ENERGIA e LINHAS de ALTA TENSÃO
Tenho por hábito ler tudo o que alcanço.
Quanto a jornais e revistas nacionais e internacionais tenho por hábito ir reler bastante mais tarde certos textos.
No Expresso de 2 de Janeiro passado foi publicada uma entrevista a Rodrigo Costa, há mais de dez anos o presidente executivo da REN (Redes Energéticas Nacionais).
Dona portanto das torres de diferentes tamanhos e alturas que sustentam as linhas de alta tensão de distribuição de energia em Portugal.
Interessou-me, e retive, sobretudo o seguinte:
- uma preocupação quanto aos pedidos pendentes de ligação à rede;
- uma previsão de construção de mais 430 Km de linhas de alta tensão, tendo em 2025 sido construídos 250 Km;
- a REN não tem no presente qualquer dificuldade financeira, nem dificuldades em termos de recursos humanos;
- registam-se grandes obstáculos por parte de autarquias relativamente à implantação de torres;
- é acima da REN, governo e regulador, que são definidas as necessárias contrapartidas às autarquias no âmbito do processo de implantação de torres.
Retive ainda a seguinte verdade de La Palisse: "não podemos querer ter electricidade em alguns locais sem que as linhas passem pela propriedade de alguém.
Bem, mas isso é esquecer o que são muitos portugueses e designadamente muitos dos formalmente chamados responsáveis. Querem bons telemóveis por exemplo, mas que a exploração do lítio seja feita fora da sua autarquia, fora do seu quintal.
É esquecer que muitas vezes o fito dos formalmente chamados responsáveis é agradar, é cativar populações, e garantir assim mais mandatos.
Racionalidade, fazer o que deve ser feito, impedir ilegalidades, isso é que não.
Bom dia, tenham uma boa 5ª feira
Saúde e boa sorte
AC
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