãos de soberania, muitos políticos, muitos gestores, muitas elites (??) e todos e todas que aproveitam essa ocasião para darem prova de vida, são tecidas as maiores loas.
No mínimo, merecidas para os que marcaram o nosso tempo com verdadeiro serviço à sociedade, nobreza de carácter e postura de vida. Mas não para os que chegaram à vida humildes de finanças e no caixão levam as explicações de como enriqueceram e ninguém percebe.
Eu pertenço aquele grupo, que não é nada pequeno, dos que não se modificaram muito com o passar das décadas. 
Não dei na vida voltas de 360º, ou de 180º.  
Continuo com o nariz empinado, como dizia alguém que respeito e estimo.
Continuo a procurar ser isento e o mais rigoroso possível, procurando diminuir os defeitos e nem sempre o conseguindo. 
Continuo a apreciar a vida e muito, mantenho-me fiel aos amigos verdadeiros, que são muito poucos, civis e militares, homens e mulheres.
Prezo muito todos aqueles que me marcaram, que contribuíram para a minha formação mesmo quando o contacto foi mais breve, e muitos outros na profissão e fora dela, que conheci e que respeito, mesmo discordando deles muitas vezes. Alguns, muito poucos, com quem houve picardias duras ao longo da carreira, não imaginam a consideração que por eles tenho.
"Escarapão" é um termo essencialmente popular, pouco conhecido/ empregue, que era usado por vezes em paragens do Alto Alentejo como Portalegre, por familiares muito idosos, teria eu os meus 8/9 anos. Significando, pessoa muito irreverente, seca, que não se deixa dominar. 
Seco sempre fui um bocado, mas nada tendo de insensibilidade, e apesar de não ser advogado em causa própria, sei bem que confundiam o quase irascível com aquela reação legítima à coisa bem parva que é falar comigo tomando-me por tolo.
Situação que me foi perseguindo a vida toda. 
Que sempre e muito me irritou, e de que periodicamente dei nota dura a quem de direito, porfiadas vezes, olhos nos olhos.  
Nunca me dei mal com isso. 
Lembro-me do nº2 da organização anos atrás, com saudade, pois apesar de discordâncias tivemos um relacionamento institucional bem curioso e simpático; lembro, por exemplo, duas vezes que me deu o braço, algures no final de 1990, depois de eu estar a sair do meu gabinete e deparar com ele no corredor, para trás e para diante, como era seu hábito. A conversa começava - lá está você com o seu mau feitio -
Bonzinho não sou, mas tenho a certeza de que já consegui minimizar vários defeitos. 
Infelizmente, alguns persistem, e disso me tenho de penitenciar mas, sobretudo, mas esforço-me. 
Mas continuo a não gostar que me tomem por tolo. Com os anúncios que por aí espalham tomam-me por tolo, como aliás à maioria dos meus concidadãos.
Posso ter cara de parvo, o que não é garantia de que o seja de facto.
Quem tenha cara de parvo não tem culpa: os culpados são os progenitores e Deus. 
Ser eventualmente parvo, isso é outra coisa.
Tenho que fazer por agradar aos meus? 
Naturalmente, é uma certa obrigação. Mas há limites.
Devo esforçar-me por ser menos antipático? 
Tenho conseguido isso mais vezes.
Mas não me peçam para ficar satisfeito quando vejo coisas que me parecem muito criticáveis, na família, com os colegas de profissão, com amigos, com conhecidos, na sociedade.
Cada um tem as suas manias. 
Eu, se não me beijam na boca quando me  ****m  fico muito irritado!! 
Pronto já voltei a desabafar, estava cá dentro. 
Agora não posso ir andar a pé ou dar uma volta, volto para junto dos trabalhadores humildes que estão a tratar da casa de outrem e que eu vou controlando, "pro bono".
AC