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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

CATÁSTROFE. PROTECÇÃO CIVIL. EMERGÊNCIA
Enquanto lhe cortam na casaca, enquanto no PS nenhum dirigente das primeiras linhas se pronunciará publicamente sobre si pois foi por eles nomeado director da PJ em 2018 e por lá se manteve, enquanto gradualmente os PS vão mandar os jornalistas e pés de microfone (desculpem o pleonasmo) e certos arrogantes do Komentariado atirar-lhe umas pedradas, convinha senhor Ministro da Administração Interna que logo que olhe para o seu pelouro da protecção civil (não demore, chegarão mais chuvadas e os incêndios) não se esqueça pelo menos do seguinte:

* tem que ter tudo preparado na perspectiva de acontecer o pior, e cheira-me que a actual legislação e as "prima donas" sentadas na discutível hierarquia na protecção civil precisam de limpeza,

* tem que actuar logo sem estar a pensar - ah, talvez seja pouco . . .

* e não venha com a cena de que está a aprender,

* tem que haver coordenação e actuação com todos os meios e acabar com os caricatos níveis de cadeias hierárquicas da actual estrutura,

* não se esqueça que têm de entrar logo em acção, ao mesmo tempo, forças armadas e sistema de saúde, pois em situações de emergência e catástrofe haverá pessoas desamparadas inclusivamente no plano da saúde.

Respeitosamente, é só para lhe lembrar.
Cumprimentos.

António Cabral (AC)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CATÁSTROFE.  RECONSTRUÇÃO.

Um "comboio" atmosférico tratou de mostrar e com violência aos das bolhas de Lisboa, Cascais, Porto, Coimbra aquilo que Portugal é: um país pobre, desorganizado, sem rumo, e passam as décadas e não se toma juízo.

Não me interessam as estatísticas MACRO.

Não me interessam as vacuidades de MarceloRebelo de Sousa, Cavaco Silva, António Costa, Sócrates, Carlos César, Carneiro, Rui Moreira, Raimundo, as Leitão ou as Mortágua, Louçã, Tavares, Montenegro, Cotrim, os e as Mendes e um infindável etc.

As televisões encarregaram-se de nos mostrar duras realidades.

Realidades que nos estoiraram em casa, e me faz pensar se os tais desgraçados dos meus concidadãos que não vivem SOBREVIVEM não serão infelizmente mais dos sempre anunciados 2 milhões a estar num limbo trágico de pobreza.

Cheio de boas intenções está o inferno cheio.

Montenegro foi ontem cumprimentar em Queluz o presidente eleito e segundo se diz por aí mostrar-lhe o plano de intenções para acorrer a desgraças várias, que não se reduzem apenas à zona centro do país continental.

Como é habitual e é compreensível, os jornalistas tentam ouvir pessoas credenciadas tendo em vista a dita reconstrução. Também tentam ouvir muitos do Komentariado das bolhas.

Passando à frente dos conhecidos e arrogantes e vaidosos do Komentariado, há pessoas que se atrevem a recordar o que ao longo dos tempos foi sendo (mal) feito na construção de infra-estruturas as mais diversas, empresas e habitação. 

E lá vem a realidade: o (des) ordenamento do território, o despovoamento, a retração de tudo e mais alguma coisa (agências bancárias, farmácias, centros de saúde, creches, hospitais, escolas, postos da GNR e esquadras da PSP, etc.), progressivo fim de rádios locais e pequena imprensa, a desindustrialização, a falta de barragens, ausência de política florestal, ETC.

Na sequência das catástrofes que atingiram o país creio que pouco se falou nos governos e nas autarquias quanto aos famosos PDM. Salvo, melhor opinião, está aqui um dos grandes nossos males. O que se deixa construir no plano da qualidade de materiais, o que se deixa construir onde não se devia deixar construir e, sobretudo, a pouca vergonha de sempre - terrenos rústicos > terrenos urbanos.

Que considerar?

Inventariação rigorosa das necessidades

Plano, definição de prioridades

Burocracia, leis, normas, regulamentos 

Atribuição de meios materiais, humanos e financeiros

POIS!


Apenas alguns insignificantes e simples exemplos:

* telhados: todas (milhares) as estruturas de telhados em madeira vão ser subtraídas por exemplo por alumínio (material leve e resistente, para não esforçar a pressão sobre as paredes das casas)?

* as chaminés tombadas vão ser reerguidas com o mesmo tipo de construção?

* as (milhares) de casas (??) existentes em leitos de cheias e imensas muito danificadas vão ser abandonadas, e as pessoas movidas para habitação social pre-fabricada mas condigna a erigir rapidamente em locais próximos mas fora de leitos de cheias?

* a legislação sobre edificação diversa está já (URGENTE) a ser revista POR TODOS OS PARTIDOS com assento parlamentar e em colaboração com o LNEC e a associação de municípios, para não mais se deixar de construir sem todas as resistências anti-sísmicas, não mais se deixarem construir prédios em fileira todos encostados uns aos outros, para não mais se construir em leitos de cheias?

* que plano traçado para gradualmente substituir os postes de madeira por todo o país? 

* que planeamento está a ser ponderado para gradualmente retirar todas as populações com habitação em leitos de cheias?

* eliminaram boa parte da burocracia para se poder reconstruir com rapidez? Não há um ministro para essa coisa que até se vangloriou com umas "boutades" e platitudes e vacuidades num fórum internacional recente?

