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quarta-feira, 23 de abril de 2025

 O MOMENTO MALUCO À TRUMP


A propósito do momento maluco fomentado pelo oxigenado, em 20 de Abril de 2025, completaram-se 3 meses de presidência de Donald Trump. 

Ganhou o lugar na Casa Branca porque, se não estou enganado, qualquer coisa como 77 a 78 milhões de americanos votaram nele, relevantemente mais do que os votantes na bela Kamala.

Na sequência do que o alucinado oxigenado vem fazendo, o mundo que já andava em rebuliço com as guerras, as secas, as enxurradas, as deslocações migratórias, mais em rebuliço ficou.

Como sempre acontece, no chamado Ocidente civilizado e designadamente Europeu, surgem como cogumelos as bonecadas gozando com o alucinado oxigenado e as consequências do que ele iniciou e continua a fazer. Engraçadas, várias delas.

O boneco acima é um dos casos.

O que me parece curioso neste boneco é a sugestão para os americanos e os chineses ficarem com a porcaria chinesa e americana que produzem.

É para mim sempre interessante verificar manifestações de superioridade moral como se, nos países Europeus, os sucessivos governos e parlamentares não tivessem fomentado ao longo dos anos o consumo dessas porcarias que, agora, pretensamente rejeitam com um misto de raiva e repulsa. 

Mas sobretudo interessante recordar que, por cá, nomeadamente na UE, muita porcaria também se fabricou e fabrica de efeitos igualmente nefastos designadamente para a saúde da população.

Só a título de exemplo, é verificar nos cinemas os pacotes brutais de pipocas e refrigerantes os mais diversos (não só coca-cola) que a maioria das pessoas compra além dos bilhetes.

Enfim, a superioridade moral do costume, enquanto durante décadas na UE e UK foram fomentando as belas sociedades que estão à vista.

Mas fica bem, AGORA, abaixo os chineses, abaixo os americanos.

O costume, portanto, nada de surpreendente.

AC

terça-feira, 22 de outubro de 2024

QUANTOS DA CLIQUE ACTUAL O LERAM?
A Leitão, o Pedro, o rapazito do Norte, a Isabel, etc?
Na eventualidade de o conhecerem, perceberam?

Será que percebem o que é, de facto, construir uma nova vida?
Uma vida decente, um país decente, onde se respeite verdadeiramente a Constituição, em vez de bulhar por coisas fracturantes?

AC

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

NOTÁVEL
(Opinião pessoal, naturalmente) (sublinhados da minha responsabilidade)

7 de outubro. O deslaçar da civilização
(DN) (Valentina Marcelino)
O grande dilema para todos os que vivem nas culturas democráticas é conseguir compreender que o combate contra este terrorismo, que usa a própria população como escudo humano e a convence de que será mártir quando morrer pelas suas causas, dificilmente terá sucesso apenas com as regras dos Estados de Direito.

Publicamos nesta edição dois artigos de opinião corajosos e oportunos. Um do escritor e antigo repórter de guerra espanhol, Arturo Pérez Reverte, outro do politólogo e um dos mais qualificados especialistas em terrorismo, Diogo Noivo.

O que escrevem atira-nos para uma dimensão crua da realidade que vivemos hoje no mundo, em relação à qual qualquer olhar, opinião, corre o risco de quebrar o cada vez mais ténue e frágil fio que nos liga a todos como Humanidade.

É assim que neste dia 7 de outubro, um ano depois do massacre perpetrado por terroristas palestinianos do Hamas, em resultado do qual foram assassinados mais de 1200 pessoas, a esmagadora maioria israelitas, e raptados outros 200, parece que, cada vez mais, nos entrincheiramos em dogmas e tratados que deixaram de fazer sentido numa realidade em que o poder da força se está a substituir ao da razão.

Como lembra Diogo Noivo, a história vai deixando lições, mas quase nunca se aprende com elas. Recorda que em 1965, a organização terrorista ETA explicou em documento interno a estratégia beligerante: “ação-reação-ação”. Ou seja, atacar o Estado com violência; provocar com esse ataque uma reação desproporcional das autoridades policiais, no caso sobre a população basca; finalmente, a frustração e a raiva populares suscitadas pela resposta do Estado, dariam à ETA o apoio popular necessário para a guerra.

Ora, o que aconteceu a sete de outubro em Israel, a reação que se seguiu e a situação de escalada em que se encontra o Médio Oriente, demonstra bem como, 59 anos depois, aquela estratégia ainda funciona. E como países com tanta experiência em contraterrorismo, como é o caso de Israel, ainda caiem na armadilha.

