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sábado, 23 de maio de 2026

LIDO  no  SAPO
(meus comentários no final)

O Chega levou ao Parlamento uma proposta para desclassificar dados sobre FP-25. Livre e BE alargaram a conversa à violência da extrema-direita, com o PCP, PAN e JPP a acompanharem as iniciativas.

PS e PSD, durante o plenário de quarta-feira, 20 de maio, concordaram na ideia de que não se pode desclassificar os documentos relativos às Forças Populares 25 de Abril (FP-25) e à rede bombista de extrema-direita. O tema foi levado ao Parlamento pelo Chega, com uma iniciativa que recomendava a desclassificação de “todos os registos, documentos, dossiers e arquivos dos serviços de informações relativos à organização terrorista de extrema-esquerda FP-25”. No entanto, o debate foi alargado – com um projeto de lei do BE e com um projeto de resolução do Livre – a movimentos de extrema-direita, como o Exército de Libertação de Portugal (ELP), Movimento Maria da Fonte e Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP).

Em desacordo com a desclassificação destes documentos, o deputado socialista Pedro Delgado Alves, depois de atribuir ao debate um intuito "provocatório" por parte do Chega, assinalou um dever que todas as bancadas devem ter "perante todas as vítimas da violência política, da extrema-esquerda, da extrema-direita, de onde quer que ela venha, dos seus familiares e de todos aqueles que investigaram os crimes cometidos em vários momentos, e que foram, todos eles, objeto de repúdio e de condenação", de não instrumentalizar este debate "para abrir guerras culturais e para dividir aquilo que a democracia portuguesa teve a sabedoria de ser capaz de construir".

"A pergunta que devemos fazer é: 50 anos é tempo suficiente para não recearmos abrir os documentos?", perguntou, de forma retórica, o deputado do PS, respondendo: "Não sei. E na dúvida, perante as intenções declaradas de querer abrir uma guerra cultural, perante o momento de radicalização e de extremismo e de vontade de voltar a cavalgar estes temas, eu acho que não devemos fazer este exercício de viajar no tempo para fazer mal agora, em 2026, o que fizemos bem em 76, nos anos 80, nos anos 90. E, portanto, a razão, a primeira, pelas quais não acompanhamos os projetos é esta mesma: eles não são úteis à democracia em 2026. Mas mais do que isto, elas também oferecem problemas jurídicos", concluiu.

Com a justificação de que esta "desclassificação é muito mais complexa, muito mais grave e exige muito maior atenção que a própria classificação", o deputado do PSD António Rodrigues lançou dúvidas sobre a pertinência de se fazer este debate agora sugerindo que "alguns querem fazer contas com a história porque não estão satisfeitos com aquilo que aconteceu".

"Nós não estamos satisfeitos, mas temos a noção daquilo que aconteceu. Mas aquilo que está em discussão é verdadeiramente uma questão de Estado. Estamos disponíveis para pôr em causa o Estado naquilo que é mais sagrado, naquilo que é o segredo de Estado, naquilo que nós nos importamos no Parlamento, naquilo que é feito por órgãos próprios que foram escolhidos para esta Assembleia, ou queremos tornar isto uma chicana política, uns contra os outros, a reviver a história que está à volta, que está à revista e que está a tratada?", interrogou o deputado social-democrata, vincando que "o que se quer com estas propostas, com estes projetos de resolução ou com este projeto de lei é voltar a criar a confusão e o caos político em Portugal".

A premissa do documento do Chega, apresentado por Diogo Pacheco de Amorim, assenta numa notícia com um ano, do Expresso, que dá conta de que o Serviço de Informações de Segurança (SIS) "está a considerar a desclassificação de centenas de documentos do seu espólio de entre 1985 e 1990, contanto que não seja colocada em causa a Segurança Nacional", explicou o deputado.

De acordo com Pacheco de Amorim, o Chega entende que "não é apenas o período final das FP-25" que "importa conhecer, mas, isso sim, todo o período decorrido entre abril de 1980, data da sua fundação, e 1 de março de 1996, data da aprovação parlamentar da amnistia dos condenados da FP-25".

"Pelo que o acesso a todos os documentos e a todos os factos compreendidos dentro desse espaço de tempo se torna essencial. Quanto à Segurança Nacional, não se vislumbra qualquer interesse superior nesse campo a salvaguardar", afirmou, observando que BE e Livre "estão certos" nas inicitivas que apresentam para "tornar extensivo este pedido a todos os movimentos acusados de utilização de violência desde o 25 de Abril de 1974 até à aprovação da amnistia parlamentar".

