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segunda-feira, 27 de abril de 2026

REALIDADES ou IMAGINAÇÃO ?

De vez em quando noticia-se que a GNR e a PSP fizeram uma mega operação aqui ou acolá e apanharam muitas armas brancas e armas de fogo e munições e armas de caça e granadas e etc. muitos etc. 

De cada vez que isso acontece remete-me para várias coisas como, bandos, criminalidade, candonga, negócios debaixo da mesa e também resquícios do passado.

Desse passado podemos lembrar as FP 25 de Abril, ELP, MDLP, e outros à extrema esquerda e à extrema direita, podemos lembrar o PREC e aqueles que de um lado e de outro hoje fazem por esquecer o que fizeram, o arranjar armamento para arranjar "fundos", depois talvez pensar em assaltar o poder com recurso a violência. 

Pouco/ nenhum recurso a urnas de voto pois os resultados então já obtidos para um e outro lado estavam longe do desejado!

E por isso ainda hoje continuo a imaginar se os esconderijos de armamento enterrado pelos de um extremo e pelos do outro extremo  terão sido passados a quem de confiança ou se algum deles eventualmente ficou na cabeça de quem escondeu porque entretanto morreu sem passar testemunho.

Continuo a imaginar quanto locais em Portugal Continental, ou nos Açores e Madeira continuam a ter armas lá enterradas. Enterradas por seguidores e fanáticos de todos os tipos, de uma ponta a outra.

E quantos sacos com armas foram por exemplo deitados ao Tejo designadamente junto dos pilares da ponte 25 de Abril, para assim salvar um pouco a pele a certos personagens? 

Pois, é só imaginação, nada disto se passou. Imaginação!

Os assaltos, as mortes infligidas, os atentados a sedes de partidos nada disso ocorreu. Nem a ninguém passou pele cabeça o assalto ao poder, ou entreter-se a andar a dar tiros a portões e casas, e etc.

Imaginação fértil, NÉ ?

Bom dia.
Bom início de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte

AC

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

AINDA O 25 NOVEMBRO 1975

Estive a ler no sítio da TSF e com todo o cuidado a entrevista concedida por Pacheco Amorim, actual deputado do Chega e homem importante (que eu saiba, pelo menos) no MDLP.

Desta entrevista retiro o seguinte (comento a azul):
- que estava em Madrid há muitos meses, no gabinete político do MDLP (desde Agosto de 1974?).

- o MDLP tinha, um gabinete político que fazia análise política para Spínola, forças designadas por FAE (Forças de Ação Externa) preparadas para intervir se em Portugal o poder caísse nas mãos do PCP ou de partidos de extrema-esquerda. (as FAE seriam ex -militares portugueses na situação de disponibilidade, ou mercenários, ou as duas coisas? Se mercenários, haveria provavelmente uma lista identificada; o jornalista não perguntou, claro)

- o MDLP tinha ainda uma rede de informações em Portugal, a RAI (Rede de Ação Interna) (interessante que passados tantos anos, dá certos detalhes do MDLP mas, por exemplo, clarificar um pouco mais esta rede, népias) 

- que o MDLP fazia uma leitura política de que se preparava um golpe da extrema-esquerda, havendo dúvidas quanto à eventual participação do PCP nesse golpe (esta uma das várias nebulosidades daquele tempo; do outro lado da barricada dizem o oposto; ver, entre muitas outras referências, a entrevista de Carlos Matos Gomes).

- havia inúmeros contactos entre alguns oficiais do general Spínola e os oficiais do Grupo dos Nove, e entre Spínola e Mário Soares. (Não é por acaso que certos oficiais foram parar à Casa Militar da Presidência quando Mário Soares era Presidente da República, e que Spínola foi chanceler das ordens, se a memória não me falha)

- houve uma relação muito estreita entre o Cónego Melo e Alpoim Calvão, o chamado movimento Maria da Fonte, que se reunia à volta do Cónego Melo, e havia uma grande interação entre a Maria da Fonte e o MDLP. (história da carochinha sempre contada; era só o cónego Melo!