O problema e grande dilema para todos os que vivem nas culturas democráticas ocidentais é conseguir compreender que o combate contra este terrorismo, que usa a própria população como escudo humano e a convence de que será mártir quando morrer pelas suas causas, dificilmente terá sucesso apenas com as regras dos Estados de Direito a que estamos habituados.

Pérez-Reverte traz à superfície muitas das apreensões que, por muito que as continuemos a tentar esconder em nome do humanismo e solidariedade, são cada vez mais reais e traduzem, precisamente, o corte nesse fio que nos devia continuar a ligar.

O politicamente correto, a falta de verdadeiras estratégias de integração de imigrantes de cultura não judaico-cristã, baseadas no respeito pelas regras democráticas e pela liberdade dos países que os acolhem há décadas, contribuem para um deslaçar cada vez mais irreparável das tais pontes que constituem uma sociedade multicultural sã - a civilização que, com a liberdade que conquistámos, tentamos aperfeiçoar todos os dias.

Enquanto isso, no Médio Oriente, Israel reage como um “animal ferido”, aproveitando aqui a expressão utilizada pelo embaixador António Monteiro, na entrevista DN-TSF da passada sexta-feira, e mata dezenas de milhar com o seu esmagador poder bélico. Perde apoiantes, aliados, amigos e fortalece o antissemitismo que nunca adormeceu.

Mais uma vez, alimentam-se os extremismos, a insanidade, criam-se cada vez mais fronteiras ideológicas. Mais uma vez, a estratégia dos terroristas e dos extremistas está a resultar. E a forçar que cada um escolha a sua trincheira

AC

terça-feira, 28 de maio de 2024

TOTALMENTE  DE  ACORDO
. . . . . 
Até porque, em muito casos, não é da liberdade de expressão que se trata, mas sim de crimes de difamação. Como também não é de "discurso de ódio", aberrante bizarria de invenção recente.
Este "discurso" é uma invenção
.
Ninguém sabe exactamente o que é. 
Ou, antes, é o que convém a quem a ele se refere
Quais são os seus termos? Há uma lista? Quem estabeleceu? Com que direito? Como se comunica ao cidadão o que é proibido? 
Deverá estabelecer-se um "Index"? Um Manual de boas maneiras democráticas? Poderia o sistema de prevenção chamar-se
"exame prévio"? 

O "discurso de ódio" é um dos maiores mistérios do presente. 
Não distingue entre opiniões e acções
Falar de alguém sem tom afectuoso ou sem elogios, isso é discurso de ódio? 
Desde quando se deve gostar de toda a gente
Como é possível imaginar alguém que não tenha "ódios de estimação" e não goste de fascistas ou de comunistas, de burgueses ou de sindicalistas, de europeus ou de africanos, de portugueses ou de estrangeiros, de cristãos ou de muçulmanos? 
Se levarmos a sério o "discurso de ódio", as anedotas com alentejanos ou belgas devem ser proibidas. 
De igual modo, as histórias com galegos, judeus, africanos, índios e chineses. Ou "portugas". Termos como "monhé" ou mulato teriam de ser vedados. Nababo e soba têm de ser eliminados. "Les portugais sont toujours gais" deverá ser interdito. "Paciência de chinês" e "avareza de escocês" ou de judeu é ódio. "Fazer judiarias" é termo a merecer cadeia. Tratar alguém por siciliano é condenável. Termos como "mariquinhas" têm de ser abolidos.
Livros têm de ser reescritos: Lusíadas, Cid, Quixote, Sermões, Camilo, Eça, Castro e Aquilino têm de passar à lupa da nova moral.
Esperam-nos tempos sombrios. 
Mesmo sabendo nós que estas modas e estas pressões vão mudando. Para bem e para mal. Quem quiser perceber o carácter móbil da moralidade dos costumes pode entregar-se a vários passatempos. 
Por exemplo, ler os álbuns do Tintim desde os anos 1930 até hoje. 
A maneira como são tratados os negros, os chineses, os russos, as mulheres, os animais, até os portugueses, ilustra bem a evolução de critérios. 
A leitura dos Astérix permite as mesmas conclusões. 
Outro exercício consiste em ler os Pontos nos iii, o António Maria e a Paródia, todos de Bordalo Pinheiro. Pelo que lá diz, o artista estaria hoje à sombra, impedido de publicar. O Mundo ri e a Gaiola aberta já teriam sido condenados. 
O que era ingénuo passou a ser odioso. O que era proibido é agora recomendado ou livre. 
O grande problema é o da definição dos limites. 
Quem define? Com que direito? 
As horas de violência, sexo e palavrões, na televisão, já mudaram muito e evoluem conforme os tempos. Os insultos de hoje não são o que eram há 20 anos. Os nus de hoje não são o que eram há 30. 
Com que direito um grupo de sábios, parlamentares, professores, jornalistas, sacerdotes ou advogados define o que posso exprimir e a que horas posso dizer? 
Todos os dias vemos quem se julgue mestre de moral, titular de direitos sobre as vidas dos outros, imbuído de conhecimentos excepcionais sobre o que é bom ou mau para os cidadãos, convencido de que pode transformar em leis as suas preferências, certo de que as
suas opções são as únicas decentes! 
A superioridade moral dos partidos de esquerda só tem de igual a certeza dogmática dos partidos da direita. 
Os últimos anos têm sido de agravamento deste dilema entre duas formas de despotismo. 
A liberdade de expressão ganha força quando se lhe deve aquilo de que não se gosta. 
Se a liberdade de expressão consiste em pronunciar as frases aceites e os conteúdos admitidos, não há liberdade. 
Temos eventualmente um belo coro, mas liberdade, não. 
A liberdade de expressão não se limita a poder dizer o que nos apetece. Implica ter de ouvir o que não gostamos
A liberdade de expressão não é só construtiva! 
É também destrutiva, crítica e demolidora! A minha liberdade de expressão não termina com a liberdade de expressão do outro. Não! Ela implica a liberdade de expressão do outro, implica que a opinião do outro seja diferente

