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sexta-feira, 25 de julho de 2025

EM  50,  MAIS  QUE  EM  500

Em 50 anos, Angola fez mais do que em 500 anos fez o colonialismo.

Creio que a frase supra retrata quase fielmente o que foi proferido pelo ex-guerrilheiro/ ex-combatente/ ex-ministro da defesa do ex-presidente Santos/ actual presidente de Angola durante a entrevista que concedeu antes de chegar a Portugal, para uma visita de Estado iniciada esta 6ª Feira.

A liberdade de expressão em Portugal está constitucionalmente protegida.

Creio que nos países outrora colónias portuguesas esta liberdade está igual e formalmente protegida.
 
Pessoalmente, em relação a alguns desses novos países, não estou certo do que acontece à liberdade depois de alguns exercícios de liberdade de expressão. 

Voltando à declaração do actual presidente de Angola, e tendo bem gravadas as palavras dele, além da frase já referida, só posso sorrir.

Na entrevista concedida a um conhecido jornalista português referiu várias coisas e designadamente, a construção de muitas escolas, hospitais, estradas etc. FANTÁSTICO.

Começo pelo Portugal de outrora.

Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Timor-Leste, Brasil, Goa Damão e Diu foram sendo descobertos por nós, pelos portugueses de antanho. Portugal apropriou-se desses territórios, como por toda a parte fizeram a França, Espanha, Holanda, Inglaterra, Itália, etc. A chamada epopeia dos Descobrimentos.

D.João II e o seu confrade espanhol/ castelhano tiveram artes de dividir o mundo, o descoberto e o por descobrir.

Obviamente que durante séculos, porventura 200 a 300 anos, pouco mais se desbravou em África do que fracas incursões a partir da costa. Porventura no Brasil se andou mais para dentro. Aliás o ouro creio que confirma isso.

Umas décadas depois da independência do Brasil, Bismarck convocou a famosa Conferência de Berlim. 

Discutiu-se em Berlim, de 15 de Novembro de 1884 a 26 de Fevereiro de 1885, basicamente três meses.

Mas já antes desta conferência, Bélgica e França por exemplo, porventura também o Grã-Bretanha/ Reino Unido, já tinham andado a olhar para os territórios Africanos, e a tratar de certas divisões de territórios.  

Um dos exemplos foi a célebre divisão da grande região do Congo, o Congo - Leopoldville para a Bélgica ou para o seu Leopoldo de então, e o Congo - Brazzaville para França. Portugal continuou com os seus territórios.

Qual o fito da conferência de Berlim?

Formalmente, o ardiloso e hábil Bismarck convenceu vários países a reunirem-se em Berlim para ponderar e regulamentar a liberdade de comércio em África e, muito concretamente, o comércio em certas extraordinárias bacias Africanas como as do Congo e Níger, mas também e sobretudo, para deliberar sobre novas ocupações em África e assim regular o Direito Internacional Colonial.

Claro que outras coisas foram tratadas. 
Como a navegação nos rios internacionais, outras questões de comércio internacional, tráfico de escravos, e muito para definir novas regras quanto a ocupações futuras de territórios Africanos.

No fim desses "concílio" ficou claro o normativo quanto a regras oficiais da colonização.
Acabaram os direitos históricos por exemplo reclamados por Portugal mas não só pelo nosso país.
Ficou definida a questão do território e, portanto, da necessidade de efectiva ocupação territorial. Ocupação do interior e já não apenas o bordejar das costas.

De Berlim resultaram várias coisas: reconhecimento/ confirmação da posse de vários territórios já existentes/ detidos por Estados Europeus, elaboração de muitos tratados de países Europeus / colonizadores relativamente a África, a Alemanha passando a administradora dos então Sudoeste Africano, Tanganica, Camarões e Togo, a Grã-Bretanha/ Reino Unido administradora da África Austral/ África do Sul como também de grande parte da África Oriental, a Bélgica e a França administradores das suas possessões, e o império Otomano vendo as suas possessões a começar a ir por água abaixo, 

Um dos resultados da conferência, apontando ao tratar depois de ocupar território, foi também Portugal apresentar o famoso mapa cor-de-rosa, que viria a ter o desfecho conhecido. A ligação Angola Moçambique finou-se.
A Grã-Bretanha queria (nunca conseguiu) fazer coisa idêntica em África, mas no sentido Norte-Sul. O seu grande explorador Cecil tinha isso em mente.
 