Por seu turno, o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, alertou para um "silêncio que dura há meio século" em Portugal "sobre quem pôs a bomba que matou o padre Max e a jovem de 19 anos, na Cumieira, sobre quem armou as Forças Populares 25 de Abril. Sobre a contabilidade do terror que, dos anos 70 aos anos 80, fez mais de duas dezenas de mortos, da extrema-direita bombista à extrema-esquerda armada".

Argumentando que "os documentos existem", mas "estão guardados", sem que ninguém possa consultá-los – como aconteceu , observou, com o jornalista Miguel Carvalho, quando escreveu o livro Quando Portugal Ardeu –, Fabian Figueiredo considerou que "as melhores obras sobre estes anos foram escritas por quem teve de procurar a verdade fora dos canais oficiais e há famílias que enterraram os seus sem nunca saberem por ordem de quem".

Tendo em conta que o projeto de lei do BE propõe uma comissão multidisciplinar afeta ao Parlamento para desclassificar os documentos em causa, o deputado bloquista explicou que "este projeto faz uma coisa simples e uma coisa difícil. A simples: cria uma comissão independente que abre tudo, as FP25 e a rede bombista, sem exceção, sem escolher metades. A difícil: pede a esta câmara a coragem que meio século de democracia nos exige, com toda a disponibilidade de melhorar a proposta na especialidade".

Para o líder do Livre Rui Tavares, "ser contra a violência política e que todos os partidos sejam é importante".

Com uma mensagem para o Chega, por só contemplar no projeto de resolução a desclassificação dos documentos relativos às FP-25, Rui Tavares considerou que "querer apenas dirigir os esforços da transparência para um lado é apenas utilizar a condenação da violência política para caricaturar adversários ou para fazer, digamos, gincanas políticas convenientes".

A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, confirmou que a bancada comunista está "de acordo com a desclassificação dos documentos, quer quanto ao terrorismo bombista das forças reacionárias contra o 25 de Abril, quer quanto às FP-25", argumentando que "haverá certamente muitas informações que ajudarão a compreender quem é quem e que poderão surpreender os mais incautos, mas também deixará cair a máscara a muitos que compactuaram, direta ou indiretamente, com as ações bombistas e terroristas".

Para a deputada comunista, o Chega, com esta iniciativa de desclassificar os documentos, apresenta-se com o único propósito de "ocultar a ação terrorista bombista entre 1975 e 1977, desencadeada contra o processo de institucionalização do regime democrático".

"Sobre isto, nem uma palavra do Chega, mas já agora, também, nem uma palavra do CDS. O terrorismo bombista das organizações de extrema direita, que não se conformavam com Abril e que ambicionavam o regresso à ditadura, o MDLP, o ELP, o Movimento Maria da Fonte, a FLA [Frente de Libertação dos Açores], a FLAMA [Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira], elegeram o PCP como alvo político principal a liquidar", sustentou Paula Santos numa nota dirigida ao líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, que criticara numa intervenção PS e PCP por terem votado favoravelmente a amnistia às FP-25, afirmando que foi algo que "contribuiu para o branqueamento político e moral do terrorismo de extrema-esquerda".

Sobre a rede bombista, Paula Santos lembrou que "estas organizações terroristas foram responsáveis por 566 ações, de entre as quais 310 atentados bombistas, 136 assaltos, 58 incêndios, 36 espancamentos, 16 atentados a tiro, mais de 10 pessoas foram assassinadas".

Comentários:

1º - Segundo se lê por aí PS e PSD estão contra a desclassificação dos documentos. E há certamente muitos documentos, relativos à criminalidade das FP 25 de Abril, relativos aos personagens que integraram esse tumor da democracia, relativos à criminalidade do ELP, MDLP, Maria da Fonte e outros, verdadeiros tumores da democracia.

2º - É legítimo eu ponderar: porquê esta recusa destes dois partidos?

3º - É legítimo concluir que não querem que se venha a saber certas coisas. Certas ligações a personagens do passado desses dois partidos. É por demais evidente que sabem que existem coisas muito incómodas e muito provavelmente desmentiriam muitas narrativas.

4º - Fica para mim claro que não querem que se venha a saber muito do que tragicamente aconteceu, muitos dos apoios que tiveram e que nunca assumiram.

Era bom por exemplo desmascarar as vergonhosas negociações por baixo da mesa que levaram à amnistia concedida aos dirigentes das  FP 25 de Abril.

Era muito importante desmascarar o que a extrema direita fez incluindo a bombista.

E as pouca vergonhas acontecidas nas ilhas?

Há muito para esclarecer, explicar, mas não querem que se saiba. O Chega gostaria que se soubesse apenas sobre  extrema esquerda.

