O meu voto amanhã será, como creio que será o da maioria dos portugueses, um voto óbvio. Mas esta evidência não resulta, como seria desejável, de qualquer entusiasmo, mas de uma resignação conformista – em grego, diria sem thymós.
Na verdade, Portugal continua – digo-o há anos – um país desvitalizado, rebocado, sem qualquer estratégia.
Que vive os seus graves problemas sem uma bússola que lhes dê sentido, e sem qualquer magnetismo que impulsione a sua resolução. Um país que vive atordoado por uma crise cuja natureza e amplitude não quis, ou não soube, prever e compreender – e que, agora, não vislumbra como enfrentar e superar.
E como se vive a folhetinizar todos os acontecimentos, entre catástrofes e efemérides, escândalos públicos e vidas privadas, escapa‑lhe tanto o sentido da história que explica, como o pressentimento do futuro que mobiliza. Estamos nisto!
(Manuel Maria Carrilho)
(sublinhados meus)
Assino por baixo.
Bom dia.
Tenham um bom início de semana.
Saúde e boa sorte.
António Cabral (AC)
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