Voltando ao presidente Angolano e às suas frases já citadas, parece-me indiscutível que até finais dos anos 50 do século XX as nossas colónias viviam num estado deprimente, quanto a desenvolvimento e justiça social. A este propósito, recordo o que se passou na minha família.

Os meus pais, partiram para Luanda comigo em Março de 1948, tinha eu cerca de três meses. O meu infelizmente já falecido irmão e mais novo que eu, nasceu em Luanda. 
Estupidamente, embora eu tenha percebido mais tarde as razões, a minha mãe destruiu o documento de identificação dele, onde estava bem identificado - branco de segunda!

Continuando.
É sobretudo no início de 1960 que se começa a olhar mais seriamente para os territórios em África. E veio a guerra.

Creio indesmentível que em 1974 Luanda, Lourenço Marques e outras cidades em Angola Moçambique e Cabo Verde nada deviam aos tempos de 1950. E os interiores também não.
Mas subsistia muito por desenvolver, Angola e Moçambique sobretudo são territórios imensos.

Em síntese, e porventura com algum lapso mas procurando ser isento, durante séculos pouco ou nada fizemos como aliás outros colonizadores, mas a situação alterou-se muito nos últimos 30/35 anos antes do 25 de Abril de 1974. 
TARDE. 
JÁ ERA MUITO TARDE. 
E A CASMURRICE DE SALAZAR E CAETANO PIORARAM TUDO AINDA MAIS.

O sr presidente de Angola, no seu estilo aparente de sereno estadista mas não conseguindo esconder a sua arrogância, podia ter sido mais rigoroso.

Podia por exemplo ter dito que muito se foi fazendo em Angola de 2000 até ao presente.
Que construíram pouco desde a independência em 1975 até 2000, apesar da imensa e intensa ajuda por parte de Cuba, URSS e China.

E podia, sobretudo, ter decoro e lembrar-se que há muitos portugueses que viajam constantemente para Luanda, e têm a noção rigorosa do que hoje é Luanda a partir de pouco depois do centro finório das elites e da redoma onde vive enclausurado, tal como vivia o seu antecessor dos Santos. 
Um pouco de decoro e de menor arrogância não lhe ficavam mal.

António Cabral (AC)

domingo, 25 de maio de 2025

(lido por aí)

. . . . .
Normalmente, os políticos são muito cuidadosos para não darem sinais de arrogância
. . . . . .

Ahn . . . . Importa-se de repetir?
AC

segunda-feira, 19 de maio de 2025

MANTEVE  A  ARROGÂNCIA 

Ouvi o discurso do arrogante Pedro Nuno Santos na noite de ontem, já tarde.
O mesmo estilo de sempre, arrogante, o mesmo estilo de vénias toscas de agradecimento, exactamente iguais às que fez quando veio reconhecer depois a chapada de desautorização de António Costa.

O esgar facial, amarelo, de Carlos César quando o arrogante se lhe dirigiu voltando-se para trás - eu saía já - disse tudo quanto ao monstruoso incómodo que se viverá no PS.
A Leitão não destoou do que sempre tem sido. Deplorável.

Prognósticos são difíceis de fazer, mas eu não os faço no fim do jogo. Faço agora, por muito difíceis que sejam.
Poderei errar, mas faço-o com honestidade intelectual, e se errar cá estarei para me corrigir. Nunca esqueço o exemplo de Bento de Jesus Caraça.

Como escrevi ontem, Montenegro reforçou um pouco a sua margem, mas mesmo com IL não obtém maioria absoluta no Parlamento. Porventura terá mais um mandato dos 4 de fora que estão em jogo, e só se saberá o resultado a 28 de Maio (que raio de data!)

o execrável Ventura/ Chega (opinião pessoal, naturalmente) mas que democraticamente respeito pois tem os mandatos que tem porque nele votaram meus concidadãos, aí está para tentar destruir o que resta do sistema.

