Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Neves. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Neves. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de agosto de 2026

ORABAMOSLÁVER 

Um bom amigo confidenciou-me que Portugal está basicamente como o penso higiénico - num sítio maravilhoso para se estar, mas com períodos complicados!

Por exemplo, talvez à conta de vários períodos complicados, dizem por aí nos me(r)dia que andam vários personagens muito preocupados.
Eu atrevo-me a dizer que andam personagens, gabirus, tratantes e vigaristas.

Dizem por exemplo que o actual inquilino em Belém dá mostras de grande preocupação designadamente com o caso envolvendo o actual MAI e ex chefão da PJ durante creio que basicamente 8 anos.
O seu antecessor parece que esteve lá 10 anos. 
Eu digo, 2 grandes chefões da PJ!
E como se vê pelas gordas dos jornais, muitooooooooo amigos e fraternos!
Mas a isto dedicarei palavras noutro texto.

Dizem por aí que o actual inquilino em Belém tratará o folhetim "Neves" de forma diferente e sem estardalhaço contrariamente ao que foi típico do seu antecessor (talvez efeito de mudar calções de banho em público).

Seguro estará preocupado, natural e genuinamente, mas o que saiu da sua boca em Marvão não deve ter deixado satisfeitos muitos dos sacripantas das bolhas.

Adoro ler nos me(r)dia que o PR tem estado em consultas várias e não terá gostado nada do que ouviu.

Aguardemos.
AC
LUÍS  NEVES
Estando de férias, areal no Sotavento Algarvio, quase que ligo ainda menos a TV e jornais e revistas.
Lá vou passando os olhos pelas gordas via NET.
Chamou-me à atenção umas declarações do antecessor do ex-chefe da PJ e actual MAI.

Luís Neves esteve basicamente 8 anos a chefiar a PJ e o seu antecessor, Almeida Rodrigues, esteve 10 anos ao leme daquela instituição. Ambos nomeados por governos socialistas.

Luís Neves, chefe PJ empossado em 2018 pelo governo Costa, e a acreditar nas suas palavras, terá encontrado a PJ sem meios, pessoas ou instalações dignas e foi ele que deitou mãos à obra.

Pois o seu antecessor na PJ, nomeado pelo governo Sócrates, referiu as cumplicidades de Luís Neves na gestão superior da PJ, além de que foi um dos braços direitos de Almeida Rodrigues e nomeadamente diretor da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), com comissões de serviço "sucessivamente renovadas".

Almeida Rodrigues deixou claro que Luís Neves integrou a equipa diretiva da Polícia Judiciária, que participou na gestão global da instituição, e sempre demonstrou um total alinhamento com as decisões tomadas, sem registo de qualquer discordância.

Naturalmente, Luís Neves não irá "piar" sobre as declarações de Almeida Rodrigues.

Para mim fica claro quem também contribuiu para toda a telenovela das últimas semanas. Eu já o tinha sugerido, mas parece-me que agora fica mais claro muito do que andará pela sombra. 
A juntar às discretas, naturalmente..

Não saímos disto.

AC

sexta-feira, 31 de julho de 2026

E  SE ?
Não tenho poderes de adivinhação, nem bola de cristal, nem sou amigo de cartomante.

Mas nestes intervalos de preguiça, em casa, depois no areal, mudada de novo para casa à espera de Sol menos perigoso, e regresso a banhos, a impressão que me dá é que se acumulam as histórias mal contadas nesta vida da Tugolândia.

Sobre uma das últimas cenas, as minhas interrogações acumulam-se.

E se . . . . . 
- a santinha caiu e não se partiu, significa proteção do alto?
- há gentes das direitas que também urdiram algumas das tramóias?
- os "acalmados" durante 8 anos lá na "empresa" avivaram ódios?
- várias das discretas e dos discretos discípulos acicataram também as coisas?
- agora que parece haver um pequeno pousio, será que a balbúrdia será  de novo acicatada de Belém?
- dos discretos reparos socialistas entremeados com extenuante defesa da parte de outros socialistas, se mantiver tudo na mesma?
- olhassem seriamente para o que se fazem à sociedade?
AC 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

LAMENTÁVEL

Lamentável o modo e a periodicidade como certos artistas dos OCS andam com Ventura ao colo. Em baixo 3 desses artistas que, creio, se têm por muito independentes.