- Não, há muito por explicar, esclarecer, de uma ponta a outra ponta. Existiram bombas, sedes partidárias destruídas, assassinatos, roubo de dinheiro, assaltos, e houve muita cumplicidade e a todos os níveis, institucional, político (todos os quadrantes) militar (aqui então ficava-se a perceber muita coisa) religioso e quase certo com o envolvimento de certas embaixadas em Lisboa.

Não querem trazer a podridão à luz do dia. Não me venham com a treta de que era a revolução. 
Já bem basta o que não está registado, escrito, gravado, como certas fugas para Norte, ou o que veio buscar um célebre "importante", etc.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 27 de abril de 2026

REALIDADES ou IMAGINAÇÃO ?

De vez em quando noticia-se que a GNR e a PSP fizeram uma mega operação aqui ou acolá e apanharam muitas armas brancas e armas de fogo e munições e armas de caça e granadas e etc. muitos etc. 

De cada vez que isso acontece remete-me para várias coisas como, bandos, criminalidade, candonga, negócios debaixo da mesa e também resquícios do passado.

Desse passado podemos lembrar as FP 25 de Abril, ELP, MDLP, e outros à extrema esquerda e à extrema direita, podemos lembrar o PREC e aqueles que de um lado e de outro hoje fazem por esquecer o que fizeram, o arranjar armamento para arranjar "fundos", depois talvez pensar em assaltar o poder com recurso a violência. 

Pouco/ nenhum recurso a urnas de voto pois os resultados então já obtidos para um e outro lado estavam longe do desejado!

E por isso ainda hoje continuo a imaginar se os esconderijos de armamento enterrado pelos de um extremo e pelos do outro extremo  terão sido passados a quem de confiança ou se algum deles eventualmente ficou na cabeça de quem escondeu porque entretanto morreu sem passar testemunho.

Continuo a imaginar quanto locais em Portugal Continental, ou nos Açores e Madeira continuam a ter armas lá enterradas. Enterradas por seguidores e fanáticos de todos os tipos, de uma ponta a outra.

E quantos sacos com armas foram por exemplo deitados ao Tejo designadamente junto dos pilares da ponte 25 de Abril, para assim salvar um pouco a pele a certos personagens? 

Pois, é só imaginação, nada disto se passou. Imaginação!

Os assaltos, as mortes infligidas, os atentados a sedes de partidos nada disso ocorreu. Nem a ninguém passou pele cabeça o assalto ao poder, ou entreter-se a andar a dar tiros a portões e casas, e etc.

Imaginação fértil, NÉ ?

Bom dia.
Bom início de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte

AC

sábado, 21 de fevereiro de 2026

O  PÓS  LÚCIA  AMARAL

A vida ensina que há sempre melhor, que há sempre pior.
Isto dito, deve ser difícil ser pior ou melhor dito, vir a ter pior desempenho que a exonerada MAI.

Lê-se por aí que o ainda director nacional da PJ foi contactado pelo PM para o cargo de MAI, e aceitou.

Luís Neves está há muitos anos há frente da PJ, creio que conhece razoavelmente o mundo onde se vai mover.

A PJ desenvolve há anos e coordena certas acções para as quais necessita/ recebe a colaboração da Marinha, da Autoridade Marítima, da Polícia Marítima, da PSP e da GNR. Luís Neves conhece bem isto.

Dizem por aí que Luís Neves tem muitas ligações ao chamado universo do Partido Socialista. Esta escolha do PM terá apanhado muita gente de surpresa, em todos os partidos. Ainda bem.

Certos jornalistas acharão uma muito boa escolha, outros assim assim etc. Idem com políticos.
Alguns opinadores acharão que Luís Neves meterá na ordem quem disso estiver precisado.  

Esta nomeação, presumo, não merecerá qualquer dúvida a Carneiro mas talvez nem todos dentro do PS tenham a mesma opinião. O que dirá o execrável Ventura?

À pergunta - o país é um país globalmente seguro ? - encontramos as mais diversas opiniões.
Pessoalmente sei de experiência vivida que não posso ir a certas zonas.
Não me impressionam as estatísticas nem o debitado pelos chefes da PSP, GNR, Luís Neves ou Marcelo. Ponto final parágrafo. 

Não há criminalidade por aí além ??

Veremos se Luís Neves vai mandar que se acabem com guetos, e que a GNR e PSP passem a entrar rotineiramente em todo o lado. A começar por Lisboa e Porto e Setúbal.