Mais uma vez agradeço a António Costa, o político para mim mais vigarista da nossa história democrática. Chamam-lhe o habilidoso. 
Aí está o resultado das suas habilidades. 
Passou anos a fazer encher o Chega, sempre afirmando que PSD e Chega era tudo farinha do mesmo saco.

Não tenho bola de cristal, Marcelo começa amanhã a ouvir os PSD, Chega e PS.

Na delegação do PS estou em crer que Pedrinho não irá a Belém
Pedrinho ficará sentado na última fila na AR.
Sim, não vai largar o lugar de deputado eleito.

Que dirá Marcelo aos três partidos e depois à IL?

Ventura dirá, provavelmente - olhe, mal estejamos na AR vai sair a CPI potestativa à Spinunviva/ MontenegroAlém disso não apoiaremos o governo de Montenegro a menos que ele faça um acordo connosco e nós fiquemos com vários ministérios.

Sabem o que penso Ventura quererá?
Administração interna, Defesa, Finanças  e economia.

Não faço ideia do que Marcelo dirá aos partidos. provavelmente quererá amarrar pelo menos o PSD e IL e PS a um acordo na AR.
Duvido que consiga. Talvez PSD e IL seja viável.
Duvido que PS e PSD façam acordo parlamentar, mesmo sem PNS.

No PS, a ala bloquista de Pedrinho e Leitão e outros mais, vai encolher-se por agora, vai resguardar-se?
José Luís carneiro será aceite para novo secretário-geral do PS?

À direita do PS há uma maioria teórica de um pouco mais de 2/3 dos deputados. Coisa que, teórica e formalmente, dá para alterar leis e, até, a CRP. Veremos.

A lei eleitoral que, tal com está, me parece cada vez mais injusta para as poucas populações para Leste da linha imaginária de 80 Km, Norte-Sul marcada a partir da costa de Portugal Continental, é coisa para que o PSD irá olhar?

Uma coisa me parece indiscutível, Pedrinho levou um "tau tau" muito bem merecido. Tal como a Mortágua!

E que dizer do fanfarrão Raimundo que no seu discurso não disse que o PCP ganhou mas garantiu que ia manter os 4 deputados?
Ficou com 3! E está cheio de sorte. 
Quando falecerem mais umas largas centenas de idosos . . .

Mas voltando ao Pedrinho, confirmou-se que não percebe bem certas coisas. 
Gosta é muito de berrar que pode colocar os outros a tremer de susto!

Por exemplo, moderação, flexibilidade, responsabilidade, respeito pelo cidadão comum, estilo de comunicação, empatia, prudência, realismo, são coisas que não cabem na sua cabecinha, formatada apenas para "boutades", arrogância, vertigem pela condução de carros desportivos muito caros, irresponsabilidade, leviandade, capricho, e nunca quis interiorizar que, não tinha as características mínimas e necessárias para dirigir o PS, um dos grandes partidos construtores da Democracia.

Talvez nem tenha características para tomar conta das fábricas de sapatos da família.

Vamos aguardar.

António Cabral (AC)

Adenda:
Esqueci-me dizer mais umas "coisitas"!

O BE irá mesmo desaparecer?

O Livre é o novo BE recauchutado?
Em 2019 BE = 19 ! Agora a Mortágua ainda tem emprego, o resto incluindo o padreca e outras carcassas foram varridos.

E o JPP? Será uma espécie de Chega de esquerda?

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

ABSOLUTAMENTE  de  ACORDO
Respeito, sempre, a opinião de outrem, concordando ou discordando.
Absolutamente de acordo com Henrique Monteiro.
Particularmente com o que escreve sobre a inarrável deputada socialista.
Como diz Henrique Monteiro, um portento de subtileza e, acrescento eu, um portento de arrogância e coerência.

AC

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

VIRTUDES  MILITARES

. . . . . 
"Sendo a coragem a primeira das virtudes militares, o que se espera do chefe militar de um país democrático é a assunção plena das suas responsabilidades. Estas, numa situação extrema, poderão tornar indispensável o pedido de DEMISSÃO, acompanhado da pública defesa dos seus pontos de vista. Mas terá que ficar claro que esse gesto equivale ao tombar no campo de batalha e não a uma retirada sem glória".

