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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

PALÁCIO  do  GELO,  VISEU

Na quietude aqui na aldeia, perto da lareira, a ler o meu livro, eis que sou sobressaltado: resolveram agora ligar o televisor e . . . . . tiros, para já 1 morto, pelo menos 3 feridos desconhecendo-se a gravidade, grupos rivais /gangues . . . . e sobressaltado que fui, reagi a quente.

Ah . . . não estão a dizer quem foi . . . . está visto que foram grupos rivais, quase de certeza são C . . .  Ups, não posso dizer, nada de dizer estas coisas.

Eu, que conheço muito razoavelmente Viseu e redondezas, sei perfeitamente que não há por lá ninguém do que possam estar a pensar.

"Desliga por favor o televisor, não quebres o sossego".

AC

sexta-feira, 25 de março de 2022

Do Diário de Notícias

Gouveia e Melo demolidor em mensagem aos fuzileiros: "Não queremos arruaceiros na Marinha!"

Duro e emotivo, o Almirante Chefe de Estado-Maior da Armada falou ao corpo de fuzileiros por causa do homicídio do agente da PSP, pelo qual estão dois militares desta unidade detidos. "Fábio Guerra era a nossa pátria", declarou

Almirante CEMA : "Os acontecimentos de sábado já mancharam as nossas fardas"

No dia em que foi a enterrar o agente da PSP Fábio Guerra, nesta quinta-feira na Covilhã, o Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA) juntou o corpo de fuzileiros e fez uma alocução demolidora sobre princípios, valores e, principalmente sobre quais são as linhas vermelhas para servir o País na Marinha.

Duro, o Almirante Gouveia e Melo não escondeu a sua profunda desilusão por ver militares de elite como são os fuzileiros envolvidos neste homicídio.

"Os acontecimentos do último sábado já mancharam as nossas fardas, independentemente do que vier a ser apurado. O ataque selvático, desproporcional e despropositado não pode ter desculpas e justificações nos nossos valores, pois fere o nosso juramento de defender a nossa Pátria. O agente Fábio Guerra era a nossa pátria, a PSP e as Forças de Segurança são a nossa Pátria e nela todos os nossos cidadãos", sublinhou.

Na intervenção, filmada em vídeo, Gouveia e Melo lembrou que tem "os fuzileiros como a força de elite da Marinha", com quem trabalhou "braço com braço nas operações de inserção e exfiltração do Destacamento de Ações Especiais (DAE) enquanto submarinista", com quem operou "com o pelotão de abordagem inúmeras vezes enquanto comandante da Vasco da Gama", com quem esteve "nos terríveis acontecimentos de 2017 e em Pedrógão", a quem viu "atuar em situações de catástrofe, ou no simples apoio às populações", a quem reconhece "profissionalismo, qualidades militares, generosidade e dedicação".

No entanto, naquele momento, tinha de partilhar o que sentia "na sequência de desacatos que resultaram no falecimento do Agente da PSP Fábio Guerra, na madrugada do último sábado".

Lamentou "ver fuzileiros envolvidos em desacatos e em rixas de rua", o que "não demonstra qualquer tipo de coragem militar, mas sim fraqueza, falta de autodomínio, e uma necessidade de afirmação fútil e sem sentido".

Lobos na selva, cordeiros em casa

E continuou, perante uma plateia atenta que esgotava o auditório da unidade: "Já ouvi vezes demais que não se pode ter cordeiros em casa e lobos na selva, eu digo-vos enquanto comandante da Marinha que se não conseguirem ser isso mesmo, lobos na selva, mas cordeiros em casa, então não passamos de um bando violento, sem ética e valores militares, sem o verdadeiro domínio de nós próprios e se assim for não merecemos a farda que envergamos, nem os 400 anos de história dos Fuzileiros".

O CEMA apelou aos militares que fossem "corajosos e firmes no mar, nas selvas, nos desertos, nas praias, quando o inimigo nos flagela, quando tudo nos parece perdido e reagimos, mas não em pistas de discotecas, em rixas de rua, em disputas de gangues".

"Quando vejo alguém a pontapear um ser caído no chão, vejo um inimigo de todos nós, os seres decentes, vejo um selvagem, vejo o ódio materializado e cego, vejo acima de tudo um verdadeiro covarde"

Enquanto militares, asseverou, "não somos movidos pelo ódio, pela raiva, mas por amor a algo maior que os nossos próprios seres, algo tão superior que estamos sempre prontos a sacrificar-nos por isso. Nestes valores militares não há espaço para o desprezo pela vida alheia, nem pela indiferença e sofrimento alheio, ou para qualquer tipo de crueldade. Quando vejo alguém a pontapear um ser caído no chão, vejo um inimigo de todos nós, os seres decentes, vejo um selvagem, vejo o ódio materializado e cego, vejo acima de tudo um verdadeiro covarde"
.


Na minha opinião naturalmente, palavras duras e certeiras que são indispensáveis serem pronunciadas em tempo útil como agora o CEMA fez e bem, e são o mínimo do que deve ser dito. 
Palavras que também se aplicam a outros selvagens vários que por aí andam à civil.

Palavras que, na minha opinião naturalmente, pelo que se vê, incapazes de em tempo útil sair da cabecinha dos que têm lágrima fácil ao canto do olho e lamentam sempre tudo mas ficam por aí.
António Cabral (AC)

domingo, 12 de julho de 2020

SEMPRE POLITICAMENTE CORRECTO
"Jovens esfaqueados em rixa que envolveu dezenas de pessoas em praia do Estoril”.
Basta observar o video da lamentável cena para confirmar a linguagem inodora usada para uma evidência tão clara.
Sempre a taparem o Sol com a peneira.
AC