A sua reconhecida capacidade para lidar com políticos e com a comunicação social devem ajudar a explicar as melhorias que legitimamente são de esperar.
Eu fico à espera.

Entretanto, mais um animal roubou um carro e na zona do Chiado embateu duas vezes contra o que não devia e provocou 5 feridos, creio.
Fugiu a correr, mas as câmaras de vigilância apanharam-no. Curiosamente, curiosamente repito, refugiou-se na zona do Martim Moniz, onde acabou por ser capturado.
Curiosamente.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

LIDO  POR  AÍ, 

Que uma advogada foi detida pela segunda vez em ano e meio por suspeitas de introduzir droga em cadeia do Porto, concretamente para o Estabelecimento Prisional do Porto. Isto foi anunciado pela Polícia Judiciária (PJ).

Se percebi bem a PJ já conhecia a criatura, a qual foi detida em Julho de 2024. 
Parece que desta vez foi detetado que um recluso regressado de uma diligência processual, trazia consigo cocaína, heroína e haxixe. Diligência processual com a dita advogada.

Não é lindo?

O que considero também lindo é que a notícia relata basicamente o que cito e nada refere quanto a uma eventual tentativa de saber a posição da Ordem dos Advogados sobre o assunto.

Que diria a Ordem dos Advogados ? . . . . 

AC

domingo, 7 de dezembro de 2025

RECORDANDO  Jorge  Sampaio
(sublinhados da minha responsabilidade)

O Presidente da República, Jorge Sampaio, esclareceu hoje que a inversão do ónus da prova deveria ser aplicada a "medidas de natureza fiscal e de natureza penal que devem ser introduzidas no combate à corrupção".

O esclarecimento da Casa Civil da Presidência da República foi feito hoje, em comunicado, para dissipar as dúvidas suscitadas pelo seu discurso de ontem no âmbito das comemorações do 5 de Outubro, quando defendeu a introdução da "inversão do ónus da prova" para crimes económicos para que "a justiça e a moralidade sejam repostas" no país.

No entender do Presidente, "a moralidade mais elementar e o sentimento de justiça continuarão gravemente diminuídos" enquanto "for possível exibir altos padrões de vida, luxos, e até reprováveis desperdícios, e, ao mesmo tempo, apresentar declarações fiscais de indigência".

"Obviamente que tais medidas deveriam ser acolhidas com respeito pelo princípio da culpa estabelecido na Constituição. Assim sendo, o que está em causa, para o Presidente da República é a inversão do ónus da prova em matéria fiscal e redistribuição do ónus da prova em matéria penal", sublinha a Casa Civil.

O esclarecimento do Presidente surge depois de uma audiência concedida hoje ao bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, que afirmou discordar da aplicação da inversão do ónus da prova aos crimes do Código Penal.

"Como regra, não se pode aplicar a inversão do ónus da prova em nenhum crime. Se a intenção for inverter o ónus da prova em qualquer crime do Código Penal, tendo o arguido a obrigação de demonstrar que não o cometeu, somos contra", afirmou Rogério Alves, após a reunião com o Presidente sobre a situação na justiça.

Na nota, o Presidente da República considerou que as suas palavras provocaram algumas dúvidas e esclareceu que o que está em causa "é a inversão do ónus da prova em matéria fiscal e redistribuição do ónus da prova em matéria penal".

Em relação às medidas de natureza fiscal, trata-se de "presumir rendimentos correspondentes aos bens adquiridos e fazer pagar o respectivo imposto".

No plano penal "tratar-se-ia da possibilidade de passar a ser considerado crime, que poderia denominar-se de enriquecimento ilícito, a aquisição de bens, acima de determinado valor, em manifesta desconformidade com os rendimentos fiscalmente declarados".

Por aqui, pela veemente recusa do advogado e da ordem, se pode perceber muita coisa

António Cabral (AC)

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Criminalidade  organizada

Em 2002, na página 42 da revista Visão de 14 de Agosto podia ler-se isto:

". . . . . 

A criminalidade organizada aumenta todos os dias".

Para lá dos discursos, das vacuidades de conhecidas personagens, dos bolsados gongóricos, do puxar a brasa à sua sardinha/ cor ideológica,  o que está muito diferente, hoje?

AC

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

MUNDO  CRIMINAL

Em 2002, na página 40 da revista Visão de 14 de Agosto podia ler-se isto:

". . . . . 

o conhecimento do mundo criminal por parte dos meios  judiciais é, se calhar, muito ingénuo".

. . . . . 

No presente, creio que há diferenças, para melhor, mas . . . . ?