O Chega é o típico partido desleal, não confiável.
Segue as regras do chamado jogo democrático.

Concorre a eleições.
Apresenta na AR propostas legislativas, poucas recebem acolhimento.
Escreve cartas a titulares de órgãos de soberania.
Pede audiências ao PR e logo recebido.
Atira-se à corrupção e a outras coisas, tendo curiosa e frequentemente dentro de portas exemplos disso.

Paralelamente, degrada as regras, degrada as instituições, e designadamente degrada a AR.
Degrada as mais diversas normas informais/ não escritas da civilidade democrática.
Leva a cabo (opinião pessoal naturalmente) campanhas execráveis, difamatórias, xenófobas e diz tudo e o seu contrário.

Por outro lado, indiscutivelmente para mim, o Chega aborda algumas questões sérias e delicadas, aponta a vários problemas reais da nossa sociedade,
Mas tenho a maior das dúvidas quanto à maioria das suas propostas de solução.

Naturalmente, deve ser democraticamente respeitado, pois foi democraticamente eleito com votos de portugueses meus concidadãos, e eu respeito isso mas, pessoalmente, continuo a considerar que esses meus concidadãos têm vindo a fazer uma escolha errada.
Como sempre, admito estar a ver mal as coisas.

A terminar, faz algum sentido atirar com uma CPI enquanto o MP está a iniciar uma investigação em que, louvavelmente na minha opinião, o MP coloca a PJ de lado nessa investigação ?

Para mim não faz sentido nenhum, embora perceba que com esta CPI Ventura/ Chega quer tentar derreter PSD e PS. O dois em um!
Aguardemos pelos próximos capítulos.

AC

domingo, 19 de julho de 2026

FINALMENTE

A minha presunção é de que, apesar das ordens emitidas de Bruxelas pelo patrão para não haver falatório sobre o assunto, olhos de Carneiro mal morto 
sentiu que não podia permanecer mais tempo calado perante a telenovela "Neves/ Cabrita/ Felgueiras ilimitada" e vai daí, com ar pesaroso e muito responsável, manifestou-se finalmente preocupado com a “gravidade” do caso Luís Neves, e pediu explicação “clara e inequívoca”.

E mais, acrescentou que "tem sido cuidadoso a comentar este caso porque sabe “a autoridade que deve ter a figura de um ministro da Administração Interna”. Não é Lindo?

Vamos aguardar os próximos capítulos mas penso que isto não fica por aqui, pois há vários clubes a olhar para o caso, clubes que na sombra sempre se degladiam e protegem ferozmente os seus carpinteiros perdão, associados.

AC

sábado, 18 de julho de 2026

Do FB de João Gonçalves
“Live by the press, die by the press”. 

Estou a pensar em Luís Neves. 

A direcção da PJ com melhor imprensa nos últimos anos. Coberturas antes, durante e depois garantidas. De bandidagem simples à complexa, de quilos a toneladas de materiais apreendidos. O inesquecível desembarque de centenas de agentes de polícia criminal na Madeira a lembrar 1415. A presença do próprio director nacional numa manif de apoio aos trabalhadores do grupo Global Media há coisa de três anos. 

A jornalista, das mais credenciadas em matérias crime e respectivas agências de combate ao dito, transformada em adjunta “principal” do novo ministro. 

Para dentro, para a casa, a negociação directa com António Costa dos aumentos salariais na PJ. Um herói português, de pulso e a pulso. Proximidades com o poder socialista que, ainda hoje, lhe valem ora elogios, ora críticas a ataques “ad hominem”. 