- atribui a Alpoim Calvão e alguns dos oficiais fuzileiros que estavam ligados ao MDLP e ao Cónego Melo a ocorrência de incêndios a sedes, e que isso era para corresponder aos ataques que, a Sul, o PCP e a extrema-esquerda faziam às sedes e a militantes de partidos da direita (se Alpoim Calvão fosse vivo seria interessante tentar saber a opinião). 

- refere que assim se tentou fazer no Norte como que um certo equilíbrio, para que as pessoas percebessem que o poder real não estava apenas nas mãos do PCP e da extrema-esquerda. 

- não houve ligações ao CODECO e que sobre isso e muitos outros assuntos se fizeram e fazem muitas invenções.

- tanto quanto é do seu conhecimento, o MDLP não ordenou ataques bombistas. (o que não invalida que tenham sido mesmo ordenados)

- refere contactos telefónicos com Jaime Neves (muito curioso; e aqui recuemos ao antes do 25NOV75, ao grupo militar, ao grupo dos Nove, às acções de alguns do grupo dos Nove, a Ramalho Eanes, a Carlos Matos Gomes, a alguns do Conselho da Revolução)

- entende que o PCP foi o grande vencedor no 25 de Novembro

- entende que no 25 de Novembro a extrema-esquerda foi liquidada completamente. (completamente?)

- entende como também vencedor o bloco central, PS e PSD. 

- entende que no 25 de Novembro o facto de no país não estalar uma guerra civil é uma vitória da direita (não, creio que é uma vitória da sociedade portuguesa, uma vitória de muitos à esquerda e à direita que à ultima da hora evidenciaram juízo). 

- quanto aos incêndios  e bombas que aumentaram a partir de 1976 entende que isso se deveu a pessoas que se soltaram do MDLP, acrescentando que o ELP (Exército de Libertação de Portugal) era mais militar, era mais fogoso. (a estrutra MDLP sabia que deambulavam bombistas com conexões ao movimento e ficou sempre impávida e serena? Hummm. . .)

- afirma que o general Spínola começou por ser uma aposta dos EUA, mas que depois o embaixador Carlucci privilegiou Mário Soares. (estas ligações aos EUA e à CIA sempre foram um certo incómodo para o PS, incómodo que vislumbro em certos oficiais reformados

- o MDLP não queria uma guerra civil no país (mas afirma que estava preparadíssimo para ir para tal!).

António Cabral (AC)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

E  CONTINUAMOS  NISTO
Uns, dizem que não, que o que se afirma sobre eles e sobre o seu passado bombista não é verdade, que nunca provocaram vítimas mortais.
Outros, dizem que também não, que o que se afirma sobre eles e sobre o seu passado bombista não é verdade, e também nunca provocaram vítimas mortais.
E, uns outros, a mesma ladainha.

E continuamos nisto, de branqueamento em branqueamento de um lado e de outro, até as páginas da nossa história ficarem sem nada lá escrito para lá, do milagre das rosas, da plantação do pinhal de Leiria, do esforço do Martim Moniz, dos amores do Pedro, da padeira, da porca da política ao tempo de Carlos, da "democracia florescente e controlada durante uns anitos", do "antigo campo de férias da FNAT no Tarrafal" (!!!)  e pouco mais.

O ELP, foi obra do espírito santo.
O MDLP, no espírito santo se revia.
As FP 25, do espírito santo foram.
As BR, ao espírito santo devem a existência.
A LUAR, das obras primeiras do espírito santo.
A ARA, no espírito santo se inspirou.

As eventuais mortes e destruição que maldosamente atribuem aqueles anjos todos foram provocadas por meteoritos.
Os assaltos a bancos foram para obras de beneficência de criancinhas.

Eventuais arrufos entre companheiros, mesmo que tenham ocorrido, foram sempre com pistolas de fulminantes. 

Tudo o que se disser em contrário disto é uma vergonhosa campanha para querer manchar vidas honradas atribuindo-lhes o que se passou lá longe em outras paragens.

Portanto, tudo um rol de acusações falsas, ora proferidas por esquerdistas, ora por direitistas.

Até porque, quanto algum súbito falecimento no passado, terá sido fortuito, inesperado, porventura por descuido a manipular estalinhos de carnaval.

Todas as pessoas decentes sabem que houve apenas, e sempre, um combate pela liberdade e justiça (deles!).
AC