AC

domingo, 9 de novembro de 2025

Ex-polícia procurado no Brasil por tráfico de droga detido pela PJ em Almada
Ex-policia foi investigado por participar numa organização criminosa que incluía elementos da polícia. Estes dedicavam-se ao tráfico de droga e outros crimes. Fugiu mas foi detido pela PJ em Almada.

Esta noticia, para alguns, é uma simples e inofensiva excepção, neste país, o melhor país do mundo, no dizer de uma patética criatura.

Pessoalmente, creio que é apenas mais uma confirmação do que por cá anda, há muito. Desde o PCC brasileiro a máfias várias do Leste Europeu.
Eles bem o ouviram a dizer - é o melhor país do mundo!
AC

domingo, 26 de outubro de 2025

NO  MELHOR  PAÍS  DO  MUNDO
(segundo certa criatura)

Libertadas em Espanha oito mulheres vítimas de rede de tráfico liderada desde o Algarve.

Lideradas do Algarve ou de outras partes do país, quantas mais redes de criminalidade (trafico humano, droga, prostituição, assaltos propriedade privada, etc.), continuarão por cá na maior?

AC

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Grupo criminoso PCC tem estabelecimentos comerciais, imóveis e terá investimentos em futebol em Portugal
O Grupo Criminoso Brasileiro PCC (Primeiro Comando Capital) começou a espalhar a sua rede de crime para Portugal, tendo sido já desmantelado um esquema no Consulado-Geral Português no Rio de Janeiro
.

O palrador - mor não deve tardar a explicar-nos isto.
AC

terça-feira, 12 de agosto de 2025

Reino Unido propõe deportação imediata de criminosos estrangeiros condenados
O Governo britânico anunciou hoje que proporá uma alteração legislativa para permitir a deportação imediata, e proibição de regresso ao Reino Unido, de criminosos estrangeiros com pena de prisão por crimes em Inglaterra e no País de Gale
s.

Starmer, você saiu-me cá um racista, xenófobo, como uma completa ausência de humanismo e tolerância!

Bom dia, saúde e boa sorte. Cuidado com o calor.
AC

quarta-feira, 23 de julho de 2025

quarta-feira, 18 de junho de 2025

E CÁ ESTAMOS COMO DE  COSTUME
Falta de RIGOR, Alguma VERDADE, e o execrável POPULISMO

José Luís Carneiro diz que imigração "não é problema nacional de segurança pública". "Hoje, o país é mais seguro do que era quando tinha apenas cerca de mil inspetores do SEF", garante o socialista.

ADORO as GARANTIAS dos POLÍTICOS.
Garantem sempre qualquer coisa, todos, mas sobretudo os de esquerda.

Ventura, que tem de ser respeitado como qualquer outro concidadão, está a começar a construir mais um dos seus números: se percebi bem, pondera avançar com uma comissão parlamentar de inquérito sobre as suspeitas de “atribuição criminosa” da nacionalidade portuguesa.

Como digo, deve respeitar-se a sua opinião mas, no meu caso, são escassas as vezes em que com ele e sequazes concordo.
Por vezes aponta a problemas da sociedade portuguesa, concretos e bem reais. Mas . . . . 

Mas salvo melhor opinião qual comissão de inquérito. 
A AIMA e outras autoridades é que têm o dever de verificar eventuais anomalias no âmbito em causa. 
Provavelmente haverá muitas anomalias, do período da geringonça e depois, mas não é a Assembleia da República que tem de tratar disto. Comissão de inquérito uma ova!

Quanto a José Luís Carneiro, pode perceber-se que reclame que na sua gerência no MAI correu tudo lindamente. Mas não creio que tenha corrido tudo lindamente, até porque herdou do Cabrita!
Agora diz que Portugal é ainda mais seguro porque, além dos agentes que eram do SEF e transitaram para outras entidades, há a PSP e a GNR. 

JLCarneiro tem razão designadamente numa coisa: há inadmissíveis (opinião minha naturalmente) mensagens e posturas de ódio e de agressividade”.

José Luís Carneiro resolveu citar números e usou certas palavras. Por exemplo, disse que - entre 2003 e 2023, o país teve menos 45 mil crimes participados, entre 2013 e 2023 teve menos 5.000 crimes participados, o que significa que é um país seguro”.

O futuro chefe do PS não concederá que quando refere "participados" está obviamente a admitir uma realidade e que é - haver muita coisa que não é participada?
Por exemplo, quantos crimes de violência doméstica, quantas violências sobre idosos, mulheres e crianças ocorrem e não chegam às autoridades?

Acresce que não desconhecerá que é elevada a probabilidade de haver muitas não participações de certas ocorrências, face aos normalmente escandalosos resultados conhecidos das que são participadas. 

