JOSÉ MEDEIROS FERREIRA
Como sempre acontece, haverá quem o tinha/ tem em boa conta e haverá quem dele nada bem pense. É da vida.
Ideologias à parte (socialista, que não sou), sempre o considerei um homem decente, culto, frontal, educado, assertivo, democrata,
historiador sério, ponderado, defendendo os seus pontos de vista com honestidade intelectual. Tenho vários dos seus livros.
Segui atentamente muitos dos seus artigos.
Firme crítico de várias coisas que foram ocorrendo no seio da "chamada elite nacional", uma das suas curiosas e certeiras tiradas era esta - há por cá bons alunos de péssimos mestres.
Estou plenamente convencido de que se estivesse entre nós seria forte crítico desta UE que nos está a arrastar para uma situação potencialmente belicosa.
Uma UE que até 2022 mamava e bem no gás e petróleo russos, uma UE que daí para cá gasta exorbitantemente mais dinheiro na compra dos indispensáveis combustíveis, uma UE com uma política externa onde é difícil ver equilíbrio, clareza, coerência, rumo.
Uma UE que, forçosamente, vai globalmente dinamitar o estado social, para comprar material de guerra, para reactivar e incrementar produção própria nessa área.
Na UE e cá dentro caro Medeiros Ferreira, a maioria dos mestres têm sido maus, alguns verdadeiramente horrorosos e, portanto, sempre a deixarem passar péssimos seres que assim confirmam a sua tirada - há por cá bons alunos de péssimos mestres.
Há e tenho a impressão de que são em maior número que antes.
António Cabral (AC)
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