Uma das razões pelas quais o MP, na altura, trocou a PJ pela PSP na intervenção “Influencer”. 

Tinha de ser com surpresas e não sem surpresa. 

Lealdade total ao novo poder por parte do alto e experimentado funcionário do Estado. Aparições conspícuas em eventos do PSD como nunca antes em algum do PS. 

O erro mudou, no verso do Pessoa, ou mais prosaicamente, o que é que mudou sendo a fibra a mesma e o conhecimento do “terreno” inexcedível? Um charco? Não acredito.

****************************

Um bom amigo enviou-me este interessante texto.

O que é que mudou, pergunta João Gonçalves?

Duvido muito que ele não saiba a resposta. A razão.

Eu que sei "poucachinho" (Costa dixit) de quase tudo, diria que nisto tudo há mãozinha reservada, discreta. Clube enorme!

Aliás, e além do que eu já escrevi noutro texto, as defesas de João Soares e Sérgio Sousa Pinto  particularmente o primeiro, só confirmam  que nisto tudo há forçosamente uma certa "clubite" discreta a funcionar, a proteger. Clubite a que não pertencerão a Cabrita e a Felgueiras. Aguardemos pelos próximos episódios


Bom Sábado.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

terça-feira, 14 de julho de 2026

MAI

Nesta telenovela envolvendo o actual MAI, Luís Neves, há várias coisas para mim estranhas mas a maior de todas é verificar que nem Carneiro nem nenhum socialista esgana o homem.

N\ao é muito curioso? Cheira-me que não é só por ele ter sido nomeado por governo Costista, não pode ser só isso. Ná . . . aqui há coisa . . . 

CURIOSO

AC

sábado, 20 de junho de 2026

MAI - POLÍCIAS

Como sempre acontece na vida e particularmente em Portugal, por quase tudo e para quase tudo aparece sempre quem se esganice num sentido e quem se esganice em sentido contrário. Moderação, procura do rigor aparece pouco.

Por exemplo, quanto à naturalmente discutível nomeação do então chefão da PJ para ministro MAI, pelo que já vi escrito em blogues há quem considere que Luís Neves vê em cada cidadão um criminoso em potência. Respeitando, SEMPRE, a opinião de outrem, não posso deixar de discordar disto. Creio que roça até o disparate.

Como disparate me parece o afirmar-se que Luís Neves deseje no seu íntimo encher as prisões o mais possível. 

Pessoalmente, como cidadão comum, não é do meu agrado o estilo discursivo a roçar o tempestuoso que até agora Luís Neves vem empregando.

Tem sido quanto a segurança, quanto a imigração, foi há poucos dias  quanto ao SIRESP e "actores" envolvidos. Incêndios.

Luís Neves também já alvitrou várias coisas a propósito dos automobilistas, da sinistralidade nas estradas e ruas.

Nisto, sinistralidade, creio que o MAI devia ter melhor ponderação.

Um dos muitos problemas que o MAI tem (que nós como sociedade temos) é a segurança dos cidadãos e das infra-estruturas críticas (aqui devem entrar também as FA), e é inerentemente o nível /qualidade dos efectivos das forças de segurança. Com problemas graves!

Os últimos desenvolvimentos não só preocupam imenso como evidenciam aquilo que os honestos e responsáveis sabem há décadas: desinvestimento em esquadras e equipamento (vergonhoso arrastar do processo das câmaras, metadados, etc), pouco cuidado com os recursos humanos (selecção criteriosa, cuidada), poupanças financeiras.
Tudo dá mau resultado a prazo.

Se juntarmos o deixar crescer guetos, se juntarmos o politicamente correcto, se não olharem seriamente para o que se passa há bem mais de uma década por exemplo no Reino Unido, teremos cada vez mais problemas graves na sociedade e o crescimento dos extremismos.