Bom, fico por aqui. . . . a esperar . . . . . sentado, . . . . enquanto na Assembleia da República discutem coisas muito importantes, como questões fracturantes, ou as tiradas de Passos Coelho, ou enquanto no PS uns quantos andam a tratar de arranjar oponente a Carneiro e aos seus balidos 5.0, ou se Luís Neves deve ser já chamado à AR para se explicar porque aceitou ser MAI e se, sim ou não, já telefonou à família e gritou como aquele que gosta muito de andar por Cabo Verde - já sou ministro!

António Cabral (AC)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

PORTUGAL
O melhor país do mundo, disse pelo menos uma vez Marcelo Rebelo de Sousa.

Não, não é.
É um país muito pobre, e muito frágil. 
Com aspectos fantásticos, com aspectos terríveis. 
Os temporais e as catástrofes continuarão a expor as fragilidades terríveis de Portugal.

É um país que, felizmente, desde 25 de Abril de 1974 mudou de vida quanto ao regime. 
É formalmente uma República mas cheio de reizinhos.

Tragicamente faleceram concidadãos na sequência do que a depressão Kristin fez à sua passagem. Kristin e o terrível comboio que se lhe seguiu e, pelo que se vai sabendo, ainda podem surgir "mais composições".

Kristin, e "família", mais um fenómeno climático extremo. BRUTAL.

As notícias das primeiras horas seguintes à passagem da Kristin deram conta de grandes aflições sobretudo nas zonas da Figueira da Foz, Leiria, Alcobaça, Coimbra. 
Telhados voaram, dezenas ou centenas de árvores partidas ou arrancadas, vias intransitáveis, imensas áreas isoladas de electricidade água e comunicações, desespero por várias regiões. 

Hoje, em que a chuva já deu algumas tréguas, as inundações e as cheias têm baixado mas ainda há muitas zonas inundadas.

Há a certeza absoluta de que a devastação é brutal, e que dezenas de milhares de portugueses viveram e continuam a viver momentos dramáticos.
Conforme o tempo passa se apercebem de que a situação é muito pior do que fora imaginado, é muito pior em muitos distritos, concelhos. 

Muitas regiões inundadas por causa das chuvadas brutais, do transbordar de rios e ribeiras, e de descargas de barragens.
As águas estão a baixar, lentamente.

Centenas de milhares de pessoas atónitas, desamparadas, desesperadas.
E muita coisa a desmoronar-se, a desabar, a desaparecer, ainda hoje.

Estradas municipais, ruas em cidades vilas e aldeias, muitas habitações destruídas, centenas de casas muito danificadas ou pelo menos abaladas, empresas micro e médias destruídas ou parcialmente danificadas, agricultura e horticultura muito atingidas, A1 danificada, toda a infra-estrutura do Mondego severamente atingida, centenas de pessoas evacuadas, etc.

É já uma certeza, trágica. À vista o que é Portugal!

* Por causa das ventanias brutais, 
* por causa das chuvadas sem parar, 
* por causa das derrocadas, 
* por causa de desabamentos, 
* por causa das inundações, 
* por causa do desordenamento territorial, 
* por causa do que as autarquias ao longo dos anos permitem e acomodam, embora Isaltino diga que não,
* por causa da pouca vergonha dos cabos da EDP e de outros pendurados em postes frágeis de madeira, 
* por causa da fragilidade de torres da REN,
* por causa da ausência de  prevenção, 
* por causa da incompetência, e da inação de décadas dos sucessivos governos, veja-se o sistema na bacia do Mondego há anos sem manutenção,
* por causa da complacência cumplicidade e incompetência dos sucessivos deputados e Presidentes da República, 
etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc.

Imagino, e infelizmente não devo estar enganado, que o impacto na economia será muito duro pois imensas empresas estarão perdidas ou perto disso. Além dos problemas na agricultura e habitacional, milhões serão necessários e que não caem do céu.

Um dos quadros mais elucidativos do que é responsabilidade (há décadas) de decisores/ responsáveis/ gestores/ chefes /dirigentes é o inacreditável hangar onde estavam abrigados e protegidos vários aviões F-16 da Força Aérea.
A fotografia é eloquente.

Sucessivos deputados, governos e gestões autárquicas e particularmente a partir de 1991 deram este "lindo" resultado.

Claro que a culpa é da mãe natureza, não é verdade? 
Sem ventanias os postezinhos de madeira não caíam.
Sem chuvadas brutais ininterruptas, os rios e ribeiras não transbordavam.

Décadas sem responsabilização. Como agora irá acontecer.
Passarão semanas e voltaremos ao mesmo, digam o que disserem, Carneiro, Seguro, Montenegro, Raimundo, as Leitão (PS e IL) etc.

Oxalá eu esteja enganado.

Bom dia, tenham uma 4º Feira o melhor possível.
Saúde e boa sorte.
AC

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A  PROPÓSITO  de  QUEM  VAI   PAGAR . . . . . 

A propósito de ruptura da A1 na zona de Coimbra mas sobretudo a propósito de quem vai pagar as obras de reposição da normalidade na A1 dei-me ao trabalho de passar os olhos por alguma legislação e até li com algum detalhe a Resolução do Conselho de Ministros (socialista) n.º 39/99, de 6 de Maio.