(30MAR1997, Jornal de Notícias, David Martelo, Coronel, Ref.)

(sublinhados da minha responsabilidade)

António Cabral



Comandante da Zona Marítima do Sul exonerado após lanchas serem vandalizadas
(sublinhados da minha responsabilidade)

No espaço de dois anos, Mário Figueiredo é o segundo comandante da Zona Marítima do Sul que é afastado por situações ligadas a lanchas de narcotráfico.

Mário Figueiredo, Comandante da Zona Marítima do Sul, foi esta quinta-feira exonerado do cargo, confirmou ao CM fonte oficial da Autoridade Marítima.

Em causa, segundo apurou o CM, estará o vandalismo de várias lanchas da Polícia Marítima e Fuzileiros, que tinham sido usadas na semana passada numa operação de combate ao narcotráfico em águas internacionais. Fonte da Autoridade Marítima não confirma a relação da exoneração com o vandalismo das lanchas, adiantando que "se trata de uma medida de gestão da Marinha e Autoridade Marítima".

Sabe o CM que foram cortados os flutuadores das lanchas e que as mesmas se encontram neste momento inoperacionais. Eduardo Luís Pousadas Godinho, Comandante do Porto de Portimão, irá assumir as funções temporariamente.

No espaço de dois anos, é o segundo comandante da Zona Marítima do Sul, depois de Rui Santos Pereira, que é exonerado por situações ligadas a lanchas de narcotráfico
.

Li esta notícia online. Nada me espantou.

Sei que determinados assuntos e designadamente os ligados a, segurança, justiça, disciplina, recursos humanos financeiros e materiais, têm uma certa proteção administrativa, uma certa classificação de acordo com as leis e normativos diversos. São protegidos.

Mas também sei que estes aspectos de confidencialidade dão por vezes muito jeito para esconder realidades, para disfarçar a não resolução de problemas, para disfarçar prepotência e arrogância.

Mas também sei que muitas vezes as dificuldades e as carências e a não resolução de problemas estão acima das chefias militares, estão no poder político.

Conheço Faro, conheço onde estão as embarcações civis, onde estão as embarcações militares, conheço a área molhada, o lodo, onde estão as infra-estruturas físicas de Marinha, Autoridade Marítima, Capitania de Faro.

Não é difícil perceber distâncias, não é difícil visualizar (ainda em Agosto andei por Faro e Olhão) câmaras de vigilância.

Mas tenho muitas dúvidas. Muitas.
Distâncias aos cais?
Que pessoal existe para assegurar segurança?
Câmaras de vigilância cobrem tudo? Cobrem quem venha de terra? E quem venha de barco? E quem se arraste pelo lodo?

Claro que é mais fácil correr com subordinados.
Oxalá exista um processo e averiguações. 
Será que houve no anterior caso que levou à primeira exoneração?

E o ministro da defesa nacional, não se incomoda com nada disto, não manda averiguar externamente à Marinha?

Não se questiona que meios materiais e humanos existem, que meios estão atribuídos à Marinha e à Autoridade Marítima para fazer face aos crescentes problemas e riscos na Costa Algarvia, no mar territorial, na parte da ZEE adjacente ao Algarve, ponta de Sagres e Costa Vicentina?
Então sr ministro?

Aguardemos.

António Cabral

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

domingo, 18 de agosto de 2024

O Sr ALBUQUERQUE
O sr Albuquerque interrompeu as férias, porque o incêndio iniciado na 4ª Feira (provável fogo posto) continua a lavrar, não dá descanso a quem o combate.

Quem o combate?
O único helicóptero existente na Madeira tem tido muitas dificuldades para actuar dadas as condições de vento muito adversas, favoráveis ao alastrar do fogo.
Combatem-no os bombeiros Madeirenses. Tarefa muito difícil dado o terreno em causa.

O sr Albuquerque, no seu habitual arrogante estilo de queixo para a frente, está a disparar à toa, para todos os lados. 
Para o Estado (quer certamente dizer os órgãos de soberania AR e governos), para os seus adversários políticos na Madeira, para os abutres, para os ignorantes, para os treinadores de bancada.
Esta dos treinadores é capaz de ter a ver com a azia dos 6-1!