Aguardemos

AC

quarta-feira, 27 de maio de 2026

SIRESP  e  Colaterais

OraBamosLáVer

Ex-diretor técnico do SIRESP tentou contratar empresa “fantasma” da mulher. IGAI deverá ilibar Carlos Leitão
Proposta era que empresa Ana Leitão, Lda fosse escolhida para auditoria interna. Diretor técnico era o nome indicado pela empresa da mulher para o serviço. Mas a empresa não estava sequer constituída
.

Continuando noticiadas várias "dúvidas" como por exemplo esta da responsabilidade do jornalista Pedro Rainho, oh sr ministro Luís Neves, em que é que ficamos?

E quanto às "sugestões" de alteração de um tal de relatório, e não divulgação de anexos?

E se aparentemente ilegalidades criminais não existiram/ não foram praticadas, do que se percebe houve no passado desconformidades, irregularidades apontadas pela inspeção das finanças, isto sendo de segundo grau de gravidade é como se nada se tivesses passado?

É tudo má vontade e percepções erradas?
Estou a lembrar-me do dr Álvaro Cunhal - olhe que não, olhe que não.

Aguardemos, mas estou convencidíssimo que vivemos mais uma telenovela Tuga de baixíssima qualidade, mais uma das várias  produzidas pela grande produtora SIRESP.

AC

terça-feira, 26 de maio de 2026

SIRESP

Escrevi antes - Para além de tudo o mais, o SIRESP remete-me para o ditado popular: "o que nasce torto tarde ou nunca se endireita".

E escrevi mais umas linhas.

Hoje de tarde cerca das 1700 um bom amigo indicou-me onde andar para trás e ir ver mais umas notícias sobre mais uma telenovela nacional de baixa qualidade.

A sensação que me fica é que há mesmo umas embrulhadas mal esclarecidas.

O ministro Luís Neves e José Luís Carneiro já se atravessaram pelo designado chefe do SIRESP.

Aguardemos para verificar se o atravessamento não vai dar algo de Martim Moniz

António Cabral (AC)

terça-feira, 3 de março de 2026

AINDA SOBRE LUÍS NEVES e MAI
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.
Depois concordo ou discordo e se me apetecer comento, argumento, dou a minha opinião.

O sururu sobre a nomeação (para mim também curiosa) de Luís Neves para MAI tem tido alguns contornos peculiares, isto para não classificar pior certos arautos.
Nomeadamente no âmbito de alguns "Komentariadores", e pés de microfone e jornalistas, desculpe-se o pleonasmo.

Uma das curiosidades (para mim naturalmente) que encontrei foi a invocação da quebra da regra democrática - separação de poderes.

Ora separação de poderes e recordando-me das aulas na Faculdade de Direito, refere-se à separação entre os três poderes: o legislativo, o executivo e o judicial, ou seja no nosso caso, a Assembleia da República, os governos e os tribunais. Ponto final parágrafo.

A expressão global judiciário não é tribunal, não é órgão de soberania.

Separação de poderes, respeito mútuo pelas competências constitucionais de cada um dos poderes, separação que deve ter em conta uma cooperação institucional leal, ao serviço do Estado, para que a sociedade e o Estado funcionem saudavelmente.

A nomeação de Luís Neves para MAI é (para mim também) discutível, mas não creio que em nada tenha a ver com separação de poderes. 
Luís neves não integrava o poder judicial.

Luís Neves enquanto homem da PJ, tal como a Polícia Marítima, a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana, não integrou o poder judicial. 
A PJ e as outras polícias colaboram na investigação, habilitam o MP, e depois as coisas seguem para tribunal ou não.
Sim, a PJ é um dos muitos departamentos da máquina do Estado. Mas creio que dizer que se insere no poder judiciário parece-me mesmo que é só para dar peso à opinião - que a PJ/ Luís Neves está no lado dos tribunais.

A nomeação de Luís Neves não tem a ver com a separação de poderes, é a minha opinião.
O que a sua nomeação para MAI eloquentemente mostra é a ausência de pessoas com categoria, com decência, com espírito de servir, com honestidade, para servirem a sociedade nos sucessivos governos.

