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sexta-feira, 5 de abril de 2024

O  BANHEIRO
Nos dias de hoje, nas praias, há nadadores salvadores, há funcionários das diversas e diferentes concessões.

Mas há muitos anos, nas praias, não havia a estrutura legal que hoje existe, que por lei transferiu para os concessionários das praias a responsabilidade de contratar os nadadores salvadores, a responsabilidade pela segurança dos banhistas.

Claro que há uns quantos agentes da Polícia Marítima e do Instituo de Socorros a Náufragos que patrulham as praias nas famosa VW Amarok. Essa vigilância mantêm-se.

Mas no passado havia banheiros.
Havia banheiros mais importantes que outros, havia banheiros mais atentos que outros, e até conheci um banheiro que fazia os possíveis e os impossíveis para que toda a gente reparasse que ele estava lá.

Fazia os possíveis e os impossíveis para que, não só reparassem nele como conseguia que fossem assiduamente ter com ele, e perguntar-lhe qualquer coisa, sobre as bóias de salvamento, ou os toldos, muitas vezes até querendo saber a opinião dele sobre o estado do tempo, os fatos de banho, a hora da maré baixa, ou o que ele recomendava quanto a bronzeadores.

Havia banheiros e banheiros, mas esse que conheci, muito alto, por vezes um pouco vaidoso a roçar o arrogante, sobressaía no seio dos outros banheiros. 

Tinha até aspirações a vir a ser presidente da associação de banheiros do Continente e, frequentemente, dava entrevistas para os jornais das terras, de Lisboa a Cascais.

Que eu tenha conhecimento foi sempre tentando ser esse presidente, creio que nunca conseguiu. 
Apesar da proficiência profissional, a credibilidade sempre o traiu. 
António Cabral

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

QUALIDADES e COMPETÊNCIAS
Penso que o Coronel Carlos Penha Gonçalves se não está quase vai a caminho de dois meses como responsável pela logística do processo de vacinação COVID e gripe. 
Tive curiosidade e fui à procura do CV do homem, sobretudo depois de ouvir tantas queixas sobre a sua frouxa actuação comparativamente com o herói das vacinas. Uma das queixosas, a inarrável senhora da  ordem dos enfermeiros.
Ando com a sensação de que este Coronel não tem nem pouco mais ou menos os meios que colocaram à disposição do herói das vacinas. Creio que é capaz de ter para aí metade. 
E quem providenciou essa máquina ao herói das vacinas? 
Foram os ministérios da saúde e defesa nacional e neste com grande ênfase o chefe do estado-maior general das Forças Armadas, que na Marinha tinha sido superior hierárquico do herói das vacinas.
Os centros de vacinação que possibilitaram a vacinação em massa no tempo do herói foram em boa parte encerrados e o herói das vacinas partiu para outra.
Agora, o Coronel que se desenrasque!
Mas, como dizia em cima, estava com curiosidade e vejo que o Coronel tem formação de alto gabarito.
 
É licenciado em Medicina Veterinária pela Universidade de Lisboa (1984),
Mestre em Biologia Molecular pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (1992),
Doutorado em Imunologia pela Umea University, Suécia (1999).
Prestou provas de Agregação na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (2007).
Ingressou no quadro permanente de Medicina Veterinária do Exército em 1986 no posto de Tenente.
Foi promovido ao posto de Coronel em 2008.
Entre 2000 e 2001 foi investigador pós-doutorado no Cambridge Institute of Medical Research, University of Cambridge, UK.
Chefe da Unidade de Genómica do Instituto Gulbenkian de Ciência entre 2002 e 2018.
Desde 2003 é investigador principal do laboratório de Genética de Doenças no Instituto Gulbenkian".