Como habitualmente neste tipo de políticos de meia tigela, diz que não disse!
Além do mais, Albuquerque sabe melhor do que ninguém como se combate um incêndio. Conhece as orientações técnicas, conhece as estratégias, as práticas, as regras.

Albuquerque não se excita, não se perturba, não se deixa afectar.

O Estado malvado não o tem ajudado, como devia! 

Albuquerque não tem dúvidas, a Madeira é um bom negócio para o Estado!
Enfim, é isto que temos, mas não é caso único. 
Temos em Portugal mais "pérolas" destas.

AC 

domingo, 21 de julho de 2024

De Acordo Com Certos Doutos da Nossa Praça
De acordo com alguns eu corro o risco de ser considerado tolo. Porquê?

Porque não questionando propriamente a necessidade de termos imigração - ai que o país pára, gritam eles - questiono como as coisas estão.

Questiono os doutos que peroram muita coisa da boca para fora mas não os ouço a falar de coisas concretas, como por exemplo:
- a questão da língua (conheço Ucranianos e um cozinheiro nepalês que aprenderam português); sim deviam ter de aprender português,

- a questão da habitação, sim, é vergonhoso como milhares vivem (???) alojados aos montes,

- não se insurgirem particularmente contra o/s anterior (es) governo/s Costa que deixaram chegar tudo ao estado deplorável e de absoluta indigência e falta de humanidade como se vê por todo o Portugal Continental,

- não se interrogarem sobre o diferencial entre o valor do subsídio de desemprego e outros subsídios e o que se paga no âmbito turístico/ hoteleiro,

- a inacreditável ausência de fiscalização das viaturas que se observam conduzidas por imigrantes por exemplo, na zona de Vila Nova de Mil Fontes ou no distrito de Setúbal que conheço razoavelmente.

Claro que os doutos que carimbam como tolos todos os concidadãos que, como eu, questionam educadamente as coisas como INFELIZMENTE elas se observam no dia a dia, estão satisfeitos da vida, pois há décadas com condutor pago por nós (os tolos) todos (se algum imigrante sem seguro lhe bater no carro isso é irrelevante para ele, carro do Estado) e vivem certamente fora da Mouraria, da Avenida Almirante Reis, de Almada, de Vila Nova de Mil Fontes, de Alcochete, do Barreiro, ou da Serafina, etc. etc. etc.

Enfim, os doutos certamente defendem que deviam os salários em Portugal ser muito mais altos mas, depois, não os ouço discutir os salários que pagam por exemplo no hotel onde estou (nos hotéis por todo o lado).

É preciso é muito turismo e turistas, o que se paga aos funcionários . . . bem,. . . . isso não é problema dos doutos, certo?
Tal como a formação que lhes é dada e onde, certo?

Enfim, o Portugal dos doutos, dos superiores, dos ungidos pela ciência e conhecimento e dentro das bolhas do amiguismo.

Os milhares ou milhões de cidadãos como eu que, entre outras coisas, está cada vez mais preocupado com extremismos e populismos, que procura olhar às coisas da vida sem sectarismos e com o máximo de rigor e clareza, que vive feliz no nosso regime mas muito preocupado com o desnorte geral que por aí se observa, são tolos, não é?

Tenham uma boa tarde de Domingo.
Ás 1630 vou outra vez para a praia.
AC

sábado, 20 de julho de 2024

quinta-feira, 27 de junho de 2024

REPETINDO-ME
Legitimamente, qualquer partido, qualquer político, qualquer associação, qualquer pessoa, tem o direito de procurar arranjos, acordos, coligações, o que seja.

As pessoas trabalham, porfiam, mais tarde anunciam propostas, objectivos, resultados, etc.

Isto é, ou parece-me dever ser, o procedimentos habitual.

Naturalmente que há sempre quem prefira vangloriar-se, anunciar, insurgir-se, proclamar, andar nas notícias e na espuma dos dias. Respeito.

