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quinta-feira, 20 de março de 2025

ESTA  COISA  DOS  HORRORES . . . .

Tivemos extinção de populações nas Américas e em outros continentes.
Tivemos os horrores dentro dos antigos impérios.
Seguiram-se as guerras mundiais.
Hiroshima e Nagasaki. 
A guerra fria.
Tivemos os horrores dos Gulag. Sibéria. 

Genocídios em África, que disfarçadamente continuam.
Genocídios na Ásia, e continuam.
Guerras, gases, genocídios, deslocações migratórias, horrores vários no Médio Oriente, Palestina, Iraque, Líbano, Síria, etc.
Horrores sobre as mulheres na Ásia, África, Médio Oriente.

No presente, guerra na Ucrânia desde a invasão Russa em 24FEV2022.
No presente, nova guerra no Médio Oriente iniciada depois do ataque do Hamas em conjunto com outras fraternidades no horrível 7 de Outubro.

Por esse mundo fora ocorrem constantemente jornadas e solidariedades várias pelos horrores diversos que assolam este mundo doido.

Por cá, que é o que mais me interessa, ocorrem jornadas e manifestações várias mais ou menos sempre sobre os mesmos temas e áreas do globo.

Curiosamente, para certos horrores, vejo sempre poucas ou nenhumas manifestações de repúdio. Ou estou distraído?

Quero concretamente referir-me a movimentos não só mas sobretudo ligados às esquerdas nacionais.

Nada contra, bem pelo contrário, relativamente a solidariedades por exemplo acerca do horror que prossegue na Palestina.

Mas é para mim sempre interessante procurar descobrir onde terão ocorrido as manifestações de repúdio para com Hamas, Houthis, e malta congénere.

É para mim sempre interessante procurar descobrir que manifestações houve por cá no dia da mulher, contra os horrores praticados sobre as mulheres, no Afeganistão, no Irão, na Síria, no Líbano, no Iraque, na Índia, em África, etc.

É para mim sempre interessante tentar descobrir que manifestações terão ocorrido contra a barbárie que no presente prossegue na Síria por exemplo sobre cristãos. 

Coerências. 

Tenham um bom dia, saúde e boa sorte que bem precisa é.
AC

domingo, 9 de junho de 2024

. . . . . . . . 
Eu não peço desculpa pela História de Portugal. 
Assumo a história com as suas grandezas e as suas misérias, que também tem, como todos os países. 
Eu não vou pedir desculpa pelo Bartolomeu Dias, nem pelo Vasco da Gama, nem pelo Camões, nem pelos grandes movimentos que colocaram Portugal na vanguarda da História. 
Portugal é o primeiro país que leva a Europa para fora da Europa. Que leva a Europa ao encontro de outros povos e de outros continentes. É o país do ver, claramente visto, como diz Camões. 
É o país que deita por terra, com o saber de experiência feita, o saber fantasioso das escrituras e dos livros que, até aí, formavam a cultura europeia. 
E, com isso, contribui para o Renascimento europeu. 
As navegações portuguesas, o encontro com outros povos, com outras culturas, o ver, claramente visto, o saber de experiência feito, é uma coisa que faz parte da Europa. 
E que contribuiu para o Renascimento europeu e que faz parte hoje da cultura europeia, no seu todo.
. . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . .

As reparações históricas, eu acho que isso é uma coisa absurda, não têm sentido, porque a História não se rebobina, não anda para trás. Que por certas coisas se peça desculpa, que nós possamos pedir desculpa pela escravatura, que é um lado negro da nossa História, muito bem.

Um exemplar do Diário de Notícias onde estão estas declarações de Manuel Alegre, entreguem por favor e com urgência, a Marcelo Rebelo de Sousa, aos Pedros, Catarinas, Mortáguas, Tavares, e tantos outros idiotas úteis.

Ou, em alternativa, convençam-me que Manuel Alegre é um fassssissstaaaaa de alto coturno, um horroroso racista e xenófobo, um machista do pior, um branco dos piores!
AC

terça-feira, 28 de maio de 2024

A FUGIR COMO O DIABO DA CRUZ
A política nacional tem "cenas" cada vez mais curiosas.
Uma delas é sobre certas posturas de certas e certos esquerdistas.

No caso Boaventura Sousa Santos, não estão propriamente a fugir dele como o diabo da cruz mas, é tão interessante observar a erudição de certos textos a justificar o seu gradual afastamento do "criador".
Interessante.
AC

sexta-feira, 10 de maio de 2024

PARCERIAS  PÚBLICO-PRIVADAS
Este tema vem frequentemente ao de cima particularmente nas vozes de muita gente de esquerda.
Como tudo na vida estas parcerias têm vantagens e inconvenientes.
Um recente artigo de Nazaré Costa Cabral abordou esse tema (já aqui o referi).

O que considero curioso é ver que muitos de esquerda gesticulam  gritaram e gritam contra essas parcerias mas talvez lhes devessem lembrar em que famoso escritório elas foram delineadas há muitos anos, em termos da legislação concreta aqui na Tugolândia!