Não está mal. Mas, lá está, o homem não parece querer ir para chefe do Exército. Pelo menos não está ainda a fazer campanha promocional!
AC

domingo, 2 de maio de 2021

PAPA  FRANCISCO
Afastai-vos, por favor, da vaidade, do orgulho e do dinheiro: o diabo entra pelos bolsos. Pensai nisto.
AC

segunda-feira, 5 de abril de 2021

A  PROPÓSITO  de  PEDANTES
Em qualquer democracia, mesmo na nossa que vai resvalando devagarinho muito mais para o formal, os militares juram perante a Bandeira Nacional do respectivo país. 
É assim também em Portugal, os militares juram perante o Símbolo Nacional (CRP, Art. 11º) e não juram nada a Presidentes da República, à Assembleia da República ou aos deputados, aos Governos e Primeiro-Ministros. E, como estabelece a nossa constituição, as Forças Armadas estão subordinadas aos Órgãos de Soberania (CRP, Art. 275º, nº 3) e ao serviço do povo português (CRP, Art. 275º, nº 4).
Há por aí uns pedantes de linguagem sofisticada e sempre a beber do fino que parece confundirem subordinação com submissão. Claramente não entendem a diferença, confundem sonhos e desejos  com realidades. É no que dá o inchaço de vaidade e vacuidade.
AC

segunda-feira, 29 de julho de 2019

DIPLOMACIA, DIPLOMATAS, POLÍTICA EXTERNA, PROTOCOLO  e..... VAIDADES
Por razões familiares e, depois, mais tarde, por razões de carreira, cedo me interessei por política, pelas questões das sociedades, e no meio de muita coisa mais, tive a felicidade de conhecer diplomatas nacionais e estrangeiros mas, sobretudo, tive a felicidade de ter dois  diplomatas na família. Um, infelizmente, há muito falecido, partiu muito cedo. Outro, muito curvado já nos seus 86, mas lúcido que nem um alho.
Vem isto a propósito do que vou vendo por aí, anúncios de visitas, visitas, deslocações inusitadas (há sempre orçamento desde que quem paga não seja hostil), a nossa política externa, e também o que alguns dizem e escrevem.
Nesta coisa de diplomatas como aliás em todas as profissões, existem sempre histórias e histórias, umas correspondendo a realidades acontecidas, outras aumentadas, outras porventura roçando a mentira.
E há diplomatas e diplomatas. E, como em todas as carreiras e profissões, há bons profissionais e maus profissionais, e há vaidosos e mal educados.

Vem isto a propósito do que acima refiro mas, também, porque ao vasculhar documentação e recordações, veio-me à memória coisas gostosas e outras curiosas e outras caricatas.
Andava eu por exemplo pela Holanda  (1991-1992) quando um dos nossos representantes à época me contava coisas deliciosas.
Desde um Tuga sem jeito nenhum para política e coisas governamentais quanto mais europeias que, ido de Lisboa para mais uma reunião, a dada altura transmitiu que o seu "first-ministre"......
Ou desde o sujeito muito ufano de apresentar aos convivas "peixe em papelotes".
Ou do que embirrava com cisnes e gansos! ENFIM.

Mas, e aqui o meu ponto, nisto de diplomatas como aliás em todas as profissões, sempre me impressionou MAL aquele tipo de pessoa auto-convencido, sobranceiro na sua sabedoria (muitas vezes exagerada) e conhecimento de sítios finos, e que não se cansa de maçar outrem, presumindo que poucos sabem comer com talher de prata mas sobretudo desconhecendo para que serve cada um dos utensílios à volta dos pratos. ELE sabe.
Define bem a categoria de uma pessoa, por exemplo, a frase que rematou uma célebre/ clássica cena protocolar:
" Those who care, don't count, those who count don't care".
Andam por aí muitos vaidosos. O povo chama-lhes cagões. Coitados.
AC