Não faz o meu género.
AC

quarta-feira, 29 de maio de 2024

OBSERVO
Observo a vida política nacional, olho para todos os titulares de órgãos de soberania, olho para os principais dirigentes dos vários partidos políticos, olho para as direções dos vários sindicatos, olho para variadas instituições, olho para diferentes entidades da pesadíssima máquina do Estado seja no âmbito do funcionalismo público seja no âmbito dos servidores do Estado como magistrados, militares das Forças Armadas, etc. Olho, observo.

Olho e observo o que se tem passado na Madeira.

Do que observo registo em vários desses particularmente, vozearias, incoerências, demagogia e mesmo a mentira descabelada, reparo nos resultados concretos, e vejo-me assaltado por termos como, ausência de sentido de Estado, desfaçatez, falta de auto-domínio, vaidade, jactância, arrogância, uma descarada ausência de vergonha na cara e, em vários, não servirem a comunidade/ sociedade mas sim, servirem-se dos cargos.
Lamentável.

Perguntam-me, e no estrangeiro, vês grandes diferenças, para melhor?
Respondo, infelizmente não, mas com o mal dos outros e a sua imbecilidade posso bem, interessa-me cá dentro.
AC 

sexta-feira, 5 de abril de 2024

O  BANHEIRO
Nos dias de hoje, nas praias, há nadadores salvadores, há funcionários das diversas e diferentes concessões.

Mas há muitos anos, nas praias, não havia a estrutura legal que hoje existe, que por lei transferiu para os concessionários das praias a responsabilidade de contratar os nadadores salvadores, a responsabilidade pela segurança dos banhistas.

Claro que há uns quantos agentes da Polícia Marítima e do Instituo de Socorros a Náufragos que patrulham as praias nas famosa VW Amarok. Essa vigilância mantêm-se.

Mas no passado havia banheiros.
Havia banheiros mais importantes que outros, havia banheiros mais atentos que outros, e até conheci um banheiro que fazia os possíveis e os impossíveis para que toda a gente reparasse que ele estava lá.

Fazia os possíveis e os impossíveis para que, não só reparassem nele como conseguia que fossem assiduamente ter com ele, e perguntar-lhe qualquer coisa, sobre as bóias de salvamento, ou os toldos, muitas vezes até querendo saber a opinião dele sobre o estado do tempo, os fatos de banho, a hora da maré baixa, ou o que ele recomendava quanto a bronzeadores.

Havia banheiros e banheiros, mas esse que conheci, muito alto, por vezes um pouco vaidoso a roçar o arrogante, sobressaía no seio dos outros banheiros. 

Tinha até aspirações a vir a ser presidente da associação de banheiros do Continente e, frequentemente, dava entrevistas para os jornais das terras, de Lisboa a Cascais.

Que eu tenha conhecimento foi sempre tentando ser esse presidente, creio que nunca conseguiu. 
Apesar da proficiência profissional, a credibilidade sempre o traiu. 
António Cabral

domingo, 17 de março de 2024

ARROGANTE
Porque é que eu não consigo deixar de ser arrogante.
(José Pacheco Pereira, Público, 16 Março 2024)

Respeito a opinião de outrem, sempre, e tenho apreciado muitas das análises que ao longo do tempo JPP vem fazendo. Mas também tenho discordado de muitas. Às vezes, quando quebro a minha regra de pouca televisão ver, assisto a uns bocados daquele programa onde JPP, António Lobo Xavier e um ou uma socialista se divertem em análises.
Recordo-me de ter visto algumas vezes JPP no mesmo tipo de programa onde então estava também o (creio) seu grande amigo António Costa. 

Sem perder muito tempo agora, sinceramente, o ex-deputado à AR/ ex-deputado Europeu/ ex-líder parlamentar do PSD/ ex-afugentador de jornalistas na AR/ colecionador de documentos/ biógrafo/ escritor/ comentador/ historiador,  precisava de explicar, mesmo?
Eu nunca tive dúvidas.
AC

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

A PROPÓSITO de REGRAS da DEMOCRACIA
A Democracia tem regras. 
Desde logo a Constituição da República Portuguesa (CRP) estabelece normas diversas de organização da nossa sociedade, e começa logo por definir que Portugal é uma República, e que se baseia na dignidade da pessoa humana e na vontade  popular, e assim empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Dignidade das pessoas, liberdade das pessoas, pluralidade de expressão, liberdade de opinião, garantia de direitos e liberdades fundamentais.