Não sou jurista nem nada que se pareça, mas a conclusão que tiro é que a BRISA foi alienada por governos socialistas.
Não estou a dizer que foi bem ou mal decidido vender/ privatizar a BRISA, não tenho competências rigorosas para me pronunciar, estou apenas a referir um facto.

Se vi bem a alienação da BRISA começou em 1997.
Se me apercebi bem há contractos de concessão desde 1997 até pelo menos 2009. Certamente por inépcia minha não dei com actualizações recentes: será que houve?

O meu ponto é este: não demorarão a aparecer certas personagens a insurgir-se contra o que creio virá a ocorrer: o governo assumir uma grande parte dos custos de reposição da normalidade naquele troço da A1.

Esta questão mete muito "juridiquês, e não me vou maçar mais.
Aguardemos.
AC

sábado, 14 de fevereiro de 2026

A  CAMINHO  DA  ALDEIA
Manhã de Sábado, 14 Fevereiro.
Dia dos namorados.

Ponte Vasco da Gama, A1, A 23, N233, N239, subida para a Aldeia.

Dia de Sol, poucas nuvens, muito vento em toda a viagem e cá em cima na aldeia um vento chatíssimo que faz aumentar a sensação de frio.
Entre Escalos de Cima e Proença-a-Velha imensos buracos, alguns já remendados.

Pelo caminho, sobretudo depois de entrar na A23 mas muito particularmente depois da zona de Abrantes, é impressionante observar a maioria das árvores todas com alguma inclinação. E muitas decepadas. Consequência dos ventos, do vendaval.

Faz igualmente impressão observar a quantidade de postezinhos de madeira inclinados, a maioria, muito caídos; em algumas zonas a cablagem a roçar o chão.

Faz impressão contar pelo caminho a sinalização rodoviária derrubada, deitada no chão (muita), ou bastante inclinada (também muita).
Depois de Castelo Branco observam-se algumas árvores que foram pura e simplesmente arrancadas, estão deitadas nos campos ao lado da estrada, com as raízes apontadas para nós que por elas passamos.

E isto é nesta zona, que foi muito fustigada pelo vento, pelo que me dizem vizinhos e amigos residentes em Castelo Branco.
Nada mas nada comparável com as tragédias imensas em tanta zona do país, Coimbra, Leiria, Alcácer do Sal, Montemor-o-Velho, Figueira da Foz, Ereira e tantos mais.

Quando, de Norte a Sul, oeste a Leste, se fizerem contas a tudo, ao detalhe, contas tintim por tintim, é de certeza mais necessário que um BPN mais BES mau.

AC

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

NÃO  PASSAMOS  DISTO 
O título é a propósito de António José Seguro, Presidente eleito.

Li há dias num jornal de escassa tiragem, um artigo de opinião de alguém que começava a sua opinião por afirmar - conheço António José Seguro desde os 18 anos

Escreveu - o Tozé era já então um líder. . . . distante do radicalismo ideológico com que hoje, no espaço público, alguns insistem em catalogar o "socialismo " do PS . . . . nunca vi em António José Seguro qualquer cedência de carácter ou desvio de princípios . . . . . não creio que que a sua candidatura à Presidência da República seja um ajuste de contas com o passado ou uma resposta a detractores, próximos ou distantes.

Termina o artigo assim - para quem o conhece, será sempre um grande Presidente.

Como sempre, respeito a opinião de outrem.
Esta última frase foi certamente a mesma que ocorreu a muitos em 2016 relativamente a Marcelo Rebelo de Sousa. 

Pessoalmente, lá mais para trás, escrevi aqui no blogue porque votei nele em 2016. Designadamente porque apreciei o que disse antes da eleição, e voltei a apreciar o discurso de vitória.
Também já aqui no blogue escrevi porque me desgostou bastante basicamente a partir do 4º ano do primeiro mandato.

Voltando ao Presidente eleito: será sempre um grande Presidente?
SERÁ
No fim do "jogo" o prognóstico, como dizia um afamado da bola!

Respeito naturalmente a opinião, o vaticínio, a certeza.

Tenha uma posição diferente.
Não seria mais adequado dizer - tem características e qualidades que o creditam para vir a ser um grande Presidente da República.

Tal como em 2016, antevi que a Presidência ajudaria a melhorar Portugal.

Já escrevi com algum detalhe antes, e não vou perder tempo agora, Marcelo teve coisas muito positivas mas, sinceramente, em concreto, nada contribuiu para melhorar Portugal. 
Estamos exactamente como temos estado. E que a catástrofe mostra o país real, não o país das bolhas, dos Falcon, da Vichyssoise, das selfies patetas, e das vacuidades habituais nos discursos nas datas solenes e nas posses de governos, e na abertura solene de ano disto e daquilo.

Agora, compreensivelmente, Marcelo foi a correr a Coimbra. Compreensivelmente, legitimamente, creio que fez bem.

Mas teria sido bem melhor que no primeiro mandato de Costa não tivesse passado o tempo a pactuar com esse arrogante e a ganhar apoio para continuar em Belém, e pouco diferente disso tivesse sido no segundo mandato. 
Nada exigente, permitiu quase tudo, ganhou o  recorde das dissoluções, abusou e extravasou das competência constitucionais.

Voltando ao Presidente eleito, e a palavras suas: eu também pugno pela esperança.

Evidentemente, que se deseja viver e conviver com dignidade, viver em liberdade e segurança, ter acesso atempado a cuidados de saúde, evidentemente que é trágico tanta desigualdade e tanta pobreza em Portugal.