O confronto entre opiniões, ao abrigo da liberdade de expressão, chama-se discussão. 
A diferença entre opiniões chama-se controvérsia. 
A coexistência chama-se liberdade (António Barreto)
(sublinhados da minha responsabilidade)
António Cabral (AC)

terça-feira, 23 de agosto de 2022

RECURSOS num PAÍS POBRE 

Numa fase em que o politicamente correcto esmaga quase todos, temos uns entusiastas a que, periodicamente, alguns avençados dão um bocadinho de tempo de antena, ou sobre eles lá escrevem umas linhas nos jornais e nas revistas (OCS). Também os ditos OCS de referência o fazem mas, de referência, mais não passam muitas vezes de papel para embrulhar castanhas assadas.
Mesmo que as linhas e/ ou entrevistas não passem basicamente de mais um faz de conta, de superficialidade indecorosa, e que tudo a eles (entusiastas) ligado acabe por ficar pouco diferente do que era antes da sua chegada ao poder e do seu desempenho no cargo.

Há uns políticos e políticas, uns dirigentes, uns amigos, que são endeusados como os mais bem preparados ou preparadas para o lugar. 
Coisa sempre discutível, mas que nunca se discute a sério perante os resultados alcançados quando deixam os cargos.

Há sempre quem, agora por exemplo a propósito da barbárie iniciada pela Rússia, balbucie grandes tiradas. 
Exemplo disso, aquelas frases pomposas que se têm ouvido e lido e todas começadas mais ou menos assim - Portugal tem os desafios de.......! 

No que respeita a um importante sector do Estado, as Forças Armadas (FA) e, nomeadamente, quanto à Marinha e quanto à Autoridade Marítima, Portugal terá/ tem desafios diferentes e diversos dadas as transformações, os desafios, a geopolítica. 

Por exemplo:
> que orçamento necessário para a Marinha? Que apoios adicionais?
> dentro desse orçamento, que parcela para pessoal (vencimentos, assistência na saúde, formação, etc.)?
> dentro desse orçamento, que parcela para renovação da frota, para investimento, para novos meios navais, para equipar modernamente fuzileiros e mergulhadores?

Por exemplo, no respeitante à Autoridade Marítima:
> que orçamento necessário para a Autoridade Marítima?
> que estudos e acções estão a ser feitos para conseguir concorrer a meios financeiros Europeus para a apoiar e desenvolver face ao que é a geografia do país?
> que outros apoios?

Nunca me tive como velho do Restelo e assim continuo mesmo reformado. 
Aplaudo as novas ideias, aprecio sangue novo mas que tenha os pés na terra e não seja apenas um intrujão, borrifo-me como sempre fiz para as clubites.
Considero urgente e necessário lutar por melhorias, por modernização, por conveniente apetrechamento das FA e, muito em particular, no que respeita à Marinha e à Força Aérea tendo nomeadamente em conta a enorme ZEE.

A fase presente da vida nacional, as propagandas de alguns, lembram-me sempre certas coisas que o meu melhor amigo militar que é almirante, em tempos me contou. 

Por exemplo, convencer um governo a adquirir novos meios sem que, com todo o detalhe e rigor lhe dar a noção clara do que efectivamente custará ao país adquirir esses novos meios, SOBRETUDO, esclarecer bem todos os aspectos e custos relativos à sua manutenção ao longo da previsível vida operacional /ciclo de vida ..... acarretará a curto prazo consequências graves. 