Um pouco mais de honestidade intelectual e rigor não lhe ficaria mal. Ser só uma pessoa muito educada e cortês é pouco para o assunto em causa.

A imigração não é um problema nacional de segurança pública, disse.
Continue com este tipo de discurso e verá o Chega ir engordando. Aliás o PS tem sido perito nisso.

Na minha modesta opinião, discutível mas a respeitar, a imigração acarreta obviamente problemas de integração, adaptação, sociais, culturais, habitação, educação, de mercado de trabalho.
Na minha modesta opinião há muitos anos que há imigração descontrolada. E há certamente muita ilegal e que entra por todo o lado.
Na minha modesta opinião é escandaloso os políticos todos assistirem ao que é continuamente denunciado nas TV quanto a alojamentos dormitórios, quanto a restaurantes (????) etc., e continuarem com as suas tiradas gongóricas.

Nem é preciso ver as TV, basta andar de carro, devagar como já fiz, e subir e descer a Almirante Reis, e olhar para os prédios e varandas e portas e janelas, e passar no Martim Moniz e na Praça da Figueira.

Basta percorrer, COM MUITA CAUTELA, todas as transversais às ruas do OURO, PRATA e AUGUSTA, e observar bem as lojas (????). Eu disse lojas? 

Assim não iremos longe. 
Quanto a segurança, sr Luís Carneiro, deixe-se de tretas, visite certos bairros em cidades várias, visite vilas nas Beiras e Alentejo e Algarve por exemplo, verifique o abandono de postos da GNR um pouco por todo o interior do Portugal Continental. 

Quanto a aumento de criminalidade, sr Ventura, deixe-se de tretas, pois há criminalidade praticada por imigrantes legais, por ilegais, por alguns agentes de segurança, por portugueses de origens e tez diversas.

Aguardemos pelos próximos capítulos, pelas próximas garantias de Carneiro e pelas do governo, e pelos continuados números de Ventura e sequazes.
Assim não iremos longe. Oxalá eu esteja redondamente enganado.
AC

segunda-feira, 7 de abril de 2025

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem e uma mulher, em Lisboa, por suspeitas de crimes de associação de auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e falsidade informática.

Mais uma confirmação da ausência de problemas de segurança no nosso país. Força Neves!

Bom início de semana. Saúde, muita paciência e boa sorte.

AC

quarta-feira, 2 de abril de 2025

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Diretor da PJ ouvido no Parlamento. "Fala-se de percepções" de insegurança, "que têm de ser respeitadas porque é um sentimento da população"
Luís Neves é ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais a pedido da Iniciativa Liberal. A audição incide sobre os "dados divulgados sobre a criminalidade em Portugal"
.

Oh shôr director . . . atão e . . .  os seus númaros?

Atão . . . e agora já olha para as preçeções ?

Ai balhame Deus minha nossa senhora . . .

AC

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

FUTEBOL, PAÍS, FUTEBOL, PAÍS

Respeito, sempre, as opiniões de outrem, registo-as, concordo ou discordo.
Em muitos dos casos, não vale a pena perder com palermas, mais tempo do que o estritamente necessário.

Vem isto a propósito do falecimento do ex-presidente do FCPorto.

Nada define mais o terceiro mundismo de um país do que a sobrevalorização do futebol e de dirigentes no contexto geral dos acontecimentos e dos problemas do país. É a minha opinião.

Não faria sentido que quem não gostava do falecido aparecesse no velório, no funeral, que se manifestasse muito condoído.
Eu, como todos os que têm a gentileza de visitar este modesto blogue já leram, muito pouco ligo ao futebol.

Se me perguntarem o que penso de Pinto da Costa, Filipe Vieira e etc., digo com toda a franqueza, tenho péssima opinião dessas pessoas, pessoas que, como todos nós, têm qualidades e defeitos. 
Depois, haverá que ponderar a distribuição das qualidades e defeitos!

Por razões profissionais, tive de acompanhar estrangeiros a um jogo de futebol há pouco mais de 40 anos. Há cerca de 10, fui ao actual estádio de Alvalade, porque o meu genro que lá tem lugar cativo não podia ir, era um 28 de Agosto, dia de aniversário da mãe, ofereceu-me o bilhete. 

Ao longo dos anos tenho visto na TV alguns jogos da seleção nacional, e alguns jogos internacionais. Já vi pela TV algumas finais da Taça de Portugal. 
Ligo pouco ao futebol, ao mundo do futebol nacional e internacional, e lembro-me de um tal de "Havelange" e de outros dirigentes internacionais que a justiça tentou morder os calcanhares e que, creio, não ficariam mal na galeria fotográfica de certas máfias.