Mas discordo de si, profundamente, e de Marcelo, quando me falam em país moderno, economia competitiva, etc. 

E de Marcelo quando me vem com a treta do melhor país do mundo.

E de Marcelo discordo profundamente por muito mais coisas e recordo quando veio com a parvoíce de pagar indemnizações a outrem.
Não vai haver dinheiro suficiente para recuperar Portugal, agora, desta catástrofe.

Eu também pugno pela esperança, mas sobretudo pela decência na vida pública.

Eu tenho há décadas a secreta esperança de que no meu Portugal se começar a NÃO MENTIR na Vida Pública.

O senhor Presidente eleito fala por exemplo - uma esperança que aposta no conhecimento, na ciência, na inovação, na cultura, e na identidade que nos une como povo. Uma esperança que pensa nas próximas gerações quando decide no presente.

Pois é, é tudo muito bonito, e vá lá que não invocou a aposta na inteligência artificial.

Eu tenho há décadas a secreta esperança de que além de se deixar de mentir em Portugal, os titulares dos órgãos de soberania, os autarcas, os directores-gerais, os CEO, os directores dos jornais canais de televisão rádios e revistas, os presidentes dos clubes desportivos, os presidentes das associações e das fundações e dos observatórios, as chefias das mais diversas instituições, os empresários, etc. SIRVAM a sociedade, Não se SIRVAM dos LUGARES que temporariamente ocupam.

Eu tenho há décadas a secreta esperança de que os PDM comessem a ser aprovados a tempo e horas e não seja autorizada a construção de edificado sem licença e sem respeitar os PDM e as leis. E se começarem, sejam logo demolidas. 

Eu tenho há décadas a secreta esperança que termine o corrupio e promiscuidade entre banca, reguladores, governos, AR, negócios, escritórios.

Eu tenho há décadas a secreta esperança que diminua a corrupção; mas, sem menos burocracia, sem menos regras e normas e regulamentos e regulamentações, e editais, sem o fim de teias maliciosas, sem salários decentes para funcionalismo público, sem salários decentes para servidores do Estado, e a manter-se a legislação que enforma a justiça (códigos super garantísticos, permissão de poucas vergonhas por parte dos agentes na justiça), a corrupção não  diminuirá, AUMENTARÁ, tipicamente como em qualquer país da América Central ou do Sul.
 
Eu tenho há décadas a secreta esperança que passados 51 anos de democracia, FINALMENTE esteja próximo o dia em que se comece a pensar - que Forças Armadas deve Portugal ter, tendo em conta a dimensão das ZEE, a jurisdição que sobre elas temos, os acordos e tratados e a geografia do país.

Eu tenho há décadas a secreta esperança que se promova DE FACTO o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade REAL entre os portugueses e se promova de FACTO o desenvolvimento harmonioso de todo o território  nacional. 
"Pequenos detalhes" consagrados no Art. 9º da nossa Constituição.

O Presidente eleito afirmou - a coesão nacional constrói-se garantindo igualdade em todo o território.

É verdade, mas face a realidade é um bocado balofo.

Terá consciência que, ao contrário das vacuidades de Marcelo Rebelo de Sousa (o melhor país do mundo) Portugal é muito feito, TAMBÉM, do que se vê por exemplo, 
- em Arruda dos Vinhos, estradas, casas (??), quintais, 
- na ponte da Chamusca e noutras pequenas pontes que têm vindo a colapsar, 
- nas inúmeras aldeias completamente vazias (posso indicar-lhe várias), 
- nas casas construídas sem alicerces e etc. e se desmoronam facilmente, 
- nas casas (??) cujo exterior é tijolo não rebocado quanto mais pintado, 
- no mostrado num canal TV, apontando algo que designaram por casa (em Espinho, onde está a segurança social?), 
- em muitas estradas municipais, e algumas nacionais, 
- nos deslocamentos de terras, 
- em tudo aquilo que o presidente da câmara de Loures queria demolir e o PS se indignou, 
- no edificado junto de arribas, junto de ribeiras,
- na imensidão de edificado em certas zonas, abaixo do nível médio do mar, noutras abaixo do leito normal de rios e ribeiras,
- na fragilidade da sustentação de milhares de postes de madeira espalhados pelo país e que transportam linhas de electricidade, linhas de telecomunicações, ETC.  ETC.  ETC. lista sem fim !

Sim senhor Presidente eleito, obviamente que há que apostar em ciência, inovação, cultura, e pensar nas próximas gerações.

Tudo isso é correcto, mas a realidade é que Portugal é, INFELIZMENTE, um país pobre, com provavelmente 2 milhões de pessoas em grande pobreza e que a catástrofe agravará, é um país com tremendas desigualdades sociais, um país algo atrasado apesar do que vomitam constantemente certos arautos.

Pense nisso senhor Presidente eleito, antes de começar a exigir resultados. Lembre-se dos seus amigos Sócrates e Costa.
Lembre-se que PSD e PS são os grandes responsáveis da situação a que Portugal chegou. Particularmente a partir de 1991.

Lembre-se que o dinheiro não está no Banco de Portugal, está nos bancos, e mesmo com o governo a garantir os empréstimos e as moratórias, primeiro que os euros cheguem às pessoas vai demorar dias. 
Para já não falar em dificuldades várias, como pessoas a não conseguir resolver acesso à internet, depois a não conseguir lidar com os formulários, etc.