Que consequências? 
Por exemplo, passados poucos anos de actividade operacional começar a não haver dinheiro para sobressalentes, para manutenção de certos equipamentos no estrangeiro, e a subsequente e inevitável canibalização (tirar peças de um para outro) de meios.

A somar a isto, há que ter presente a postura dos políticos. Estou convencido que algumas luminárias não percebem quando são chutados, sempre para lugar conveniente ao poder, embora a aparência seja de grandes encómios e de paga de relevantes serviços.

Em certas alturas, como agora com a guerra na Ucrânia, logo surgem grandes tiradas sobre as FA, o aumento de orçamento, agora é que é, conselho de ministros na Base Naval no Alfeite, grandes elogios a almirantes e a outros. Particularmente ao Chefe do Estado-Maior da Armada, que crismaram de herói das vacinas.

Mas mudadas as circunstâncias, e elas mudam muito e de repente, o que ontem era azul, pode passar hoje a castanho.
E, então, lá se vai muitas vezes o endeusamento havido e até o matreiramente fomentado, e lá se desviam verbas prometidas. 
Isto acontece particularmente com políticos que da política têm a visão de - servir-me - em vez de - servirem o país.

Os políticos enamoram-se da força armada sempre que lhes convém, como logo a desprezam e vilipendiam assim que novos ares surgem.
A nossa história recente é eloquente neste aspecto.
Isto aplica-se em todos os regimes e sistemas políticos. 
Até porque há sempre uns chefes avençados, venerandos, obrigados, que têm na cabeça a palavra submissão.

A este propósito recordo o discurso de Salazar no lançamento do navio dão, em 1934, um discurso lacónico, seco, contrastando com o de 1933 durante o lançamento do Vouga, muito mais prolixo e exultante.
A história ajuda a perceber. Aqui mostro a folha inicial de 1933.
No  presente, quer o inquilino em Belém quer o inquilino em S.Bento não se cansam de periódicas exaltações às FA.
Mas como é fraca a memória da maioria dos meus concidadãos e, além disso, querem lá saber da Instituição Militar, a maioria dos jornalistas procura arranjar umas parangonas para conseguirem maiores tiragens, mas sempre com coisas bombásticas, ocas de conteúdo sério, com artigos tendenciosos e superficiais e, muitas vezes, de favor.

Desde 2009 que está na comissão de limites das Nações Unidas, a documentação necessária e mais que suficiente para se avaliar o pedido de Portugal para extensão da plataforma Continental além das 200 milhas náuticas. 

Sobre isto, por exemplo, os jornalistas ditos peritos de assuntos militares e de geopolítica e de assuntos do mar, dizem o quê?

Preferem mostrar uns bonecos, e esquecem muitas vezes os seus deveres, que estão escritos.
Preferem fazer de conta que estão muito atentos.
Preferem ser superficiais e nunca colocar perguntas incómodas.

Também por isso estamos como estamos. Ou será do algoritmo da senhora, e de outros algoritmos?

Recursos, escassos, mesmo escassos, num país pobre como é Portugal,  impunha não brincar como por exemplo com mais uns estudos a cargo de sábios (??) no âmbito de desejada actualização do existente conceito estratégico de defesa nacional (CEDN).

Com gente séria, há muito que tínhamos um conceito estratégico, sim, mas NACIONAL, claro, conciso, globalmente orientador. 
Com gente séria há muito que Portugal teria bem definido se queria, como queria, para que queria Forças Armadas.
Mas gostam assim, de brincar aos bonecos, gostam como isto está e continua, grandiloquentes, intrujões, muitas vezes mesmo mentirosos deslavados.
Eu não gosto.
António Cabral (AC)

sábado, 19 de fevereiro de 2022

NOTÍCIAS do POLITICAMENTE CORRECTO

NÃO SE DIZ, SUICIDOU-SE, ATIRANDO-SE AO MAR.

NÃO, NÃO SENHOR, DIZ-SE - AFOGOU-SE NO MAR!

Que paciência é necessária para aturar tanta tolice. 

É como a outra da proposta para substituição de mães por  "LACTANTES"

AC

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

DEVO  ESTAR  PREOCUPADO ?