É, portanto, inaceitável em opinião minha evidentemente, que alguém seja obrigado a fazer algo contra a sua consciência.
Ninguém tem nada a ver com os proventos legalmente obtidos com o labor de cada um.

Mas a democracia tem regras, e a organização da nossa sociedade definiu normas expressas, concretas, para todos aqueles que se dedicam à causa pública, para todos aqueles que pretendam integrar/ que aceitem integrar cargos públicos, cargos nas mais elevadas instituições do Estado.

Quem aceita integrar altos cargos e durante anos e anos se recusa a cumprir as normas a que se automaticamente se obrigou e que não pode desconhecer, diz muito do seu carácter e bem diferente das loas que durante anos lhe outorgaram.

Como diz muito de quem aceita que isso assim se passe durante anos, como diz muito da máquina do Estado que formalmente deve fiscalizar e não fiscaliza.
Tudo isto diz muito do estado deste Estado.

Sempre, uns mais importantes que outros, uns mais democratas que outros, sempre os poderosos sempre as elites, ao resto é que se aplicam as leis.
Lembra-me sempre - para os amigos TUDO.

Tenham uma boa semana.
Aqui, está uma porcaria de tempo, nevoeiro muito carregado.
Saúde, e muita pachorra.
AC 

sábado, 20 de janeiro de 2024

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

C T T
E faz-se luz?
Claro que não, nunca divulgarão a documentação comprovativo.
Um potencial PM que despacha por whatsapp, será?

CTT - Correios Telefones Telégrafos
CTT - Correios de Portugal
CTT - Capazes de tudo, tudo
CTT - Com todos todos
CTT - e mais não digo pois sendo verdade é muito feio!

Nisto tudo deve haver notícias falsas, meias verdades, verdades, intrujice, manobras feias, encobrimentos, jogo escondido, mensagens e ordens por WhatsApp, ordinarice política conhecida.

Quanto ao OE 2021 é sabido quem votou contra ou a favor.
Pessoalmente sorrio com os argumentos dos que votaram contra a dizer que nunca tiveram nada com isso Adiante.

Quanto ao PSD prossegue com as suas tristes figuras. Aparentemente, o PCP saberia da coisa mas nada teve a ver com o negócio.

Depois, giríssimo este detalhe sobre a privatização dos CTT que, se a memória não falha, começou em Sócrates. Partido Socialista!

Mas enfim, tal como a regionalização feita devagarinho à socapa com título de descentralização, nesta história dos CTT porventura terá havido a intenção de fazer na prática uma nacionalização parcial. 

O que eu gostava de ver esclarecido não é a fantochada da ridícula  percentagem de 0,24 % de acções comprada pela Parpublica, mas sim porque não compraram para aí 15 ou 20% de acções.

Uma coisa me parece evidente, mais uma vez o PS quando supostamente governa usa os seus poderes como se tudo fosse seu em Portugal. 
Esquece um preceito fundamental em democracia: o exercício do poder é temporário, e esse exercício de poder deve ser em favor da sociedade portuguesa, para o desenvolvimento do país e melhoria do bem-estar dos cidadãos. Não para os desígnios pessoais dos que gostam de bons pópós, ou dos que gostam da canção do Phil Collins - "do what I say, not what I do!
Certo?

Mais um eloquente caso do tão badalado legado socialista.
O meu problema é que olho para outros legados e não fico nada tranquilo, e particularmente com as promessas no presente.
Aguardemos.
AC

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

TEIMAM  EM  NÃO  APRENDER . . . 
. . . . . 
Mesmo que te julguem mouco
Esses que são teus iguais,
Ouve muito e fala pouco:
Nunca darás troco a mais!
. . . . .
(António Aleixo)
António Cabral

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

HÚBRIS
A húbris é um conceito que basicamente encerra, o desmedido, o excesso, o exagero, a arrogância, a presunção, o abuso, a insolência.
Tenham uma boa sexta-feira, um bom fim de semana, saúde.
Está frio.
AC