Como sempre acontece na vida e particularmente em Portugal, por quase tudo e para quase tudo aparece sempre quem se esganice num sentido e quem se esganice em sentido contrário. Moderação, procura do rigor aparece pouco.
Por exemplo, quanto à naturalmente discutível nomeação do então chefão da PJ para ministro MAI, pelo que já vi escrito em blogues há quem considere que Luís Neves vê em cada cidadão um criminoso em potência. Respeitando, SEMPRE, a opinião de outrem, não posso deixar de discordar disto. Creio que roça até o disparate.
Como disparate me parece o afirmar-se que Luís Neves deseje no seu íntimo encher as prisões o mais possível.
Pessoalmente, como cidadão comum, não é do meu agrado o estilo discursivo a roçar o tempestuoso que até agora Luís Neves vem empregando.
Tem sido quanto a segurança, quanto a imigração, foi há poucos dias quanto ao SIRESP e "actores" envolvidos. Incêndios.
Luís Neves também já alvitrou várias coisas a propósito dos automobilistas, da sinistralidade nas estradas e ruas.
Nisto, sinistralidade, creio que o MAI devia ter melhor ponderação.
Um dos muitos problemas que o MAI tem (que nós como sociedade temos) é a segurança dos cidadãos e das infra-estruturas críticas (aqui devem entrar também as FA), e é inerentemente o nível /qualidade dos efectivos das forças de segurança. Com problemas graves!
Os últimos desenvolvimentos não só preocupam imenso como evidenciam aquilo que os honestos e responsáveis sabem há décadas: desinvestimento em esquadras e equipamento (vergonhoso arrastar do processo das câmaras, metadados, etc), pouco cuidado com os recursos humanos (selecção criteriosa, cuidada), poupanças financeiras.
Tudo dá mau resultado a prazo.
Se juntarmos o deixar crescer guetos, se juntarmos o politicamente correcto, se não olharem seriamente para o que se passa há bem mais de uma década por exemplo no Reino Unido, teremos cada vez mais problemas graves na sociedade e o crescimento dos extremismos.
Aguardemos
AC
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