sexta-feira, 4 de setembro de 2026

PORTUGAL
DEMOCRACIA  e  REALIDADE

Os Homens, as Coisas, as Palavras

"Entre os homens e as coisas estão as palavras.
Há muitos que usam as palavras supondo que são as coisas!
Quem usa as palavras supondo que são as coisas ilude-se, apenas, ou também pretende iludir.
Mas nem todos os que ouvem as palavras se iludem".

Infelizmente, estou convencido, de que a maioria se deixa iludir, particularmente a maioria que acredita cegamente nas suas seitas!

Como todos sempre fazem, saídos da governança para oposição, e quando depois de algum estágio nela começam com a catadupa de energia, investigação e apresentação de projectos salvadores, assim anda o shor Carneiro.

Antes de ir à Serra da Estrela e outros locais andou há dias pelo concelho de Idanha-a-Nova (IDN), um eterno "couto xuxalista" (com mandatos vários em que os mais celebrizados foram de um Morão (que depois saltou para Castelo Branco e terá dado uns pequenos auxílios aos de Lisboa) a que se seguiu um inarrável Jacinto das prendas a uma ministra) a indagar das dificuldades do concelho de IDN.

Esqueceu-se certamente do que mandou encerrar em IDN quando foi ministro antecessor do shor Luís Neves.
Esqueceu-se certamente do que os outros então seus colegas de governo xuxalista Costa desprezaram em IDN.

Se não se acabar com a desfaçatez e vigarice e os equívocos, se urgentemente não surgirem linhas claras de pensamento estratégico, continuaremos,
- a manter esta rotina vergonhosa, 
- a manter o "status quo", 
- a manter distorções orçamentais, 
- a aumentar as desigualdades, 
- a decrescer na natalidade, 
- a aumentar o facilitismo, 
- a fazer crescer a corrupção, 
- a manter a estagnação, 
- a nomear boys e girls e a substituir depois por outros,
- a aumentar as barracas à volta das grandes cidades, 
- a crescer a probabilidade de violência como as que crescentemente vão ocorrendo pela Europa, e por cá se vai igualmente vendo,
- a descer no caminho para Estado exíguo ou mesmo Estado falhado.

Estão a perguntar-me?

Sim, estou a falar disto pensando em muitos dos ex e actuais titulares de órgãos de soberania (PR, AR, Governo, Tribunais), dirigentes partidários e outros, autarcas, jornalistas e jornalixo, militares, servidores do Estado, funcionalismo público, as ditas elites.

Estou a pensar nisto ouvidos que são agora os apelos vários com a descarada e habitual desfaçatez e cinismo que chegam de todos os lados.

Se não se alterar o presente, continuarão felizes e contentes, com nivelamento por baixo, com lamaçal até ao pescoço.
Continuarão felizes e contentes como o Queirosiano Brigadeiro Chagas e dizendo como ele - Portugal é pequenino mas é um torrãozinho de açúcar.

Quantos querem ousar?
Quantos querem olhar para o futuro com esperança e confiança, com visão de longo prazo, certos de que vale a pena, e que é mais nobre do que arrastar este lamacento, corrupto e opaco presente?

Quantos querem ousar a sério, a sério mesmo, cientes de que é preferível um fim com horror do que este horror sem fim, do que este deslizar sem parar para a cauda da Europa?

Veja-se por exemplo no PS, quem quer ousar?
Saltou Carneiro, um cinzentão educado, conhecedor e adepto da história da mulher de D. João IV. 
Dizem por aí que é o mais à direita dos líderes do PS seguindo-se ao mais à esquerda!
O resto encolheu as unhas à espera de uma versão actualizada Costa-Seguro. Que não tardará muito, é a minha convicção.

Lá está, saltou o Instituto Progresso a que me referi já noutro texto.

Gritam os do costume que é preciso cumprir Abril. E é, mas não é  com nivelamentos por baixo.
 
Particularmente desde 1991 que se têm esquecido de o fazer.
Agora fingem-se espantados!

Têm-se gasto com os "amanhãs", querem a defesa (e bem) dos  importantes e inegáveis direitos consagrados na CRP, Constituição  que, infelizmente na minha opinião, quase nada tem quanto a deveres.
É é decisivo numa sociedade, os deveres de cada um de nós para com a sociedade e para com os outros. 

Poucas vezes me iludi ao longo da vida, há muito que não me iludo, particularmente desde 1991.
Não enfileiro ao lado do Brigadeiro Chagas, nem dos pantomineiros ditos "habilidosos" que se servem dos lugares para que foram eleitos ou nomeados, em vez de servirem a sociedade.

Reformas. Pois. 
Vejo umas tomadas de posição de vários que já foram da governança, com a desfaçatez do costume e descarada ausência de vergonha na cara.
Mas agora é que vai ser, com eles desta vez é que vai ser. 

Bom dia, tenham uma boa 6ª Feira e bom início de fim de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades

António Cabral (AC)

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