quarta-feira, 10 de abril de 2019

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Historiadores, Marinha, almirantes
Nos passados 6 e 8 de Junho coloquei 2 posts com as minhas dúvidas acerca de quem teria sido o 1º almirante da Marinha de Guerra. No dia 11 de Junho voltei ao tema pois tinha recebido informação fidedigna de um credenciado estudioso da matéria.
A conclusão principal é que parece não existirem dúvidas de que, apesar da tal nomeação de 1307, foi em 1317 que D.Dinis, insistindo no assunto, determinou a criação de uma Marinha estruturada e, do que se sabe, foi de facto com o genovês Manuel Pessanha que a coisa levou finalmente rumo.
Daí que, no passado dia 20 De Maio, dia da Marinha, se tenham celebrado também os tais 700 anos decorridos sobre a decisão de D.Dinis.
Atentando no evento e na celebração no passado 20 de Maio, para um leigo nestas coisas e observador que procura estar atento, ficou-me a sensação de ter havido sobretudo um afagar de egos e vaidades na tribuna e nos discursos em vez de se explicar com detalhe aos portugueses essa longínqua e estratégica decisão, e a importância que cada vez mais deviam ter uma Marinha e os seus meios num País com mar sem fim. Mas devo ser eu que vejo mal a coisa.
Mas, se por acaso estiver a ver bem, então tudo bate certo com a qualidade de certos protagonistas.
E porque volto ao tema quando já tinha recebido a informação fidedigna que me fez elaborar o post de 11 de Junho?
Porque um dos mais brilhantes professores catedráticos e que me honra com a sua amizade me fez chegar os seus contributos sobre esta questão. E aqui vai o complemento ao post de 11 de Junho, em que o essencial já lá estava.

Alguns documentos, ou mesmo muitos, nem sempre são claros e inequívocos. Além disso, digo eu, a malta da história ainda gosta, por vezes, de torcer mais as coisas...
Ele confirmou-me - "há até, um extenso documento de 1317 que constitui o contrato pelo qual o rei D. Dinis concede uma série de privilégios ao seu novo almirante-mor".
Fica naturalmente a pergunta sobre por que razão o monarca terá substituído o almirante-mor nomeado em 1307 pelo genovês em 1317.
Diz, entre muitas outras considerações, o meu amigo - "É bem possível que Nuno Fernandes Cogominho não tenha dado conta do recado e que D. Dinis tenha ido buscar lá fora um especialista. Até porque se repetiam os ataques muçulmanos a povoações na costa sul de Portugal, ataques desferidos a partir de embarcações vindas do sul da Península Ibérica e do Norte de África. Além da intensa actividade de corso, tanto muçulmano como cristão, que existia no chamado Golfo ou Mar das Éguas, na embocadura do Atlântico com o Mediterrâneo. O documento que refiro acima, de D. Dinis, tem uma grande solenidade, ao passo que não há nada de semelhante em relação ao Nuno Fernandes Cogominho".
E agora, reitero, pena é que no presente, e num País cheio de mar por todos os lados, visões estratégicas equivalentes ás que encontramos em períodos da nossa história nem "indo ao Totta" se encontram. Lamentável.
António Cabral (AC)

domingo, 9 de abril de 2017

NOTAS BIOGRÁFICAS, CV's
Acontecem-nos coisas, ás vezes, para as quais não se encontra explicação fácil, justificação.
É o caso hoje. 
Então não é que dei comigo a espiolhar os "sítios" dos principais partidos nacionais ?(principais, dada a presença na AR). Encontram-se coisas muito curiosas.
Por exemplo, notas biográficas.
Ajuda muito a melhor perceber os figurões que por aí andam.
Querem um exemplo?
Vejam-se as notas biográficas no PS, começando pelos primeiros três nomes, Carlos César, António Arnaut e António Costa.
Palavras para quê? Vão lá espreitar, e logo perceberão o que quero dizer, mas não vou especificar!
AC

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Do endeusamento em Portugal. Uma das razões porque continuamos mal.
Falhei como primeiro ministro, mas vão ter-me como presidente da república, e no segundo mandato vão morder o pó.
Julgam que vou desistir, enganam-se, hei-de mesmo ser presidente da república, depois vão ver.
Fui o melhor da faculdade, e sei falar e ouvir toda a gente. Mas já estou farto, vou-me embora.
Aprendi nas lides de rua qual a melhor altura para me pirar daqui. Ora aí está a oportunidade.
Que diabo, chamaram-me à pressa, estava na praia, não tive tempo de ler o que ia dizer, e agora correm comigo. Ah, mas não se livram de mim.
Ora aqui têm, julgavam que eu não era capaz. Fui o primeiro a consegui-la, e agora vou mas é aproveitar bem isto. Vou também seguir o lema - "para os amigos tudo".
Pois se estão convencidos que eu não era capaz, vejam, está bem à vista. E vou continuar.
Quero lá saber das minudências de cartazes, sondagens, listas, jornalistas, assessores, crise europeia, agora é a minha vez, deixem passar!
AC