Entre muitas outras coisas de casa (adereços, livros, quadros, candeeiros) herdei isto em 1984 de uma tia velhinha na altura com 90 anos e que infelizmente  faleceu pouco depois. Este boneco, que é um cinzeiro de pé alto, está entre dois sofás, nunca serviu de cinzeiro (dentro de casa ninguém fuma, visitas incluídas), guardo-o religiosamente e com saudade na casa da aldeia. Serve-me para poisar o meu copo enquanto estou no sofá a ler, ou a ouvir música ou a olhar para netos, ou a pensar na vida. Dado caracterizar um homem de raça negra, não será politicamente incorreto mantê-lo à vista de quem lá vai a casa? Devo estar preocupado?

AC

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

NUNCA SUBESTIMAR

Então com os/as polícias das mentes e do politicamente correcto, cada vez mais atenção. Já me dizia um amigo nos EUA - "never underestimate the power of stupid people in large groups".

Este "large group" rosa, mais o "large group" avermelhado politicamente correcto com eco constante nos media e sem representação nacional proporcional ao lugar que aí lhes dão, são terrivelmente perniciosos e revelam-se pior que "grude".

AC

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

A  PROPÓSITO  de  FADO
Declaração de Interesses :
Em minha casa temos alguns CD's de Amália Rodrigues. Não temos de mais nenhum fadista. Gosto particularmente de algumas das suas canções. Não sou um amante/ devoto do fado nem do fado-canção, mas ouço com agrado além de Amália Rodrigues, Carminho e Camané. Carlos do Carmo tem algumas canções que ouço também com agrado. Cá em casa a grande devota e apreciadora do fado é a minha mulher, e é ela que conhece a esmagadora maioria dos nossos cantores e cantoras e das suas canções.

Carlos do Carmo faleceu e foi ontem o seu funeral. Que descanse em paz, que certamente bem merece. Como todo o ser humano merece quando deixa esta vida terrena. Já agora, todas as pessoas fazem falta. Que o país ficou ás escuras é daquelas frases que não merecem comentários, desmontam-se a si próprias. É a minha opinião, certamente muito diferente de outras, que respeito.

Não tenho cumplicidade política, não tenho amizade com nenhum cantor, de fado ou outro género. Mas tenho/ temos ido por exemplo aos espectáculos anuais que foram sendo organizados pelo genro de Cavaco Silva. E nunca me arrependi. Conseguiu-se, e ainda bem, que o Fado passasse a ser património mundial. 

Sendo apenas um comum cidadão, que pensa pela sua cabeça e não vai no politicamente correcto e nas modas, considero que Carlos do Carmo tinha uma voz extraordinária, e a sua dicção era límpida e cristalina, mesmo invejável. O melhor elogio que pessoalmente penso que lhe posso fazer é dizer que na minha modesta opinião a sua voz se atrevia a chegar-se à de Paulo de Carvalho, que creio ser uma das vozes portuguesas mais fabulosas de sempre, porventura a superior a todas.

Creio que Carlos do Carmo foi um dos que batalhou pela evolução do fado, e para a sua consagração definitiva a nível mundial. Por mim, fez muito bem. Deve-se-lhe isso, e não deve ser esquecido.

Como sempre, respeito as opiniões de outrem. Mas quando vejo dito e escrito que Carlos do Carmo libertou o fado e reconciliou o fado com a nossa democracia, sorrio. É o que entendo fazer para não perder muito tempo com isto.
Com esta frase está-se nitidamente no politicamente correcto dos tempos presentes, no policiamento das mentes de todos os que não pensam "geringonça" ou mesmo mais extremismo.

No passado, tivemos família, futebol e fado. Não o esqueço. Não se deve esquecer.
E agora? Com liberdades formais, com estado de direito, como está a nossa vida?

Bem precisamos de nos libertar de muita corja que por aí anda, que informa que "já fez o contacto", que actua com cada vez mais desconsideração pelos cidadãos. Apropriaram-se da democracia para se servirem, e não servem, como deviam e é dever de quem está no serviço público.

Dizer que Carlos do Carmo reconciliou o fado com a democracia é mais uma daquelas frases típicas de quem não tem vergonha nenhuma na cara. Como diariamente se constacta.

Estou completamente farto dos preconceituosos. E dos que teimam em reescrever a história.
Descanse em Paz , Carlos do Carmo.
AC

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

E SEGUEM PARA BINGO
Disney põe aviso de conteúdo racista nos filmes 'Peter Pan', 'Dumbo' e 'O Livro da Selva'
Plataforma de streaming informa consumidores de que os programas incluem representações negativas de pessoas e culturas
AC

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

DESTES GABINETES,

Ministeriais, de secretários gerais, de directores gerais, etc., saem das mais belas e maravilhosas orientações.

Todos, nos governos Europeus, nos invejam as pérolas jurídicas e administrativas produzidas por certas cabecinhas pensadoras.

A questão da APP para a Covid promete!


