PORTUGAL
O melhor país do mundo, disse pelo menos uma vez Marcelo Rebelo de Sousa.
O melhor país do mundo, disse pelo menos uma vez Marcelo Rebelo de Sousa.
Não, não é.
É um país muito pobre, e muito frágil.
Com aspectos fantásticos, com aspectos terríveis.
Os temporais e as catástrofes continuarão a expor as fragilidades terríveis de Portugal.É um país que, felizmente, desde 25 de Abril de 1974 mudou de vida quanto ao regime.
É formalmente uma República mas cheio de reizinhos.
Tragicamente faleceram concidadãos na sequência do que a depressão Kristin fez à sua passagem. Kristin e o terrível comboio que se lhe seguiu e, pelo que se vai sabendo, ainda podem surgir "mais composições".
Kristin, e "família", mais um fenómeno climático extremo. BRUTAL.
As notícias das primeiras horas seguintes à passagem da Kristin deram conta de grandes aflições sobretudo nas zonas da Figueira da Foz, Leiria, Alcobaça, Coimbra.
Telhados voaram, dezenas ou centenas de árvores partidas ou arrancadas, vias intransitáveis, imensas áreas isoladas de electricidade água e comunicações, desespero por várias regiões.
Hoje, em que a chuva já deu algumas tréguas, as inundações e as cheias têm baixado mas ainda há muitas zonas inundadas.
Há a certeza absoluta de que a devastação é brutal, e que dezenas de milhares de portugueses viveram e continuam a viver momentos dramáticos.
Conforme o tempo passa se apercebem de que a situação é muito pior do que fora imaginado, é muito pior em muitos distritos, concelhos.
Muitas regiões inundadas por causa das chuvadas brutais, do transbordar de rios e ribeiras, e de descargas de barragens.
As águas estão a baixar, lentamente.
Centenas de milhares de pessoas atónitas, desamparadas, desesperadas.
E muita coisa a desmoronar-se, a desabar, a desaparecer, ainda hoje.
Estradas municipais, ruas em cidades vilas e aldeias, muitas habitações destruídas, centenas de casas muito danificadas ou pelo menos abaladas, empresas micro e médias destruídas ou parcialmente danificadas, agricultura e horticultura muito atingidas, A1 danificada, toda a infra-estrutura do Mondego severamente atingida, centenas de pessoas evacuadas, etc.
É já uma certeza, trágica. À vista o que é Portugal!
* Por causa das ventanias brutais,
* por causa das chuvadas sem parar,
* por causa das derrocadas,
* por causa de desabamentos,
* por causa das inundações,
* por causa do desordenamento territorial,
* por causa do que as autarquias ao longo dos anos permitem e acomodam, embora Isaltino diga que não,
* por causa da pouca vergonha dos cabos da EDP e de outros pendurados em postes frágeis de madeira,
* por causa da fragilidade de torres da REN,
* por causa da ausência de prevenção,
* por causa da incompetência, e da inação de décadas dos sucessivos governos, veja-se o sistema na bacia do Mondego há anos sem manutenção,
* por causa da complacência cumplicidade e incompetência dos sucessivos deputados e Presidentes da República,
etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc.
Imagino, e infelizmente não devo estar enganado, que o impacto na economia será muito duro pois imensas empresas estarão perdidas ou perto disso. Além dos problemas na agricultura e habitacional, milhões serão necessários e que não caem do céu.
Um dos quadros mais elucidativos do que é responsabilidade (há décadas) de decisores/ responsáveis/ gestores/ chefes /dirigentes é o inacreditável hangar onde estavam abrigados e protegidos vários aviões F-16 da Força Aérea.
A fotografia é eloquente.
Sucessivos deputados, governos e gestões autárquicas e particularmente a partir de 1991 deram este "lindo" resultado.
Claro que a culpa é da mãe natureza, não é verdade?
Sem ventanias os postezinhos de madeira não caíam.
Sem chuvadas brutais ininterruptas, os rios e ribeiras não transbordavam.
Décadas sem responsabilização. Como agora irá acontecer.
Passarão semanas e voltaremos ao mesmo, digam o que disserem, Carneiro, Seguro, Montenegro, Raimundo, as Leitão (PS e IL) etc.
Oxalá eu esteja enganado.
Bom dia, tenham uma 4º Feira o melhor possível.
Saúde e boa sorte.
AC


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