Pessoalmente tenho poucas dúvidas de que, no mundo do futebol e interessa-me o caso português e durante décadas, se passaram coisas vergonhosas. Estão aí vários casos pendentes na justiça que, aposto, nada de especial darão. 
Como sempre aconteceu também com Pinto da Costa
Existe há décadas um conluio que considero vergonhoso entre alguns
titulares de orgãos de soberania e vários autarcas e certas elites (???) com os dirigentes do futebol, federação, liga, arbitragem, clubes.

Continuo convencido de que os expoentes máximos naquilo que pessoalmente considero vergonhoso e escandaloso são os sucessivos dirigentes do Benfica e do Porto, com os do Sporting a não querer ficar muito atrás.

Eu é que na vida nunca fui por certos caminhos que, como repetidamente se vai vendo, muitos glorificam.

Isto dito vejo nas "gordas" das notícias que muita gente legitimamente se emocionou com o desaparecimento deste dirigente do futebol, muita gente de todos os quadrantes da sociedade portuguesa manifestou o seu pesar. Legitimamente.

Também nestas coisas sempre me chocou a incoerência e a deselegância.
É conhecido o ódio de estimação de Pinto da Costa aos vermelhos, o ódio de estimação de dirigentes do Benfica e do Sporting a Pinto da Costa e sequazes.

Seria vergonhosamente incoerente que os clubes de Lisboa se fizessem representar nas exéquias.
Mas seria decente, civilizado que, por escrito, as direcções do Benfica e Sporting e outros endereçassem aos dirigentes do Porto uma palavra 
simples, de condolências.
Não lhes ficava mal.

Mas, lá está, como se vê há décadas, os dirigentes dos clubes de futebol, na esmagadora maioria dos casos são uns labregos que, por andarem de Mercedes classe S se julgam uns grandes senhores.
Mas não passam de uns VIP (Very Important Potatoes).

À parte, o sistema mafioso do futebol, ter certa gente no bolso, insultos e grosserias várias, as provocações e ordinarices puras, os méritos, RIP
AC

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

DEPUTADO SUSPEITO de ROUBAR MALAS

Li esta frase e sorri. 

EU percebo ou julgo perceber esta coisa do "juridiquês" do "politiquês correcto" mas isto chegou a um ponto perfeitamente incrível, mais do que ridículo.

Os aeroportos têm câmaras por todo o lado, há um indivíduo filmado várias vezes a apoderar-se de dezenas (ao que dizem por aí) de malas, a entrar e sair de casas de banho com um numero diferente de malas mas . . . . . é suspeito.

Tem, ao que descrevem, dezenas de malas na casa nos Açores, mas é suspeito.

Já terá sido visto com uma mala gigante capaz de engolir várias daquelas pequenas "Carry on". Mas é suspeito.

O próprio já terá confessado que surripiava malas. Mas é suspeito.

O advogado do mariola nega que ele tenha confessado.

Aparentemente era seguido/ investigado há meses.

Parece que o senhor (??) se desliga do Chega mas . . . . continua como deputado e, assim, as viagens semanais para e das ilhas continuará à conta de mim e de milhares de outros.

Do que não tenho dúvidas, out seja não são nem tenho suspeitas, é deste deputado ser alguém com óptimos pergaminhos que o recomendam para se acolher a certos locais específicos que a sociedade inventou para tratar de certos casos, de certas situações, mas não certamente para estar no Parlamento. Diga o que disser a inarrável criatura manda-chuva do Chega Açores.

Ao que isto chegou.

AC

sábado, 18 de janeiro de 2025

SOL,  OPINIÃO….… colhe tempestades!