Nos primeiros anos a seguir ao 25 de Abril era ver o corrupio de malta dos partidos a frequentar o curso de Auditor de Defesa Nacional.
A pouco e pouco muitos foram saindo da política para as negociatas, para os negócios, para o crescente número de situações à mesa do orçamento de Estado, mas nada de lugares governamentais.
Resultados estão à vista.

Recordem-se por exemplo do D. Sebastião rosa que nunca largou nem larga os negócios, ou os doutores alaranjados que também só querem negócios e facilitar negócios.

Mas ainda quanto a sururu, porque é que quando Montenegro escolheu Lúcia Amaral para MAI não houve este sururu?
Lúcia Amaral, ex juíza do Tribunal Constitucional e ex Provedora de Justiça?

Já sei, agora dá jeito porque Luís Neves conhece os contornos todos sobre a casa de Montenegro e, dizem à esquerda do PSD e à sua direita - ah, queres é travar o processo.
 Enfim, embora, para mim evidentemente, Luís Neves vir-me dizer que nada sabe da coisa e como director só providenciava meios para a instituição PJ também pode ir dar várias voltas ao bilhar grande.
Farto de malandragem estou eu!

António Cabral (AC)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

CATÁSTROFE. PROTECÇÃO CIVIL. EMERGÊNCIA
Enquanto lhe cortam na casaca, enquanto no PS nenhum dirigente das primeiras linhas se pronunciará publicamente sobre si pois foi por eles nomeado director da PJ em 2018 e por lá se manteve, enquanto gradualmente os PS vão mandar os jornalistas e pés de microfone (desculpem o pleonasmo) e certos arrogantes do Komentariado atirar-lhe umas pedradas, convinha senhor Ministro da Administração Interna que logo que olhe para o seu pelouro da protecção civil (não demore, chegarão mais chuvadas e os incêndios) não se esqueça pelo menos do seguinte:

* tem que ter tudo preparado na perspectiva de acontecer o pior, e cheira-me que a actual legislação e as "prima donas" sentadas na discutível hierarquia na protecção civil precisam de limpeza,

* tem que actuar logo sem estar a pensar - ah, talvez seja pouco . . .

* e não venha com a cena de que está a aprender,

* tem que haver coordenação e actuação com todos os meios e acabar com os caricatos níveis de cadeias hierárquicas da actual estrutura,

* não se esqueça que têm de entrar logo em acção, ao mesmo tempo, forças armadas e sistema de saúde, pois em situações de emergência e catástrofe haverá pessoas desamparadas inclusivamente no plano da saúde.

Respeitosamente, é só para lhe lembrar.
Cumprimentos.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

RENAULT CLIO,  MAI,  e  o  COSTUME

1. Tive um Renault Clio. Há muitos anos. Do primeiro modelo que apareceu em Portugal. Creio que foi em 1981.

Tive o primeiro que foi vendido na cidade onde vivo. Calhou ser assim, estavam dois na loja da Renault e nós íamos comprar o já bem usado Renault 5 do meu sogro, já muito doente, e por isso o carro estava na garagem há vários meses.

A "operação" era vendermos o nosso saudoso Renault 4, que vendemos, e entregávamos o dinheiro á minha sogra, e passávamos a andar com o 5

Eis que o meu sogro, bastante doente coitado, ficou angustiado ao saber que o 5 ia sair da garagem e passar a ser nosso, e em termos práticos ficava sem carro, ainda que nunca mais pudesse guiar como acontecia há meses.

Moral da história: um dia à tarde ficámos sem o 4 e à hora do jantar deparámos com a angústia do meu estimado e doente sogro ou seja, ficámos sem carro!

Aflitos fomos na manhã seguinte e bem cedo à Renault, e ao vendedor que era nosso conhecido explicámos o imbróglio de estarmos inesperadamente sem carro.

