Cada vez mais negativamente me impressionam pessoas de esquerda que normalmente se mostravam moderadas e que se manifestam crescentemente facciosas. A defenderem a sua "bolha" apenas porque sim.
À direita, "mutatis mutandis", na mesma triste medida.
Pessoalmente, tenho má opinião do actual PM.
Má opinião tenho do actual líder do PS e péssima opinião dos seus dois antecessores.
Mas uma coisa eu vejo, o que sai da boca de um e de outro não é tudo errado ou tudo certo, nem tudo está errado ou tudo certo no que ambos defendem.
É preciso ser arrogante, faccioso, parcial, afirmar que um ou o outro projectam só imagens positivas ou só imagens negativas, e que ambos conseguem convencer imensos concidadãos.
Eu estarei errado, mas creio que um e outro convencem pouco. Mas há temas em que diferentemente os aprecio.
Sentido de Estado e seriedade são coisas que há anos vejo muito arredadas da vida política nacional (opinião pessoal discutível certamente mas a respeitar como respeito as de outrem).
Portugal não está como está por puro acaso.
Portugal está como está devido à seriedade, ao equilíbrio, ao sentido de Estado, ao respeito pela palavra, ao devotado serviço à República, ao devotado serviço público, ao serviço à sociedade portuguesa sempre e tão denodadamente evidenciados por Guterres, Barroso, Sócrates, Costa, Montenegro, Carneiro, Leitão, vários Silvas, Constâncio, Vara, Teixeira, Salgado, Horta, Catarina, Francisco, Medina, Menezes, Amado, Correia, Gomes, Lopes, e tantas e tantos mais.
António Cabral (AC)
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