Esta a pergunta que a mim próprio venho colocando a propósito do actual inquilino em Belém, o Presidente da República António José Seguro.
Sobretudo a propósito dos discursos que até agora produziu, verdadeiros lençóis, muitooooooooooooo longoooooooos.
E creio que pouco sumarentos.
Um bom amigo já se meteu comigo gabando a minha paciência para os ir lendo. Comentei alguns e assim tentarei prosseguir.
Concedo que lidos é uma coisa, ouvi-los presencialmente deve ser muito doloroso. Então agora no tempo quente, de certeza que muitos fecharão os olhos.
Não faço ideia quem é o principal escritor dos seus discursos mas sincera e respeitosamente, creio que o PR com tão longos discursos corre o risco das mensagens que tenciona passar ficarem um pouco difusas ou mesmo pouco ou nada perceptíveis.
A comparação dos seus discursos com o tempo em que as missas eram dadas em latim para ninguém perceber nada poderá parecer exagero, mas creio que há uma certa razão recordar isso.
Tal com aconteceu com Marcelo, Seguro recebeu a selecção portuguesa de futebol que partiu para os EUA, para o campeonato da bola que vai ser sobretudo o campeonato dos anúncios, dos anunciantes, dos milhões a escorrer!
Não repetiu a patética frase Marcelista - somos os melhores dos melhores - mas andou perto, sonha, e pediu que façam sonhar os portugueses cá e lá fora. Recordou a fibra e alma portuguesas.
Contrariamente a Marcelo, Seguro não se afigura maquiavélico, matreiro, astuto, velhaco, alguns andam a dizer que não passa de uma banalidade, que não é moderado mas apenas banal sem interesse, que acaba por não ser nada. De facto, a ver pelos discursos até aqui parece querer contentar tudo e todos, coisa que não existe na vida real.
Não repetiu a patética frase Marcelista - somos os melhores dos melhores - mas andou perto, sonha, e pediu que façam sonhar os portugueses cá e lá fora. Recordou a fibra e alma portuguesas.
Contrariamente a Marcelo, Seguro não se afigura maquiavélico, matreiro, astuto, velhaco, alguns andam a dizer que não passa de uma banalidade, que não é moderado mas apenas banal sem interesse, que acaba por não ser nada. De facto, a ver pelos discursos até aqui parece querer contentar tudo e todos, coisa que não existe na vida real.
É óbvio que isso não existe não é possível.
Tal e qual como a frase atribuída a Lincoln - Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo. Podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo. Mas não vos será possível enganar sempre toda a gente!
Aliás, andamos há décadas com estes enganos com estes faz de conta, com estes agora é que vai ser, e o resultado está à vista.
Para além de algumas coisas óbvias e sensatas, onde está a mudança radical para enfrentar o duro presente e o terrível que se perspectiva?
Para começar a mitigar a pouca vergonha que subsiste há décadas e particularmente desde 1991?
E volto à minha pergunta: estou a ser injusto?
Bom dia.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.
António Cabral (AC)
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