sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A PROPÓSITO DA POLÍTICA NACIONAL

Há quem muito lamente e eu sou um deles, que a vida política nacional se tenha transformado num deprimente espectáculo, numa palhaçada contínua, a que vários titulares de órgãos de soberania deram um toque especial, sendo em minha opinião Marcelo Rebelo de Sousa um dos piores protagonistas deste lamaçal em que o pais sobrevive.

Há quem como eu aponte, e com razão quanto a mim, que pelo menos no século actual, a vida política nacional se transformou  num espectáculo permanente, deprimente, lamentável, constituindo o terreno arado e adubado para o crescimento de exibicionistas e populistas.

Eu acrescento, para o crescimento de incompetentes e malandragem.
Porque não tratando de resolver os problemas; tratando de não reformar; tratando de não olhar à maioria das normas Constitucionais.
Agravando as condições de vida de cada vez mais concidadãos assim gerando Chega e quejandos.

Há quem defenda e eu sou um deles, que as críticas na política se tornaram, impiedosas e insultuosas, não se olhando a meios para demolir quem não cai nas boas graças das bolhas.
Eu não pertenço a bolhas, e critico por vezes com dureza Marcelo e outros. Mas eu não sou político, jornalista, comentador, titular de órgão de soberania etc. Sou cidadão comum. 
Quando erro e o detecto, ou quando educadamente me chamam à atenção para algo menos próprio, corrijo-me, como sempre fazia Bento de Jesus caraça.

Há quem defenda e eu sou um deles, que o escrutínio a pessoas, a políticas, a políticos, a titulares de órgãos de soberania, a chefias as mais diversas, deve ser feita com rigor, em devido tempo, mas com regras de decência, com regras de boa educação, com assertividade, mas também com prudência e seriedade e sem se recorrer a baixeza, precipitações, e imoralidade.

Há quem defenda e eu sou um deles, que a vida política nacional não pode continuar refém do komentariado, de bolhas, de iletrados, de incompetentes, de pigmeus políticos, de gente sem escrúpulos, de gente indigna e sem princípios e valores essenciais.

A vida política actual, particularmente a dos últimos dez anos, tem confirmado: 
- Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo.
- Podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo.
- Mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.

Quanto à terceira frase, a minha dúvida cresce sobretudo ouvindo certos "balidos".

António Cabral (AC)

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