AC

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

FICOU com ÓPTIMA IMPRESSÃO

Lê-se por aí que a Sra presidente Ursula ficou com óptima impressão do nosso país.

Esta é uma daquelas notícias que bem define o comatoso estado da comunicação social em Portugal. Opinião minha, naturalmente.

1º - como se forma opinião segura sobre um país, por pequeno que geograficamente seja, chegando a meio da tarde de um dia e partindo na manhã ou início da tarde do 3º ?

2º - como se podem fazer afirmações seguras sem conhecer / visitar com algum detalhe áreas específicas, do tecido produtivo nacional, dos serviços, da agricultura, do ordenamento territorial e disseminação de industrias, etc? Ou teve briefings exaustivos sobre Portugal, e uma horas sobrevoando o Alqueva, o Porto, Braga, etc?

As patetices que se inventam para mostrar satisfação pela recepção e pelas almoçaradas e pelos comentários exacerbados de Marcelo.

AC

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

DIRECTIVA do MDNacional

(retirado da TSF online, suponho que não é "fake news")

Comunicação inclusiva." Governo quer militares a usar linguagem não discriminatória

Diretiva enviada ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares prevê que política de comunicação seja "inclusiva em todos os documentos oficiais". Regras aplicam-se não só à escrita, mas também à oralidade e à imagem.

© Maria João Gala/Global Imagens
PorFilipe Santa-Bárbara
29 Setembro, 2020 • 06:45

Em vez de escrever "o coordenador", deverá utilizar-se "a coordenação", em vez de "os participantes", "quem participa", ou até o "sejam bem-vindos" deve ser trocado por "boas vindas a todas as pessoas". Estes são apenas três exemplos que constam da diretiva enviada pelo Ministério da Defesa Nacional ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares.

No documento a que a TSF teve acesso e que é datado de 18 de setembro, o Ministério nota que "na língua portuguesa é comum o recurso à utilização do género masculino para designar as pessoas de ambos os sexos, o que gera indefinições quanto às pessoas, homens e mulheres a que se refere, e torna as mulheres praticamente invisíveis na linguagem".

Por isso, tendo em conta recomendações internacionais (e também nacionais) e para fazer cumprir o plano setorial da Defesa Nacional para a Igualdade 2019-2021, é agora produzida esta diretiva para que a linguagem seja o mais inclusiva e não discriminatória possível.

No plano com 16 páginas, lê-se que o objetivo é "salientar a importância para a utilização de linguagem sensível ao género, dar a conhecer exemplos práticos que previnam a utilização de linguagem discriminatória e contribuir para a eliminação dos estereótipos existentes".

As orientações destinam-se a todos os documentos oficiais, nomeadamente, "decisões de dirigentes e chefes militares e respetivas comunicações internas e externas, incluindo ofícios; informações, pareceres, memorandos e outros documentos de suporte à decisão; instrumentos de gestão; documentos relativos ao recrutamento e à gestão de pessoal; apresentações institucionais e materiais usados em sessões de formação e apresentação; e ainda na comunicação e relações públicas" que engloba entre outras coisas, guiões para cerimónias públicas, convites ou a comunicação nas redes sociais.
Das palavras às fotografias: como tornar a comunicação mais inclusiva

No capítulo da comunicação escrita, a diretiva do governo recomenda que se utilizem as estratégias da "neutralização ou abstração" e da "especificação". Ou seja, no primeiro caso a ideia passa por substituir palavras e expressões por termos neutros: preferir, por exemplo, "data de nascimento" a "nascido em" ou "a classe política" em substituição de "os políticos".

Mas os exemplos seguem com a substituição de nomes por pronomes invariáveis ou outras soluções alternativas. Vamos aos exemplos: em vez de "não recrutará um candidato que..." deverá utilizar-se "não recrutará alguém que..." ou até um "obrigado pela sua colaboração" pode ser substituído por "agradecemos a sua colaboração".

Já a "especificação" é apontada como a "solução a evitar sempre que é adequado recorrer à neutralização ou abstração, uma vez que tem o inconveniente de tornar os textos mais longos e menos elegantes". Ainda assim, a diretiva esclarece que, "num texto inclusivo, nem sempre é possível" evitá-la.

Ora, a especificação do género deve ser privilegiada nomeadamente nos textos relativos a recrutamento de pessoal, formulários administrativos ou alocuções em textos em que o orador pretende vincar que se dirige a homens e mulheres.

Aqui devem ser utilizadas ou as formas duplas ("Estas instalações destinam-se a alunos e alunas..."), a menção "m/f" ou o uso de barras ("O/A") e nunca os parênteses porque, nota o documento, "estes indicam a introdução no texto de um elemento secundário, o que seria contrário ao objetivo de respeitar a igualdade de género".