Talvez devessem investigar que famosos causídicos estiveram por trás.
Não sabem?
São ignorantes?
Ah, é chato recordar, não é? 
Pois, nos escritórios de esquerda também fazem maroscas, que chato!
AC

sexta-feira, 29 de março de 2024

“Muralha” financeira dita fim do jornal digital Setenta e Quatro
"Sempre soubemos que o desfecho poderia ser este", lê-se no editorial publicado esta quinta-feira, 28 de Março, no jornal independente Setenta e Quatro, criado em plena pandemia covid-19, a 13 de Julho de 2021. E foi mesmo: no site apoiado por quase duas mil pessoas vai deixar de se poder ler novos conteúdos como ensaios, reportagens, investigações, entrevistas e crónicas que caracterizavam o jornal, que se fica "por aqui". O motivo é só um, e é "exclusivamente financeiro".

Periodicamente espreitei este jornal digital. Como faço com outros.
A sua orientação é conhecida, clara, ligada (creio) a certas esquerdas e, por isso (opinião pessoal naturalmente), a par de bons artigos, bons textos, muita pegada ideológica de esquerda ortodoxa.
Repito, é a minha opinião, admito que possa estar a ser injusto.

Se eu tiver razão, o soçobrar será porque poucas pessoas a ele acorriam, poucas ou cada vez mais escassas contribuições financeiras.
Naturalmente, soçobrou por razões financeiras, porque sendo legitimamente de causas, o número de pessoas aderentes às causas não serão muitas. 

E porque faltou o dinheiro? Se calhar por isso mesmo.
Honestidade intelectual obriga a dizer tudo. 
A qualidade dos textos não chega.
Mais uma vez, poderei estar enganado. 
Mas palpita-me que não estou muito errado.
AC

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

A  PROPÓSITO  de  FADO
Declaração de Interesses :
Em minha casa temos alguns CD's de Amália Rodrigues. Não temos de mais nenhum fadista. Gosto particularmente de algumas das suas canções. Não sou um amante/ devoto do fado nem do fado-canção, mas ouço com agrado além de Amália Rodrigues, Carminho e Camané. Carlos do Carmo tem algumas canções que ouço também com agrado. Cá em casa a grande devota e apreciadora do fado é a minha mulher, e é ela que conhece a esmagadora maioria dos nossos cantores e cantoras e das suas canções.

Carlos do Carmo faleceu e foi ontem o seu funeral. Que descanse em paz, que certamente bem merece. Como todo o ser humano merece quando deixa esta vida terrena. Já agora, todas as pessoas fazem falta. Que o país ficou ás escuras é daquelas frases que não merecem comentários, desmontam-se a si próprias. É a minha opinião, certamente muito diferente de outras, que respeito.

Não tenho cumplicidade política, não tenho amizade com nenhum cantor, de fado ou outro género. Mas tenho/ temos ido por exemplo aos espectáculos anuais que foram sendo organizados pelo genro de Cavaco Silva. E nunca me arrependi. Conseguiu-se, e ainda bem, que o Fado passasse a ser património mundial. 

Sendo apenas um comum cidadão, que pensa pela sua cabeça e não vai no politicamente correcto e nas modas, considero que Carlos do Carmo tinha uma voz extraordinária, e a sua dicção era límpida e cristalina, mesmo invejável. O melhor elogio que pessoalmente penso que lhe posso fazer é dizer que na minha modesta opinião a sua voz se atrevia a chegar-se à de Paulo de Carvalho, que creio ser uma das vozes portuguesas mais fabulosas de sempre, porventura a superior a todas.

Creio que Carlos do Carmo foi um dos que batalhou pela evolução do fado, e para a sua consagração definitiva a nível mundial. Por mim, fez muito bem. Deve-se-lhe isso, e não deve ser esquecido.

Como sempre, respeito as opiniões de outrem. Mas quando vejo dito e escrito que Carlos do Carmo libertou o fado e reconciliou o fado com a nossa democracia, sorrio. É o que entendo fazer para não perder muito tempo com isto.
Com esta frase está-se nitidamente no politicamente correcto dos tempos presentes, no policiamento das mentes de todos os que não pensam "geringonça" ou mesmo mais extremismo.

No passado, tivemos família, futebol e fado. Não o esqueço. Não se deve esquecer.
E agora? Com liberdades formais, com estado de direito, como está a nossa vida?

Bem precisamos de nos libertar de muita corja que por aí anda, que informa que "já fez o contacto", que actua com cada vez mais desconsideração pelos cidadãos. Apropriaram-se da democracia para se servirem, e não servem, como deviam e é dever de quem está no serviço público.

Dizer que Carlos do Carmo reconciliou o fado com a democracia é mais uma daquelas frases típicas de quem não tem vergonha nenhuma na cara. Como diariamente se constacta.

Estou completamente farto dos preconceituosos. E dos que teimam em reescrever a história.
Descanse em Paz , Carlos do Carmo.
AC