PORTUGUÊS - INGLÊS
Não, não estou a pensar em retroversões. Nada disso.
Não, não estou a pensar em retroversões. Nada disso.
Apercebi-me que há por aí um certo sururu porque o reitor da Universidade Nova de Lisboa fez um despacho que tem gerado inúmeras críticas negativas.
Confesso que não dei conta do início da coisa, e só ontem me apercebi do dito sururu.
Dei-me conta disso ontem um pouco antes de me deitar, pois ainda não tinha olhado para vários artigos de jornais que tencionava consultar e ainda não o fizera.
Concretamente, li à pressa a notícia da página 20 do Diário Económico de 20 de Fevereiro do corrente. E interroguei hoje quem pudesses estar mais dentro do folhetim. E há bocado reli a notícia.
Em síntese, do que me contaram, a ideia que me passaram era de que o dito reitor "despachou" no sentido da SBE passar a ter nome em língua materna.
Ora lida a notícia que já referi e se entendi bem, do que li as coisas não são exactamente assim isto é, não é para passar a ter nome português mas é para, além da designação em inglês, a Nova SBE ter cumulativamente a designação em língua portuguesa.
Ou seja e repito, se li bem, o tal reitor não pretende nem acabar com as aulas em inglês, nem destruir o histórico que elevou a Nova SBE ao lugar cimeiro que hoje tem.
O reitor quer apenas que seja cumprido o tal de Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior que impõe num tal art. 10º que as universidades têm de adoptar uma designação inequívoca em língua portuguesa.
Bem, não é coisa que me vá tirar o sono.
Burro velho como sou, aposto que além de tudo o mais, deve haver ódiozinhos entre vários "importantes" (???).
Adicionalmente, aposto que o despacho foi feito sem ter havido diálogos.
Finalmente, e eloquente exemplo do Portugal em que vivemos, o tal Regime Jurídico acima referido é de 2007 e, segundo a notícia, estará agora em fase de revisão na Assembleia da República.
Revisão em que, de acordo ainda com o jornal, a perspectiva é de que os deputados quase todos irão manter a formulação - título/ nome em inglês mas também em português.
É Portugal, não levem a mal!
António Cabral (AC)
Ps: aparentemente o reitor estar a olhar para questões de eficácia e eficiência quanto a custos, despesas, sinergias e, naturalmente, aposto que em algumas coisas é capaz de ter razão em outras não deve ter.
E, é quase certo, há-de haver guerrinhas de capelinhas. Aposto!
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