Ele lá arranjou as coisas. Depois de uns telefonemas conseguiu que de  outra loja Renault lhe enviassem outro Clio, e assim nós pudemos levantar logo nesse dia o Clio Verde escuro sem que a pessoa a quem estava prometido ficasse defraudada pois na manhã seguinte veio outro.

Perguntarão, mas o que é que o Clio de há décadas tem a ver com o MAI (Ministro da Administração Interna) ?

2. Eu explico um certo paralelismo que fiz/ faço.
Um paralelismo no âmbito das reações à nomeação de Luís Neves para MAI e publicamente conhecidas. 
Muito provavelmente desconheço ou não me apercebi de algumas.

Luís Neves, MAI, remete directamente para GNR, PSP, Protecção Civil, Bombeiros, e orgãos de comunicação social.
E remete ainda para os sindicatos e associações da GNR e da PSP que são vários, e remete para o ex-ASAE actual "patrão" dos bombeiros.

A síntese mais espremida de tudo o que me apercebi diz-me que, da parte dos sindicados e associações (ou pelo menos alguns) da GNR e PSP avançaram com a formulação - nomeação ATÍ
PICA - e referências a algumas reservas mas também um singelo optimismo.

Há quem aponte a Luís Neves ausência de força política. 

Apercebi-me que houve uma referência bastante crítica por parte de Fernando Negrão, homem do PSD de Setúbal, que agora não é deputado (o que o aborreceu?), antigo diretor-geral da PJ, e que também já foi ministro da Justiça do PSD.
Afirmou que o PM teima em escolhas esdrúxulas para o MAI.
Eu, como sou mauzinho, vejo nas críticas de Negrão recordações que terá de outros tempos. Será?

Haverá quem questione a passagem de um "polícia" para MAI, coisa que, defenderão alguns, não é próprio de uma democracia madura, consolidada.

O ex-director nacional da PJ é um homem licenciado em direito, com grande experiência profissional (desde 1995), conhece prioridades estratégicas, investigações sensíveis, tensões e guerras em vários departamento da pesada máquina do Estado, conhece certamente muitos podres de muita gente, sobretudo muitos dos que há anos andam na política ou seja, à mesa do OE.

Adicionalmente há certamente quem avance com a teoria de que o PM com esta escolha quis ver se conseguia travar a nova investigação sobre a sua casa. 

Haverá quem se interrogue porque aceitou Luís Neves ser nomeado (amanhã de manhã) MAI.

Haverá quem afirme que esta nomeação é mais uma confirmação de que a democracia está doente.

Haverá quem afiance que Montenegro fez uma escolha genial.

Haverá quem defenda que uma das razões porque o PM escolheu Luís Neves para MAI é que o ex-homem forte da PJ sabe gerir  informação, tem excelente relacionamento com muitos jornalistas.
De certeza que não vai dizer - estou a aprender!
Adicionalmente, porque Luís Neves tem profundos conhecimentos de muitos processos.

3. Deixando agora o campo das opiniões que de momento conheço sobre a nomeação que se concretizará às 1000 horas de 23 de Fevereiro, passo a uma meia dúzia de aspectos que me parecem relevantes.

Luís Neves conhece certamente razoavelmente bem várias questões no âmbito da segurança interna.
Tem certamente noção das questões salariais quer na PSP, GNR, Bombeiros.
Poderá não estar dentro dos vários temas e imbróglios da protecção civil mas é capaz de ter uma percepção global dos problemas mais agudos.
Por outro lado, se parece certo que sempre se movimentou bem no mundo da informação e da comunicação social, presumo que estará bem ciente de que o cargo que aceitou tem nesses domínios um dos seus grandes espinhos.
Em síntese, por mim, é uma escolha/ nomeação curiosa. 
Demonstra que nenhum político esteve disponível.
Aguardemos.

4. Mas, oh senhor António Cabral (não é - oh shor António), espere lá, não se vá embora.
Atão, o que é que tudo isto tem a ver com a história da sua mini-telenovela com o Clio que conseguiu "in extremis" comprar nos anos 80 do século passado??

