A PROPÓSITO de FORÇAS ARMADAS,
Fragatas, Arsenal do Alfeite, viaturas, SAFE . . . .
SAFA . . . . .
Como referi num texto anterior vi com muita atenção (não na própria noite, mais tarde e voltei a ver uma segunda vez usando a tecnologia) a entrevista que o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante Nobre de Sousa, concedeu há tempos à TVI e a que me referi noutro texto. Texto que mantenho integralmente.
Penso ter deixado claro nesse texto que considero que as dúvidas mais que legítimas que todos os concidadãos (como eu) possam ter em relação a este complexo assunto foram grandemente dissipadas nessa entrevista.
Mas não totalmente, não era possível ao CEMA.
Creio aliás que se o ministro (MDN) da defesa dita nacional (não é, como nunca foram os antecessores todos, é só ministro da tropa) tivesse tido um comportamento e postura diferentes, muito daquilo que se foi passando e sendo criticado não teria ocorrido.
Mas faz parte das coisas - se não é do cu é das calças - atacar o governo. Este e todos os anteriores governos, e os que se lhe seguirão, e por isso, TAMBÉM, nunca saímos desta desgraça.
O Almirante CEMA dissipou a maioria das dúvidas que possamos ter.
O Almirante CEMA dissipou a maioria das dúvidas que possamos ter.
A mim dissipou muitas mas há muitas mais coisas a considerar, opinião pessoal naturalmente.
Para começar, o país está a embarcar num processo complexo e muito dispendioso. Mas, como é público e notório, Portugal é um país riquíssimo, nada em prosperidade e dinheiro. Assim, "No problema"!
No império colonial a Marinha combateu, com navios e homens.
Nos homens há que recordar designadamente as guarnições dos navios que estavam na Guiné / Guiné Bissau (fiz parte disso) e onde houve combates sérios, e as companhias de fuzileiros e os destacamentos de fuzileiros especiais, em todas as partes do então império.
Morreram muitos homens.
Muita gentalha na nossa história recente esquece isso, assobia para o lado, despreza isso.
Depois do fim do império, que eu saiba e ainda bem, a Marinha nunca mais combateu.
Toda esta má telenovela se tem desenvolvido muito por culpa dos políticos e, concretamente, do governo actual, com ênfase para o MDN como já referi.
Como em tudo o mais (soberania, direitos de opinião e expressão, independência da comunicação social, política externa, segurança, defesa nacional, forças armadas, forças de segurança, política de imigração, cultura, apoio às crianças e aos idosos, habitação, etc) este assunto devia ser objeto de um amplo consenso político e estar afastado da luta política, ainda que constitucionalmente legítima.
Não me parece que seja isso que acontece na sociedade portuguesa, e daí que eu invoque sistematicamente - a triste realidade da política nacional e a triste realidade da sociedade portuguesa.
No caso do assunto fragatas obviamente que não há consenso nacional.
Desconheço se o PS foi genericamente informado do desenvolvimento deste assunto por parte do governo.
Ou foi e finge que não?
Se calhar o PM informou genericamente o PR da acção que o governo vinha desenvolvendo. Sim ou não?
Lembrar que ao governo cabe constitucionalmente a condução da política de defesa. Facto.
Mas isto não invalida alguns passos informais, que eu digo sensatos, equilibrados, mas que tinham necessariamente de ser superficiais. Enfim!
Mas para lá do navio ser ainda basicamente uma espécie de protótipo, que será em princípio recheado de contemporânea arte da guerra no tocante a, equipamentos, tecnologia, muita informática, muitos chips, muita IA, e a complexa e inerente integração de tudo para que funcione eficazmente e quando preciso, para lá das obras de modernização na Base Naval no Alfeite e muitas outras coisas, a mim fica-me sempre uma dúvida de fundo.
E não se trata apenas da fiabilidade de material, deste material.
A minha maior interrogação é sobre a fiabilidade destes actuais titulares de órgãos de soberania concretamente, deputados, Presidente da República (que parece gostar muito de convocar o CSDN (Conselho Superior de Defesa Nacional)) e governantes, e sobretudo fiabilidade dos antecessores.
Fiabilidade?
A mim, com raras excepções, nunca me inspiraram confiança, e a fiabilidade que neles sempre vi pelas suas acções e sobretudo inações,
é/ foi escassa ou nula.
E estou a falar nisto exactamente a propósito da quase certa compra das fragatas, mas sobretudo a propósito do que, no meu entender naturalmente, deviam ser os apetrechamentos da Marinha e da Força Aérea, num país como o nosso que tem jurisdição e responsabilidades numa massa oceânica descomunal.
é/ foi escassa ou nula.
E estou a falar nisto exactamente a propósito da quase certa compra das fragatas, mas sobretudo a propósito do que, no meu entender naturalmente, deviam ser os apetrechamentos da Marinha e da Força Aérea, num país como o nosso que tem jurisdição e responsabilidades numa massa oceânica descomunal.
Lançaram-se num complexo e super dispendioso programa militar.
Navios, e o PM mais que o inarrável MDN, procuraram convencer da indispensabilidade das fragatas.
Bom, como escrevi noutro texto, estas fragatas e como explicou o almirante CEMA, encaixam neste louco mundo contemporâneo e expectável.
Bom, mas lançando-se num programa destes, envolvendo maquias financeiras descomunais, porque não se lançaram há mais tempo na mobilização dos estaleiros em Viana do Castelo para construção séria de mais patrulhas oceânicos como os poucos que temos que, esses sim, se bem dotados de material, preencheriam muito do que há a fazer em termos de soberania, patrulhamento, fiscalização das nossas ZEE?
Lembro-me bem da história que o meu melhor amigo militar (almirante reformado) me contou acerca dos patrulhas oceânicos, história em que um dado CEMA imaginou que receberia um navio em 2005 a tempo do Dia da Marinha desse ano (a 20 de Maio) poder ser celebrado em Ponta Delgada com a presença de um novo patrulha oceânico, que seria chamado exactamente de NRP Ponta Delgada.
Mostra a história que não recebeu patrulha oceânico, não foi celebrado o Dia da Marinha de 2005 em Ponta Delgada, e creio que não há nenhum navio com o nome dessa cidade Açoriana.
Corria o maravilhoso ano de 2005, era Sócrates a começar, e como sempre típico das esquerdas, muitas loas a Forças Armadas mas depois, na prática é ver o que acontece. Basta lembrar um pequenino e tristemente famoso MDN.
Portanto, fragatas, mas a realidade é que passam 50 anos sobre 1976 e continuam "estes de cima" (como todos os anteriores "de cima") a não definir que Forças Armadas o país deve ter, depois as missões, depois os meios.
E assim continuamos nesta triste telenovela, compras de material sem um enquadramento global sobre o que como país se nos coloca.
É assim na Marinha , é assim para a Força Aérea.
E assiste-se ao aparecimentos de notícias em catadupa, fragatas, obras no Arsenal do Alfeite, viaturas para estes e viaturas para aqueles, e irá chegar "aos finalmente" a telenovela da substituição dos F-16 da Força Aérea.
Tudo aos solavancos, sem um enquadramento global.
Como se não houvesse guerras, alianças, "drones", e uma evolução tecnológica brutal que forçosamente impõe que se olhe com muito cuidado ao que fazer e como fazer a guerra, HOJE!
Bom dia
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades
AC


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