LIDO POR AÍ
Japão extrai com sucesso terras raras em missão em águas profundas no Pacífico. Japão quer diminuir dependência face à China em matéria de terras raras, que são essenciais em vários setores da economia.
A que preço sai isto que o Japão levou agora a efeito? A tecnologia actual é já boa quanto baste para actuar em certas profundidades, com razoabilidade de custo? Desconheço, mas creio saber algumas coisas.
Terras raras, é coisa rara de facto.
Melhor, são poucos os países que dispõem destes recursos em grandes quantidades, em terra batida. China é líder.
Em Setembro e Outubro de 2010 (escassas centenas no mundo saberão) e na sequência das disputas marítimas (ilhas e ilhas) que se desenrolam há muito entre a China e o Japão, a China suspendeu por algum tempo a exportação de terras raras para o Japão.
Consequências?
Claro, graves, nomeadamente afectação dramática na indústria electrónica japonesa de alta precisão.
Não sei em concreto o que se combinou no plano diplomático para que as coisas voltassem ao normal quanto à exportação de terras raras para o Japão. A paragem creio que não chegou a dois meses, mas causou danos e algum pânico.
Uma coisa é certa, em 2011 o Japão já tinha demonstrado que em algumas áreas do Pacífico, os sedimentos no fundo oceânico se apresentavam enriquecidos em terras raras e também ítrio, com valores interessantes do ponto de vista económico.
Essa riqueza parece ser fácil de extrair dos sedimentos, por processo de "lixiviação" com ácidos fracos.
Interessante e a seguir.
Saúde e boa sorte.
AC
Sem comentários:
Enviar um comentário