Tenha alguma calma, sr Presidente eleito, isto está uma catástrofe, causada pela mãe natureza.
Esta catástrofe caiu em cima do que Portugal É DE FACTO e Costa e outros Marcelo incluído, andam há anos a querer convencer o pagode que é ao contrário do que é realmente.  

Tenha calma senhor Presidente eleito
Este PM e este governo reagiram tarde mas está a cair-lhe em cima o resultado do que durante  anos e anos o PSD e o PS não fizeram. Resultados à vista.

Lembre-se da facilidade em subir a um poste, debaixo de chuvadas, e no meio de uns choques elétricos num ápice reparar o que está danificado.

E os diques estão a rebentar!

Passe bem.

António Cabral (AC)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

QUEM  PAGA  O  JANTAR, 

É QUE ENCOMENDA A MÚSICA

Anos atrás muita gente, particularmente das esquerdas, atirou-se a Manuela Ferreira Leite por lembrar esta citação.

Mas, o que lhes custa, a todos, é confrontar-se com as realidades da vida, DURAS. 

E, por isso, fracturam, esganiçam-se, ofendem-se, etc., e vivem alegremente à conta do OE mesmo fazendo as figuras tristes que constantemente observamos.

No trágico presente que vivemos como sociedade, no trágico presente de centenas de milhares de pessoas, INFELIZMENTE não há jantar quanto mais orquestra para música.

Lembram-se do que Medina Carreira apontava? 

Pois . . . não tinha razão pois não?

AC

 CATÁSTROFE

Quando for possível ter a contabilização rigorosa de todos os estragos em todo o país, estradas municipais, estradas nacionais, ruas nas cidades e vilas, pequenas pontes, edifícios do Estado os mais diversos, linhas férreas, a somar à destruição de casas e empresas e negócios vários, diques, etc. verão que não há dinheiro para tudo. 

Estarei enganado?


Para variar CHOVE.
Bom dia dentro do possível.
Saúde e boa sorte.

AC

ESPERO . . . . .

Espero? Não espero nada.

Como SEMPRE respeito a opinião de outrem.
Mas enquanto muitos concidadãos têm esperança que agora é que vai ser, eu não espero nada de especial. Aguardarei, cauteloso.

Mas sei o que devia acontecer e passar a ser a prática.
É a minha opinião, discutível naturalmente, a respeitar como todas.
Depois, concordem ou discordem.

Começo com o que se iniciou ontem (8FEV) à noite, mas formalmente só a 9 de Março próximo.

Em Belém devia estar uma pessoa, 
- honesta e digna; o passado de Seguro isso indicia,
- que esteja calado quase sempre e seja reservado, para que eu e os concidadãos o ouçamos nas vezes em que publicamente fale, quando intervenha, e o ouçamos com respeito e confiança, pois a fazer como Marcelo rapidamente perderá quem o escute.

Do discurso de vitória ontem, o presidente eleito entrou a matar. Depois adocicou. Não será por ele que a Assembleia será dissolvida, disse. Para quem se afirma querer ser poder moderador teve tiradas de líder parlamentar. Veremos.

Quanto a Luís Montenegro, pareceu-me inadequado que comentasse os resultados eleitorais na qualidade de PM. 
Arrisco dizer - errado
A minha legítima interpretação é que teve a intenção de dizer a Seguro - olha lá, se pensas que vais fazer como o Marcelo, digo-te já, vou ligar-te tanto como liguei ao Marcelo.

E para mandar recados ao Chega e ao PS, creio que devia ter falado como chefe do PSD. Mas, como sempre, admito estar a ver tudo mal.

O que virá aí da parte do PS e do Chega?

O Chega quererá partir tudo, votará contra o OE 2027 por duas razões: porque sim, e para obrigar o PS a abster-se na antevisão de que o PS não quererá ir já para eleições. O Chega precisa de eleições para ver se sobrevive.

O PS convencer-se-á que Seguro irá fazer como Sampaio, esperar que o PS se reorganize, que ganhe força, e depois Seguro dissolver a AR.  na primeira oportunidade. 

Ou PS e CHEGA chumbam o OE?

Como digo, e disse em outros textos, tenho António José Seguro como pessoa decente. Mas sentado em Belém talvez algumas coisas mudem.
O seu discurso de vitória tem coisas que me parecem quase contraditórias.

Mas quer o PS e a esquerdalhada à sua esquerda, quer a generalidade dos chamados políticos e creio que Seguro também está nessa linha, não atentam com rigor numa coisa: o país é muito pobre.

A reconstrução necessária para os estragos que a mãe natureza nos aplicou o vai demonstrar cabalmente.

É culpa deste governo ou se fosse o de Costa a estar lá neste 2026, que a catástrofe tenha sido enorme (refiro-me apenas à natureza da violência, não ao que não devia estar no terreno)?

Mas, sobretudo, Montenegro ou fosse Costa, ou Cavaco, ou Sócrates, onde vão arranjar empreiteiros, empresas, para reparar em seis meses, as estradas, as casas, as fábricas, as ruas, as escolas, as igrejas, as linhas de caminho de ferro?

Mesmo com o assumir de garantia governamental, onde há capacidade financeira e seguradora para substituir empresas, como fábricas de olaria, fábricas de serração, maquinaria e tratores agrícolas, carros danificados/ destruídos por enxurradas, desabamentos, quedas de árvores, torres de linhas de transporte de energia, postes de iluminação, recheio de lojas as mais diversas, pontes, e um infindável ETC. ?