Também na comunicação visual, as Forças Armadas devem ter em atenção a escolha de imagens que reflitam a diversidade, por exemplo, uma fotografia onde se possam ver mulheres e homens a trabalhar em conjunto.

Mais: imagens que "mostrem pessoas de géneros diferentes em papéis de igual valor", que tenham "homens e mulheres em atividades relevantes", que valorizem a "presença do sexo sub-representado" ou onde seja valorizado que a "instituição não tem preconceitos de género" que, no caso, é ilustrado com uma fotografia de um homem e de uma criança e descrita como "em funções de cuidados familiares".

Sem estipular datas para começar a ter em atenção à linguagem, a diretiva do Ministério da Defesa apenas sublinha que o documento deve ser "divulgado por todas as pessoas da organização". Ou seja, pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas e respetivos ramos.


Ps: enquanto tratava deste muito importante assunto, Cravinho Jr tem na área em que formalmente superintende, repito, formalmente, porque na prática só se descobrem desastres daquele dito ministério, e coisas patéticas, tem dizia eu uma desastrosa situação no Arsenal do Alfeite, tem uma crescente inoperacionalidade da esquadra nacional bastando apenas ir ao AA e ver o que lá está. E enquanto se entretém com coisas importantíssimas como esta, e produz directivas que farão rir qualquer pessoa normal, não liga ao problema das cativações do passado e presente e se calhar futuro, não liga ao facto de muito poucos acorreram /candidatarem-se ás FA etc.

António Cabral (AC)

Adenda: valerá a pena perder muito tempo com gente desta?
Esta peça ao que parece com 16 páginas retrata bem a categoria de certas cabeças pensadoras. Como sempre, admito estar errado e respeito opiniões de outrem mesmo que delas discordando.
Mas, com esta "peça" administrativa, o que vai na cabeça de Cravinho jr ?
Coloca-se a questão ridícula de dizer meio encapotadamente às chefias militares que na instituição militar o uso da língua mãe é um descalabro?
É que mesmo dando de barato que a criatura aplauda freneticamente o AO90 oficialmente em vigor, será que se apercebe que mesmo ao abrigo desse acordo ortográfico que formalmente é oficial e está aprovado há palavras e directivas que ali talvez não se encaixem como ele determina? Claro que posso estar enganado.
Mas acima de tudo, o que é mais confrangedor é o que fica indiciado quanto ás prioridades desta criatura que colocaram no 7º andar do edifício ao Restelo.
Vamos admitir que esta directiva se impunha.
Mas, a criatura já fez contas a quantos e quantas já dormiram em quartéis para ver se gostavam da vida militar?
Era importante saber os resultados desta outra extraordinária decisão do jr.
Já estará em condições de, por outro lado, informar o povo português, como está o processo relativo a outra das suas muito importantes decisões, a das creches dentro das unidades militares?

Muito há para escalpelizar sobre esta maravilhosa directiva, e recuperar as sucessivas barbaridades do senhor.

Mas, obviamente, não se deu certamente conta do inevitável aumento de despesa inerente à sua decisão. Eu explico.

Todos sabemos e nem era preciso Tancos para se ter a certeza de que aquela coisa que dá pelo nome de inventários de material ou seja, uma catalogação de existências de material o mais diverso (munições, armas, fardas, punhais, camas, granadas, etc.) distribuído por unidades militares em paióis e arrecadações, é coisa pouco de fiar.

Mas agora, está aí armado um grande 31 por causa desta directiva.
A instituição militar tem que passar a pente fino todos os inventários de material e tem de voltar a catalogar parte dele.
Eu explico.
As botas, terão que ser substituídas por algumas botas novas para as mulheres em serviço nas FA e uma série de botos para os homens.
As boinas terão de ser atribuídas ao sexo feminino e umas quantas substituídas por boinos para os militares do sexo masculino.
Impressos e formulários terão de ser substituídos, pois passará a haver recrutas e recrutos!
No caso do armamento, embora provavelmente o caminho seja de a curto prazo virmos a ver determinada a existência de umas forças armadas completamente desarmadas, terão de fazer encomendas para pistolos pois as pistolas serão para as mulheres.
Enfim, um sem número de problemas que esta directiva implica.
E não julguem que isto é simples de resolver, e dou apenas mais um exemplo sobre as complicações.
Os cartuchos não podem ter o equivalente feminino - cartuchas - pois imediatamente seria visto como requisição de imensas garrafas de um muito conhecido e esplêndido vinho.
E isto tudo, enquanto não sai a próxima directiva para desarmar as FA, e depois criar mais creches e salas de fumo e salas para recrutos e recrutas LGBT.
AC

quarta-feira, 22 de julho de 2020

domingo, 12 de julho de 2020

SEMPRE POLITICAMENTE CORRECTO
"Jovens esfaqueados em rixa que envolveu dezenas de pessoas em praia do Estoril”.
Basta observar o video da lamentável cena para confirmar a linguagem inodora usada para uma evidência tão clara.
Sempre a taparem o Sol com a peneira.
AC

segunda-feira, 15 de junho de 2020

QUE SUSCITA ESTE TRECHO?
(sublinhados meus)

