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domingo, 9 de junho de 2024

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Eu não peço desculpa pela História de Portugal. 
Assumo a história com as suas grandezas e as suas misérias, que também tem, como todos os países. 
Eu não vou pedir desculpa pelo Bartolomeu Dias, nem pelo Vasco da Gama, nem pelo Camões, nem pelos grandes movimentos que colocaram Portugal na vanguarda da História. 
Portugal é o primeiro país que leva a Europa para fora da Europa. Que leva a Europa ao encontro de outros povos e de outros continentes. É o país do ver, claramente visto, como diz Camões. 
É o país que deita por terra, com o saber de experiência feita, o saber fantasioso das escrituras e dos livros que, até aí, formavam a cultura europeia. 
E, com isso, contribui para o Renascimento europeu. 
As navegações portuguesas, o encontro com outros povos, com outras culturas, o ver, claramente visto, o saber de experiência feito, é uma coisa que faz parte da Europa. 
E que contribuiu para o Renascimento europeu e que faz parte hoje da cultura europeia, no seu todo.
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As reparações históricas, eu acho que isso é uma coisa absurda, não têm sentido, porque a História não se rebobina, não anda para trás. Que por certas coisas se peça desculpa, que nós possamos pedir desculpa pela escravatura, que é um lado negro da nossa História, muito bem.

Um exemplar do Diário de Notícias onde estão estas declarações de Manuel Alegre, entreguem por favor e com urgência, a Marcelo Rebelo de Sousa, aos Pedros, Catarinas, Mortáguas, Tavares, e tantos outros idiotas úteis.

Ou, em alternativa, convençam-me que Manuel Alegre é um fassssissstaaaaa de alto coturno, um horroroso racista e xenófobo, um machista do pior, um branco dos piores!
AC

sábado, 10 de setembro de 2022

INACREDITÁVEL
Reinado de Carlos III arranca com apelos a reparações pela escravatura nas Caraíbas
Depois de Barbados se ter reinventado como uma república em 2021, outros países da região falam abertamente do desagrado com a manutenção dos monarcas britânicos como seus chefes de Estado. Na Jamaica, onde a discussão está mais avançada, crescem também os apelos ao pagamento de indemnizações pelos séculos de escravatura.
(Público)

Como é isto possível, ponderar-se pedir indemnizações ao Reino Unido por escravatura praticada quando, como em Portugal várias luminárias sempre recordam, foram os Portugueses os únicos que praticaram a escravatura, e sempre sob o espanto e indignação de Holandeses, Ingleses, Belgas, Espanhóis, etc.?

Ao que se chegou, isto é mesmo uma pouca vergonha, coitadinhos dos Britânicos!
AC

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

TERÁ SIDO TRAFICANTE de ESCRAVOS
Um antepassado de Almeida Garrett terá sido traficante de escravos.  Escreveu-se por aí. 
Não, não estou a desculpar a escravatura, nem em Portugal, nem em parte alguma do mundo. Mas aconteceu, lamentavelmente.
Mas, como as coisas andam hoje em dia, creio que vou aconselhar uma pessoa que conheço a desenterrar o avô paterno e pô-lo a pedir desculpas.
Porquê?
Porque tinha uma quinta na Beira Alta, não sei o tamanho, mas creio que tinha razoáveis dimensões, e que tinha imenso volfrâmio em resultado do que, durante a II GG ou seja no tempo de Salazar, ganhou bom dinheiro logo, seria um fascista de primeira água.
Ter mandado todos os irmãos estudar (ele era o mais velho, um bocado mais velho, e cuidou da família durante anos), todos ficaram com modo de vida (um padre, três professoras primárias), ter formado os filhos (2 em medicina uma na Faculdade de Ciências (não sei em quê?)) 
isso não vai interessar nada para o caso.
Creio que é um dos muitos a ter que vir fora da campa pedir desculpa.
Naturalmente, como isso não é fisicamente possível, as desculpas ao mundo devem ser feitas por familiar actual.
Para descanso das almas.

AC