Veja-se a tragédia acontecida com trabalhadores da e-redes!

Pode perceber-se a emotividade e sentimento do presidente eleito, mas  a 30 de Abril próximo haverá ainda muita desgraça por todo o lado.
A 30 de Junho alguma coisa estará restabelecida, água, comunicações, electricidade.
E as restantes destruições, de dimensão incomensurável?
Demite o PM? O que faz?

Escrevi-o antes e repito agora: a sensação que tenha é que Montenegro nem queria acreditar no que acontecera. Reagi com alguma lentidão, mas creio que não exactamente como as redes e as TV vociferam.
O caso do que foi dito (puras mentiras) sobre os militares/ forças armada é nojento.
Basearam-se na parvoeira da cena montada para Nuno Melo

Deixo aqui o exemplo eloquente de um primo meu, que vive numa pequenina localidade na grande zona mais atingida pela catástrofe.
Andava a tentar contactar com ele e finalmente mandou-me esta mensagem esta noite:

Olá António Alberto, só vi agora a tua tentativa de chamada. Estamos sem luz e comunicações há 12 dias, desde o ciclone aqui na região centro. Estou em casa de uma prima da Rosário que conseguiu um gerador emprestado. O meu carro ficou muito danificado e tivemos alguns buracos no telhado, que com a ajuda de vizinhos já está resolvido. Como estão vocês? Espero que esteja tudo bem. Só consigo rede se for a Leiria, mas estou sem carro. Vou usando o da Rosário quando ela não precisa. Abraços

Aguardemos.
António Cabral (AC)

sábado, 7 de fevereiro de 2026

 

Centro do Montijo, Sábado, 7 de Fevereiro, cerca das 0930 da manhã.

Há várias rotundas e partes de ruas da cidade e estradas exteriores cheias de água.

Sendo embora resultado de chuva intensa que aqui cai há horas, é coisa ligeiríssima sem importância alguma comparando com as tragédias em tantos locais do país. Por aqui se pode imaginar a catástrofe.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

A   PROPÓSITO . . . . . . 
dos portugueses, 
de certos portugueses em particular, 
de mitos, 
de organização,
de poderes, 
de prevenção, 
de decisões e da falta delas,
de responsabilidades e do assobiar para o lado,
de fenómenos extremos climáticos e outros,
de catástrofes e emergências, 
de servir a sociedade ou servirem-se dos cargos!

A propósito disto como sociedade aconteceu-nos uma tragédia brutal.

A propósito do que tragicamente aconteceu em concreto a centenas de milhares de portugueses, e enquanto acontece alguns outros fizeram e assim continuam a fazer vídeos demagógico, a vomitar demagogia, a vomitarem vacuidades, a mostrarem que não dominam os assuntos da sua área de responsabilidade, a berrarem o costume, e vários de todos os quadrantes a tratarem de fingir que não sabem porque ficou demonstrada a colossal fragilidade do país em praticamente todas as áreas. 
Pior, a quererem convencer o pagode que isto é apenas fruto da natureza, aconteceu!

Não, não é bem assim e a essa gentalha convém lembrar pelo menos quatro coisas: honestidade, dignidade, verdade, vontade.

A primeira coisa é tratar dos milhares de pessoas atingidas.

Infelizmente há mortes trágicas a lamentar profundamente.

Nisto, apenas lugar a, simplesmente, manifestar SENTIDAS CONDOLÊNCIAS pelos concidadãos que repentinamente nos deixaram.

Não me recordo de no passado ter ouvido NADA tão despropositado como o que ouvi ao PM há dias. Simplesmente DEPLORÁVEL!
Registo que na conferência de hoje ao final da tarde corrigiu o tiro.

O tempo é, obviamente, o de responder a quem precisa, não é o tempo de apurar responsabilidades para depois tomar decisões que nos permitam lidar melhor e diferente com o próximo desastre natural.
Que acontecerá.

Esta é a frase longa que se costuma dizer em ocasiões destas. 
Já foi dita no passado, foi dita no presente. E eu aqui a repito.

Avaliar a acção dos governantes, dos autarcas, da protecção civil, das diversas e diferentes entidades, e também das populações, falarei disso em texto a seguir.

AC

HÁ SEMPRE , 

muita legislação, 

muitas leis de base, DL, regulamentações, despachos, reuniões,

muitas indecisões, inações, incompetência, irresponsabilidade,

uma total ausência de sentido das responsabilidades,

uma total ausência de sentido de Estado,

uma total insensibilidade, 

um continuo SERVIREM-SE em vez de SERVIR a sociedade.


Não estou a protestar para ser do contra. 

Na minha vida profissional sempre fui coerente e sempre procurei ser decente e também por isso atingi o topo da carreira.

Na vida pessoal, particular, como na profissional, olho-me ao espelho sem vergonha, e de cabeça erguida.

Deixo em baixo um pequeno resumo de alguma legislação. Se lerem atentamente está tudo explicado, previsto, legislado, definido, bem construído, etc.

E, portanto, tudo funcionará como previsto!