....As intervenções críticas que têm marcado a actualidade têm suscitado fortes reações por parte dos que assumem o papel de guardiães do velho consenso: académicos e outros intelectuais aposentados, o comentariado tradicional, grisalho e conservador — predominantemente masculino, branco, lisboeta e de uma certa classe social — que pulula um pouco por todos os jornais e televisões, interpretando a “realidade” nacional a uma só voz. A estes juntam-se também vários catedráticos, ainda no ativo, e funcionários superiores em instituições museológicas, bibliotecas e arquivos que emprestam o seu nome e título profissional ao serviço de narrativas edulcoradas e mitologizantes do passado colonial....


No mínimo, interrogo-me eu, os outros catedráticos no activo que se têm pronunciado, só esses é que contam?
E quanto ao grisalho e conservador, estão então a recuperar os tristes tempos de separação de gerações do tempo da troika em Portugal?
Lisboeta? Contam portanto, apenas, os bem-aventurados Coimbrões?
E narrativas, contam só as de um sentido?
Diversidade.... NÉPIAS.
Eloquente, esplendorosamente eloquente!
AC

sexta-feira, 5 de junho de 2020

377, quase 90% de novo em Lisboa. 
É o pior desde 8 de Maio
E continuam com esta palhaçada.
NÃO, NÃO É EM LISBOA, mas em outros locais à volta de Lisboa.
Que imbecilidade politicamente correcta.
Cambada de imbecis.
AC

domingo, 29 de março de 2020

PASSADO,  PRESENTE,  FUTURO
Nos anos 30 do século passado, um estudioso das coisas do mar, das coisas das Marinhas de, Guerra, mercante, pesca, recreio, meditou e escreveu sobre esses assuntos.
Entre as muitas coisas a que se dedicou e sobre que escreveu, naturalmente que muitas ao serem lidas no presente são datadas isto é, as circunstâncias hoje são completamente diferentes, e não se pode  transcrever integralmente para o nosso tempo as chamadas de atenção dele nessa altura.  O nosso tempo, hoje, está igualmente com muitas carências, muitas e variadas, como há muitas décadas.
Mas de uma das páginas do seu estudo/ livro em causa talvez valha a pena reflectir numa passagem. 
No caso ele argumentava sobre a política naval de então, coxa, como coxa continuamente se manteve daí para cá apesar de uns ligeiros alívios aqui e acolá.
O que quero salientar é a frase - .....o poder militar, terrestre, naval e aéreo, é condicionado pela política. (linhas 10 e 11 da página em baixo)
Como não pode deixar de ser, digo eu também.
Mas o meu ponto é o interessante da frase que, para mim naturalmente, é aplicável em todos os domínios da sociedade, porque é por causa das más políticas décadas e décadas a fio que, muito para lá de questões de defesa e de forças armadas, por exemplo:
> tantos anos passados sobre o 25 de Abril, desaparecido o Império/ Ultramar/ colónias, o poder político continua a não ter definido a sério, com pés e cabeça, que Forças Armadas o Portugal integrado na Europa e nas Alianças de que faz parte, deve ter; e, sobretudo, um País com tanto mar/ água sob sua jurisdição, que FA deve ter;
> o poder judicial, o sistema de justiça, estala por todos os lados, corroído por criaturas que se assumem acima da lei, que não cumprem os ditames da CRP e do estatuto dos magistrados, sistema corroído por códigos feitos a preceito por uns quantos e para uns outros quantos;
> que devido à, brutal promiscuidade, política/ negócios/ governação, portas giratórias/ regulação podre e vergonhosa, a sociedade está no estado que se verifica hoje;
> que a ideologia vergonhosa de uns quantos, pode estar a fazer resvalar o País para pântanos perigosos.

Mas se calhar sou eu que estou enganado.!!!!!!

AC 

quarta-feira, 18 de março de 2020

BEM RELEMBRADO
.....Winston Churchill, reiterando Talleyrand, dizia que "o diplomata é uma pessoa que pensa duas vezes e finalmente não diz nada".
Particularmente agora.
AC