Tem razão, peço que me perdoe, ia esquecendo.
Com o Clio que apareceu pela primeira vez em Portugal há muitas décadas (e não tem nada a ver com o Clio que hoje anda por aí)  houve até uns "outdoor" a anunciar a vinda do carro, sem o mencionar, e salvo erro era uma boneco gordo encarnado, mais ou menos do tipo do boneco da Michelin.

Portanto, fiquei com o Clio novo, a gasolina. Um carro utilitário, banalíssimo ainda que novo, dava para levar os dois miúdos, era engraçado, andava, não lhe chovia dentro, não gastava muito. Era obviamente um carro de classe média baixota, o que sempre mais ou menos fui.

Mas nas revistas dos automóveis, já não me lembro em qual, nas críticas menos simpáticas, poucas, uma das referências era que os espelhos retrovisores eram muito pequenos!

É um bocado isto, um certo paralelismo com o meu Clio de 80, que me ocorreu quando li observações de vários à nomeação de Luís Neves para MAI.

Não faço ideia se vai ter um desempenho, bom, razoável, médio ou mau. Mas vários dizem como aconteceu com o Clio de então, tem espelhos retrovisores pequeninos!

Como digo, aguardemos.

António Cabral (AC)

sábado, 21 de fevereiro de 2026

O  PÓS  LÚCIA  AMARAL

A vida ensina que há sempre melhor, que há sempre pior.
Isto dito, deve ser difícil ser pior ou melhor dito, vir a ter pior desempenho que a exonerada MAI.

Lê-se por aí que o ainda director nacional da PJ foi contactado pelo PM para o cargo de MAI, e aceitou.

Luís Neves está há muitos anos há frente da PJ, creio que conhece razoavelmente o mundo onde se vai mover.

A PJ desenvolve há anos e coordena certas acções para as quais necessita/ recebe a colaboração da Marinha, da Autoridade Marítima, da Polícia Marítima, da PSP e da GNR. Luís Neves conhece bem isto.

Dizem por aí que Luís Neves tem muitas ligações ao chamado universo do Partido Socialista. Esta escolha do PM terá apanhado muita gente de surpresa, em todos os partidos. Ainda bem.

Certos jornalistas acharão uma muito boa escolha, outros assim assim etc. Idem com políticos.
Alguns opinadores acharão que Luís Neves meterá na ordem quem disso estiver precisado.  

Esta nomeação, presumo, não merecerá qualquer dúvida a Carneiro mas talvez nem todos dentro do PS tenham a mesma opinião. O que dirá o execrável Ventura?

À pergunta - o país é um país globalmente seguro ? - encontramos as mais diversas opiniões.
Pessoalmente sei de experiência vivida que não posso ir a certas zonas.
Não me impressionam as estatísticas nem o debitado pelos chefes da PSP, GNR, Luís Neves ou Marcelo. Ponto final parágrafo. 

Não há criminalidade por aí além ??

Veremos se Luís Neves vai mandar que se acabem com guetos, e que a GNR e PSP passem a entrar rotineiramente em todo o lado. A começar por Lisboa e Porto e Setúbal.

A sua reconhecida capacidade para lidar com políticos e com a comunicação social devem ajudar a explicar as melhorias que legitimamente são de esperar.
Eu fico à espera.

Entretanto, mais um animal roubou um carro e na zona do Chiado embateu duas vezes contra o que não devia e provocou 5 feridos, creio.
Fugiu a correr, mas as câmaras de vigilância apanharam-no. Curiosamente, curiosamente repito, refugiou-se na zona do Martim Moniz, onde acabou por ser capturado.
Curiosamente.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 7 de abril de 2025

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem e uma mulher, em Lisboa, por suspeitas de crimes de associação de auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e falsidade informática.

Mais uma confirmação da ausência de problemas de segurança no nosso país. Força Neves!

Bom início de semana. Saúde, muita paciência e boa sorte.

AC