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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

PORTUGUÊS  -  INGLÊS
Não, não estou a pensar em retroversões. Nada disso.

Apercebi-me que há por aí um certo sururu porque o reitor da Universidade Nova de Lisboa fez um despacho que tem gerado inúmeras críticas negativas.

Confesso que não dei conta do início da coisa, e só ontem me apercebi  do dito sururu.
Dei-me conta disso ontem um pouco antes de me deitar, pois ainda não tinha olhado para vários artigos de jornais que tencionava consultar e ainda não o fizera.

Concretamente, li à pressa a notícia da página 20 do Diário Económico de 20 de Fevereiro do corrente. E interroguei hoje quem pudesses estar mais dentro do folhetim. E há bocado reli a notícia.

Em síntese, do que me contaram, a ideia que me passaram era de que o dito reitor "despachou" no sentido da SBE passar a ter nome em língua materna. 
Ora lida a notícia que já referi e se entendi bem, do que li as coisas não são exactamente assim isto é, não é para passar a ter nome português mas é para, além da designação em inglês, a Nova SBE ter cumulativamente a designação em língua portuguesa.

Ou seja e repito, se li bem, o tal reitor não pretende nem acabar com as aulas em inglês, nem destruir o histórico que elevou a Nova SBE ao lugar cimeiro que hoje tem.
O reitor quer apenas que seja cumprido o tal de Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior que impõe num tal art. 10º que as universidades têm de adoptar uma designação inequívoca em língua portuguesa.

Bem, não é coisa que me vá tirar o sono.

Burro velho como sou, aposto que além de tudo o mais, deve haver ódiozinhos entre vários "importantes" (???).
Adicionalmente, aposto que o despacho foi feito sem ter havido diálogos.

Finalmente, e eloquente exemplo do Portugal em que vivemos, o tal Regime Jurídico acima referido é de 2007 e, segundo a notícia, estará agora em fase de revisão na Assembleia da República. 
Revisão em que, de acordo ainda com o jornal, a perspectiva é de que os deputados quase todos irão manter a formulação - título/ nome em inglês mas também em português.

É Portugal, não levem a mal!

António Cabral (AC)

Ps: aparentemente o reitor estar a olhar para questões de eficácia e eficiência quanto a custos, despesas, sinergias e, naturalmente, aposto que em algumas coisas é capaz de ter razão em outras não deve ter. 
E, é quase certo, há-de haver guerrinhas de capelinhas. Aposto!

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

QUALIDADES e COMPETÊNCIAS
Penso que o Coronel Carlos Penha Gonçalves se não está quase vai a caminho de dois meses como responsável pela logística do processo de vacinação COVID e gripe. 
Tive curiosidade e fui à procura do CV do homem, sobretudo depois de ouvir tantas queixas sobre a sua frouxa actuação comparativamente com o herói das vacinas. Uma das queixosas, a inarrável senhora da  ordem dos enfermeiros.
Ando com a sensação de que este Coronel não tem nem pouco mais ou menos os meios que colocaram à disposição do herói das vacinas. Creio que é capaz de ter para aí metade. 
E quem providenciou essa máquina ao herói das vacinas? 
Foram os ministérios da saúde e defesa nacional e neste com grande ênfase o chefe do estado-maior general das Forças Armadas, que na Marinha tinha sido superior hierárquico do herói das vacinas.
Os centros de vacinação que possibilitaram a vacinação em massa no tempo do herói foram em boa parte encerrados e o herói das vacinas partiu para outra.
Agora, o Coronel que se desenrasque!
Mas, como dizia em cima, estava com curiosidade e vejo que o Coronel tem formação de alto gabarito.
 
É licenciado em Medicina Veterinária pela Universidade de Lisboa (1984),
Mestre em Biologia Molecular pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (1992),
Doutorado em Imunologia pela Umea University, Suécia (1999).
Prestou provas de Agregação na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (2007).
Ingressou no quadro permanente de Medicina Veterinária do Exército em 1986 no posto de Tenente.
Foi promovido ao posto de Coronel em 2008.
Entre 2000 e 2001 foi investigador pós-doutorado no Cambridge Institute of Medical Research, University of Cambridge, UK.
Chefe da Unidade de Genómica do Instituto Gulbenkian de Ciência entre 2002 e 2018.
Desde 2003 é investigador principal do laboratório de Genética de Doenças no Instituto Gulbenkian".

Não está mal. Mas, lá está, o homem não parece querer ir para chefe do Exército. Pelo menos não está ainda a fazer campanha promocional!
AC