A Mouraria e toda a baixa de Lisboa está infestada de traficantes de droga…

EDGAR  CLARA
8 de Janeiro 2025

A tempestade que caiu sobre a minha paróquia – a Mouraria – leva-me a escrever estas breves linhas. Gostaria de não ter de o fazer, mas penso que, em democracia, não podemos deixar de introduzir no debate público factos relevantes sobre o tema, para não deixarmos que as pessoas sejam usadas como armas de arremesso político.
Cheguei à Mouraria há catorze anos! Era, então, um bairro com alguma vida, mesmo que a decair, mas, enquanto edificado arquitetónico, mais parecia saído da Segunda Grande Guerra. Era um monte de ruínas… As pessoas eram o centro da vida do bairro… as pessoas eram… e continuam a ser! Já era, também, um bairro multicultural, não há dúvida.
Não posso ficar indiferente às opiniões que algumas virgens ‘comentadeiras’ arrependidas fizeram dos acontecimentos ocorridos há algumas semanas: a Polícia encostou contra a parede uma centena de novos portugueses… (no passado habitavam por aqui os cristãos-novos, agora são os portugueses-novos).
Temos de ser rigorosos e definir com exatidão quem eram aqueles homens que estavam encostados contra a parede: emigrantes ou novos portugueses? Se eram novos portugueses, são cidadãos da República Portuguesa e, portanto, estão debaixo das leis da mesma República, sem exceção.
Estar encostado contra a parede é normal na Mouraria.
Em catorze anos, já vi inúmeras vezes a polícia a encostar homens e mulheres contra a parede. Vi a polícia entrar em casas à procura de droga! Vi crianças a chorar, a subir pelos polícias acima para não prenderem os pais…
Umas vezes encontraram droga, outras não! Umas vezes levaram-nos presos, outras não!
Nunca vi um único partido político a defender a dignidade dos antigos portugueses ou dos portugueses de sempre. Nunca vi uma única ‘comentadeira’ defender as crianças de tamanho espetáculo. Algumas destas crianças nasceram e foram criadas na prisão de Tires… porque Tires tem uma Creche para os filhos das presas!
Em catorze anos, já vi menores de catorze anos darem à luz um filho e a fumarem droga.
Se queremos que diga o que tenho visto em catorze anos de Mouraria não o conseguirei fazer nesta coluna… Tenho pena de não me darem oportunidade de o fazer… mas a Mouraria não é, de facto, o aglomerado de santos que temos pintado. A Mouraria e toda a baixa de Lisboa, infestada que está de traficantes de droga que, afinal, não passa de uma massa de folhas de louro prensadas, misturadas com caldos Knorr e caca de galinha.
Se abrirmos as notícias, num breve clique, podemos ler tudo o que não pude escrever aqui: a máfia bengali, as casas sobrelotadas, as lojas fantasma sem clientes, o novo português adolescente que morreu queimado num ‘hotel’ ilegal – a senhoria não sabia de nada…
Em boa hora, o presidente da Junta de Freguesia decidiu, em julho deste ano, debater com os habitantes da freguesia a violência e o medo com que vivem os moradores!

Que se note que em toda a Mouraria, depois dos problemas enumerados, não tem um único gabinete de assistentes sociais ou programas específicos para lidar com este fenómeno.
Se formos todos, todas e todos honestos, reunimos os factos e não as narrativas do que tem acontecido na Mouraria nos últimos anos. Vamos conseguir fazer uma boa caldeirada… mas não será de bacalhau
!

Por mão amiga acabei de tomar conhecimento deste texto e nele sublinho algumas passagens.
Presumo que nenhum exagero existe nestas afirmações.
Claro que nenhum partido e nomeadamente à esquerda do PSD comentará isto.

O presidente da Junta de Freguesia lá do sítio, que há uns meses publicamente se revoltou com o que se continuava a passar, calou-se. 
Nunca mais abriu o bico. Ordens do partido?

Tudo para debaixo do tapete. Como de costume.
Manifestações sim, enfrentar os problemas não!
E assim continuamos.
AC

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Da HONESTIDADE INTELECTUAL
Honestidade intelectual e rigor são alguns dos bens cada vez mais escassos.

Como faço questão de sempre recordar mas, sobretudo, de praticar, respeito SEMPRE a opinião de outrem. Umas vezes concordo outras discordo.

Vêm estas palavras a propósito do legítimo anúncio a convocar a manifestação entretanto ocorrida, anúncio que li por aí e transcrevo.

"A partir das 15h00, com início na Alameda Afonso Henriques, descida da Almirante Reis até ao Martim Moniz. Contra o racismo e a xenofobia. Em defesa da liberdade e da dignidade".

Vou ficar a aguardar que os mesmos anunciantes se pronunciem pelas facadas entretanto ocorridas naquela seguríssima zona de Lisboa que, ao que ouvi nas TV, foram distribuídas entre "amigalhaços" de etnia oriental/ asiática. Felizmente parece que não houve mortes.

Pela minha parte vou ficar também a aguardar que o inarrável Ventura comente a sua ESTRONDOSA MANIFESTAÇÃO.
Ainda não tenho a certeza, mas parece que só por malvadez as TV mostraram uma pequeníssima franja de 3 ou 4 dezenas de tipos da que terá sido uma grande manifestação, quase a comparar-se com a famosa da Alameda nos idos de 75.

Enfim, é como estamos e continuamos.

Tenham uma boa semana. Saúde e boa sorte
AC