Esqueceram-se de não prever:

- que ninguém quer ser ministro da maior parte das pastas

- por isso para cada governo tentam agarrar alguém dos próximos

- quando de uma remodelação ainda se torna mais complicado

- as alterações climáticas

ESQUECERAM-SE DE PROIBIR:

Tempestades sobre Portugal

Crises financeiras em Portugal


RESULTADOS à VISTA.

E se pegar neste exemplo, 

Marcelo Rebelo de Sousa criticou a existência de postes de eletricidade "do tempo da Maria Cachucha", inclusive com mais de 50 anos, e defendeu que o país não pode ter redes elétricas assim, ressalvando, no entanto, que houve aspetos que foram melhorados

gostava de perguntar ao professor Marcelo que a medo se insurge agora, ao longo dos seus 10 anos em Belém quantas mensagens dirigiu à Assembleia da República ao abrigo da sua competência constitucional, (alínea d) Art. 133º) ) insurgindo-se sobre distribuição de energia e estes postezinhos de madeira (neste descansa o pássaro)

onde penduram há décadas e DESDE antes do 25ABR74 os cabos eléctricos e os telefónicos, quantas vezes falou nisto ao seu amigo António Costa e a Luís Montenegro logo que assumiu funções e depois de lhes falar deu publicidade a essas preocupações, quantas vezes escreveu à EDP, à eRedes, à REN sobre as linhas de distribuição de energia por todo o país e depois deu público conhecimentos dessas pressões?

É por causa desta gente toda, sucessivos PR, governos, deputados, elites, dirigentes da EDP e REN etc. que estamos como estamos.

E tem a lata de dizer que Portugal é o melhor país do mundo!

E teve o descaramento de considerar que Portugal devia pagar indemnizações por certas pouca-vergonhas da história quando nem gastam dinheiro para não haver postezinhos e outras misérias.

Não estamos como estamos por acaso, estamos assim à sua/ vossa conta!

 António Cabral (AC)

Lei n.º 27/2006
 de 3 de Julho

 Aprova a Lei de Bases da Protecção Civil
 . . . . 

 Objectivos e princípios
 Artigo 1.º
 Protecção civil
 1 - A protecção civil é a actividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas com a finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.
. . . . . . . 
Artigo 32.º
 Governo
 1 - A condução da política de protecção civil é da competência do Governo, que, no respectivo Programa, deve inscrever as principais orientações a adaptar ou a propor naquele domínio.
 2 - Ao Conselho de Ministros compete:
 a) Definir as linhas gerais da política governamental de protecção civil, bem como a sua execução;
 b) Programar e assegurar os meios destinados à execução da política de protecção civil;


Decreto-Lei n.º 43/2020
de 21 de julho

Sistema Nacional de Planeamento Civil de Emergência.

O planeamento civil de emergência é uma ação transversal a todas as áreas governativas do Estado, que visa garantir a liberdade de ação dos órgãos de soberania e o regular funcionamento das instituições democráticas, de modo a que, mesmo em situação de crise, estejam salvaguardadas a realização das tarefas fundamentais do Estado e a segurança das populações.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) assegura o planeamento e coordenação das necessidades nacionais na área do planeamento civil de emergência, com vista a fazer face a situações de crise, uma vez que absorveu as competências do extinto Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência. Igualmente assumiu a responsabilidade de assegurar a representação nacional no Comité de Planeamento Civil de Emergência da Organização do Tratado do Atlântico Norte, tendo também a missão de, à escala nacional e em parceria com entidades das áreas da água, alimentação, cibersegurança, comunicações, energia, saúde e transportes, definir, atualizar e executar as políticas de planeamento civil de emergência.

………..

Caracterização

1 - O Sistema Nacional de Planeamento Civil de Emergência visa garantir a organização e preparação dos setores estratégicos do Estado para fazer face a situações de crise, tendo como fim assegurar, nomeadamente:

a) A liberdade e a continuidade da ação governativa;

b) O funcionamento regular dos serviços essenciais do Estado;

c) A segurança e o bem-estar das populações.

2 - O planeamento civil de emergência desenvolve-se em processos integrados de participação das diversas entidades setoriais e coordena as capacidades que não pertençam às Forças Armadas.

3 - O Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna garante a articulação entre o Sistema de Segurança Interna e o Sistema Nacional de Planeamento Civil de Emergência.

4 - As Forças Armadas podem participar nas ações do Sistema Nacional de Planeamento Civil de Emergência, enquanto agentes de proteção civil, ou de acordo com as orientações para a articulação operacional entre as Forças Armadas e as Forças e Serviços de Segurança, nos termos do artigo 35.º da Lei de Segurança Interna, aprovada pela Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto, na sua redação atual.
. . . . . . . 

Artigo 7.º

Composição

1 - O CNPCE é composto por um presidente, um vice-presidente e vogais.
………..

5 - São vogais do CNPCE:

a) Um representante do Estado-Maior-General das Forças Armadas;

. . . . . 

(3) Decreto-Lei n.º 45/2019, de 1 de abril / Presidência do Conselho de Ministros. - Aprova a orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Diário da República. - Série I - n.º 140 (01-04-2019), p. 1798 - 1808. Legislação Consolidada (21-07-2020)Decreto-Lei n.º 45/2019
 de 1 de abril
 A atividade de proteção civil garante a prevenção, a preparação, a resposta e a recuperação face ao conjunto diversificado de riscos coletivos naturais e tecnológicos, tais como os sismos, maremotos, movimentos de vertente, tempestades, inundações, secas e acidentes nucleares, radioativos, biológicos, químicos ou industriais, bem como a prevenção e o combate aos incêndios rurais.
 O Programa do XXI Governo Constitucional, no âmbito da melhoria da eficiência da proteção civil e das condições de prevenção e socorro, prevê a adoção de diversas medidas de modo a incrementar a capacidade de fazer face aos riscos. O conhecimento, prevenção e resposta às situações de acidente grave e catástrofe exige a articulação de diversas instituições que atuam operacionalmente sob um comando único.
 O robustecimento da autoridade nacional responsável pela proteção civil é fundamental para o estabelecimento de uma estrutura capaz de responder às áreas diversas de intervenção no âmbito da proteção civil, salientando-se a criação da Força Especial de Proteção Civil, que constitui uma força operacional de prevenção e resposta a situações de emergência.
 No âmbito da reforma da prevenção e combate aos incêndios rurais, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tem a responsabilidade de dar corpo aos princípios que a enformam: o princípio da aproximação entre prevenção e combate, o princípio da profissionalização e capacitação do sistema e o princípio da especialização.
 ………
……….
 1 - A ANEPC tem por missão planear, coordenar e executar as políticas de emergência e de proteção civil, designadamente na prevenção e na resposta a acidentes graves e catástrofes, de proteção e socorro de populações, coordenação dos agentes de proteção civil, nos termos legalmente previstos, e assegurar o planeamento e coordenação das necessidades nacionais na área do planeamento civil de emergência, com vista a fazer face a situações de crise ou de guerra.
 ……….
 Colaboração com outras entidades
 1 - Para a prossecução das suas atribuições, a ANEPC pode estabelecer parcerias com outras entidades do setor público ou privado, com ou sem fins lucrativos, designadamente instituições de ensino superior e instituições ou serviços integrados no sistema de proteção civil, podendo tais parecerias envolver a concessão de subsídios, nos termos da lei e dos instrumentos de cooperação aplicáveis.
 2 - No âmbito da colaboração com as Forças Armadas no sistema de proteção civil, designadamente em situações de acidente grave e catástrofe, a ANEPC promove a articulação institucional nos termos da lei de bases da proteção civil.
 . . . . . . . 
 Artigo 11.º
 Órgãos
 1 - A ANEPC é dirigida por um presidente.
 2 - O presidente é coadjuvado pelo comandante nacional de emergência e proteção civil e por quatro diretores nacionais.
 Artigo 12.º
 Presidente
 1 - Sem prejuízo das competências que lhe forem conferidas por lei ou que nele sejam delegadas ou subdelegadas, compete ao presidente:
 a) Promover e coordenar as atividades em matéria de planeamento civil de emergência, em estreita ligação com as entidades e serviços públicos competentes em cada setor para o estabelecimento de mecanismos de mobilização de recursos, de acordo com as orientações do membro do Governo responsável pela área da administração interna;
 b) Superintender o sistema integrado de operações de proteção e socorro;
 c) Aconselhar o Governo em matéria de proteção civil e planeamento civil de emergência;
 d) Representar a ANEPC judicial e extrajudicialmente, bem como nos organismos internacionais de proteção civil e planeamento civil de emergência de que o Estado Português faça parte;
 e) Proceder, sempre que necessário, à articulação com o Ministério da Defesa Nacional, em matéria de planeamento civil de emergência a nível da Organização do Tratado Atlântico Norte (OTAN);
 f) Propor legislação de normalização de sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção e socorro;
 . . . . . . . .  
6 - O presidente exerce as competências previstas na lei para os cargos de direção superior de 1.º grau.
 7 - O disposto no n.º 5 não prejudica as competências operacionais dos chefes das Forças Armadas e dos dirigentes máximos das forças de segurança.
 8 - Para efeitos do disposto na Lei n.º 40/2006, de 25 de agosto, o estatuto previsto no n.º 5 é aplicável às iniciativas de proteção civil, ocupando o presidente da ANEPC, nas demais iniciativas, a posição imediatamente seguinte à dos Chefes dos Estados-Maiores dos ramos das forças armadas.
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sábado, 31 de janeiro de 2026

A  APROVEITAREM-SE, ou NÃO . . . . .

Coloca-se mais uma vez a questão de saber, perceber, se SIM ou Não há uns quantos a aproveitarem-se da tragédia alheia.

Olhemos a factos transmitidos pelas TV, reparemos em atitudes e declarações, de governantes, de militares, de autarcas, de gente diversa.

Temos um candidato a PR transportando garrafas de água. Patético.

Temos justas e duras críticas de autarcas a atitudes como a acima referida.

Temos um candidato a acusar tudo e todos sobre o que nunca aconteceria na sua 4ª República!

Temos elites a manifestar o seu apoio a Seguro.

Temos elites a convidar Seguro para ir ouvir a declaração de apoio.

Temos um candidato a PR a ter postura razoável ao visitar locais atingidos pela tragédia, com poucos jornalistas atrás (não é muitos é alguns) vincando que não está a fazer política, nem campanha, apenas a cumprir a sua obrigação de cidadão! Estou por isso certo que se não fosse candidato a PR também teria vindo das Caldas da Rainha logo na primeira hora e comparecer em Leiria e outros locais para cumprir a sua obrigação de cidadão.

Temos . . . . . não passamos disto!

Desgraçados de nós cidadãos comuns. Desgraçado Portugal com esta gentalha!

AC